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PAUTA
Informação e música em harmonia

Di Melo celebra 45 anos de carreira no Centro Cultural SP

Foto: André Barone

Apresentação terá participações especiais da rapper Tássia Reis e de Gabi Di Abade, filha do cantor e compositor pernambucano

Postado em 28 de setembro de 2018 por

No próximo domingo (30), a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo será convertida em uma espécie de salão de baile, com o irresistível apelo dançante do samba soul do cantor e compositor Di Melo.

Celebrando 45 anos de carreira, o artista pernambucano sobe ao palco às 18h. O repertório passará por hits de seu cultuado primeiro álbum de 1975, como Kilariô, A Vida em Seus Métodos Diz Calma, Pernalonga e Se o Mundo Acabasse em Meu Mel, mas também estará apinhado de faixas de O Imorrível, segundo álbum de Di Melo, lançado em 2016, além novidades de seu mais recente trabalho, gravado ao lado da big band francesa Cotonete e previsto para sair editado no começo de 2019.

Em 1973, radicado em São Paulo, o jovem artista recifense iniciou sua carreira artística com o codinome Boby D’Melo. Com o lançamento de seu primeiro álbum pela Odeon, Di Melo começava a experimentar algum êxito comercial quando embarcou em um comportamento de autossabotagem.

Como bem sabem os fãs de primeira hora, o artista passou mais de duas décadas em pleno ostracismo e anonimato. Desprendido e “muito louco”, o compositor mergulhou de cabeça em um longo ciclo de desbunde que somente foi interrompido quando, na virada do milênio, ele soube que seu LP de 1975 escalava o topo da lista de discos desejados por um sem-número de DJs e colecionadores espalhados em seu País e ao redor do mundo.

Em 2011, novidade que reiterou a amplitude do culto em torno de sua obra, Di Melo foi surpreendido com a aparição de uma cópia do disco no clipe de Don’t Stop The Party do popular grupo californiano de hip-hop e R&B The Black Eyed Peas (veja a cena, aos 6’06”).

Para esse novo público, no entanto, tamanha era a desinformação sobre o paradeiro de Di Melo que corria à boca pequena o factoide de que ele já havia partido dessa para melhor. Mito que só foi derrubado com o lançamento do documentário Di Melo – O Imorrível, curta-metragem rodado em 2009 pelos diretores Alan Oliveira e Rubens Pássaro. Naquele ano, além da empatia do público, o filme consquistou o Kikito de Melhor Montagem no Festival de Gramado.

Desde então, ano após ano Di Melo procura reinventar sua faceta artística. Além dos fãs, ganhou uma nova companheira, Jô Abade, sua empresária, com quem teve a menina Gabi, hoje com 12 anos. Com a injeção de vida regrada imposta por Jô e Gabi, o artista abriu seu baú de composições, criou novos temas e lançou, em 2016, o elogiado álbum Imorrível.

No mais recente capítulo de sua volta à melhor forma, Di Melo passou o último mês de julho em Paris, apresentando uma série de shows ao lado dos músicos da Cotonete, com quem acaba de lançar um maxi-single (um vinil de 12 polegadas por 45 rpm) com duas versões da faixa A.E.I.O.U..

Narrativa incomum em nosso meio musical, as memórias da ascensão, queda e volta imponente de Di Melo são narradas a seguir, em primeira pessoa.

Como é que você chegou ao caminho de querer tocar um instrumento e, depois, se aventurar pela composição?
Acho que na barriga da minha mãe eu já fazia música. É uma coisa que já nasceu comigo. Mesmo. Eu sempre gostei de entalhes, de pintura, de música, de compor. Bem moleque eu já perseguia essa ramificação.

E quem te introduziu ao instrumento? Sei que seu pai, Artur, e sua mãe, Gabriela, eram também loucos por música, não é isso?
Meu pai, Artur Napoleão, tocava violão e dona Gabriela cantava, fazendo as coisas em casa. Estava sempre cantando. Isso foi me motivando. Recife é celeiro das várias artes. Na pintura, no teatro, na música, tem um pessoal que se sobressai e, melhor, que sobrevive sem ter que vir para São Paulo ou para o Rio de Janeiro.

Você passou a infância e a adolescência no Recife?
Passei. Até os 17 anos, estive sempre no Recife. Perseguia todos artistas, para mostrar meu trabalho. Foi aí que encarnei no Wanderlei, organista do Roberto Carlos, e vim para São Paulo no final de 1968 – mas estava nudo crudo. Fiquei aqui algum tempo, ele até me levou para a Odeon, e eles gostaram de mim, só que São Paulo era muito frio. Eu estava acostumado com o Recife, habituado, moleque praieiro, inteiramente praieiro, fazendo entalhes, concorrendo no Pátio de São Pedro (tradicional comércio público de artesanato da capital pernambucana) com Manoelzinho Dartene, Maurício Pacheco e Mano Teodósio.

E Wanderlei foi quem te trouxe para São Paulo?
Sim. Wanderlei, que era organista de Roberto Carlos. Fiquei na casa dele algum tempo e decidi voltar pro Recife. Voltei, fiquei por ali, continuei armando no Pátio de São Pedro. Sobrevivia com a história do Pátio São Pedro, tocando nos bares, vendia meus quadrinhos, vendia, à noite, meus entalhes, até que, no Recife Antigo, conheci Jorge Ben. Ele deu mole, e toquei a viola na cabeça dele. Ele disse “você leva jeito”, e me deu um cartão do Roberto Colossi, que era empresário de todo mundo, de Chico Buarque de Holanda a Paulo Sérgio. Colossi fazia tudo…

E Jorge estava tocando ou foi um encontro casual?
Não. Ele tinha tocado e estava passeando. Cheguei em São Paulo e o Roberto gostou muito da minha figura – simplória, mas fazendo um som já balançado na época –, e me deu apoio. Comecei a trabalhar nas caravanas. Fui parar na caravana da Ducal (série de shows promovidos com o patrocínio da extinta marca de confecções). As gravadoras faziam muitas caravanas e as rádios também.

Mas esse era um projeto voltado para a Odeon ou era para a Philips – pergunto, porque Jorge era da Philips?
Não, não. Era Roberto Colossi me apoiando, porque Jorge Ben havia pedido. Um tempo depois ele passou muito mal, ficou doente e veio a falecer. Perdi meu padrinho e fui para a noite, comecei a trabalhar na noite, o que me deu as manhas, as maçanhas, as maranhas, as mamunhas e as tramoias.

E era aquela noite de São Paulo que tinha o Jogral, o Baiúca e toda aquela movimentação no entorno da praça Roosevelt
Sim, tinha o Jogral, Lei Seca, Chop Chocolate Show, Aleluia, Janela Para o Mundo, Balacobaco, Teleco-Teco, Igrejinha.

E aí seus shows eram você e o violão?
Eu e o violão. No Jogral, peguei uma época em que quem subisse no palco teria que superar quem desceu. E só tinha cobrão na noite. Era incrível. Eu tinha meu público cativo. Alaíde Costa chegou um dia e disse ao Moacir Menghinhi Machado, que então era o diretor da Odeon, “Moacir, tem um baiano aí”…

Baiano?
Baiano, porque em São Paulo todo mundo que falava arrastado naquela época era “baiano”. “Tem um baiano aí, muito doido, que tem total domínio do público, e o público vem para vê-lo em todos os lugares. Eu queria que você fosse vê-lo”. Então o Moacir veio, conferiu, gostou e me convidou para assinar o contrato desse disco da EMI-Odeon. O Corisco, Waldemar Marchetti, Deus o tenha, também me ajudou.

