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PAUTA
Informação e música em harmonia

Di Melo celebra 45 anos de carreira no Centro Cultural SP

Foto: André Barone

Apresentação terá participações especiais da rapper Tássia Reis e de Gabi Di Abade, filha do cantor e compositor pernambucano

Postado em 28 de setembro de 2018 por

No próximo domingo (30), a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo será convertida em uma espécie de salão de baile, com o irresistível apelo dançante do samba soul do cantor e compositor Di Melo.

Celebrando 45 anos de carreira, o artista pernambucano sobe ao palco às 18h. O repertório passará por hits de seu cultuado primeiro álbum de 1975, como Kilariô, A Vida em Seus Métodos Diz Calma, Pernalonga e Se o Mundo Acabasse em Meu Mel, mas também estará apinhado de faixas de O Imorrível, segundo álbum de Di Melo, lançado em 2016, além novidades de seu mais recente trabalho, gravado ao lado da big band francesa Cotonete e previsto para sair editado no começo de 2019.

Em 1973, radicado em São Paulo, o jovem artista recifense iniciou sua carreira artística com o codinome Boby D’Melo. Com o lançamento de seu primeiro álbum pela Odeon, Di Melo começava a experimentar algum êxito comercial quando embarcou em um comportamento de autossabotagem.

Como bem sabem os fãs de primeira hora, o artista passou mais de duas décadas em pleno ostracismo e anonimato. Desprendido e “muito louco”, o compositor mergulhou de cabeça em um longo ciclo de desbunde que somente foi interrompido quando, na virada do milênio, ele soube que seu LP de 1975 escalava o topo da lista de discos desejados por um sem-número de DJs e colecionadores espalhados em seu País e ao redor do mundo.

Em 2011, novidade que reiterou a amplitude do culto em torno de sua obra, Di Melo foi surpreendido com a aparição de uma cópia do disco no clipe de Don’t Stop The Party do popular grupo californiano de hip-hop e R&B The Black Eyed Peas (veja a cena, aos 6’06”).

Para esse novo público, no entanto, tamanha era a desinformação sobre o paradeiro de Di Melo que corria à boca pequena o factoide de que ele já havia partido dessa para melhor. Mito que só foi derrubado com o lançamento do documentário Di Melo – O Imorrível, curta-metragem rodado em 2009 pelos diretores Alan Oliveira e Rubens Pássaro. Naquele ano, além da empatia do público, o filme consquistou o Kikito de Melhor Montagem no Festival de Gramado.

Desde então, ano após ano Di Melo procura reinventar sua faceta artística. Além dos fãs, ganhou uma nova companheira, Jô Abade, sua empresária, com quem teve a menina Gabi, hoje com 12 anos. Com a injeção de vida regrada imposta por Jô e Gabi, o artista abriu seu baú de composições, criou novos temas e lançou, em 2016, o elogiado álbum Imorrível.

No mais recente capítulo de sua volta à melhor forma, Di Melo passou o último mês de julho em Paris, apresentando uma série de shows ao lado dos músicos da Cotonete, com quem acaba de lançar um maxi-single (um vinil de 12 polegadas por 45 rpm) com duas versões da faixa A.E.I.O.U..

Narrativa incomum em nosso meio musical, as memórias da ascensão, queda e volta imponente de Di Melo são narradas a seguir, em primeira pessoa.

Como é que você chegou ao caminho de querer tocar um instrumento e, depois, se aventurar pela composição?
Acho que na barriga da minha mãe eu já fazia música. É uma coisa que já nasceu comigo. Mesmo. Eu sempre gostei de entalhes, de pintura, de música, de compor. Bem moleque eu já perseguia essa ramificação.

E quem te introduziu ao instrumento? Sei que seu pai, Artur, e sua mãe, Gabriela, eram também loucos por música, não é isso?
Meu pai, Artur Napoleão, tocava violão e dona Gabriela cantava, fazendo as coisas em casa. Estava sempre cantando. Isso foi me motivando. Recife é celeiro das várias artes. Na pintura, no teatro, na música, tem um pessoal que se sobressai e, melhor, que sobrevive sem ter que vir para São Paulo ou para o Rio de Janeiro.

Você passou a infância e a adolescência no Recife?
Passei. Até os 17 anos, estive sempre no Recife. Perseguia todos artistas, para mostrar meu trabalho. Foi aí que encarnei no Wanderlei, organista do Roberto Carlos, e vim para São Paulo no final de 1968 – mas estava nudo crudo. Fiquei aqui algum tempo, ele até me levou para a Odeon, e eles gostaram de mim, só que São Paulo era muito frio. Eu estava acostumado com o Recife, habituado, moleque praieiro, inteiramente praieiro, fazendo entalhes, concorrendo no Pátio de São Pedro (tradicional comércio público de artesanato da capital pernambucana) com Manoelzinho Dartene, Maurício Pacheco e Mano Teodósio.

E Wanderlei foi quem te trouxe para São Paulo?
Sim. Wanderlei, que era organista de Roberto Carlos. Fiquei na casa dele algum tempo e decidi voltar pro Recife. Voltei, fiquei por ali, continuei armando no Pátio de São Pedro. Sobrevivia com a história do Pátio São Pedro, tocando nos bares, vendia meus quadrinhos, vendia, à noite, meus entalhes, até que, no Recife Antigo, conheci Jorge Ben. Ele deu mole, e toquei a viola na cabeça dele. Ele disse “você leva jeito”, e me deu um cartão do Roberto Colossi, que era empresário de todo mundo, de Chico Buarque de Holanda a Paulo Sérgio. Colossi fazia tudo…

E Jorge estava tocando ou foi um encontro casual?
Não. Ele tinha tocado e estava passeando. Cheguei em São Paulo e o Roberto gostou muito da minha figura – simplória, mas fazendo um som já balançado na época –, e me deu apoio. Comecei a trabalhar nas caravanas. Fui parar na caravana da Ducal (série de shows promovidos com o patrocínio da extinta marca de confecções). As gravadoras faziam muitas caravanas e as rádios também.

Mas esse era um projeto voltado para a Odeon ou era para a Philips – pergunto, porque Jorge era da Philips?
Não, não. Era Roberto Colossi me apoiando, porque Jorge Ben havia pedido. Um tempo depois ele passou muito mal, ficou doente e veio a falecer. Perdi meu padrinho e fui para a noite, comecei a trabalhar na noite, o que me deu as manhas, as maçanhas, as maranhas, as mamunhas e as tramoias.

E era aquela noite de São Paulo que tinha o Jogral, o Baiúca e toda aquela movimentação no entorno da praça Roosevelt
Sim, tinha o Jogral, Lei Seca, Chop Chocolate Show, Aleluia, Janela Para o Mundo, Balacobaco, Teleco-Teco, Igrejinha.

