Lucas Laranjeira

‘Doce 22’, o segundo álbum da carreira de Luísa Sonza (Foto: Felipe Gomes)

‘Doce 22’, o segundo álbum da carreira de Luísa Sonza

Álbum traz entrega total da artista, que assina a composição e produção musical do álbum, além do roteiro e direção criativa e codireção dos clipes

Postado em 22/07/2021 por

Luísa Sonza, uma das principais artistas pop do país, acaba de lançar o segundo álbum de sua carreira, ‘Doce 22‘. O projeto, que vem sendo elaborado há cerca de um ano, já está disponível em todas as plataformas de streaming.

Os 22 anos de Luísa foram marcados pelo crescimento exponencial da carreira e por diversos episódios sensíveis e difíceis envolvendo seu nome, com ondas de ataque e ódio na web, além de várias fake news. Foi um ano marcante, do qual ela se lembrará muito. Vivendo esse turbilhão de acontecimentos, a cantora embarcou em um mergulho interno e extremamente pessoal, que resultou em ‘Doce 22’, que foi lançado no mesmo dia do aniversário da artista (18 de julho), em sua virada para um novo ciclo, chegando aos 23 anos de idade.

‘Doce 22’ é, antes de tudo, um presente da artista para si mesma e para seus fãs, uma forma de expor artisticamente os sentimentos de Luísa diante de tudo o que viveu. Nas folhas de papel, nas teclas do piano e nas cordas do violão, em arranjos criados por ela própria, o que gritava eram as mais variadas emoções. Em ‘Doce 22’, Luísa se mostra ainda mais empoderada e mais dona de si, mas também expõe, pela primeira vez, suas fragilidades, medos e incertezas.

O novo trabalho é, de longe, o mais pessoal da jovem e intensa carreira de Luísa, que aproveitou a maior disponibilidade de tempo livre, em virtude da pandemia, para se dedicar a cada detalhe do álbum durante pouco mais de um ano. O envolvimento de Sonza no projeto foi, de fato, total. Além de ser compositora de todas as músicas de “DOCE 22”, ela ainda faz sua estreia como produtora musical do álbum, em parceria com Doug Moda, e assina o roteiro e a direção criativa e codireção dos dois clipes do projeto, “VIP *-*” e “Melhor Sozinha :-)-:”.

‘Doce 22’ marca um novo momento na trajetória de Luísa Sonza, um lugar de liberdade acima de tudo, de poder expressar o que ela quer, da forma que quiser. Procurando fugir da obviedade que, muitas das vezes, pavimenta o caminho de um artista pop, Luísa quer com o novo álbum ir além de apenas emplacar um novo sucesso, subvertendo as exigências do mercado musical, que demanda uma produção cada vez mais intensa de hits. Ao desobrigar-se de cumprir esse papel, ela faz com que ‘Doce 22’ chegue não como um objeto especificamente estratégico, mas como um fruto da honestidade e da sinceridade de seu olhar artístico, que, certamente, irá reverberar e perdurar exatamente por sua autenticidade.

Nesse sentido, Luísa aproveitou para conceber a estética visual do projeto com um mergulho nos anos 2000, trazendo sua própria versão de um período marcado por divas pop, como Britney Spears e Christina Aguilera. É dessa década também a inspiração para o nome do álbum, uma alusão ao ‘Sweet 16’, celebração que marca o início da maturidade na vida de uma menina em alguns países, e, também, ao ‘My Super Sweet 16’reality show da MTV, que durante mais de 10 anos fez das vidas de jovens meninas um espetáculo aos olhos dos telespectadores, semelhante ao que aconteceu com Luísa em 2020, quando completou 22 anos.

Entrei de gaiato, na brincadeira, era 21 de julho de 2020, dia do meu aniversário, Luísa me ligou e falou ‘Vem pra minha casa? Estou começando o processo do meu disco’. Desde então, tudo mudou! Entrei tão de cabeça nesse projeto que em três  meses virei produtor e diretor musical do ‘Doce 22’. Isso para mim, sem dúvidas, é um upgrade na minha carreira e na vida! E, claro, uma super experiência poder trabalhar com uma das principais cantoras pop do país. Pude viver ao lado de Luísa, ver tudo que ela passou neste último ano, e utilizamos como combustível de responder tudo isso com MÚSICA. Foi extremamente desafiador para a gente, e viver isso de dentro trouxe muitas ideias para as músicas do ‘Doce 22’. Foi um processo muito intenso e, assim como o disco, cheio de sentimentos. Estou muito feliz e ansioso para o lançamento”, disse Douglas Moda.

Composto por 14 faixas em diversos estilos musicais, ‘Doce 22’  pode ser dividido em dois lados, como duas faces de uma mesma moeda, e isso é feito de duas formas no álbum: com uma faixa, “INTERlude :(”, e na grafia dos títulos das canções. O lado A, mais dançante e animado, investe na ousadia, sensualidade, coragem e traz seis músicas, com títulos em letras maiúsculas e a certeza de fazer todo mundo dançar, algo que já é marca registrada de Luísa. Entre as faixas presentes neste lado do álbum, estão “INTERE$$EIRA”“2000 s2” e “CAFÉ DA MANHÃ ;P”, primeira parceria de Sonza com a cantora Ludmilla, além de “MODO TURBO”hit lançado como single no final de 2020, com Anitta e Pabllo Vittar, e que acumula mais de 134 milhões de visualizações no YouTube e mais de 85 milhões de plays no Spotify.

A primeira parte de ‘Doce 22’ acrescenta ainda dois feats internacionais à discografia de Luísa: “VIP *-*”, com o rapper americano 6lack, e “ANACONDA *o* ˜˜˜”, parceria com Mariah Angeliq, americana que é uma das recentes revelações do reggaeton e trap latino.

O Lado B de ‘Doce 22’, mais sensível e melódico, mostra uma face mais vulnerável e intimista, ressaltado nos títulos redigidos com letras em minúsculo, traz também “penhasco.” +  uma parceria com o cantor Jão, na faixa “fugitivos :)”, além de “melhor sozinha :-)-:” e “caos/flor ***”.

A relação de afeto e parceria com o pai também inspirou uma das canções. Na faixa “o conto dos dois mundos (hipocrisia)”, a cantora abre o coração para Cezar Luíz, demonstrando ter saudade da vida calma e simples que levava no interior do Rio Grande do Sul antes do sucesso estourar, ao mesmo tempo em que revela um certo desajuste em relação ao seu lugar no mundo, uma espécie de ausência de pertencimento, já que Luísa não mais se encaixa naquela realidade do passado nem na que vivencia atualmente na “cidade grande”. “DOCE 22” ainda proporcionou à Sonza a oportunidade de realizar o sonho de cantar com um de seus maiores ídolos. Lulu Santos, classificado por ela como uma grande inspiração, faz uma participação mais que especial em “também não sei de nada :D”, faixa que encerra o álbum. Alguns detalhes presentes na música, inclusive a gaita, foram sugestão dele. 

Apesar de estarem indicadas na tracklist de ‘Doce 22’, as parcerias com Ludmilla, Jão e 6lack nas faixas “CAFÉ DA MANHà ;P”“fugitivos :)” e “ANACONDA *o* ˜˜˜”, respectivamente, não estarão disponíveis neste primeiro momento, sendo lançadas posteriormente.

Importante ressaltar que a direção dos videoclipes de “VIP *-*” “Melhor Sozinha :-)-:” contam com direção da própria Luísa e de João Monteiro. No primeiro videoclipe, Luísa reforça o empoderamento feminino e o lado empreendedor das mulheres. Já em “Melhor Sozinha :-)-:” é possível observar uma Luísa vulnerável diante de um novo amor.

Além disto, o clipe de  “VIP *-*” conta com Product Placement da marca Trident

Depois de alguns trabalhos que fizemos juntos no passado, Luísa me procurou novamente, desta vez para assinar a direção de dois clipes , “VIP *-*” e “Melhor Sozinha :-)-:” , que serão lançados juntos. Ambos vêm carregados de referências dos anos 2000, tanto estética como cinematográfica. Propomos todo este roteiro onde ela emula esta empresária, empoderada e dona de si e da própria empresa, e trazendo também um pouco de humor, característica dos anos 2000 e do cinema desta época. E além, é claro, do fator pop, que para nós é muito importante, com cenas e coreografias empolgantes e divertidas. Já em “Melhor Sozinha :-)-:”, que também traz esta estética dos anos 200, exploramos um lado menos pop e mais conceitual, um pouco mais intimista, com sequências de cenas mais longas, entendendo melhor o que está acontecendo, e entramos na energia da música, que é sobre estar sozinha e a relação consigo mesma”, disse João Monteiro, diretor do clipe.

Em ação inédita no Brasil, Luísa irá disponibilizar o Enhanced Álbum DOCE 22, que estará exclusivo, a partir do dia 18 de julho, no Spotify, incluindo conteúdo de vídeos exclusivos, CanvasStorylines e mais surpresas. Ouça o álbum aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/EnhancedAlbumDoce22 .

Além disso, Luísa será a primeira artista do Brasil a lançar um álbum em Áudio Espacial com Dolby Atmos no Apple Music. Essa tecnologia proporciona uma experiência imersiva na qual o usuário tem a sensação do som estar se movendo por todos os lados, mesmo com o uso de um fone de ouvidos comum. Essa tecnologia também oferece aos artistas o poder de mixar suas músicas de forma que os instrumentos e as vozes tenham mais profundidade e clareza. Esta riqueza de detalhes faz com que a música chegue aos ouvidos dos fãs mais viva que nunca. Fãs podem curtir o “DOCE 22” em Áudio Espacial com Dolby Atmos no Apple Music.

Atualmente, Luísa Sonza está entre as cinco cantoras mais ouvidas do Spotify Brasil e reúne uma legião de fãs nas redes sociais, somando no total mais de 50 milhões de seguidores. No YouTube, a artista possui mais de 1 bilhão de views em seus vídeos e mais de 6 milhões inscritos em seu canal.

Novidades nacionais! Vespas Mandarinas, Jardim Soma, Caio Uehbe, Roberta Campos e Braza e Big Up (Foto: Rui Mendes)

Novidades nacionais! Vespas Mandarinas, Jardim Soma, Caio Uehbe, Roberta Campos e Braza e Big Up

Ouça novidades da música brasileira

Postado em 16/07/2021 por

VESPAS MANDARINAS | ‘Distraídos Venceremos’ (ao vivo) é o novo single do álbum ‘Cala Boca Já Morreu Ao Vivo’, que será lançado ainda em 2021. Será o quarto álbum da banda, gravado pelas Vespas Mandarinas em formato de power trio com Thadeu Meneghini ao lado da baixista Helena Papini e do baterista Peu Lima. A baixista Débora Cristian figura como convidada da música Carranca.

A capa é assinada por Luca Bori (Vivendo do Ócio). As músicas do novo álbum foram captadas em apresentações feitas pela Vespas Mandarinas na cidade de São Paulo (SP) de março a outubro de 2019.

JARDIM SOMA | “Uma ode à nostalgia e à amizade”. É com esse espírito que o baixista e vocalista da Vivendo do Ócio, Luca Bori, divulga mais uma música inédita do seu projeto solo, Jardim Soma. música da vez é ‘Sopro’, canção que traz uma mensagem de fé e esperança em meio ao isolamento social. 

O artista gravou a faixa no Estúdio Carmo 44, em Salvador (BA). Na ocasião, Luca produziu, cantou e tocou guitarra, baixo, entre outros instrumentos inspirando-se principalmente em nomes como Gorillaz, Mutantes, Crumb, Homeshake, Curumin e John Frusciante. Esta é a primeira vez que o músico também assina a mixagem e a masterização de uma música.

CAIO UEHBE | Poesia de Drummond, dilemas existenciais e a vida na pandemia são referências para Caio Uehbe na música ‘E Agora?’, a estreia da carreira solo do vocalista da banda Rota 54 e que chega às plataformas digitais pelo selo Orangeira Music.

‘E Agora?’ dialoga com a urgência do momento, afinal, quem nunca parou para refletir o que é a vida e o que faz da vida nesta inédita, inesperada e mundial situação de crise sanitária? Assista ao clipe:

ROBERTA CAMPOS | Roberta Campos lançou ‘Miragem’, single e clipe que anunciam seu novo álbum, com lançamento marcado para 30 de julho pela Deck. Com produção musical de Paul Ralphes, a música revela beats e arranjos em tom de reggae que condizem com o convidado especial: Alexandre Carlo, do Natiruts.

“Essa canção foi feita em cima de um riff que criei no meu violão, numa tarde em São Paulo. A ideia era passear naquele looping e ir trabalhando a melodia e a letra, que descreve uma conversa. Quis deixar bem claro esse diálogo durante a gravação no estúdio, tanto que uma voz sobrepõe a outra em alguns momentos, e eu escrevi para ser cantada assim”, conta Roberta.

BRAZA e BIG UP | ‘A Vida Começa Agora’ é fruto de um laboratório musical, promovido pela Embaixada da Espanha, convidando artistas brasileiros a criarem um single dentro de uma atmosfera espanhola. Essa ação também promove o encontro de dois artistas que são referência em seus respectivos estilos. Assim, a carioca Braza e a paulistana Big Up se juntaram. Bandas com um posicionamento forte no Brasil, se destacando pela atitude do som e personalidade nas letras.

Essa colaboração traz a ensolarada ‘A Vida Começa Agora’, com sonoridade envolvente e eclética, misturando tradições brasileiras com a rica cultura espanhola, fundindo pop com rap nas melodias e trazendo através do violão referências ao flamenco. O clipe, dirigido por Leo Pinotti em parceria com os próprios artistas, traduz a alegria da canção através de imagens dos músicos captadas no estúdio durante as gravações intercaladas com belas cenas da Espanha.

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No Dia Mundial do Rock, Wander Wildner lança álbum e show ao vivo (Foto: Caru Leão)

No Dia Mundial do Rock, Wander Wildner lança álbum e show ao vivo

Show Power Trio Ao Vivo foi gravado no Showlivre

Postado em 13/07/2021 por

Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock desde que era cantor dos Replicantes nos anos 80, Wander Wildner estreou sua carreira solo em 1996 com o célebre álbum ‘Baladas Sangrentas’, gravado pelo amigo e lendário produtor Tom Capone. No dia 12 de março de 2020, Wander Wildner subiu ao palco do Bar Opinião, em Porto Alegre, para mais uma apresentação de sua turnê, acompanhado de Georgia Branco (baixo e backing vocal) e Pitchu Ferraz (bateria e backing vocal), e juntos fizeram um show, que foi gravado, e virou o disco ‘PowerTrio AoVivo’. Confira ‘No Ritmo da Vida’ ao vivo no Showlivre:

Na sequência, Wander e as garotas se acertaram, iam pegar a estrada para divulgar o novo álbum, porém, uma pandemia se alastrou pelo planeta e todos tiveram que ficar de quarentena, em suas casas. Sete meses depois, Wander, Georgia e Pitchu voltaram a apresentar o show, desta vez, no palco do Showlivre, dia 15 de outubro de 2020.

O show completo estreia hoje, 13/07, Dia Mundial do Rock, as 20h no canal do Showlivre no YouTube:

O lançamento está disponível no Spotify, Deezer, Apple Music, Tidal, YouTube Music e demais plataformas: https://album.link/hwkpmbrrfpswc

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Plebe Rude comemora 40 anos com lançamento de single (Foto: Caru Leão)

Plebe Rude comemora 40 anos com lançamento de single

Faixa integra a segunda parte do projeto ‘Evolução’

Postado em 08/07/2021 por

No dia 7 de julho de 1981 era formada a Plebe Rude, que se tornou uma das principais bandas de rock do país e carrega na bagagem sete álbuns de estúdio e três ao vivo. Após exatos 40 anos, o grupo lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro single do disco ‘Evolução – Vol. II’, intitulado ’68’.

A faixa, produzida pelo vocalista Philippe Seabra, faz parte do projeto ‘Evolução’, que teve seu primeiro volume lançado em 2019. O trabalho narra em um total de 28 canções, a trajetória do ser humano na Terra através de uma ampla análise do homem, do seu desenvolvimento e de sua vivência em sociedade.

’68’ ganhou um lyric video assinado por Fernando Dalvi, também responsável pela arte do single.

O baixista André X conta que ’68’ foi escolhida para apresentar o álbum ‘Evolução – Vol. II’ por discorrer sobre um tema, ainda, relevante. “É sobre um ano marcante do século XX, no qual, em várias localizações do globo, protestos contra o status quo se levantaram, com consequências explosivas”, revela. André X diz que a banda foi atraída pelo fato de que muitos dos levantes foram comandados ou tiveram a participação de jovens. “Além de todas as consequências políticas e sociais, os protestos trouxeram a juventude para a cena global, como protagonistas. Após 1968, minorias e excluídos também passaram a ter voz e serem representados. Foi um ano anti-repressão, que procurou mudar a sociedade, tornando-a mais inclusiva, tolerante e livre. Apanharam muito, mas não cederam”.
 
Seabra também aponta a importância do ano específico escolhido pela Plebe como tema da nova canção. “68 foi um ano de muitas lutas, desde os protestos contra a guerra do Vietnã, dos direitos civis e a primavera de Praga. O assassinato do Martin Luther King talvez tenha sido o fato mais marcante. Mas foi como o ano terminou que marcou 68 e deu significado e esperança para tudo o que aconteceu. O Apollo 8 em dezembro circundou a Lua pela primeira vez e foi ali que vimos toda a fragilidade da Terra através da famosa imagem ‘earthrise’. Um ano tão difícil foi encerrado com a raça humana se vendo na vastidão do espaço. Quem sabe aprenderia a deixar de lado as diferenças e cuidar daquele pontinho no céu”.

Apesar da Plebe Rude se debruçar em um tema do passado com a faixa single de ‘Evolução – Vol. II’, o baixista conclui que o momento atual está presente em todas as músicas do projeto ‘Evolução’“Me pego ouvindo o disco e pensando: essa música é sobre algo que aconteceu na história tempos atrás, mas parece que estamos cantando sobre hoje”. E finaliza: “Com a nova onda conservadora se consolidando, é importante o exemplo histórico de que lutar é possível”. O vocalista concorda: “A letra é assustadoramente atual. Esse momento esdrúxulo que estamos passando pediu um comentário social que ninguém está abordando”.
 
O álbum ‘Evolução – Vol. II’ foi finalizado antes do início da pandemia de Covid-19, no entanto Seabra revela que a faixa ainda inédita, ‘A Hora de Parar’, teve uma atualização para abarcar o tema. “A trajetória do homem, tristemente previsível, nos fez não ter que atualizar mais nada. O ‘Volume 2’ começa na revolução industrial e segue a história desse curioso rebanho que tende à autodestruição. Mas durante o caminho quem sabe aprenda alguma coisa para reverter esse futuro sombrio”.
 
Quanto aos 40 anos da banda, o vocalista comemora: “Quem diria, hein? Muita história, amizade e conscientização. Parabéns. O rei está morto, viva a Plebe!”

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Dona Iracema lança ‘Canto Velório’ em homenagem às vidas perdidas na pandemia (Foto: Fernanda Meira)

Dona Iracema lança ‘Canto Velório’ em homenagem às vidas perdidas na pandemia

Single e clipe trazem mensagem triste e necessária sobre o momento que vivemos

Postado em 11/06/2021 por

A banda baiana Dona Iracema lançou o single e clipe de ‘Canto Velório’, pelos selos Orangeira Music e Ruffo. A música, que fala do delicado e difícil momento de dar adeus às pessoas queridas, funciona também como um ensaio sobre a morte em tempos de pandemia. O single está disponível em todas plataformas de streaming.

‘Canto Velório’ é a última parte, o último capítulo, a última canção do próximo disco, ‘Velório’, escolhida como primeiro single para apresentar a ideia central do disco de uma maneira sutil e, ao mesmo tempo, arrebatadora.

A Dona Iracema é uma banda que preza, sobretudo, pela sinceridade em suas obras. Em ‘Canto Velório’, não se contiveram em abaixar as distorções, deitar as baquetas e abrir o peito para falar de um assunto tão sensível. Aqui, o despojado e enérgico caatincore da Dona Iracema (mistura única da banda, que mistura hardcore e rock/metal com baião, forró e axé) dá lugar à cantos e melodistas intimistas, às vezes um literal canto de velório.

A música tem participação de André T, Sammliz, Rejane Ayres e Enzo Camurça (Camurça).

A banda, com base na cidade de Vitória da Conquista, fala sobre a concepção de ‘Canto Velório’ e do disco, ‘Velório’, em meio a um turbilhão de emoções. “Quando nos reunimos para começar a construir o disco, não imaginávamos que passaríamos por tudo isso, e todos sentimentos que nos assolariam nesse período, nesse sentido, transformamos todo nosso luto, toda a nossa saudade, todo nosso medo, em uma homenagem à todas as vítimas que não puderam ter seu último adeus, sem uma despedida digna, sem o seu velório”.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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