O Corisco percussionista, do Corisco e Os Sambaloucos?
Exatamente. O Corisco era arregimentador de algumas gravadoras, como RGE, RCA, Continental…

Imagino que Corisco tenha te ajudado por meio da Arlequim, a editora dele, não é? Porque ele já tinha a Arlequim nessa época…
Sim. Através da Arlequim ele foi o arregimentador desse disco, convidando Hermeto Paschoal, Heraldo do Monte, Claudio Bertrami, que depois fez o Grupo Medusa, Bolão (o saxofonista, ex-líder do grupo Os Rockettes), Capitão (trompetista), Ubirajara (o bandeonista e maestro Ubirajara Silva), pai do Taiguara.

Geraldo Vespar fez os arranjos…
Sim, Geraldo Vespar. Tem também o José Briamonte, maestro, pai do Miguelzinho, que tá aí na área

Um time maravilhoso…
Maravilhoso! Incrível! Luiz Melo, nos teclados, e o corinho da Eloá. Foi muito bacana…

Mas, voltando um pouquinho, teve uma fase em que você era chamado de Boby D’Melo e que chegou a lançar algumas composições com esse nome, não é?
Sim. Boby D’Melo. Depois virou Di Melo. O Jair (Rodrigues) e pessoas muito amigas minhas me chamavam de Bob, a Alaíde Costa também. Um dia, Alaíde chegou para mim no Jogral e disse “Bob, vou te contar, um dia saio dos meus saltos e quebro a cara do Papete”. Eu disse: “calma, não precisa não, deixe que cuido disso”. Dei, dei no Papete – Deus o tenha em um bom lugar. Ele era metido a lutador de capoeira, o cacete, e barará… Eu disse “tome no fucinho” (a briga se deu porque Papete, que era espécie de gerente do Jogral, volta e meia intervinha nas chegadas inesperadas de Alaide, alta madrugada, e tentava impedir que ela entrasse no bar com seus convidados).

Papete levou “no focinho” mesmo?
Levou. Mas ele era um cara legal. era meu amigo e não ficou de mágoa. Foi lance de momento. Tem pessoas ficam guardando mágoa, bronca, e isso é papo de otário. Acho que você tem que tocar a vida, porque você só tem uma. A única certeza que você tem é que você veio e que um dia irá. Se não for de jovem, de velho não passará.

Mas essa geração de que você está falando, pelo contrário, era muito unida, tanto na noite quanto no ambiente dos estúdios. O próprio Briamonte escrevia arranjos para a Philips, da mesma forma que escrevia para a Odeon e levava seus músicos de um lado para o outro…
Exatamente. Mas eu tinha o sangue meio que apimentado. E não costumava levar desaforo (risos). Também tinha a história da droga. Eu era muito maluco. Se eu tivesse pego essa história da Odeon com a cabeça que tenho hoje, seria talvez um dos caras mais bem-sucedidos da música popular brasileira, porque esse disco tocava em tudo que é lugar. Tudo foi feito em oito dias. Eu nunca havia entrado em um estúdio, e esse disco foi todo feito de uma forma incrível. Nas fotos, do Carlinhos Dutweller, apagamos tudo no estúdio, ele jogou uma luz infra-vermelha e deu essas fotos.

Foram exatamente oito dias para resolver tudo, inclusive os arranjos do Vespar? Vespar, aliás, também era um instrumentista genial, na guitarra, no violão…
Exatamente. Na música João, é ele quem toca. Eu vinha, passava os arranjos como eu tinha criado – como, aliás, eu faço até hoje – e ele desenvolvia o restante.

A Odeon, a Philips e a RCA Victor, na época, tinham enorme esmero na produção de seus LPs e compactos. Você comentou há pouco que foi você que rompeu com a Odeon, que estava maluco…
A transação toda, ocorre o seguinte, foi assim: eu tinha esse disco tocando em tudo que é rádio. Tudo que puseram na rua vendeu. Eu tinha também uma música com Wando naquele disco com “moça, me espere amanhã” (Di Melo cita o álbum de 1975, o terceiro de Wando), a última música é minha, uma valsinha linda, chamada Volta. Quando dinheiro era dinheiro, Wando faturou 28 milhões (de cruzeiros, moeda da época). Dinheiro pra caramba! Daí fui receber – e eu tinha música com Jair Rodrigues também, Paspalho, música minha e de Olmir Stocker, o Alemão – meus direitos e vieram com 11 cruzeiros. Pô, não é que eu quisesse fazer música somente por dinheiro. Não era essa a minha ideia, mas que coisa maravilhosa é conseguir sobreviver do seu trabalho. Nada mais honesto.

Nessa época, havia muitas críticas contra o ECAD e os artistas começaram a se reunir para defender seus direitos.
Sempre houve, há e haverá. Porque o direito autoral no Brasil é uma coisa muito complexa. É como você tentar decifrar o mistério da Santíssima Trindade – o pai não fez, o filho não fez e o neto muito menos. É mais ou menos assim. E eu tenho mais de 400 músicas, 12 das quais com Geraldo Vandré, que faz parte da história da música popular do Brasil e do mundo, tenho também música com Baden Powell, inédita.

Você e Baden se conheceram no Japão?
Não, foi depois.

Aliás, a gente não falou da sua passagem pelo Japão, que precede o disco de 1975…
A transação é a seguinte, conheci o Baden quando ele veio para cá, para se apresentar em São Paulo, e eu colei para ver. Toquei meu violão, ele gostou e me convidou para abrir o show dele. Baden me denominou “Pureza”, tamanha era a pureza de minha alma. Ele gostava muito de mim. Eu fiz agora (no disco O Imorrível, de 2016) a música Basta Bem Pensar, uma homenagem ao Baden Powell, porque ele me deu grande abertura, assim como Geraldo (veja abaixo Di Melo interpretar a composição no Estúdio Showlivre).

Essa parceria entre você e Baden é instrumental ou uma canção?
Não, eu canto.

Mas nessa fase o Baden estava com um quarteto instrumental, não é?
Sim, sim. Mas cheguei com um pedaço da música e ele deu a sequência. E essa Basta Bem Pensar foi uma homenagem que eu fiz a ele, pelas coisas que ele me dizia. Ele é “escolástica”, como o próprio Vandré. Eu dei muita sorte na vida por estar ali, junto com pessoas que são realmente faculdade de vida.

E essas 12 canções que você fez com Vandré foram gravadas?
Algumas coisas sim. Tem uma música no Imorrível, minha e dele (a composição Cantamaltina), e tem uma que está no disco com o Cotonete (banda francesa que acompanha Di Melo em seu novo, e ainda inédito, álbum). Ele (Vandré) está liberando aos poucos, porque também meio pegou bode de tudo que acontecia por aqui.

Ele também escolheu sair de cena por um longo período.
Sim. Também conheci o Vandré no Jogral. Aconteceram muitas coisas boas para mim no Jogral. O Vandré, eu estava lá, ele surgiu e eu cheguei “vida na morte, ser forte / coração, se presta, não pede clemência / coragem presta, faz guerra na Terra para poder mudar” (Di Melo recita a letra de uma composição dos irmãos pernambucanos Rodolfo e Ricardo Moraes, canção que ele defendeu em um festival no Recife). Ele se afeiçoou, e eu disse, quer que eu dê continuidade ao trabalho? Ledo engano. Saímos de bandola, feito caranguejo: Brasil, Paraguai, atravessamos fronteiras…

Nessa época ele continuava perseguido pela ditadura? Isso também foi uma válvula de escape para não ficar na barra pesada que rolava aqui?
Não. Fomos parar no Paraguai com o maestro Michael Kelly. Vandré fez algumas músicas com Enzo Merino, com o filho do Thiago Mello, o Manduka, que também faleceu. De vivo tem o Ivo, tenho eu e o Sabiá, Osmar de Lima “Sábia”, que tem música com Vandré. Wandeka também e Alaíde Costa. Então, eu me sinto um cara privilegiado por ter músicas com esse pessoal, com Waldir da Fonseca. Tenho uma música gravada com Waldonis, que é o cara que herdou a sanfona do Gonzagão, a família dele era “padrinho” do Gonzagão.