E aí seus shows eram você e o violão?
Eu e o violão. No Jogral, peguei uma época em que quem subisse no palco teria que superar quem desceu. E só tinha cobrão na noite. Era incrível. Eu tinha meu público cativo. Alaíde Costa chegou um dia e disse ao Moacir Menghinhi Machado, que então era o diretor da Odeon, “Moacir, tem um baiano aí”…

Baiano?
Baiano, porque em São Paulo todo mundo que falava arrastado naquela época era “baiano”. “Tem um baiano aí, muito doido, que tem total domínio do público, e o público vem para vê-lo em todos os lugares. Eu queria que você fosse vê-lo”. Então o Moacir veio, conferiu, gostou e me convidou para assinar o contrato desse disco da EMI-Odeon. O Corisco, Waldemar Marchetti, Deus o tenha, também me ajudou.

O Corisco percussionista, do Corisco e Os Sambaloucos?
Exatamente. O Corisco era arregimentador de algumas gravadoras, como RGE, RCA, Continental…

Imagino que Corisco tenha te ajudado por meio da Arlequim, a editora dele, não é? Porque ele já tinha a Arlequim nessa época…
Sim. Através da Arlequim ele foi o arregimentador desse disco, convidando Hermeto Paschoal, Heraldo do Monte, Claudio Bertrami, que depois fez o Grupo Medusa, Bolão (o saxofonista, ex-líder do grupo Os Rockettes), Capitão (trompetista), Ubirajara (o bandeonista e maestro Ubirajara Silva), pai do Taiguara.

Geraldo Vespar fez os arranjos…
Sim, Geraldo Vespar. Tem também o José Briamonte, maestro, pai do Miguelzinho, que tá aí na área

Um time maravilhoso…
Maravilhoso! Incrível! Luiz Melo, nos teclados, e o corinho da Eloá. Foi muito bacana…

Mas, voltando um pouquinho, teve uma fase em que você era chamado de Boby D’Melo e que chegou a lançar algumas composições com esse nome, não é?
Sim. Boby D’Melo. Depois virou Di Melo. O Jair (Rodrigues) e pessoas muito amigas minhas me chamavam de Bob, a Alaíde Costa também. Um dia, Alaíde chegou para mim no Jogral e disse “Bob, vou te contar, um dia saio dos meus saltos e quebro a cara do Papete”. Eu disse: “calma, não precisa não, deixe que cuido disso”. Dei, dei no Papete – Deus o tenha em um bom lugar. Ele era metido a lutador de capoeira, o cacete, e barará… Eu disse “tome no fucinho” (a briga se deu porque Papete, que era espécie de gerente do Jogral, volta e meia intervinha nas chegadas inesperadas de Alaide, alta madrugada, e tentava impedir que ela entrasse no bar com seus convidados).

Papete levou “no focinho” mesmo?
Levou. Mas ele era um cara legal. era meu amigo e não ficou de mágoa. Foi lance de momento. Tem pessoas ficam guardando mágoa, bronca, e isso é papo de otário. Acho que você tem que tocar a vida, porque você só tem uma. A única certeza que você tem é que você veio e que um dia irá. Se não for de jovem, de velho não passará.

Mas essa geração de que você está falando, pelo contrário, era muito unida, tanto na noite quanto no ambiente dos estúdios. O próprio Briamonte escrevia arranjos para a Philips, da mesma forma que escrevia para a Odeon e levava seus músicos de um lado para o outro…
Exatamente. Mas eu tinha o sangue meio que apimentado. E não costumava levar desaforo (risos). Também tinha a história da droga. Eu era muito maluco. Se eu tivesse pego essa história da Odeon com a cabeça que tenho hoje, seria talvez um dos caras mais bem-sucedidos da música popular brasileira, porque esse disco tocava em tudo que é lugar. Tudo foi feito em oito dias. Eu nunca havia entrado em um estúdio, e esse disco foi todo feito de uma forma incrível. Nas fotos, do Carlinhos Dutweller, apagamos tudo no estúdio, ele jogou uma luz infra-vermelha e deu essas fotos.

Foram exatamente oito dias para resolver tudo, inclusive os arranjos do Vespar? Vespar, aliás, também era um instrumentista genial, na guitarra, no violão…
Exatamente. Na música João, é ele quem toca. Eu vinha, passava os arranjos como eu tinha criado – como, aliás, eu faço até hoje – e ele desenvolvia o restante.

A Odeon, a Philips e a RCA Victor, na época, tinham enorme esmero na produção de seus LPs e compactos. Você comentou há pouco que foi você que rompeu com a Odeon, que estava maluco…
A transação toda, ocorre o seguinte, foi assim: eu tinha esse disco tocando em tudo que é rádio. Tudo que puseram na rua vendeu. Eu tinha também uma música com Wando naquele disco com “moça, me espere amanhã” (Di Melo cita o álbum de 1975, o terceiro de Wando), a última música é minha, uma valsinha linda, chamada Volta. Quando dinheiro era dinheiro, Wando faturou 28 milhões (de cruzeiros, moeda da época). Dinheiro pra caramba! Daí fui receber – e eu tinha música com Jair Rodrigues também, Paspalho, música minha e de Olmir Stocker, o Alemão – meus direitos e vieram com 11 cruzeiros. Pô, não é que eu quisesse fazer música somente por dinheiro. Não era essa a minha ideia, mas que coisa maravilhosa é conseguir sobreviver do seu trabalho. Nada mais honesto.

Nessa época, havia muitas críticas contra o ECAD e os artistas começaram a se reunir para defender seus direitos.
Sempre houve, há e haverá. Porque o direito autoral no Brasil é uma coisa muito complexa. É como você tentar decifrar o mistério da Santíssima Trindade – o pai não fez, o filho não fez e o neto muito menos. É mais ou menos assim. E eu tenho mais de 400 músicas, 12 das quais com Geraldo Vandré, que faz parte da história da música popular do Brasil e do mundo, tenho também música com Baden Powell, inédita.

Você e Baden se conheceram no Japão?
Não, foi depois.

Aliás, a gente não falou da sua passagem pelo Japão, que precede o disco de 1975…
A transação é a seguinte, conheci o Baden quando ele veio para cá, para se apresentar em São Paulo, e eu colei para ver. Toquei meu violão, ele gostou e me convidou para abrir o show dele. Baden me denominou “Pureza”, tamanha era a pureza de minha alma. Ele gostava muito de mim. Eu fiz agora (no disco O Imorrível, de 2016) a música Basta Bem Pensar, uma homenagem ao Baden Powell, porque ele me deu grande abertura, assim como Geraldo (veja abaixo Di Melo interpretar a composição no Estúdio Showlivre).

Essa parceria entre você e Baden é instrumental ou uma canção?
Não, eu canto.

Mas nessa fase o Baden estava com um quarteto instrumental, não é?
Sim, sim. Mas cheguei com um pedaço da música e ele deu a sequência. E essa Basta Bem Pensar foi uma homenagem que eu fiz a ele, pelas coisas que ele me dizia. Ele é “escolástica”, como o próprio Vandré. Eu dei muita sorte na vida por estar ali, junto com pessoas que são realmente faculdade de vida.

