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PAUTA
Informação e música em harmonia

Samba: de ‘música de bandido’ a elemento de integração nacional

O compositor João da Baiana, um dos patriarcas do samba e também vítima do estigma de malandragem que perseguiu o gênero. Foto: Reprodução  

Comportamento tipificado como crime no Código Penal de 1890, a ‘vadiagem’ foi logo associada a instrumentos como o pandeiro e o violão. Reputação superada na Era Vargas

Postado em 21 de setembro de 2018 por

Uma participação recente da dupla César Menotti & Fabiano na edição no programa Altas Horas, atração da Rede Globo apresentada por Serginho Groissman, ganhou forte repercussão na internet e nas redes sociais. O alarde sobre a passagem dos sertanejos no programa da Rede Globo, no entanto, nada tem a ver com a performance musical dos irmãos. Durante uma das falas da dupla ao apresentador, Menotti relembrou um episódio ocorrido no começo de suas carreiras quando, convidados para um inusitado festival, realizaram um show em um presídio.
Em meio a outras chacotas de gosto duvidoso para o público encarcerado, como afirmar que estavam felizes por tocar em uma “casa lotada” e que em breve o novo CD da dupla poderia ser comprado nas melhores lojas da praça, Menotti lembrou que, em negativa ao pedido de que tocassem samba, seu irmão, Fabiano, teve a pachorra de dizer à plateia que samba é “música de bandido”.

Chacota ou não (Menotti, aliás, se retratou, pedindo desculpas aos ofendidos, mas defendeu que sua fala foi mal interpretada porque “piada não é opinião” – saiba mais), o comentário foi condenado por grandes personagens do universo do samba, gênero considerado o de maior representatividade na riquíssima cultura musical do País.

Em um vídeo curto, de sintético um minuto, a deputada Leci Brandão (PC do B-RJ), intérprete e compositora há décadas consagrada no meio do samba, contestou a fala de César Menotti e jogou de volta a “bomba” no colo do sertanejo ao criticar o que considera um monopólio nocivo, nas rádios e nas emissoras de TV do País, do gênero defendido por ele e seu irmão.

“Samba não é música de bandido, não. Bandidagem é quem compra a mídia pra gente ter que ouvir um monte de música que não traz nenhuma consciência. Bandidagem é quem consegue fazer com que a cultura seja toda direcionada pra quem tem poder”, provocou Leci (veja o vídeo abaixo).

Martinho da Vila, outra instituição do samba, lamentou a fala de Menotti e atribuiu à infeliz declaração a consequência de um provável baixo repertório cultural do sertanejo.

“Isso significa pouca cultura. Eu tenho pena dele. É um cara que tem pouca informação, pouca cultura. É burrice, é ignorância, tadinho. Esse preconceito é uma coisa que tá no subconsciente das pessoas e, de repente, aflora”, analisou Martinho.

Da marginalidade ao artifício de união nacional

Ao afirmar que o preconceito destinado ao samba e seus personagens é “uma coisa que tá no subconsciente das pessoas”, Martinho fala com conhecimento de causa. Autoridade no assunto como artista ou estudioso das origens do gênero, há mais de 30 anos, por exemplo, o sambista de Vila Isabel tornou-se espécie de embaixador musical do Brasil em Angola.

No País africano, destino de diversas viagens feitas por ele, entre outros interesses, Martinho pôde dimensionar as interlocuções musicais presentes até hoje entre as duas nações lusófanas, além de mensurar a influência ancestral da diáspora e da migração criminosa de negros massivamente escravizados na Bahia e no Rio de Janeiro, as duas primeiras capitais federais do País, para o nascimento do samba.

Da Abolição da Escravatura, em 1888, ao advento do primeiro registro fonográfico envolvendo o termo “samba”, em 1909, 21 anos de Brasil republicano haviam se passado (embora muitos considerem Pelo Telefone, composição de Donga e do jornalista Mauro de Almeida lançada em 1917, como o marco zero do samba, oito anos antes a atriz e cantora Pepa Delgado lançou um fonograma que, no título da composição de Assis Pacheco, fazia referência ao novo gênero: Um Samba na Penha).

Nessas duas décadas de “libertação”, no entanto, da condição de serviçais escravizados e desprovidos de qualquer vestígio de cidadania, os negros brasileiros expatriados da África foram invariavelmente condicionados a viver à margem da então nascente sociedade republicana.

Exclusão programática e mais que previsível. Afinal, a alforria coletiva da Lei Áurea foi precedida de zero planejamento para que gradativamente fosse devolvida à negritude brasileira a condição humana que lhe foi negada ao longo dos três séculos anteriores.