Falando no Gonzagão, e eu sei que ele é uma influência enorme pra você, chama a atenção, nesse seu disco de 1975, a sonoridade que você emplaca. Claro que, por um lado, há o entendimento de que os músicos envolvidos no registro, Vespar e Briamonte também, tinham toda uma informação de vanguarda na cabeça, mas esse disco antecede, por exemplo, coisas que vieram com o Movimento Black Rio. Como é que você conseguiu chegar a essa sonoridade. Que influências você teve, além do Gonzagão, pra chegar nesse resultado?
Ouvia muito Jackson do Pandeiro, que teve uma grande história, ouvia Paul Anka, ouvia de tudo. Beatles, Elvis Presley, Jimi Hendrix. Eu me achava muito parecido com ele (com Jimi Hendrix), quando estava cabeludão. Ele era muito bom. Tivemos todas as aberturas, quebramos todos os tabus. Nossa geração é incrível. Muita gente parou de viver para curtir. Por isso mesmo chegou a época de loucura tamanha que pedi rescisão da EMI Odeon.

Que é justamente essa fase que você falou, das viagens om Vandré…
Então, eu pedi rescisão da Odeon porque não tinha condições de fazer o trabalho que eu fazia, de ver músicas gravadas por pessoas que estavam no mercado, mandando no mercado, vendendo pra caramba e eu não ver dinheiro. Quer dizer, eu comecei a ser sacaneado na editora desde os anos 1970. Tenho 400 músicas, tenho dois livros compilados, A Minicrônica da Mulher Instrumento e Bicho Voador. Quer dizer, eu era pra estar nababo, e a coisa não virou. Eu perdi a vontade de fazer um som. Não que eu parasse de compor, de fazer showzinhos intimistas, essas coisas. Parei de aparecer, de batalhar em rádio. Continuei criando, recriando e recriando.

Veja o Showlivre.DOC “Di Melo em Primeira Pessoa” (confira também as partes 2: bit.ly/2wvvAMe e 3:bit.ly/2ogl8Vs)

E a proposta da Odeon era do tipo “vamos fazer esse disco e depois a gente vê o que faz, depois a gente estende o contrato”?
Não. E eu nem quis saber o que seria. Peguei bode e sai. Aí esse disco ficou largado durante uma longa periodicidade. Eu meio que abominei esse disco.

Você nem chegou a fazer shows para apresentar o repertório dele?
Não. Esse disco tinha também uma música, que era do Waldir da Fonseca, um chorinho que quem tocou esse choro foi o Milton Banana. O Milton deu uma canja nesse chorinho, que é lindo, mas não saiu nesse disco. Não sei que “ingresia” arrumaram que não saiu

O Milton também lançou vários LPs pela Odeon…
Sim, ele era da Odeon. Esses caras que gravavam pela EMI Odeon e que fizeram esse disco eram ratos de estúdio, como ratos de porão.

O próprio Geraldo Vespar produzia inúmeros discos na época. O Briamonte também…
Sim. O Boneca também. Muito gente boa. E esse pessoal todo se mandou. Já foi pra parte de cima. Falei com o José Briamonte faz um tempinho, falei também com o filho dele, Miguel Briamonte. Capitão, Bolão e Claudio Bertrami, todo mundo foi embora. O Alemão eu sempre encontro. É uma sumidade.

Um dos maiores guitarristas do Brasil. Aliás, ele e o Heraldo, que também está no disco.
O Heraldo também. Lá fora colocam tapete vermelho pro Alemão passar. O Alemão é meu camarada. Eu vou lá (na casa do guitarrista) comer bolinho. Ele mora na Casa Verde (bairro da zona norte de SP). Vou lá comer bolinho, tomar cafezinho, bater viola, fazer arranjos. Ele já fez arranjos para a Gabi cantar. A Gabi está dando sequência a exatamente isso. Eu havia perdido a vontade de fazer meu trabalho, de fazer as coisas, quando surgiu a Gabi. A mulher (Jô Abade) disse “to prenha”, e eu comecei a pensar realmente em voltar a fazer as coisas.

Ouça, na íntegra, o álbum Imorrível 

Mas o que você fez nesse longo período em que ficou parado, desde que tomou a decisão de não continuar na EMI?
Vai vendo… Fui trabalhar com Geraldo Vandré. E sai andando com ele, achando que ia dar sequência, meio que como um secretário dele, nas andanças, nas loucuras. E foi também um aprendizado, porque fomos fazendo música. Larguei tudo, nessa história, e voltei com essa sessão. E também trabalhei com música italiana, na Cantina Camorra.

Como intérprete de música italiana?
É. Cantava música italiana, só que eu a colocava num pique de samba. E o pessoal adorava, era uma piração, era uma loucura. Eu subia nas mesas, pegava os taralli (salgadinho italiano em formato anelar) e colocava no dedo das meninas, noivando e tal. Quando a coisa incendiava muito, eu pegava um extintor e abria em cima da mesa. Era uma loucura muito grande. A comida não era grande coisa, mas a zona, a zueira era fantástica. A Camorra era uma loucura. Virava bicho, ali na Consolação com a Oscar Freire. Era uma fila arretada, uma zuada só.

Você falou da zoeira, e há pouco comentou essa situação de tua saída da Odeon ter sido intempestiva porque você andava muito louco. Até que ponto a falta de disciplina, essa vida desregrada, foi decisiva para você desistir de tudo? A coisa era mesmo nesse grau de loucura?
Era. Eu era muito doido. Era mais louco do que todos que conheci. Cheguei ao ponto de fumar meu próprio cabelo pra ver se dava barato. Eu era louco. E sai dessa sem ajuda de médicos, sem ajuda de nada, velho. Foi na raça. Dizer também que o cara se droga pra matar, para roubar, é tudo papo furado. Nunca tive essa patifaria, nunca trafiquei, nunca matei, nunca roubei e nem me prostitui – pronto, melhor ainda. Sempre trabalhei. Preto e pobre, porém honesto. Não me acho melhor nem pior que ninguém. Só sei que quando subo no palco me garanto. Pode descer quem descer. Pega um Rolling Stones, deixa aquele aparato, aquela aparelhagem, a banda tocando, para tu ver o que eu apronto.

Nos anos 1980, você vivia do quê? E quando foi que ocorreu o acidente de moto que levou ao mito de que você havia morrido?
Minha casa, se você for lá um dia perceberá, é como se fosse uma galeria. Tem obra de arte do chão ao teto. Pintura, escultura. No banheiro, na cozinha. Fui catalogando coisas ao longo do tempo, e tenho amor a tudo que faço. Tenho carinho, respeito e determinação. Sempre gostei muito disso. Arte sempre foi pra mim ordem do dia. Nasci, vivo e vou morrer com arte. Esse é meu alimento, meu combustível. Tenho um público “maravilindríco”. Então, voltando ao assunto, fiquei com Vandré, fiquei nas praias, e fiquei também com o lance da música italiana. Negociei também muitos quadros com Belchior, vendi obras para o Ney Matogrosso, vendi um tapete para o Gil, vendi trabalhos para Caetano, Bethânia. E foi assim que sempre sobrevivi de arte, tocando uma violinha e tal. Assim fui me mantendo, até que alguns DJs começaram a descobrir esse disco (o álbum de 1975), a tocar as músicas e eleger o disco como um dos mais cotados da música brasileira de todos os tempos. O que, para mim, foi uma honra, porque isso me deu um público lindo.