E essas 12 canções que você fez com Vandré foram gravadas?
Algumas coisas sim. Tem uma música no Imorrível, minha e dele (a composição Cantamaltina), e tem uma que está no disco com o Cotonete (banda francesa que acompanha Di Melo em seu novo, e ainda inédito, álbum). Ele (Vandré) está liberando aos poucos, porque também meio pegou bode de tudo que acontecia por aqui.

Ele também escolheu sair de cena por um longo período.
Sim. Também conheci o Vandré no Jogral. Aconteceram muitas coisas boas para mim no Jogral. O Vandré, eu estava lá, ele surgiu e eu cheguei “vida na morte, ser forte / coração, se presta, não pede clemência / coragem presta, faz guerra na Terra para poder mudar” (Di Melo recita a letra de uma composição dos irmãos pernambucanos Rodolfo e Ricardo Moraes, canção que ele defendeu em um festival no Recife). Ele se afeiçoou, e eu disse, quer que eu dê continuidade ao trabalho? Ledo engano. Saímos de bandola, feito caranguejo: Brasil, Paraguai, atravessamos fronteiras…

Nessa época ele continuava perseguido pela ditadura? Isso também foi uma válvula de escape para não ficar na barra pesada que rolava aqui?
Não. Fomos parar no Paraguai com o maestro Michael Kelly. Vandré fez algumas músicas com Enzo Merino, com o filho do Thiago Mello, o Manduka, que também faleceu. De vivo tem o Ivo, tenho eu e o Sabiá, Osmar de Lima “Sábia”, que tem música com Vandré. Wandeka também e Alaíde Costa. Então, eu me sinto um cara privilegiado por ter músicas com esse pessoal, com Waldir da Fonseca. Tenho uma música gravada com Waldonis, que é o cara que herdou a sanfona do Gonzagão, a família dele era “padrinho” do Gonzagão.

Falando no Gonzagão, e eu sei que ele é uma influência enorme pra você, chama a atenção, nesse seu disco de 1975, a sonoridade que você emplaca. Claro que, por um lado, há o entendimento de que os músicos envolvidos no registro, Vespar e Briamonte também, tinham toda uma informação de vanguarda na cabeça, mas esse disco antecede, por exemplo, coisas que vieram com o Movimento Black Rio. Como é que você conseguiu chegar a essa sonoridade. Que influências você teve, além do Gonzagão, pra chegar nesse resultado?
Ouvia muito Jackson do Pandeiro, que teve uma grande história, ouvia Paul Anka, ouvia de tudo. Beatles, Elvis Presley, Jimi Hendrix. Eu me achava muito parecido com ele (com Jimi Hendrix), quando estava cabeludão. Ele era muito bom. Tivemos todas as aberturas, quebramos todos os tabus. Nossa geração é incrível. Muita gente parou de viver para curtir. Por isso mesmo chegou a época de loucura tamanha que pedi rescisão da EMI Odeon.

Que é justamente essa fase que você falou, das viagens om Vandré…
Então, eu pedi rescisão da Odeon porque não tinha condições de fazer o trabalho que eu fazia, de ver músicas gravadas por pessoas que estavam no mercado, mandando no mercado, vendendo pra caramba e eu não ver dinheiro. Quer dizer, eu comecei a ser sacaneado na editora desde os anos 1970. Tenho 400 músicas, tenho dois livros compilados, A Minicrônica da Mulher Instrumento e Bicho Voador. Quer dizer, eu era pra estar nababo, e a coisa não virou. Eu perdi a vontade de fazer um som. Não que eu parasse de compor, de fazer showzinhos intimistas, essas coisas. Parei de aparecer, de batalhar em rádio. Continuei criando, recriando e recriando.

Veja o Showlivre.DOC “Di Melo em Primeira Pessoa” (confira também as partes 2: bit.ly/2wvvAMe e 3:bit.ly/2ogl8Vs)

E a proposta da Odeon era do tipo “vamos fazer esse disco e depois a gente vê o que faz, depois a gente estende o contrato”?
Não. E eu nem quis saber o que seria. Peguei bode e sai. Aí esse disco ficou largado durante uma longa periodicidade. Eu meio que abominei esse disco.

Você nem chegou a fazer shows para apresentar o repertório dele?
Não. Esse disco tinha também uma música, que era do Waldir da Fonseca, um chorinho que quem tocou esse choro foi o Milton Banana. O Milton deu uma canja nesse chorinho, que é lindo, mas não saiu nesse disco. Não sei que “ingresia” arrumaram que não saiu

O Milton também lançou vários LPs pela Odeon…
Sim, ele era da Odeon. Esses caras que gravavam pela EMI Odeon e que fizeram esse disco eram ratos de estúdio, como ratos de porão.

O próprio Geraldo Vespar produzia inúmeros discos na época. O Briamonte também…
Sim. O Boneca também. Muito gente boa. E esse pessoal todo se mandou. Já foi pra parte de cima. Falei com o José Briamonte faz um tempinho, falei também com o filho dele, Miguel Briamonte. Capitão, Bolão e Claudio Bertrami, todo mundo foi embora. O Alemão eu sempre encontro. É uma sumidade.

Um dos maiores guitarristas do Brasil. Aliás, ele e o Heraldo, que também está no disco.
O Heraldo também. Lá fora colocam tapete vermelho pro Alemão passar. O Alemão é meu camarada. Eu vou lá (na casa do guitarrista) comer bolinho. Ele mora na Casa Verde (bairro da zona norte de SP). Vou lá comer bolinho, tomar cafezinho, bater viola, fazer arranjos. Ele já fez arranjos para a Gabi cantar. A Gabi está dando sequência a exatamente isso. Eu havia perdido a vontade de fazer meu trabalho, de fazer as coisas, quando surgiu a Gabi. A mulher (Jô Abade) disse “to prenha”, e eu comecei a pensar realmente em voltar a fazer as coisas.

Ouça, na íntegra, o álbum Imorrível 

Mas o que você fez nesse longo período em que ficou parado, desde que tomou a decisão de não continuar na EMI?
Vai vendo… Fui trabalhar com Geraldo Vandré. E sai andando com ele, achando que ia dar sequência, meio que como um secretário dele, nas andanças, nas loucuras. E foi também um aprendizado, porque fomos fazendo música. Larguei tudo, nessa história, e voltei com essa sessão. E também trabalhei com música italiana, na Cantina Camorra.

Como intérprete de música italiana?
É. Cantava música italiana, só que eu a colocava num pique de samba. E o pessoal adorava, era uma piração, era uma loucura. Eu subia nas mesas, pegava os taralli (salgadinho italiano em formato anelar) e colocava no dedo das meninas, noivando e tal. Quando a coisa incendiava muito, eu pegava um extintor e abria em cima da mesa. Era uma loucura muito grande. A comida não era grande coisa, mas a zona, a zueira era fantástica. A Camorra era uma loucura. Virava bicho, ali na Consolação com a Oscar Freire. Era uma fila arretada, uma zuada só.