No dia posterior ao do decreto da Lei Áurea, vale lembrar, centenas de milhares de escravos espalhados em todas as regiões do País foram abandonados à própria sorte. Para o bem e para o mal, nascem daí, por exemplo, os mitos do negro “malandro”, expediente de sagacidade para a sobrevivência diária, ou do negro “vagabundo”, análise rasa da desocupação compulsória dessa população.

No Rio de Janeiro da década de 1910, com o processo de higienização da região central e portuária da então capital federal, a maioria dos negros que ali residiam foi transferida para os morros da cidade. Na topografia acidentada milhares de barracos, do dia para a noite, foram erigidos. Em torno deles crescia também uma novíssima identidade cultural criada a partir dos ensinamentos da Mãe África: a música polirrítmica, a capoeira (também considerados marginais, muitos capoeiristas serviam a elite ao serem contratados por poderosos como capangas) e as religiões nativas

A gênese das favelas, verdadeiros rincões de subsistência na urbe carioca, remete ao final do século XIX, com a tomada do Morro da Providência, em 1897, área ocupada por cerca de 10 mil soldados (e seus familiares) que foram lutar na Guerra de Canudos. A transformação da paisagem da encosta do Providência foi comparada pelos militares com a tomada natural de uma planta nativa do sertão nordestino, conhecida como faveleiro, que também se espalhava verticalmente. Analogia logo tornada consenso, afinal, no sertão de Canudos, na Bahia, muitos desses soldados ficaram alojados justamente em uma região chamada de Morro da Favela. Nasce daí o termo, hoje, eufemisticamente substituído por “comunidade”.

Comportamento tipificado como crime no Código Penal de 1890, a “vadiagem” foi logo associada a instrumentos de percussão, como o pandeiro e o tamborim, e de cordas, como o violão e o cavaquinho. No imaginário popular portar um desses objetos era premissa para ser malvisto e tratado como “vagabundo” ou “desocupado”. O maestro Heitor Villa-Lobos, que volta e meia perambulava pela boêmia do Rio com um exemplar a tiracolo, ao transformar o violão em seu segundo meio de escrita musical, depois do piano, antecipou abruptamente o fim do estigma de marginal atribuído ao instrumento de seis cordas.

Além de frequentemente se apossar de pandeiros, cavaquinhos e violões como quem apreendia armas brancas, a polícia regularmente aprisionava negros musicistas notórios pela afeição à boêmia ou que deixassem perceptíveis vestígios físicos da prática contumaz do samba, como as falanges dos dedos calejadas pelo batuque ou as unhas compridas para melhor domínio do dedilhado e do fraseado.

Uma antológica história que reflete tal prática envolve João da Baiana, um dos patronos do samba. A caminho de uma apresentação na casa do senador Pinheiro Machado, o compositor de Batuque na Cozinha foi abordado pela Polícia e teve seu instrumento apreendido. Disparatado com a notícia, Machado mandou confeccionar outro pandeiro, além de ordenar que em sua pele fosse inscrita a seguinte frase: “A minha admiração, João da Baiana – Senador Pinheiro Machado”. Desde então, reza a lenda, o sambista nunca mais foi importunado pela polícia.

Com a aceitação progressiva do gênero pelas elites do País, empatia abreviada com a famosa excursão dos Oito Batutas em Paris no ano de 1922 – episódio que tornou ainda mais sofisticada a música de Pixinguinha – e a ascensão do Carnaval de Rua, o samba atingiria status de respeitabilidade jamais visto durante o Estado Novo de Getúlio Vargas.

Grande estrategista, Vargas, é claro, também valeu-se da onipresença das transmissões da Rádio Nacional para fazer com que o gênero encampasse uma ostensiva operação com vistas de transformá-lo em grande agente de integração nacional.

Astuto, para despertar a empatia de públicos de regiões pouco familiarizadas com o samba ou tomadas por aversão à mística marginal a ele atribuída, Vargas tratou de “encomendar” alterações gradativas e pontuais ao conteúdo lírico trocando, com a mão pesada dos censores do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), a exaltação à malandragem pela apologia ao trabalho.

Tema de vários estudos acadêmicos, essa transição experimentada pelo samba – de ”música de bandido” a elemento cultural de construção do imaginário brasileiro – pode ser atestada em trechos de duas análises reproduzidas nos parágrafos a seguir.

Como alfinetou Martinho da Vila, a ignorância sobre nossa história musical é terreno movediço, campo fértil para a réplica de gafes que poderiam ser evitadas ou, mesmo sem a intenção de ofensa, de piadas datadas que, hoje replicadas, na opinião de muita gente, são imperdoáveis.