Como é que chegou essa informação para você? Alguém disse “teu disco está estourado lá fora”?
A Jô estava grávida de Gabi

A inclusão de A Vida em Seus Métodos Diz Calma na coletânea da Blue Note, Blue Brazil Vol. 2, foi em 1998, ou seja, isso faz 20 anos…
Teve também um DJ muito famoso, que sampleou Pernalonga (Di Melo se refere à dupla N.A,S.A., formada por Zé Gonzales e Sam Spiegel e que sampleou sua composição na faixa The People Tree, de 2009). Aí apareceu o disco no clipe do Black Eyed Peas (o clipe de Don’t Stop The Party, veja o LP de Di Melo, aos 6’04”) e as coisas foram acontecendo. Primeira letra do lance foi também tocar no Estúdio Showlivre. Sinceramente, as coisas foram se encaixando. Teve a história da morte trágica, que não houve, mas foi um desastre de moto.

Um acidente realmente grave, não foi?
Foi. Pulei uma ponte, e fiquei meio que paralisado. Eu tinha saído do Bar Avenida e fui para um sítio. Quando dei por mim, meio que chapadérrimo, vi dois caminhões vindo na minha direção, E isso não foi alucinação, eles iam passar sobre minha moto. Foi aí que eu pulei – e ainda tenho o corpo todo quebrado. Pulei numa ponte, a moto entortou toda, minha coluna mais ainda, e fui parar no tal doutor Liasch (o fisioterapeuta Pedro Liasch Filho), que, na época, era o cara que cuidava da coluna de Pelé, Rivelino e Sarney. Juntei tudo que eu tinha de grana e uma namoradinha meio riquinha que eu tinha na época me ajudou a custear, a bancar toda a coisa.

Que ano foi exatamente isso, Di Melo?
No começo dos anos 1990. Eu morava em cima do Sujinho (tradicional restaurante na rua da Consolação, no centro de São Paulo), o último andar era meu. E, porra, eu tava praticamente de cadeira de rodas. Reencontrei um amigo meu que mexia com coluna, ciático, essas coisas, e ele disse “Di Melo, véio, o que é que é isso?”. Esse cara fez parte do Corpo (o grupo de dança). Na terceira sessão, eu sai andando, sai jogando bola. Mas como eu sai de cena, todo mundo ficava “pô, o Di Melo morreu”. Como o Di Melo morreu e ninguém falou pra ele (risos), daí foi feito o documentário Di Melo, o Imorrível, que ganhou o Kikito em Gramado. Ganhou dez prêmios, foi para o Canal Brasil. Como o filme deu tão certo, veio esse disco, O Imorrível (álbum lançado por Di Melo em 2016), uma coisa  bancada pela dona Jô.

Tive o prazer de receber de suas mãos uma cópia desse disco logo que ele saiu. Quando ouvi na íntegra, me chamou a atenção o fato de que a sua personalidade de autor estava completamente mantida em relação ao primeiro. Algo complexo, se pensarmos que 41 anos separam um disco do outro.
Houve a preocupação de fazer música boa para jovens de todas as idades e para qualquer intempérie, em mais um disco atemporal. Minha preocupação é fazer música boa, música que fique, que seja legado. Muita gente chega pra mim e diz “Di Melo, você me salvou. Já pensei até em suicídio, mas comecei a ouvir sua música e fiquei de bem com a vida”.

Impossível negar que quem vai a um show seu percebe isso logo de cara. O astral que vem da tua personalidade parece contaminar todo o ambiente.
Isso é obra do divino. Recebo coisas que só eu recebo. E estou atraindo cada vez mais pessoas que estão embasadas e estão ligadas ao som de forma real, que também comungam com isso. Pra mim, é uma honra, uma glória, assim como estar aqui com vocês é um presente de Deus.

Para concluir, uma pergunta óbvia: que balanço você faz desses 45 anos?
São 45 anos muito bem vividos, que me deram 400 músicas, dois livros compilados, uma filha maravilhosa, amigos como vocês, dona Jô, uma mulher que batalha e já se suicidou umas dez vezes por minha causa. Posso me considerar um cara feliz, não “desfeliz”, e acho que nunca vou ser infeliz porque sou alegre por natureza. Comungo com a vida e só quero coisas boas para a humanidade. Se dependesse de mim, o mundo seria diferente. Eu investiria mais em cultura, investiria mais em qualidade de vida, mudaria alguns contextos, porque tem coisas que para uns estão certas, para outros não, mas tá valendo: a vida é assim.

MAIS
Veja, na íntegra, a apresentação de Di Melo no Estúdio Showlivre. 

 

Destaque Release Showlivre: entrevista com cantora e compositora Rubia Divino

Destaque Release Showlivre: entrevista com Rubia Divino (Foto: Acervo Showlivre)

Falamos Rubia sobre sua carreira, o cenário sócio cultural do país e muito mais

Postado em 02/12/2019 por

A cantora e compositora Rubia Divino se apresentou no Release Showlivre com um trabalho que demonstra o talento nato que a carioca de pé vermelho carrega nas veias há mais de 30 anos – destes, 10 de trabalho profissional no ramo musical. Rubia se destaca pela linguagem diversa e, ao mesmo tempo, única, responsável pelo tom em suas imersões artísticas. Ela traz o chamado “ancestral”, de forma lúdica e densa para as realidades do tempo presente.

O Showlivre.com conversou com a cantora e compositora que falou um pouco mais sobre o seu trabalho, o cenário sócio-cultural atual e muito mais. Confira:

Rubia, como você vê o cenário da nova MPB e como você acredita que sua música se encaixa nesse novo momento da música popular brasileira?
Rubia: Eu acredito que a MPB sempre esteve ligada ao cenário político e cultural em que está inserida, e hoje não é diferente. A Bia Ferreira, a Doralyce e a Luedji Luna fazem parte dessa geração, que além de falar de política falam do amor. Acho que diferente da primeira geração de MPB, que surgiu como oposição ao regime ditatorial instaurado naquele momento, hoje os artistas trazem temas mais próximos das nossas emoções e nossos sentimentos. A nova MPB traz a discussão da militância e da luta, mas que também expõem nossos sentimentos e nossas emoções. Não tem como desconsiderar o impacto das redes sociais no cenário musical atual. Hoje nossa mensagem chega a milhares de pessoas que ultrapassa as pessoas atingidas nos shows ao vivo. Minha música e minha identidade, assim com as artistas que citei, trazem a mensagem do que nos aflige como seres sociais e políticos, mas também falam da sensibilidade nos move de formas múltiplas.