Você falou da zoeira, e há pouco comentou essa situação de tua saída da Odeon ter sido intempestiva porque você andava muito louco. Até que ponto a falta de disciplina, essa vida desregrada, foi decisiva para você desistir de tudo? A coisa era mesmo nesse grau de loucura?
Era. Eu era muito doido. Era mais louco do que todos que conheci. Cheguei ao ponto de fumar meu próprio cabelo pra ver se dava barato. Eu era louco. E sai dessa sem ajuda de médicos, sem ajuda de nada, velho. Foi na raça. Dizer também que o cara se droga pra matar, para roubar, é tudo papo furado. Nunca tive essa patifaria, nunca trafiquei, nunca matei, nunca roubei e nem me prostitui – pronto, melhor ainda. Sempre trabalhei. Preto e pobre, porém honesto. Não me acho melhor nem pior que ninguém. Só sei que quando subo no palco me garanto. Pode descer quem descer. Pega um Rolling Stones, deixa aquele aparato, aquela aparelhagem, a banda tocando, para tu ver o que eu apronto.

Nos anos 1980, você vivia do quê? E quando foi que ocorreu o acidente de moto que levou ao mito de que você havia morrido?
Minha casa, se você for lá um dia perceberá, é como se fosse uma galeria. Tem obra de arte do chão ao teto. Pintura, escultura. No banheiro, na cozinha. Fui catalogando coisas ao longo do tempo, e tenho amor a tudo que faço. Tenho carinho, respeito e determinação. Sempre gostei muito disso. Arte sempre foi pra mim ordem do dia. Nasci, vivo e vou morrer com arte. Esse é meu alimento, meu combustível. Tenho um público “maravilindríco”. Então, voltando ao assunto, fiquei com Vandré, fiquei nas praias, e fiquei também com o lance da música italiana. Negociei também muitos quadros com Belchior, vendi obras para o Ney Matogrosso, vendi um tapete para o Gil, vendi trabalhos para Caetano, Bethânia. E foi assim que sempre sobrevivi de arte, tocando uma violinha e tal. Assim fui me mantendo, até que alguns DJs começaram a descobrir esse disco (o álbum de 1975), a tocar as músicas e eleger o disco como um dos mais cotados da música brasileira de todos os tempos. O que, para mim, foi uma honra, porque isso me deu um público lindo.

Como é que chegou essa informação para você? Alguém disse “teu disco está estourado lá fora”?
A Jô estava grávida de Gabi

A inclusão de A Vida em Seus Métodos Diz Calma na coletânea da Blue Note, Blue Brazil Vol. 2, foi em 1998, ou seja, isso faz 20 anos…
Teve também um DJ muito famoso, que sampleou Pernalonga (Di Melo se refere à dupla N.A,S.A., formada por Zé Gonzales e Sam Spiegel e que sampleou sua composição na faixa The People Tree, de 2009). Aí apareceu o disco no clipe do Black Eyed Peas (o clipe de Don’t Stop The Party, veja o LP de Di Melo, aos 6’04”) e as coisas foram acontecendo. Primeira letra do lance foi também tocar no Estúdio Showlivre. Sinceramente, as coisas foram se encaixando. Teve a história da morte trágica, que não houve, mas foi um desastre de moto.

Um acidente realmente grave, não foi?
Foi. Pulei uma ponte, e fiquei meio que paralisado. Eu tinha saído do Bar Avenida e fui para um sítio. Quando dei por mim, meio que chapadérrimo, vi dois caminhões vindo na minha direção, E isso não foi alucinação, eles iam passar sobre minha moto. Foi aí que eu pulei – e ainda tenho o corpo todo quebrado. Pulei numa ponte, a moto entortou toda, minha coluna mais ainda, e fui parar no tal doutor Liasch (o fisioterapeuta Pedro Liasch Filho), que, na época, era o cara que cuidava da coluna de Pelé, Rivelino e Sarney. Juntei tudo que eu tinha de grana e uma namoradinha meio riquinha que eu tinha na época me ajudou a custear, a bancar toda a coisa.

Que ano foi exatamente isso, Di Melo?
No começo dos anos 1990. Eu morava em cima do Sujinho (tradicional restaurante na rua da Consolação, no centro de São Paulo), o último andar era meu. E, porra, eu tava praticamente de cadeira de rodas. Reencontrei um amigo meu que mexia com coluna, ciático, essas coisas, e ele disse “Di Melo, véio, o que é que é isso?”. Esse cara fez parte do Corpo (o grupo de dança). Na terceira sessão, eu sai andando, sai jogando bola. Mas como eu sai de cena, todo mundo ficava “pô, o Di Melo morreu”. Como o Di Melo morreu e ninguém falou pra ele (risos), daí foi feito o documentário Di Melo, o Imorrível, que ganhou o Kikito em Gramado. Ganhou dez prêmios, foi para o Canal Brasil. Como o filme deu tão certo, veio esse disco, O Imorrível (álbum lançado por Di Melo em 2016), uma coisa  bancada pela dona Jô.

Tive o prazer de receber de suas mãos uma cópia desse disco logo que ele saiu. Quando ouvi na íntegra, me chamou a atenção o fato de que a sua personalidade de autor estava completamente mantida em relação ao primeiro. Algo complexo, se pensarmos que 41 anos separam um disco do outro.
Houve a preocupação de fazer música boa para jovens de todas as idades e para qualquer intempérie, em mais um disco atemporal. Minha preocupação é fazer música boa, música que fique, que seja legado. Muita gente chega pra mim e diz “Di Melo, você me salvou. Já pensei até em suicídio, mas comecei a ouvir sua música e fiquei de bem com a vida”.

Impossível negar que quem vai a um show seu percebe isso logo de cara. O astral que vem da tua personalidade parece contaminar todo o ambiente.
Isso é obra do divino. Recebo coisas que só eu recebo. E estou atraindo cada vez mais pessoas que estão embasadas e estão ligadas ao som de forma real, que também comungam com isso. Pra mim, é uma honra, uma glória, assim como estar aqui com vocês é um presente de Deus.

Para concluir, uma pergunta óbvia: que balanço você faz desses 45 anos?
São 45 anos muito bem vividos, que me deram 400 músicas, dois livros compilados, uma filha maravilhosa, amigos como vocês, dona Jô, uma mulher que batalha e já se suicidou umas dez vezes por minha causa. Posso me considerar um cara feliz, não “desfeliz”, e acho que nunca vou ser infeliz porque sou alegre por natureza. Comungo com a vida e só quero coisas boas para a humanidade. Se dependesse de mim, o mundo seria diferente. Eu investiria mais em cultura, investiria mais em qualidade de vida, mudaria alguns contextos, porque tem coisas que para uns estão certas, para outros não, mas tá valendo: a vida é assim.

MAIS
Veja, na íntegra, a apresentação de Di Melo no Estúdio Showlivre. 