Com o rádio e sua crescente importância na veiculação da música popular, justamente com a popularização da cultura da malandragem, o personagem malandro é consolidado com temas de composições que fazem sucesso na década de trinta, tais como Lenço no Pescoço, de Wilson Batista, e Rapaz Folgado, de Noel Rosa. Com o advento do Estado Novo é construído um projeto cultural, político e social para consolidar uma estética nacional cujo objetivo era atingir diversas áreas, tais como: educação, cinema, rádio e outros meios de comunicação. Neste período os sambas com temas que ressaltam o trabalho, o Estado Novo e o ‘malanndro regenerado’ são amplamente divulgados e fazem muito sucesso junto à população da Capital Federal. Este processo culmina com a composição de sambas apologético-nacionalistas de teor melódico, narrativo e timbrístico grandiosos, que se coadunam perfeitamente com o projeto estético do Estado Novo.

Excerto do livro Da Marginalidade ao Estrelato: O Samba na Construção da Nacionalidade (1917 – 1945), de Fabiana Lopes da Cunha.

A primeira metade do século XX foi um momento de grandes transformações para o Brasil. Recém-saído do regime monárquico, a nova Nação enfrentava grandes desafios sociais, econômicos e políticos. A abolição da escravidão, os numerosos contingentes de imigrantes, assim como o grande fluxo de pessoas atraídas pelo desenvolvimento industrial em direção aos centros urbanos, tornavam as cidades, pouco estruturadas, em grandes aglomerados desordenados. Por outro lado, o crescimento desses centros urbanos transformou as grandes cidades em ambientes verdadeiramente frutíferos para a sociabilidade e, não é demais lembrar, o desenvolvimento tecnológico já vinha surtindo impacto na indústria do entretenimento. Cada vez mais repleta de centros de diversões, tais como cafés-cantantes, cinemas e teatros, o Rio de Janeiro apresentava-se como um ambiente promissor para artistas e compositores. O samba encontrou nessa enriquecida realidade cultural um caminho para atingir os mais variados públicos. Sabe-se que o grupo Oito Batutas havia ganhado tanta notoriedade que em 1922 conseguiu patrocínio para ir a Paris divulgar sua música. A popularidade que o samba vinha alcançando tornou-o alvo de interesse do governo de Getúlio Vargas, tonando-o um instrumento complementar do projeto ideológico nacional.

Excerto do artigo, O Estado Novo e a Integração do Samba Como Experssão Cultural da Nacionalidade, da historiadora Carla Araújo Coelho.

A história por trás da suposta falsa internação voluntária de Britney Spears

A história por trás da suposta falsa internação voluntária de Britney Spears

O movimento #FreeBritney, com o apoio da mãe da cantora, sugere que a artista está internada contra sua vontade

Postado em 22/04/2019 por

A saúde mental de Britney Spears é alvo de atenção da família, fãs e amigos da cantora desde muito cedo, especialmente depois que a artista teve um surto, em 2007. No começo deste mês, depois de alguns lançamentos e respiros de seu retorno aos palcos, a cantora anunciou que – por conta da pressão psicológica derivada da doença do pai – iria dar uma pausa na carreira e internar-se novamente para cuidar de questões psicológicas que estavam atrapalhando seu dia-a-dia e carreira.

O TMZ publicou que o estado da cantora havia piorado por conta do medo constante de perder o pai para a doença que, desde o final de 2018, ameaça a vida de Jamie Spears. Além disso, uma fonte contou ao tabloide que Britney está enfrentando uma profunda depressão e falta constante de energia – o que coloca a cantora no time de pessoas contaminadas pela síndrome de Burnout – uma das recentes epidemias dos Estados Unidos.

Um texto motivacional a favor do tratamento psiquiátrico foi publicado nas redes sociais da cantora e tudo estava indo até que bem (se é que podemos classificar desta forma a internação de um dos maiores ícones da música mundial) até que o podcast BritneysGram mudou completamente a situação ao revelar que, na verdade, Britney Spears estaria internada desde janeiro deste ano, contra a sua vontade, por ter parado de tomar medicamentos que “controlavam” o comportamento da Princesa do Pop. Este seria o real motivo para o cancelamento de sua residência de shows em Las Vegas.

 

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We all need to take time for a little “me time.” 🙂

Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears) em

A novidade motivou o movimento “#FreeBritney” (“Liberte a Britney” em português) na internet e comoveu fãs e admiradores da cantora e todo o mundo. As proporções da ação de fãs na internet cresceu consideravelmente depois que a mãe de Britney Spears, publicamente contrária à internação da filha, curtiu publicações e comentários do movimento para forçar a saída da cantora. “Britney precisa de você e você não está fazendo nada. Pensei que você a amava, estava errado”, comentou um fã que conseguiu o like tanto da mãe como da irmã de Britney.