Para você, quais são os principais desafios em ser um artista independente no Brasil em 2019?
As primeiras questões que precisam ser pontuadas são o machismo e o racismo que ainda são tão presentes no nosso cotidiano. Você nem sempre está presente nos espaços que deseja pelo simples fato de ser uma mulher e, além de tudo, uma mulher negra. Recentemente passei por uma situação em que um contratante me propôs um cachê
inferior ao de outros artistas que tocam no local. Inclusive alguns desses artistas tocariam comigo naquela data e me informaram desse valor discrepante. O contratante me disse que nunca pagou o valor superior, que eu estava inventando, enfim, encerramos a conversa por aí e não toquei mais no estabelecimento. Ainda hoje não podemos frequentar espaços que deveriam ser tão nossos quanto de qualquer outra pessoa.
Outro ponto é o envolvimento com as redes sociais. As informações circulam muito rapidamente e nós precisamos estar alimentando as redes o tempo todo para alcançar o público, se você não se atualiza acaba saindo em desvantagem. O terceiro ponto é que o músico independente, muitas vezes, trabalha sozinho e precisa ser multitarefas: precisa vender o show, produzir, desenvolver o conceito, montar o repertório, contratar a banda e o equipamento de som. O desafio é dar conta disso tudo e fazer um show bem feito. Trabalhar com música autoral nem sempre é reconhecido, inclusive financeiramente. Não são todos os espaços que dão abertura, apesar de ter muitos músicos batalhando por esses espaços e construindo um trabalho autêntico
.

Todo compositor busca passar mensagens através de suas obras. Quais as mensagens que a Rubia Divino quer passar aos seus ouvintes?
Eu falo sobre pertencimento, sobre situações que nos afligem e como lidamos com elas, sobre espiritualidade, sobre trocas e parcerias de vida, sobre solitude. Acho que “Amenidades”, “Curumim” e “Confetes e Serpentinas” (que foram gravadas no Showlivre) discorrem bem sobre esses temas e resumem bem as minhas mensagens. Vejo que às vezes estamos tão imersos nas nossas batalhas, nos mantendo firmes na linha de frente que acabamos com o amor endurecido. Por isso considero que, como tantos outros pares, o amor é um dos atos mais revolucionários existentes. Sabemos que é preciso ter força para enfrentar os dias, mas também não podemos esquecer o sentir e por isso precisamos falar sobre ele.

Quais são as principais referências musicais para suas composições?
Nossas referências são o nosso norte. No meu trabalho se encontra um pouco de cada passagem e vivência musical em que os olhos e a voz se tornaram algo novo, algo autêntico. Tenho um pouco do dub, do afrobeat, do samba reggae, do maracatu e do jazz como uma construção muito afetiva e familiar. As referências negras e diaspóricas formam um mosaico rico para produção albúm ao vivo que gravei no Showlivre. Quem ouve o meu trabalho reconhece Nina Simone, Virgínia Rodrigues, Anelis Assumpção, Xênia França e a interpretação da Elis Regina como minhas bases.

Rubia, antes de gravar o ao vivo no Showlivre você tinha apenas um single lançado. O que levou a opção de gravar esse álbum ao vivo?
Tínhamos lançado o single “Amenidades” em um momento político muito importante no nosso país. Quando recebi o convite de gravar o Showlivre ao vivo fiquei muito contente porque sei que o Showlivre.com já tem um público consolidado, já gravaram com grandes nomes da música nacional, que são uma plataforma já consolidada nos meios digitais e que eu teria um bom retorno de visibilidade do material produzido. A visibilidade e o alcance que a plataforma do Showlivre proporciona são maiores e muito mais próximos público se comparado a uma tiragem física e local, uma vez que foca nos serviços de Streaming.

• Links para álbum de Rubia Divino no Spotify ou Deezer: http://bit.ly/2XFaydS
• Presente também em Apple Music, Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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Lançamentos! Plebe Rude, Ponto de Equilíbrio ft. Dada Yute, Cidadão Cafeína, Chá de Gim e Polako

Lançamentos! Plebe Rude, BNegão, Ponto de Equilíbrio ft. Dada Yute, Cidadão Cafeína, Chá de Gim e Polako (Foto/Plebe Rude: Caru Leão)

Confira alguns dos lançamentos recentes da música brasileira

Postado em 27/11/2019 por

PLEBE RUDE | O terceiro single do décimo disco da Plebe Rude“Evolução – Volume I”, que narra a trajetória do ser humano na terra, foi lançado. Intitulada “Descobrimento da América”, a faixa de exatos dez minutos e trinta segundos convida o ouvinte a entrar no clima de ópera rock do novo álbum, com lançamento marcado para o próximo dia 6. Confira:

PONTO DE EQUILÍBRIO ft. DADA YUTE | A banda Ponto de Equilíbrio tem feito colaborações com artistas associados ao gênero jamaicano em singles editados ao longo deste ano em que celebra duas décadas de vida. Neste mês de novembro, a colaboração é com o cantor e compositor paulistano Dada Yute. Convertido tanto ao rastafarianismo quanto à vertente mais pop do reggae, Yute é o convidado do Ponto de Equilíbrio em “Tem Algo Além”, confira abaixo:

CIDADÃO CAFEÍNA | Cidadão Cafeína é uma banda de rock da região de Carapicuíba – São Paulo, formada em 2014. A banda lançou recentemente o “Café, Amores e Cigarros”, o segundo EP de sua carreira. Ouça a faixa “Impressões”:

CHÁ DE GIM | “Severino”, single a ser lançado no próximo dia 22, traz um ritmo novo para a história da banda Chá de Gim, que desde o início da sua trajetória vem oferecendo aos fãs uma salada de ritmos muito apreciada por todos. A princípio a banda não havia identificado a música Severino como um blues, propriamente, mas ela acabou ganhando esse contorno. Segundo relatam os seus integrantes, o baterista Alexandre conseguiu mostrar a todos eles a força que esse ritmo dá para a composição. Confira:

POLAKO | O cantor Polako lançou, em parceria com a gravadora do grande Marcos Maynard, empresário de renome no meio musical, a faixa “Eu Sozinho”. Uma música bem introspectiva, mas cheia de energia. Esse é o terceiro single da carreira solo do cantor e compositor Polako. A canção é uma reflexão visceral sobre conflitos internos e externos que todos vivemos. A faixa foi produzida por Miro Vaz e Tadeu Patolla com direção artística de Marcos Maynard. Confira o clipe:

Lançamentos! Ana Cañas, Zeca Baleiro com Cynthia Luz, Publica, Almir Sater com Alma Livre, Aiace e Estado Imaginário

Lançamentos! Ana Cañas, Zeca Baleiro com Cynthia Luz, Publica, Almir Sater com Alma Livre, Aiace e Estado Imaginário (Foto: Zé de Holanda)

Confira algumas novidades da música brasileira no Showlivre.com

Postado em 06/11/2019 por

ANA CAÑAS | A cantora e compositora Ana Cañas lança mais um clipe do disco “TODXS” (que está indicado ao GRAMMY Latino 2019 na categoria Melhor Álbum POP Contemporâneo), da música “Tão Sua”. O clipe reúne 13 mulheres que possuem belezas não padronizadas, colocando em pauta a sensualidade / sexualidade de corpos preteridos e do movimento Body Positive (ou “Corpo Livre” no Brasil). Assista:

ZECA BALEIRO com CYNTHIA LUZ | Zeca Baleiro lança o clipe em animação de “Mais Leve”, composta e gravada com Cynthia Luz para o álbum “O Amor no Caos“. “Mais Leve” é a segunda colaboração de Zeca Baleiro e Cynthia Luz, com quem lançou o single “Era uma vez”, incluído no álbum da cantora “Efeito Borboleta”. Também acaba de chegar nas plataformas digitais “A Ilha”, parceria de Baleiro com Cynthia e Froid, incluída no álbum “Sol”, que os dois lançaram juntos. Assista:

PÚBLICA | A banda gaúcha Pública nasceu em 2001 e alcançou todo país com seu rock and roll, mas logo entrou em hiato. No ano de 2018, dez anos após o seu último lançamento, eles lançaram o álbum “Despedida”, e nele está a música “A Cidade dos Meus Sonhos”, que acabou de ganhar um clipe oficial, assista:

ALMIR SATER com ALMA LIVRE | A banda de reggae Alma Livre, lança single “Piedade”. Letra e música da banda em parceria com o cantor e compositor Almir Sater. Mesmo sendo um gênero musical diferente, Almir Sater tem empatia e divide os mesmos objetivos que a banda Alma Livre, a música como reflexão e incentivo à construção de um mundo melhor. Confira:

AIACE | “Poeira é caminho. Encruzilhada é destino.” São frases da nova música de Aiace, recém lançada, “Pra Curar”. A música fala muito sobre o momento da cantora. “Depois de Dentro Ali (primeiro disco solo de Aiace lançado em 2017), eu tenho me voltado ainda mais para um caminho de auto descoberta e aceitação dos processos de minha vida”. Ouça:

ESTADO IMAGINÁRIO | “Verdades e Virtudes” é o novo single da banda Estado Imaginário, que anuncia uma fase mais madura da banda. O clima pesado, que em um primeiro momento parece anunciar um filme de suspense, logo dá espaço para riffs pesados e grudentos, acompanhados de uma letra que traz a reflexão de um homem sobre os seus sonhos, virtudes e verdades particulares. Ouça:

Popload Festival 2019 terá Patti Smith, The Raconteurs, Tove Lo, Hot Chip e muito mais

Popload Festival 2019 terá Patti Smith, The Raconteurs, Tove Lo, Hot Chip e muito mais (Foto: The Raconteurs/Third Man Photo Studio)

Evento acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo, no dia 15 de novembro

Postado em por

Um dos principais festivais musicais do país, o Popload Festival 2019 trará mais de 12 horas de atrações para o Memorial da América Latina, em São Paulo, dia 15 de novembro. Trata-se de uma edição histórica: será a primeira apresentação da lenda punk Patti Smith em São Paulo.

Além disso, a escalação tem o supergrupo The Reaconteurs, de Jack White, a rapper inglesa Little Simz e o trio texano Khruangbin, todos estreando em palco brasileiro. As adoradas Hot Chip e Tove Lo voltam ao Brasil com novos trabalhos de divulgação e o festival promove ainda a volta da explosiva banda Cansei de Ser Sexy, a cantora baiana Luedji Luna e o bloco afro Ilê Aiyê também representam a cena nacional e abrem o festival. A banda norueguesa Boy Pablo se apresenta no TNT AFTER STAGE após o encerramento do festival e o show será limitado à capacidade do Auditório do Memorial.

CONFIA O LINE UP E HORÁRIOS DOS SHOWS:

Ilê Aiyê – 10h45
Luedji Luna – 11h00
Little Simz – 11h55
Khruangbin – 13h15
Tove Lo – 14h45
Cansei de Ser Sexy – 16h15
Hot Chip – 17h45
The Raconteurs – 19h15
Patti Smith and Her Band – 20h45
Boy Pablo – 22h30*

*TNT After Stage: os ingressos serão distribuídos no espaço TNT durante o festival e o auditório está sujeito à lotação.

POPLOAD FESTIVAL 2019
Quando: 15 de novembro
Onde: Memorial da América Latina
(Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo)
Horários: Abertura dos portões às 10h / Início dos shows às 10h45
Ingressos: pista R$ 580 (inteira), pista premium R$ 800 (inteira)
Onde comprar: www.ticketload.com e bilheteria do Unimed Hall

Black Friday Release Showlivre 2019

Black Friday Release Showlivre 2019

Postado em por

Chegou Novembro, mês de Black Friday! E aqui no Showlivre.com faremos a nossa campanha de descontos do Release Showlivre!

Apenas durante o mês de novembro, todos artistas que adquirirem o pacote de serviços do Release Showlivre para gravação em janeiro de 2020 terão R$500,00 OFF no custo de produção, pagando apenas R$3.000,00 por todos os serviços do Release Showlivre, da gravação ao lançamento.

Release Showlivre, sua música gravada, transmitida e lançada pelo Showlivre.com!

O melhor do seu repertório em um show com transmissão ao vivo em nosso estúdio! Um álbum ao vivo mixado e masterizado, com 10 faixas! Você recebe royalties via Spotify, Deezer, Aplle Music, entre outros!

GRAVAÇÃO
São mais de 10 profissionais envolvidos da pré-produção ao lançamento, além de toda a estrutura do Showlivre a disposição, com uma equipe que tem experiência em produzir, transmitir e lançar artistas de todos os gêneros musicais e em diferentes momentos de carreira.

TRANSMISSÃO
Um programa ao vivo, com uma hora de duração, apresentação de dez músicas (em média) e entrevista, tudo isso exibido em uma plataforma com centenas de milhares de assinantes consumidores de música e interessados em novidades.

LANÇAMENTO
O Release Showlivre é um álbum ao vivo produzido para o artista com clipes e entrevistas com o lançamento amplamente divulgado em parceria e com destaques em todas as nossas mídias.

Para saber mais, clique aqui e baixe a apresentação.

Los Siberianos, da Argentina, estreia no Brasil em festa da Brain Productions

Los Siberianos, da Argentina, estreia no Brasil em festa da Brain Productions (Foto: Divulgação)

Festival da agência de música, dia 5/12, dentro da SIM São Paulo, contará com incríveis 10 atrações, entre nomes importantes e revelações da cena alternativa nacional e internacional

Postado em 04/11/2019 por

São Paulo vira a capital nacional da música em dezembro, quando acontece a nova edição da SIM, a Semana Internacional de Música de São Paulo, uma das mais importantes feiras de negócios da música da América Latina. É onde a Brain Productions Booking estará ao longo dos cinco dias (de 4 a 8/12), principalmente com seu próprio festival dentro da SIM São Paulo, confirmadíssimo no dia 5 de dezembro, no badalado Jazz Nos Fundos (Pinheiros).

Entre as bandas internacionais, a primeira revelada é a argentina Los Siberianos, que aposta na mistura de rock clássico com pitadas do indie e referências da musicalidade latina, tanto da Argentina como também do Uruguai e Brasil.

Na SIM, será a primeira vez da banda em São Paulo, parte de uma mini turnê que também passará pelo interior do estado, como Piracicaba, Jundiaí e Sorocaba ao lado dos sergipanos do Taco de Golfe. No país de origem, o Los Siberianos já tocou com outro nome em alta da cena brasileira, o Glue Trip.

Nesses shows, os argentinos tocarão músicas do primeiro disco, “Algo Tuyo” (2018, Queruza), além de apresentar uma nova música, “Perdido entre la Gente”, que será lançada no dia 29 de Novembro, parte do segundo álbum de estúdio a ser lançado em 2020.

Este, certamente, será um dos maiores e impactantes lineups de toda SIM 2019, com estrutura de dois palcos distintos no Jazz Nos Fundos, além de exposições e espaço para lojinhas das bandas, com merch oficial.

Segundo o idealizador da Brain Productions, o empresário, tour manager e booker Carlo Bruno Montalvão, este evento é pensado para atrair a atenção e curiosidade de todos da indústria musical, do artista ao jornalista, passando por fãs e outros managers, a partir de bandas e músicos em alta no cenário alternativo, seja devido ao histórico de sucesso ou pelas recentes conquistas que as tornam sensações a serem conferidas de perto.

A Brain é ativa no mercado musical global desde 2010, especializada na exportação de artistas brasileiros para diversos países, com grande atuação nos Estados Unidos, Europa, México e América do Sul e, também, de importação de artistas internacionais para o Brasil. A agência tem no currículo a realização de turnês no México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Itália, França, Suíça, Argentina, Alemanha, Reino Unido, entre outros países.