 

Lançamentos Showlivre! Exalta, Vitinho, SNJ, Vagninho Matias, Jardel Queiroga e Grupo Kakurerê

Lançamentos Showlivre! Exalta, Vitinho, SNJ, Vagninho Matias, Jardel Queiroga e Grupo Kakurerê (Foto: Aline Oliveira)

Samba, pagode, rap… confira alguns dos últimos lançamentos do Showlivre!

Postado em 14/06/2019 por

Separamos alguns dos últimos lançamentos do Showlivre.com, confira!

EXALTA | A partir de 01 de fevereiro de 2018, passou a usar como sua marca simplesmente o nome Exalta, a partir da ideia que a simples presença de Thell e Brilhantina, dois dos fundadores do Exaltasamba em sua versão iniciada em novembro de 1986, já identifica prontamente ao público em geral que o Exalta é a continuidade de mais de 30 anos de história de um trabalho que havia sido paralisado em fevereiro de 2012, quando saíram do grupo três de seus componentes para suas carreiras em trabalhos solo.

“Foi Nada” é um dos singles lançados pelo Exalta em 2019. A música, que acabou de ganhar uma nova versão ao vivo e EXCLUSIVA no Estúdio Showlivre, já acumula centenas de milhares de plays nas plataformas digitais e faz parte do primeiro álbum lançado com a nova formação do grupo.

Assista a “Foi Nada” ao vivo no Estúdio Showlivre:

Links para o single ao vivo do Exalta nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2KQWhE3
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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VITINHOVitinho ganhou projeção no cenário musical com o Grupo Disfarce, tendo como seu primeiro sucesso a música “22 Minutos”. O talento de Vitinho também está registrado no repertório de outros artistas que gravaram suas composições, entre eles Pique Novo, Exaltasamba, Sociedade do Samba, Sam Alves e Pedro Lima (ambos do The Voice Brasil).

Confira ao clipe de “Traição” ao vivo no Estúdio Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de VITINHO nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2wtZBMT
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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SNJ | O SNJ já lançou quatro álbuns e foi premiada no Hutúz. Fez shows com artistas e grupos como RZO, De Menos Crime, Z’África Brasil ePosse Mente Zulu. Em 1998, veio o primeiro single do grupo chamado “SNJ – A Sigla”. Em 2001, foi lançado o primeiro álbum: Se tu Lutas, tu Conquistas; no mesmo ano, a banda foi indicada ao MTV Video Music Brasil na categoria “Melhor videoclipe de rap” com “Viajando na Balada”, ainda em 2001, venceu a categoria “Melhor Artista Solo ou Banda” do Prêmio Hutúz.

A música “Seguir em Frente”, do clássico grupo de rap nacional SNJ, foi lançada em 2015 pelo Rapbox, onde conquistou centenas de milhares de plays nas plataformas digitais, agora em 2019 ela ganha sua primeira versão ao vivo no Estúdio Showlivre. SNJ (sigla de Somos Nós a Justiça) grupo de RAP formado em 1996, composto por Sombra, Bastardo, Cabeça, Cris e Rebelde.

Confira ao clipe de “Seguir em Frente” ao vivo no Estúdio Showlivre, estreia este sábado:

Links para apresentação ao vivo de SNJ nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2VmY4lS
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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VAGNINHO MATIAS | Romântico, carismático e de uma voz encantadora, Vagninho Matias é daqueles artistas que conquistaram um público fiel e cativo. Ele foi atração do Estúdio Showlivre dia 15 de maio de 2019.

Confira apresentação de Vagninho Matias ao vivo no Estúdio Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de VAGNINHO MATIAS nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2WFO5Zz
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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JARDEL QUEIROGA | Músico, cantor e compositor, Jardel Queiroga é morador de São Bernardo do Campo no ABC Paulista, aos 11 anos de idade já fazia bailes de garagem com um aparelho de som do seu pai, ganhou um cavaquinho da mãe e ali na rua onde morava aprendeu os primeiros acordes olhando os mais experientes tocar, e em 1993, ainda criança, fundou o Grupo Opinião e por lá ficou 25 anos de sua carreira. Atualmente em carreira solo, Jardel Queiroga foi atração do Release Showlivre.

Confira ao clipe de “Boa Sorte” ao vivo no Release Showlivre, estreia este sábado:

Links para apresentação ao vivo de JARDEL QUEIROGA nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2XwJdY0
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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GRUPO KAKURÊ | O Grupo Kakurê foi criado no ano 2009 através de um grupo de amigos que estudavam com o professor de cordas Mangueira no qual já se conheciam á bastante tempo com a formação de 8 componentes, a formação atual do grupo é de 6 componentes.

Assista a apresentação completa do Grupo Kakurê no Release Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de GRUPO KAKURÊ nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2KanNNt
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

Ana Cacimba faz show no Teatro Clara Nunes e lança single “Todas de Mim”

Considerada uma das grandes revelações da música popular brasileira, cantora baseia seu repertório em ritmos como coco, ciranda e maracatu

Postado em 12/06/2019 por

No sábado, dia 15 de junho, o Teatro Clara Nunes recebe a cantora e compositora Ana Cacimba. O show, embalado por ritmos como coco, ciranda e maracatu, celebra a poética da cultura popular afro-ameríndia, destaca um discurso político engajado e conecta forças femininas ao redor de suas inúmeras lutas e atos diários de resistência.

No repertório, canções como “Vento de Oyá”, “Delicadeza” e “Filha de Pemba” prometem colocar o público para dançar.

Na mesma noite, Ana Cacimba apresenta a inédita “Todas de Mim”.

Para as execuções ao vivo, artista será acompanhada por DJ Preto EL, Gil Capistrano (voz e percussão), Wanderson Mendonça (voz e guitarra) e Tomtom (baixo).

“O peso da percussão e a força dos cantos tradicionais são fortes características do meu trabalho, mas, dessa vez, teremos algumas novidades. Além da mistura com riffs de guitarra, que trazem tanto a distorção do rock quanto o charme do brega, decidimos incluir metais e alguns elementos eletrônicos”, ressalta.

Nascida na periferia do ABCD Paulista, em Diadema, Ana iniciou sua vida artística aos doze anos de idade, no teatro. Aos dezesseis, passou a dedicar-se ao universo musical e, desde então, segue descobrindo e redescobrindo suas forças ancestrais.

SERVIÇO
Ana Cacimba faz show no Teatro Clara Nunes e lança single “Todas de Mim”
Data: 15 de junho de 2019
Horário: 20h
Endereço: Rua Graciosa, 300 | Centro de Diadema, São Paulo
Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Duração: 50 minutos

Konai lança “Pico De Adrenalina”, primeiro videoclipe de seu novo álbum “Petricor”

Konai lança “Pico De Adrenalina”, primeiro videoclipe de seu novo álbum “Petricor” (Foto: Deko Araujo)

Primeiro álbum da carreira de Konai será lançado nesta sexta-feira (31)

Postado em 29/05/2019 por

Konai lançou hoje o primeiro clipe de seu novo álbum. Com direção de Cauê Tarnowski e realização por Digital Music Brasil, “Pico De Adrenalina” é o primeiro single de seu noovo álbum, “Petricor”,que será lançado nesta sexta-feira, 31 de maio. O single promete surpreender seus seguidores que estavam em abstinência desde março desse ano com o clipe de “Fire”.