Fotos da cantora deixando a clínica para passar a páscoa com os filhos caíram na internet nesta semana e, por conta da aparência sofrida da cantora, sugerem que o tratamento não está fazendo bem para a cantora. Confira as fotos:

‘Slumber Party’, um dos singles mais recentes de Britney, é uma parceria com a cantora Tinashe e está disponível no YouTube. Confira:

Malía lança seu primeiro álbum, “Escuta”

O disco, que conta com a participação de Jão, está disponível em todas as plataformas de streaming

Postado em 18/04/2019 por

O Rio de Janeiro como capital pop brasileira sempre foi definido por suas mulheres. Das ‘passarelas’ de Ipanema aos biquínis asa-delta do Leme ao Pontal às garotas sangue bom, o rosto carioca sempre foi o de uma de suas garotas. A vez é a de Malía, que hoje, 18 de abril, lança seu primeiro trabalho cheio, “Escuta”.

Ouça:

Ela foi “It Girl” de O Globo, o clipe do primeiro single que lançou alcançou logo mais de meio milhão de visualizações, sua apresentação no camarote Arpoador, no Carnaval, foi ponto alto em opinião unânime e sua música de trabalho entra na nova temporada da novela “Malhação”.

Tudo isso porque Malía é escancaradamente verdadeira. Por onde passa, seu carisma grita, como em reportagens apontando o poder de hipnose de sua presença.

Ao se vestir, é uma camaleão. Mas nada do que usa é à toa. O mesmo vale para seu cabelo. E no que mais importa, a música, ela não conhece meias-verdades. Além do texto confessional, Malía faz música para valer, mesclando Elis Regina, Alcione ao hip hop e R&B internacional e o beat mesclado ao orgânico.

Assinou com a Universal Music e GTS, que é responsável pela gestão de sua carreira em parceria com a Arte Omnes. Agora lança em versão completa seu primeiro trabalho. Nas plataformas digitais de áudio, o trabalho é o registro em estúdio de 10 faixas. Na totalidade de aproveitamento da presença de palco e performance, “Escuta” é lançado também em audiovisual, em apresentação ao vivo que aconteceu no Parque das Ruínas, no bairro de Santa Teresa, no Rio, com uma faixa bônus.

Com Jão, ela divide vocal em “Dilema, primeiro single. Rodriguinho, d’Os Travessos, é o segundo convidado em “Escuta” e canta com ela “Feeling”. Há uma versão que é a cara da artista, “Faz uma Loucura por Mim”, de Alcione.

Ela vem da Zona Oeste, da comunidade Cidade de Deus, mas Malía começou no coletivo criativo Duto, do bairro de Madureira, na Zona Norte carioca. Foi revelada ao lado de QXÓ, Ramonzin e outros novos talentos como a forte voz feminina na afirmação da música urbana, no R&B e hip hop. A cantora está ligada à cultura de rua à mesma medida em que mistura samba, funk e MPB.

“AVC – Amor Vida e Caos”: Frank Ejara lança novo álbum com show gratuito em SP

(Foto: Newton Santos)

O evento acontece nesta quinta-feira (18), na Galeria Olido, e contará com várias participações especiais

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Na noite desta quinta-feira (18), véspera de feriado, Frank Ejara sobe ao palco da Galeria Olido, em São Paulo, para lançar seu novo álbum. Intitulado ‘AVC – Amor, Vida e Caos’, o disco marca a nova fase do dançarino, DJ e produtor musical.

O show contará com Frank Ejara no vocal, Dilan como MC de apoio e com o DJ Basin. Além disso os dançarinos Elieseu Correia, Evandro HegelBia PatrocínioValentina “Kuruf” darão vida ao set list, que será composto por canções do novo projeto.

A noite ainda contará com as participações especiais de KamauPepeuCarol NazaretGuiko BaptistaBboy AndrezinhoDJ NGS e DJ Rafa Jazz (Beat Brasilis).

 

Serviço

Show: Frank Ejara – show amor vida e caos
Data e Horário – 18.04.19 (quinta-feira), às 20h.
Local – Sala Olido – Centro Cultural Olido – Av. São João, 473, Centro, São Paulo/SP
Informações – (11) 28997370

 

Mais Sobre o CD

Pela manhã, logo ao acordar em um dia  comum de agosto de 2017, Frank Ejara sente uma dormência, seguida por uma formigação, dor insuportável e falta de equilíbrio, o tempo todo consciente, mas com medo de fechar os olhos e não acordar mais… Foi levado com urgência ao hospital, mas somente 2 dias depois foi constatado que sofreu um AVC.