Serviço:
Nome da noite: Noite Brain Productions Booking

Data: 05 / Dezembro / 2019
Horário: 19h00
Local: JazzNosFundos
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 742 – cep: 05408-001 // São Paulo
Ingresso: R$ 30,00 (Lote 1) / 40,00 (Lote 2) / 60,00 (Lote 3/porta)
Link para compra antecipada: https://www.sympla.com.br/noite-brain–sim-sp__703819 ou www.jazznosfundos.net
Capacidade: 200 pessoas
Censura: 18 Anos

CONCURSO SP MUSIC AÇÃO RUA – REGULAMENTO

Postado em por

O SP Music Ação Rua promove o encontro de nomes consagrados do rock nacional com promessas do estilo na cena paulista. Como representantes da experiência e exemplo de perseverança, além de profissionalismo ao longo de décadas, estão o Inocentes com seu pujante punk rock, a máquina de hits roqueiros Autoramas, o ex-Cachorro Grande Marcelo Gross com sua ousada banda solo, além de Alex Valenzi, Cabeça Pilhada e Anjo dos Becos.

E o SHOWLIVRE e SP MUSIC AÇÃO RUA vão levar mais duas atrações para participar! As atrações vencedoras do concurso ganharão

Vaga garantida no festival SP MUSIC AÇÃO RUA
Uma guitarra
Tagima
Distribuição digital pela
CD Baby

Como participar

• Cadastre-se no site Showlivre.com através do link https://showlivre.com/usuarios/add e em seguida crie um perfil de artista. O perfil deve ter ao menos 2 músicas (via YouTube ou demais Plataformas Digitais) para poder ser avaliado e concorrer. As inscrições ocorrerão de 04 a 10/11.

• Envie um e-mail para [email protected] com o título SP MUSIC AÇÃO RUANOME DO ARTISTA contendo:

  • Link do perfil de artista com ao menos 2 músicas
  • Link das mídias sociais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube)

• No dia 11/11 será criada uma enquete no evento oficial no Facebook com os nomes dos artistas inscritos que estão de acordo com o regulamento. Aí será a hora de iniciar a mobilização de seus fãs divulgando o link da enquete e pedindo para que votem em você no CONCURSO SP MUSIC AÇÃO RUA!

Nos impressione

O participante precisa dispor de conteúdo atualizado nas mídias sociais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube) para que possamos avaliar questões técnicas da banda ou do trabalho solo.

O participante tem de seguir o Showlivre.com em suas atualizações, via cadastro no CONCURSO SP MUSIC AÇÃO RUA!, no Instagram, Facebook, YouTube e Twitter, e demonstrar que segue e interage com a comunidade do Showlivre.com, de forma original e inédita.

Datas / Calendário

Etapa inicial

Cadastre-se no site Showlivre.com através do link https://showlivre.com/usuarios/add e em seguida crie um perfil de artista. O perfil deve ter ao menos 2 músicas (via YouTube ou demais Plataformas Digitais) para poder ser avaliado e concorrer. As inscrições ocorrerão de 04 a 10/11.

Votação:

A votação do público será do dia 11 ao dia 17 de Novembro.

Divulgação dos 2 selecionados pelo júri e público da internet.

Os classificados serão anunciados em 18/11/19 e ganharão:

  • Vaga garantida no festival SP MUSIC AÇÃO RUA
  • Uma guitarra Tagima
  • Distribuição digital pela CD Baby

Etapa final

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Apresentação ao vivo no dia 23/11 no SP MUSIC AÇÃO RUA!, evento que será realizado em São Paulo.

Seletiva:

– Serão escolhidos por uma curadoria do Showlivre.com, CD Baby, Positive Foundation, Orangeira Music e Luartti 1 artista/banda. Além deles, mais 1 (um) candidato será definido pela votação na internet. Os 2 (dois) selecionados se apresentarão no evento SP MUSIC AÇÃO RUA! dia 23/11 no Largo da Batata em São Paulo/SP.

Os critérios de escolha serão:

– Número efetivo de votos na enquete no evento oficial do SP MUSIC AÇÃO RUA;
– Qualidade do conteúdo disponível na internet em todos os canais pesquisados;
– Originalidade e criatividade.

CONCURSO SP MUSIC AÇÃO RUA! – Apresentação

Critérios para a apresentação dos 2 (dois) artistas selecionados no evento, SP MUSIC AÇÃO RUA!

– A organização não se responsabiliza por nenhuma despesa do participante, como transporte, estadia na cidade de São Paulo e alimentação, ou qualquer outra despesa que eventualmente decorra da participação na apresentação.

– Os participantes serão avisados, assim que anunciados os vencedores, sobre os acertos necessários para a produção do evento. No caso de eventual desistência, será selecionado o próximo melhor colocado ou o candidato imediatamente subsequente que atender a todas as exigências deste regulamento.

– A ordem de apresentação será previamente informada aos participantes, sendo que os horários serão os de abertura do evento, as 12:00 e 13:00.

– As apresentações das demais atrações estenderão até 20:00.

– Cada participante terá 40 minutos para apresentar o seu show.

GUITARRA TAGIMA

Uma das marcas de instrumentos mais tradicionais, a Tagima vai dar a cada uma das bandas vencedoras uma Guitarra Telecaster Woodstock Séries Tagima Tw55 Sunburst, como esta! Prepare os solos!

Design-sem-nome-1024x1024 CONCURSO SP MUSIC AÇÃO RUA – REGULAMENTO

PARCERIA CD BABY

A CD Baby, um dos ícones na representação de música mundial, vai oferecer aos vencedores :

Distribuição digital mundial para serviços de streaming e download como Spotify, Deezer, Apple Music, Claro Music, Napster, Amazon Music e muito mais após a apresentação no projeto. Tudo isso isento de qualquer ônus ou taxas para o os mais votados.

Se os vencedores estiverem lançando sua obra e ainda não tiverem alavancado seus direcionamentos em seus trabalhos, os mesmos poderão ter indicação para as playlists oficiais de destaque nos principais serviços de streaming no Brasil, além da inclusão nos playlists oficiais da CD Baby.

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Disposições gerais

Fica estabelecido que situações não previstas neste regulamento serão definidas exclusivamente pela comissão organizadora, que terá, durante todo o período de duração do festival, autoridade soberana para tomar decisões que se julgarem importantes.

Lançamentos Showlivre! Karina Buhr, Jé Santiago, Dona Iracema, Deus Preto e Juliano

Lançamentos Showlivre! Karina Buhr, Jé Santiago, Dona Iracema, Deus Preto e Juliano (Foto: Acervo Showlivre/Karina Buhr)

Confira as os lançamentos da semana no Showlivre.com!

Postado em 01/11/2019 por

KARINA BUHR | Karina Buhr, que lançou recentemente “Desmanche”, seu quarto disco, se apresentou ao vivo no Estúdio Showlivre. Cantora e compositora chega munida de tambores, poesia e forte conexão com o momento político do Brasil. Assista a apresentação completa de Karina Buhr ao vivo no Estúdio Showlivre:

Links para a apresentação de Karina Buhr nas plataformas digitais:
• Spotify, Deezer e Apple Music: http://bit.ly/36hOZBs
• Presente também no Tidal, Napster, Google Play,  Amazon, Groove e outros.

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JÉ SANTIAGO | O rapper Jé Santiago, integrante do grupo Recayd Mob, tem apenas 26 anos e muita vontade de levar sua arte para todos os cantos do mundo. Nascido na região do ABC paulista, iniciou sua carreira há cerca de 3 anos e já aparece como uma das principais revelações da cena e mostrou todo seu talento no Estúdio Showlivre. Assista ao clipe da música “Diñero” ao vivo no Estúdio Showlivre:

Links para a apresentação de Jé Santiago nas plataformas digitais:
• Spotify, Deezer e Apple Music: http://bit.ly/2JH9C0d
• Presente também no Tidal, Napster, Google Play,  Amazon, Groove e outros.