“Petricor” traz 10 faixas e é o primeiro álbum de Konai. O álbum estará disponível nas plataformas digitais a partir desta sexta-feira (31).

O artista comenta a expectativa para esses grandes lançamentos: “Pico de Adrenalina é a primeira impressão que as pessoas vão ter do álbum, então cada comentário vai ter uma grande importância, e isso cria uma grande expectativa”, declara.

Vejam “Pico De Adrenalina”:

Recentemente o jovem multi-instrumentista fez uma audição especial do álbum, foram selecionadas 15 pessoas para escutarem em primeira mão todas as músicas novas, em uma imersão com direito a efeitos especiais de chuva e neblina, causando um efeito real do fenômeno petricor, nome do aroma que a chuva provoca ao cair em solo seco.

Konai é um dos novos talentos de uma das novas vertentes conhecidas como ‘Rap romântico’ no país. Com apenas 17 anos de idade e dois anos de carreira, o jovem ganhou destaque no mercado fonográfico pela identidade única em suas canções que trazem uma pegada com sonoridades do Rap, Indie Music, R&B e Hip Hop Americano. Além de compor, o artista também produz suas músicas que atualmente ultrapassam a marca de 140 milhões de plays.

 

 

Show em homenagem a Angela Maria é destaque na programação do Sesc Vila Mariana

O Espetáculo “Sempre Angela” conta com participação de Alcione, Wanderléia, Fillipe Catto e as Bahias e a Cozinha Mineira

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No segundo fim de semana de junho, dias 6, 7 a 8 de junho, o Sesc Vila Mariana recebe o show “Sempre Angela”, tributo à cantora Angela Maria com direção de Ricardo Cravo Albin e Ronaldo Rayol. As apresentações contam com a participação de grandes artistas como Alcione, Agnaldo Rayol, Wanderléia, Filipe Catto, As Bahias e a Cozinha Mineira entre outros. Os ingressos serão vendidos a partir do dia 28 no Portal SescSP, com preços que variam de R$ 12 a R$ 40.

Angela Maria nasceu em 1929 como Abelim Maria da Cunha, mas adotou seu nome artístico para participar dos programas de calouros, sem sua família não descobrir. Filha de pais protestantes, teve no coral da igreja o seu primeiro palco, mas só na Rádio Mayrink, no final dos anos 50, que alcançou proporções nacionais. Nessa década gravou seu primeiro sucesso, “Não tenho você”, e foi duplamente apelidada: pelo então Presidente Getúio Vargas recebeu o nome de Sapoti, pois tinha a “voz doce e a cor do sapoti”, assim como a fruta; já pelo público foi nomeada como a “rainha do rádio”. Os anos 60 são lembrados pela irregularidade no seu trabalho, com a ascensão da MPB foi duramente criticada pelos especialistas, sendo chamada de ultrapassada. Com a gravação de “Gente humilde”, trabalho inacabado do compositor Garoto e com letra de Vinícius de Moraes e Chico Buarque, Angela Maria retomou o respeito da indústria fonográfica e o sucesso. Gravou em toda sua carreira 48 álbuns, sendo um dos destaques o trabalho “Amigos”, no qual dividiu o palco com Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. A obra rendeu uma série na TV Globo e vendeu mais de 500 mil cópias. Em 2018 foi programada a gravação do disco “o quinto”, com participação do diretor deste show, Ronaldo Rayol, mas que devido a saúde frágil da cantora nunca foi concretizado.

Ouça o primeiro sucesso de Angela Maria, “Não Tenho Você”:

O espetáculo “Sempre Angela” é composto por 3 apresentações, cada uma contando com um grupo de convidados que cantarão sucessos da artista. Dirigido por Ricardo Albin, historiador, musicólogo e considerado um dos grandes pesquisadores do Brasil, teve a oportunidade de dirigir Angela Maria no show “Os 100 anos de Dalva de Oliveira”. Também na direção Ronaldo Rayol, irmão de Agnaldo Rayol, é cantor e compositor, participou de festivais como o MPB Shell da TV Globo. Acompanhou como instrumentista, Cláudia Teles, Peninha, Wilson Simonal, Zé Kéti, Dinho Nascimento e outros.

Programação Sempre Angela:

Dia 06/06 (quinta) às 21h

Alcione, Ayrton Montarroyos e Claudette Soares (repertório: Vida de Bailarina, Orgulho, Adeus querido, Tango pra Tereza, Balada Triste, Abandono, Fósforo queimado).

Dia 07/06 (sexta) às 21h

Wanderléa, Filipe Catto, As Bahias e a Cozinha Mineira e Eliana Pittman (repertório: Gente humilde, Nem eu, A chuva caiu, Rancho das namoradas, Rua sem sol, Terra Seca, Vingança, Miss Suetter, Por causa de você).

Dia 08/06 (sábado) às 21h

Tânia Alves, Joanna, Márcio Gomes e Alaíde Costa (repertório: Babalu, Cinderela, Lábios de mel, Garota solitária, Falhaste coração, A lua é dos namorados, Fala Mangueira, Retalhos de cetim, Inspiração).

Serviço:

Sempre Angela

Direção de Ricardo Cravo Albin e Ronaldo Rayol

Local: Teatro Antunes Filho (620 lugares)

Não recomendado para menores de 12 anos

R$ 12 (Credencial Plena) l R$ 20 (meia) l R$ 40 (inteira)

Sesc Vila Mariana | Informações:
Telefone: 11 5080-3000
sescsp.org.br
Facebook, Twitter e Instagram

Lançamentos! Xaga, Luiza Casé, Gustavo da Lua e A 25ª Experiência

Lançamentos! Xaga, Luiza Casé, Edgar, Gustavo da Lua e A 25ª Experiência (Foto: Elias Mast)

Do rap ao progressivo, algumas novidades da música brasileira, confira!

Postado em 28/05/2019 por

XAGA | Nome em ascensão no rap carioca, Xaga abre o coração em seus versos e divide ansiedades, angústias e um olhar afiado sobre a cidade e a busca por seus objetivos. Mirando alto em seus sonhos, ele lança “Asas de Ouro”, seu álbum de estreia. O projeto conta com participação de Sant, Ghetto ZN, Paige e DJ Erik Skratch e está disponível em todas as plataformas digitais.

Assista ao clipe de “Guerra Infinita”:

LUIZA CASÉ | A cantora e atriz Luiza Casé lançou recentemente o seu primeiro EP, que leva seu nome. O lançamento traz três faixas que mostra grande influência de MPB. Lançado pela Universal Music, o EP teve produção de Arto Lindsay e Thiago Nassif.

Assista ao clipe de “Me Leva”:

GUSTAVO DA LUA | O novo álbum de Gustavo Da Lua está disponível em todas as plataformas digitais, com sonoridades variadas como a nordestina, a caribenha e africana. “Homônimo” é o segundo álbum da carreira solo de Gustavo da Lua.

Assista ao lyric video de “De Boca em Beco”:

A 25ª EXPERIÊNCIA | Com nova formação e mais referências musicais, A 25ª Experiência acaba de lançar o novo compacto digital – com duas músicas – pela Abraxas Records. “Alquímica” e “Oh! Man! Estourei me chinelo” são duas composições que condensam a verve do rock anos 70, mas sem tirar os pés dos dias atuais, e completa tudo com fuzz, órgãos, pianos elétricos e sintetizadores.

Ouça a faixa “Alquímica”:

Boca Livre lança “Viola de Bem Querer”

Boca Livre lança “Viola de Bem Querer” (Foto: Leo Aversa)

13º álbum do grupo vocal terá shows de lançamento 31 de maio e 1º de junho, no Teatro Rival Petrobras no Rio

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A inconfundível assinatura vocal do Boca Livre volta a soar em “Viola de Bem Querer”, 13º álbum do icônico quarteto carioca, disponível em mídias físicas e digitais, com distribuição da ONErpm. O lançamento nos palcos começa pelo Rio de Janeiro: nos dias 31 de maio (sexta) e 1º de junho (sábado), às 19h30, eles se apresentam no Teatro Rival Petrobras, na Cinelândia.

Em atividade desde 1978, o grupo é formado David Tygel (voz e viola de 10), Lourenço Baeta (voz, violão e flauta), Mauricio Maestro (voz e baixo) e Zé Renato (voz e violão). Após seis anos sem novas gravações, o quarteto realça nas nove faixas do CD a sonoridade que o fez surgir no cenário musical brasileiro de forma ousada e simples, calcada na junção de quatro vozes, de timbres distintos, com violões, viola e baixo, basicamente.

“Suor e prazer, palavras que simbolizam, para mim, a chegada deste novo trabalho. Após seis anos sem lançar um álbum e 41 desde o início da nossa formação, olhamos para nós mesmos, sem compromisso algum com regras ou tendências do mercado, postura adotada desde o primeiro disco. Estamos munidos com o que sabemos fazer melhor: cantar um repertório que foi escolhido com o rigor habitual e que nos inspirou a chegar em um resultado, antes de mais nada, prazeroso. O prazer de cantar juntos é o que nos move. Assim foi e sempre será”, explica Zé Renato.

Com direção musical do próprio quarteto e arranjos vocais de Mauricio Maestro, o repertório contempla composições autorais, como “Santa Marina” (Lourenço Baeta / Cacaso), “Noite” (Zé Renato / Joyce), “O Paciente” (David Tygel) e “Eternidade” (Mauricio Maestro), além de releituras de clássicos como “Amor de Índio” (Beto Guedes / Ronaldo Bastos), “Um Violeiro Toca” (Almir Sater / Renato Teixeira) e “Vida da Minha Vida” (Moacyr Luz / Sereno). Há espaço também para a composição recém-lançada por Geraldo Azevedo, “Um Paraíso Sem Lugar”, dele com Fausto Nilo, e para a regravação de “Viola de Bem Querer” (Paulo Cesar Pinheiro / Breno Ruiz), que dá nome ao disco.

Além do quarteto, um time de músicos convidados participou da gravação do álbum: Pantico Rocha (bateria), João Carlos Coutinho (piano elétrico e acordeon), Bernardo Aguiar (pandeiro), Thiago da Serrinha (percussão) e Marcelo Costa (percussão). Nos shows no Rio de Janeiro, João Carlos Coutinho e Lucas Videla (percussão) acompanham o Boca Livre.

Ouça “Viola de Bem Querer”:

Gabriel Diniz, cantor do hit ‘Jenifer’, morre aos 28 anos em queda de avião

Gabriel Diniz, cantor do hit ‘Jenifer’, morre aos 28 anos em queda de avião (Foto: Rubens Zerqueira/Divulgação)

Acidente aconteceu nesta segunda em Estância (SE)

Postado em 27/05/2019 por

O cantor Gabriel Diniz, que ficou conhecido pelo hit “Jenifer”, morreu nesta segunda-feira (27), aos 28 anos, na queda de um avião de pequeno porte no povoado Porto do Mato, em Estância, na região sul de Sergipe.

Segundo informações fornecidas Polícia Militar, há três mortos: além de Gabriel Diniz, foram identificados Linaldo Xavier e Abraão Farias, pilotos e diretores do Aeroclube de Alagoas. Inicialmente, o Grupamento Tático Aéreo (GTA) havia informado que eram quatro ocupantes na aeronave, que decolou de Salvador e tinha como destino Maceió.

Assista ao clipe de “Jenifer”:

A Universal Music publicou uma nota oficial sobre o falecimento do cantor, confira:

É com imenso pesar que recebemos a confirmação do trágico e precoce falecimento do cantor e compositor Gabriel Diniz, que integrava o cast da Universal Music Brasil.

“Um dos maiores artistas em ascensão no Brasil, talentoso demais, um ser de muita luz, uma das pessoas mais alegres que conheci em toda a minha vida. A família Universal Music chora por sua partida. Descanse em paz meu amigo. Que as suas músicas fiquem eternizadas e nos ajudem a amenizar essa nossa dor. Muita força e conforto para todos os familiares e amigos”, lamenta Paulo Lima, presidente da companhia.

Conhecido pelo seu inigualável carisma e alegria nos palcos e fora deles, Gabriel Diniz também arrebatou uma legião de fãs pelo Brasil. No início deste ano, o cantor lançou o seu maior sucesso, “Jenifer”, que conquistou de vez o país.

Consternada com essa triste notícia, a Universal Music Brasil se solidariza com a família e amigos do cantor, que completaria 29 anos no dia 18 de outubro de 2019, além dos demais tripulantes da aeronave.

Lançamentos! DNSM, Selva, Chameleo, Pedro Thomé, Victor Cronos e Taboo

Lançamentos! DNSM, Selva, Chameleo, Pedro Thomé, Victor Cronos e Taboo (Foto: Bruno Ishihara)

Confira algumas novidades do cenário nacional

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Separamos alguns destaques e lançamentos do cenário nacional com diferentes influências. Confira!

DNSM | Formada em 2018 na cidade de São Paulo, DNSM tem como influencias Chemical Brothers, Depeche Mode, Secos e Molhados e Mutantes , com atmosfera singular, belas melodias e sintetizadores. O grupo é formado por guitarra, vocais e sintetizadores, sem perder em nada para bandas que utilizam o modelo clássico de apresentação.

Recentemente eles lançaram o EP “Devaneios de Uma Mente Ordenada”, disponível nas plataformas digitais. O EP foi gravado, mixado e masterizado por Ronaldo Rossato no Estúdio Garagem City. O primeiro single foi lançado com um lyric video que teve arte e direção de Handel Meireles (Cafofo Filmes).

A DNSM será atração do Release Showlivre dia 12/05 as 14h, com transmissão aqui no Showlivre.com!

Confira o lyric video de “Ponto de Gira”:

SELVA | Após voltarem de uma turnê pela Ásia, Pe Lu e Brian, artistas que formam o Selva, estão lançaram o clipe da música “Amanhecer”, disponível em todas as plataformas digitais. A track é o primeiro lançamento dos artistas com a Universal Music, uma das maiores gravadoras do mundo, e representa um importante passo na carreira dos artistas.

Assista ao clipe de “Amanhecer”:

CHAMELEO | Nome que chama atenção no cenário indie e pop nacional, o curitibano Chameleo lança o EP “utopiaTABOO” após chamar atenção com clipes como “Carne” e “colorBLIND”. Agora, ele solidifica sua sonoridade com o álbum de estreia, que ganha também o clipe para a faixa “Limbo”. A canção e o vídeo retratam um momento entre a vida e a morte do próprio artista, que enfrentou um câncer recentemente.

Confira aqui o clipe de “Limbo”:

PEDRO THOMÉPedro Thomé lançou o clipe de “Chance Zero”, seu novo single, um reggae pop composto por Elan Rúbio, Marcello Henrique e Danillo Davilla. “Não via a hora de divulgar essa música. Acredito que a galera vai gostar bastante! Além de ser uma música pra cima, “Chance Zero” tem algo ingênuo, mas que no fundo passa uma mensagem muito legal”, conta Pedro.

VICTOR CRONOS | O cantor e compositor Victor Cronos lançou o videoclipe do single “Underground”. Do interior do Rio Grande do Norte para São Paulo, o artista quis dar vida à música filmando em lugares que viveu sua infância e adolescência, em Ceará-Mirim. E para que o trabalho ficasse o mais fiel possível as suas ideias e suas ousadias – transportar o espectador às paisagens por ele recriadas – fez questão de idealizar e assinar, além do roteiro, a direção artística, fotografia e figurino.

Assista ao clipe de “Underground”:

TABOO | Uma viagem psicodélica feita por camadas de recortes e memórias para retratar as dualidades e inseguranças de um relacionamento marca o novo lançamento da banda Taboo. “Entre Cortes e Jornais” foi realizado em um formato simulando a estética de colagem em uma animação criada por Jojo Hissa. A faixa está disponível nas plataformas de música digital como parte do EP de estreia, “Valência”.

Assista ao clipe de “Entre Cortes e Jornais”:

 

Dead Fish lança “Sangue Nas Mãos”, primeiro single de seu novo álbum

Dead Fish lança “Sangue Nas Mãos”, primeiro single de seu novo álbum (Foto: Marcelo Marafante)

Um dos principais nomes do hardcore nacional, banda lançou lyric video do novo trabalho

Postado em 24/05/2019 por

Após três anos, a banda Dead Fish retorna com o seu novo álbum de estúdio, “Ponto Cego”. O primeiro single do disco, “Sangue nas Mãos” (Rodrigo Lima/Ric Mastria/Marco Melloni/Alvaro Dutra), está disponível nas plataformas digitais.

Gravada no Estúdio Tambor (RJ), a faixa — assim como o resto do álbum — possui produção de Rafael Ramos. Os processos de mixagem e masterização foram realizados nos EUA por Bill Stevenson (Descendents, Black Flag, ALL) e Jason Livermore, respectivamente.

Além disso, a música chega também com um lyric video. Assista:

Com Rodrigo Lima (voz), Ric Mastria (guitarra) e Marco Melloni (bateria), o single aborda questões sociais e as mudanças recentes na política brasileira. Em “Sangue nas Mãos”, o Dead Fish reforça sua vocação ao hardcore que consagrou a banda, com poderoso instrumental de ritmo acelerado alinhado aos inconfundíveis vocais de Rodrigo Lima.

O lyric video, dirigido por Pedro Hansen, traz a letra da música acompanhada de diversas ilustrações que dialogam visualmente com o seu conteúdo. A arte — autoria de Flávio Grão — faz várias referências ao título do álbum e inclui também a ilustração que é a capa do disco. “Ponto Cego” será lançado no final de maio nas plataformas digitais e em CD, vinil e cassete.

O Dead Fish foi uma das atrações do GIG Showlivre, confira a apresentação, que aconteceu em São Paulo, na íntegra:

Lançamentos Showlivre! Yma, Mad Monkees, Polako e Sr. Garvim

Lançamentos Showlivre! Yma (foto), Mad Monkees, Polako e Sr. Garvim (Foto: Pietá Rivas)

Destaques da nova cena musical nacional são lançamentos da semana, confira!

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Sexta-feita é o dia dos lançamentos da semana! Confira os trabalhos dos artistas que passaram recentemente pelo SHOWLIVRE.COM!

YMA | Com formação artística bastante integrada, YMA desenvolve seu processo criativo através de diversas linguagens até chegar na música. Suas produções procuram investigar as inquietações do inconsciente e canalizar o mundo que absorve com sua voz suave e doce, em ritmos embalados por sintetizadores, mistério dark e música pop.

Confira Yma no Estúdio Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de YMA nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2JEs3UQ
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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MAD MONKEES | Quarteto de Rock formado em 2015 por músicos de Fortaleza, Mad Monkees traz um som firme, maduro e bem executado, deixando claro que além da influência de clássicos do Rock, também incorpora elementos do Rock contemporâneo e música alternativa dos anos 90, além de outros estilos como Blues e Heavy Metal de todas as gerações.

Confira Mad Monkees no Estúdio Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de MAD MONKEES nas plataformas digitais:
Spotify ou Deezer: http://bit.ly/2X0cuKs
Presente também no Apple Music, Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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POLAKO | Polako decidiu focar em seu trabalho solo e autoral em 2018, com mais de 15 anos de estrada, período no qual atuou como “front-man” de diversas bandas. No mesmo ano ele lançou um EP produzido pelo renomado produtor Tadeu Patolla (Charlie Brown Jr, Biquini Cavadão entre outros) de forma independente. O primeiro single, “Viver a Vida”, traz o clima do verão com uma mensagem leve e positiva, abriu as portas em algumas rádios do país. O atual single de Polako, “Segredos”, é destaque em diversas rádios.

Confira Polako no Estúdio Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de POLAKO nas plataformas digitais:
Spotify, Deezer ou Apple Music: http://bit.ly/2HyYDoR
Presente também no Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.

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SR. GARVIM | Formada em janeiro de 2015, Sr. Garvim é uma banda brasileira que nasceu na cidade de Araguari, Triângulo Mineiro, e tem como essência o Rock, que pulsa na veia dos integrantes da banda e alimenta a necessidade de seus músicos expressarem seus olhares sobre os diversos âmbitos que tangem a vida moderna.

Confira Sr. Garvim no Release Showlivre:

Links para apresentação ao vivo de SR. GARVIM nas plataformas digitais:
Spotify ou Deezer: http://bit.ly/2K3Fldg
Presente também no Apple Music, Napster, Google Play, Tidal, Amazon, Groove e outros.