Foi esta experiência que inspirou o álbum “Amor, Vida e Caos”, do dançarino, DJ, produtor musical, cantor e compositor Frank  Ejara. “Após o meu acidente, muita coisa mudou em mim. Uma delas foi pensar em retomar o que realmente era meu sonho de realização. Fazer Rap e ter minhas músicas pelo mundo. Isso se perdeu com o tempo, com outras funções que exerci e que claro, me deram muita felicidade e realizações como por exemplo a dança. Mas quando me vi naquela situação, pensei que o que mais sonhei não havia realizado. Então, o momento é agora”, explica Frank Ejara.

O álbum de 13 faixas é autoral e todas as canções foram feitas de forma bem particulares, as músicas  foram gravadas no home estudio do artista e a produção, a programação, a composição e os arranjos ficaram por conta do próprio, já a masterização ficou por conta de Joe Black.

O projeto conta com várias participações especiais, o primeiro single Pausa e Play, teve a participação do DJ Basim no stratch, já a Tão Perto contou com Gabriel o Pensador e Guiko Batista, a Mente de um Bboy contou com DJ Niko, na Deixe As Dores Pra Mim, foi a vez de Joe Black, em Estou Bem, contou com Kameu e Carol Nazaret e a O Baile, teve Pepeu e Carol Naret novamente.

“O conceito do álbum aconteceu após meu AVC, sendo assim a maioria das músicas tem um conteúdo bem pessoal. Diria que é realmente um projeto autoral em todos os sentidos”.

Trata-se do primeiro álbum da carreira, mas o namoro com a música é de longa data.  Em 1999 Frank ao lado do DJ Som 3 gravou uma fita demo que denonimou “Operação Diamante”, o intuito era arrumar uma gravadora, o que acabou não acontecendo, mas o fato é que as músicas se espalharam e na época ocorreu um certo barulho. Além disso, no mesmo ano fundou a Discípulos do Ritmo, primeira Cia. Profissional de dança de rua do país, que ganhou reconhecimento internacional, e até hoje é diretor, córeagrafo  e dançarino. Também é sócio-fundador do Selo musical Meccanismo e com ele produziu vários artistas artistas, além de atuar como DJ em eventos. “Antes eu separava o dançarino,  do MC, mas agora, com tudo que passei e refleti, vi que o Frank Ejara é um só e mais que nunca um lado vai colaborar com o outro. Aliás, acredito que não sei mais diferenciar”.

As pretensões do artista para este novo projeto combinam bem com sua fase atual, são as mais sinceras possíveis. “Espero que todos absorvam as mensagens das músicas e de alguma forma possam relacionar com suas vidas e se isso não acontecer, que apenas dancem e se divirtam com os beats”, finaliza.

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

Com seis faixas, novo álbum dos goianos será divulgado também em vídeo

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Há oito anos, a dupla George Henrique & Rodrigo roubava a cena no sertanejo ao ousar com o primeiro DVD gravado em um posto de gasolina. Mais maduros e seguindo uma tendência acústica do mercado sertanejo, os irmãos surgem agora com um novo e impecável trabalho intimista. “Bagunça Minha Vida” é o novo EP da dupla que chega às plataformas de áudio pela Universal Music. As seis faixas do novo álbum serão liberadas para streaming e download a partir de 18 de abril. Cada música do novo projeto será lançada com um videoclipe, disponibilizados no canal oficial dos artistas no Youtube.

Com cenário intimista, a dupla se apresenta sentada cercada pelos músicos comandados por Ivan Miyazato, produtor musical responsável pelo novo repertório. E as imagens foram registradas pela equipe da Varanda Produções sob cuidados do Ricardo Bikay.

No novo EP, George Henrique & Rodrigo trazem um repertório que evidência o romantismo dos cantores, explorando a musicalidade para se tornar os porta-vozes dos corações apaixonados, seja aqueles que esperam viver um amor intenso ou aqueles que sofrem pelo fim. Superar um desamor na mesa do bar ou tentar se desvencilhar da pessoa para superar o fim, são temas principais do novo EP. George Henrique & Rodrigo prometem bagunçar muitos corações.

A música carro-chefe do novo EP se chama “Bagunça Minha Vida (Um Mês ou Uma Hora)” e é a balada do novo álbum. Com arranjo envolvente e grande aposta para ganhar o público ela conta sobre um início de relacionamento onde o que importa é amar intensamente, sem se importar se vai durar um mês ou uma hora. Aquela bagunça boa de se ter. Tanto que ela dá nome ao novo trabalho.

Já as outras cinco faixas do novo álbum são reflexos de amores que não deram certo. “Eu Queria Ser Você” é um amor não superado e a dor de cotovelo de ver a outra pessoa seguir a vida como se nada tivesse acontecido. “Interiorzim” fala de um fim de relacionamento complicado na cidade pequena em que cada esquina a pessoa dá de cara com o ex-affair. E se é para sofrer por amor, a mesa de bar é o lugar ideal. Mas em “A Última Cerveja”, composição do próprio George Henrique, a dupla decreta que é a última bebedeira que toma pela doída separação e avisa “se bater saudade, assume meu lugar nos bares da cidade”.

Ouça:

Na faixa “Muda”, uma mágoa não é capaz de acabar com um amor, que no momento da raiva não quer o fim, mas suplica por uma mudança para superar a decepção. “De Novo Nunca” é aquele chega para lá em alguém que é só a pessoa estar bem para voltar e bagunçar tudo novamente.

Com temas jovens e mantendo sempre a essência sertaneja em suas músicas, a dupla goiana apadrinhada por Bruno & Marrone, soma 700 mil inscritos no Youtube e cerca de 350 milhões de visualizações no canal oficial do YouTube. As vozes marcantes de George Henrique & Rodrigo formam o casamento perfeito para um repertório marcado por músicas de sofrência, vividas na mesa de bar e regada a sertanejo.

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase. (Foto: Pedro Lenehr)

Single divulgado nesta quinta-feira (18) é o primeiro lançamento do álbum “Volátil”

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Você já se sentiu suspeito de si mesmo? A banda Jambalaia descreve esse sentimento com muita intensidade em seu novo lançamento, Suspeito, que conta com clipe e single em todas as plataformas digitais. “Distante de tudo que eu queria ser, distante do mundo, distante do agora”, como a canção diz, transmite sentimentos muito comuns e provavelmente já vividos pela maioria das pessoas. “Nossa música é para aquela pessoa que foi demitida, aquela que sofreu preconceito, aquela que está perdida sem saber em qual direção seguir. De maneira geral, qualquer pessoa que esteja presa a um sentimento”, conta Pedro Cezar, vocalista e compositor do single.

Para reforçar a ideia da redenção como única solução para superar esses sentimentos negativos, o clipe de Suspeito se divide entre cenas da banda recebendo – literalmente – um “banho de água fria” e cenas de um personagem melancólico que não vê outra solução além de se entregar. O clipe, produzido por Pedro Lenehr, do Estúdio Lingus, foi gravado em Brasília, com cenas no Lago Paranoá. Confira:

O Jambalaia, que antes passeava por uma mistura de pop, rock e reggae, agora reafirma o seu lado mais rock nessa nova fase repaginada, mas sem perder o groove. Com músicas que aborda a libertação com profundidade e lirismo, a banda prepara mais 4 singles para os próximos meses, com lançamento do novo disco Volátil no segundo semestre. Volátil foi produzido por Ricardo Ponte, que trabalhou na mixagem e masterização do álbum ganhador do Grammy Latino, “Éter”, da banda Scalene. Ainda esse ano, Jambalaia se apresenta no México, no Festival Lifa, após vencer o concurso da edição realizada no Brasil.

A banda promete clipes cinematográficos para as próximas músicas, sempre com muitas narrativas e profundidade. O seu primeiro álbum foi o “Tudo O Que É Nosso Está Guardado”, lançado em 2015, época também de lançamento do primeiro clipe, “Dose de Café”. Jambalaia é formado por Pedro Cezar (vocalista), Felipe Roller (Guitarrista), Robson Anselmo (Baixista), Wagner Souza (Tecladista) e Sergio Sebba (Baterista).

Liniker e os Caramelows são confirmados no festival inglês Glastonbury

O festival é um dos mais populares da Europa e já recebeu nomes como Katy Perry, Ed Sheeran e Adele

Postado em 17/04/2019 por

Nos últimos anos, Liniker e os Caramelows investiram na carreira internacional. Entre 2016 e 2018, o grupo passou por mais de 20 países e conquistou marcos importantes, como a participação no hypado Tiny Desk Concert, da NPR Music. Após o lançamento do disco Goela Abaixo, em março deste ano, a banda anunciou mais uma turnê fora do Brasil, com datas em países da América Latina, da Europa e também uma passagem pelos Estados Unidos. Agora, mais uma confirmação consolida a trajetória de Liniker e os Caramelows. O conjunto sobe ao palco da edição 2019 do festival inglês Glastonbury, um dos mais relevantes do mundo.

 

 

“Tocar no Glastonbury é um sonho de todos que trabalham com arte e, principalmente, de quem desenvolve a sua carreira de forma independente”, diz a cantora e compositora Liniker. “Nós damos o máximo nos nossos shows e em tudo o que envolve o nosso som, então é incrível ter o reconhecimento de um festival como este”, completa.
Em breve, mais datas da Goela Abaixo World Tour serão anunciadas.

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos

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Hoje, a Netflix lançou Homecoming: A Film by Beyoncé, que apresenta um olhar intimista de sua performance histórica no Coachella em 2018, que homenageou as faculdades e universidades historicamente negras dos Estados Unidos (HBCUs). Intercalado com gravações e entrevistas detalhando a preparação e a forte determinação que há por trás de sua visão, Homecoming permite ao telespectador dar uma espiada na preparação e sacrifícios emocionais necessários para conceituar e executar uma performance dessa magnitude e que se tornou um movimento cultural. Essa produção Netflix já está disponível globalmente.

Como a primeira mulher negra a ser headline do Coachella, Homecoming homenageia os afro-americanos visionários que inspiraram Beyoncé, incluindo os ex-alunos HBCU Toni Morrison, Alice Walker, a ativista Marian Wright Edelman e o acadêmico W.E.B. Du Bois, além de pessoas importantes culturalmente como Nina Simone, Maya Angelou, Chimamanda Ngozi Adichie e Audre Lorde. Beyoncé conheceu a importância das HBCUs com o seu pai Mathew Knowles, ex-aluno da Universidade Fisk.

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos, destacando a completa preparação necessária na criação de sua performance inovadora, que incluiu quatro meses de ensaios com a banda seguidos de quatro meses de ensaios de dança com mais de 150 músicos, dançarinos e outros profissionais – todos foram escolhidos a dedo pela própria artista.

Em meio a dupla função: de diretora de sua performance ao vivo e do filme que capturou o processo de realizá-lo, Beyoncé diz: “Foi um dos trabalhos mais difíceis que eu fiz, e eu sabia que eu precisava empurrar a mim mesma e ao meu time para irmos além, sair do ótimo ao extraordinário. Nós sabíamos que algo assim nunca havia sido feito anteriormente a nível de um festival, precisava ser icônico e sem qualquer comparação. A performance foi uma homenagem a uma parte importante da cultura afro-americana. Tinha que ser verdadeira para aqueles que a conhecem, e divertida e esclarecedora para aqueles que precisavam aprender. Ao fazer o filme e recontar a história, o propósito permaneceu o mesmo ”.

Muitos no elenco; banda, cantores, dançarinos e steppers são ex-alunos da HBCU, imersos na tradição de Batalha de Fanfarras, dos Estados Unidos. Eles se juntaram ao grupo de artistas da Beyoncé, que já estiveram em turnê com ela por anos. Os espectadores não só conseguem ver os intensos ensaios de dança e o talento desses incríveis artistas, mas conhecer sua jornada pessoal de estudante da HBCU para artista e o grande impacto que geraram ao lado de Beyoncé neste show histórico.

Muitos com consciência cultural e intelectual se formaram em universidades para negros, inclusive o meu pai”, diz ela no filme. “Há algo muito importante nessa vivência, que deve ser celebrado e protegido.

Como um presente para seus fãs, o filme também inclui – nos créditos finais – sua regravação de “Before I Let Go”, do Frankie Beverly and Maze, um clássico de R&B de 1981 que é frequentemente apresentado nos jogos da HBCU. O single está disponível na trilha sonora do filme, “HOMECOMING: THE LIVE ALBUM”, já disponível pela Parkwood Entertainment e Columbia Records. smarturl.it/BH9102

Homecoming: A Film by Beyoncé, foi dirigido e produzido por Beyoncé Knowles-Carter. O seu colaborador de longa data, Ed Burke, atuou como codiretor. Steve Pamon e Erinn Williams são produtores executivos.

‘Formation’, a principal faixa do mais recente álbum de Beyoncé, conta com mais de 160 milhões de plays no YouTube. Assista:

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

Faixa faz parte do próximo álbum de estúdio da cantora, ‘Madame X’, marcado para ser lançado em junho deste ano

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A Rainha do Pop está de volta! Depois de alguns rumores e mistérios envolvendo seu novo trabalho, Madonna está oficialmente de volta e, nesta quarta-feira (17), divulgou o single ‘Medellín’. A faixa é uma parceria com o colombiano Maluma e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Ao longo de seus quase cinco minutos de duração, o single – primeira amostra do novo álbum da cantora – tem uma pegada mais experimental e traz, além de sussurros, vocais em inglês e espanhol. Ouça:

 

‘Madame X’, o próximo álbum de Madonna, está marcado para ser lançado no dia 14 de junho deste ano e, além de Maluma, ainda deve contar com participações especiais de nomes como Quavo, Swae Lee e Anitta. A aproximação de Madonna com idiomas latinos, como o português e o espanhol, ganhou peso depois que a Rainha do Pop foi morar em Portugal.

A parceria com Anitta, intitulada ‘Faz Gostoso’, começou a ser especulada no ano passado quando a cantora norte-americana publicou uma foto ao lado da brasileira durante uma gravação em estúdio. A foto viralizou. Confira:

 

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Always fun to run into talented and beautiful friends in the studio! 💛@anitta 💛💛💛! 🇧🇷#magic

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Álbum de Pitty traz participações de BaianaSystem, Larissa Luz e Pupillo

“Matriz” será lançado dia 26 de abril nas plataformas digitais e, em seguida, em CD, vinil e cassete.

Postado em 16/04/2019 por

“Matriz” é, provavelmente, o disco mais surpreendente de Pitty. Ela o criou de forma bem livre, seguindo sua intuição e acabou fazendo um álbum que contém referências de sua história e aponta novos caminhos por onde sua música pode passar.

Composto e gravado durante a primeira parte da turnê “Matriz”, o disco partiu dessa ideia de revisitar suas origens, chegar na matriz sonora e perceber como isso se comporta nos dias de hoje, como através do rock ela dialoga com novas influências e toda sua trajetória até aqui.

O álbum foi gravado parte no Rio, no Estúdio Tambor, parte em São Paulo e parte em Salvador, onde Pitty nasceu e viveu até os 23 anos quando foi para o Rio gravar o primeiro disco. Na busca por suas origens, acabou trazendo algumas referências da Bahia que ela nem imaginava. Assim, participam do álbum os baianos: Lazzo Matumbi (“Noite Inteira” e “Sol Quadrado”), Larissa Luz (“Sol Quadrado”), Nancy Viegas (“Noite Inteira”) e BaianaSystem (“Roda”). Entre as 13 faixas há duas releituras, de “Motor” (Teago Oliveira), da banda Maglore e “Para o Grande Amor”, de Peu Souza. Todas as faixas foram produzidas por Rafael Ramos, com exceção de “Redimir”, produzida pelo pernambucano Pupillo, que também tocou percussão, bateria e programação eletrônica.

‘Noite Inteira’, a parceria com Lazzo Matumbi, já está disponível no canal oficial da cantora no YouTube. Assista:

Salgadinho e Ferrugem anunciam single em conjunto

“O Sol e Sal” é a primeira grande novidade do icônico ex-líder do Katinguele para 2019

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Um dos maiores nomes da história do pagode está de volta. Com mais de 8 milhões de álbuns vendidos e hits como “Inaraí” e “Recado à Minha Amada (Lua Vai)“, Paulo Salgado, mais conhecido como Salgadinho, ex-líder do icônico grupo Katinguelê, um dos maiores fenômenos do pagode do anos 90, promete um 2019 muito especial.

A primeira grande novidade do ano fica por conta do lançamento do single e clipe de O Sol e Sal, música que contará com a participação especial do cantor Ferrugem, um dos maiores nomes do pagode nos últimos anos. Sobre a participação especial do cantor, Salgadinho diz que sempre teve empatia grande pela arte de Ferrugem e, que poder gravar com ele, significa a união do samba e reconhecimento de uma geração. “Sempre acompanhei a carreira dele (Ferrugem). É um artista que acompanho há anos e sempre tive muita empatia por sua arte. Gravar essa canção, que também é de sua autoria, mostra a união da indústria do Samba e o reconhecimento que minha geração plantou, assim como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Almir Sater, marcaram a nossa. Estou muito feliz”, comenta o cantor.

Sobre os próximos passos da carreira, Salgadinho ainda faz mistério. O cantor conta que deverá lançar mais 5 singles no ano e que alguns deles ainda devem conter participações especiais. “Estamos planejando o ano de 2019 com muito carinho e surpresas. Este ano será um divisor de águas na minha carreira solo. Espero lançar mais 5 singles ainda, que deve conter mais algumas participações especiais incríveis. Ainda não posso falar, mas os fãs ficarão muito surpreso e felizes com o que vem por ai”, finaliza.

Percussor do movimento pagode anos 90 e idealizador do projeto “Amigos do Pagode 90″,  Salgadinho possui 30 anos de estrada, hits como “Inaraí”, “Lua Vai”, “No Compasso do Criador” e “Engraçadinha”. Seu mais recente projeto, “Amigos do Pagode 90”, passou por 17 Estados, 60 cidades e levou cerca de 300 mil pessoas aos shows nos últimos 3 anos.