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DONA IRACEMA | A banda baiana Dona Iracema apresentou o seu caatincore no Release Showlivre, trazendo no repertório músicas do seu mais recente álbum “Balbúrdia”. Assista ao clipe da música “Escuta meu CD” ao vivo no Estúdio Showlivre:

Links para a apresentação de Dona Iracema nas plataformas digitais:
• Spotify, Deezer e Apple Music: http://bit.ly/36rz2cb
Presente também no Tidal, Napster, Google Play,  Amazon, Groove e outros.

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DEUS PRETO | A banda de reggae Deus Preto foi atração do Release Showlivre e o conteúdo completo já está disponível em nosso canal no YouTube e também nas principais plataformas digitais. Assista a apresentação completa:

Links para a apresentação de Deus Preto nas plataformas digitais:
• Spotify, Deezer e Apple Music: http://bit.ly/2q3IX6M
Presente também no Tidal, Napster, Google Play,  Amazon, Groove e outros.

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JULIANO | O cantor Juliano foi atração do Release Showlivre e o conteúdo já está disponível em nosso canal no YouTube e também nas principais plataformas digitais. Assista ao clipe da música “Cai Fora”:

Links para a apresentação de Juliano nas plataformas digitais:
• Spotify, Deezer e Apple Music: http://bit.ly/34ccCtm
Presente também no Tidal, Napster, Google Play,  Amazon, Groove e outros.

 





Dona Cislene conclui o lançamento de “TempoRei”, seu terceiro álbum

Dona Cislene conclui o lançamento de “TempoRei”, seu terceiro álbum (Foto: Divulgação)

Lançado em três partes, álbum traz participações de Scalene e Selvagens à Procura de Lei

Postado em por

A banda Dona Cislene conclui o lançamento do terceiro álbum de sua carreira, “TempoRei”, que foi lançado em diferentes blocos de canções. Um dos grandes nomes da nova geração do rock brasiliense, a banda conta no álbum, que traz 10 faixas, com participações especiais das bandas Scalene e Selvagens à Procura de Lei. Confira o clipe de “TempoRei”:

Sobre o clipe, Bruno Alpino (guitarra e voz) disse: “De tempos para cá surgiu nossa vontade de mostrar o lado mais “amigos”. Gravar ‘TempoRei’ com o nosso irmão e videomaker Cadu Andrade, em nenhum momento nos fez pensar em trabalho, nos divertimos em cada take, em cada loucura. A Dona Cislene começou assim e, diante da nossa nostalgia, ao pensar em tudo que vivemos até aqui, não existiria música e clipe para começar descrevendo melhor nosso próximo álbum”.

A banda foi atração recente do Rock in Rio 2019 e tem tocado por diferentes estados divulgando o seu novo trabalho.

“TempoRei” mostra o amadurecimento do trabalho dos brasilienses, desde o primeiro álbum (“Um Brinde aos Loucos”, 2014) até aqui. Cheio de melodias contagiantes e experimentando novas influências, o álbum é sem dúvidas um dos melhores lançamentos do rock nacional em 2019, confira nas principais plataformas digitais.

A última passagem da Dona Cislene no Estúdio Showlivre foi em 2017, confira:

Lançamentos! Plebe Rude, Rincón Sapiência, Cali, Planta e Raiz ft. Fabio Brazza, Haikaiss e Rota 54

Lançamentos! Plebe Rude, Rincón Sapiência, Cali, Planta e Raiz ft. Fabio Brazza, Haikaiss e Rota 54 (Foto/Plebe Rude: Caru Leão)

Listamos novidades nacionais para você ouvir, confira!

Postado em 25/10/2019 por

PLEBE RUDE | “A Mesma Mensagem”, novo single da Plebe Rude lançado nesta sexta-feira (25), joga luz às religiões e promove um questionamento sobre a pluralidade e a convivência pacífica entre diferentes tipos de fé. A faixa narra a evolução das diversas manifestações religiosas, suas diferenças e equivalências, como se o arco da humanidade fosse medido em uma semana. “Na segunda feira seria a louvação a lua, na terça seria o endeusamento do fogo, e por aí vai, até aparecerem os dogmas e religiões organizadas. A semana ‘eterna’ culmina no domingo, onde o lado bonito e humano da solidariedade da fé e do rito, e o lado feio da intolerância e da perseguição vêm à tona, mostrando o quão belo e terrível a humanidade pode ser. A música é um alerta para todo o mal feito e justificado pelo nome de Deus. Sempre foi assim na história e continua sendo até hoje”, explica. Assista ao Lyric Video:

RINCON SAPIÊNCIA | O rapper Rincon Sapiência lançou “Meu Ritmo”, o primeiro single do seu segundo álbum intitulado “Mundo Manicongo: dramas, danças e afroreps”. O álbum chegará nas plataformas digitais em novembro e contará com participações bem legais como: Àttooxxá, Audácia, Gaab, Lellê e Rael. O daora que no dia 25/10, também conhecido como próxima sexta-feira, o rapper solta o single de trabalho, chamado “Meu Ritmo”, que contará com sample de Famoudou Konatè, baterista e percussionista originário da Guiné e que é uma das referências da cultura malinkè. Confira o single:

CALI | Antes Carolina Barc, agora, apenas Cali. Com esse novo nome artístico, nada melhor do que um lançamento para acompanhar a mudança. Nesta sexta-feira (25) Cali “estreia” com o videoclipe de “Não Pare”, dirigido e filmado por Douglas Mendes, instrumental de Stivenz Beats e produção musical de Solanno. Confira o clipe:

PLANTA E RAIZ ft. FABIO BRAZZA | Planta & Raiz, uma das principais bandas do cenário do reggae brasileiro, lançou a música “Fruto da Semente” com a participação de Fábio Brazza, rapper conhecido pelas rimas que produz. O single é o segundo de uma série de cinco que o grupo lançará até o fim de 2019, sempre com a participação de um artista diferente, para comemorar os 20 anos de carreira.  Confira:

HAIKAISS | Após se apresentarem pela primeira vez no Rock in Rio 2019 e confirmados pela segunda vez no Lollapalooza (2017 e 2020), o Haikaiss lançou “Gangorra”, faixa que revive parte da história do trio, que surgiu em Santana, bairro da Zona Norte de São Paulo, e hoje é um dos maiores nomes do rap nacional. Com direção de Matheus Rigola, o clipe traz fãs mirins nas ruas da Zona Norte representando a infância do grupo, a participação especial do influenciador digital Leo Picon, Pedro Qualy interagindo com camaleões e Spinardi protagonizando sua versão do vilão Coringa, assista:

ROTA 54 | A banda Rota 54, formada em 2008, lançou o quarto álbum, intitulado “Náusea”. O lançamento é a primeira aposta do selo Kaos, comandado pelo veterano do punk rock nacional, Clemente Nascimento (Inocentes / Plebe Rude)“O Rota 54 faz punk raiz com um frescor surpreendente, letras fortes e canções para assobiar nas esquinas dos guetos, eu tinha que lançar esse disco”, conta o vocalista do Inocentes, que diz ter se surpreendido com as canções bem construídas e a mensagem contundente do grupo. “Conheço os garotos desde o começo, essa formação se encaixou muito bem, é um momento especial deles”, completa. Ouça o single “Garota Suicida”: