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PAUTA
Informação e música em harmonia

Saiba quais são as atrações já confirmadas no Rock In Rio 2019 até agora

A brasileira Anitta foi atração da edição portuguesa do festival em 2018 e, no próximo ano, será um dos grandes nomes do palco mundo no Brasil. (Foto: Reprodução)

Festival está marcado para acontecer nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro de 2019

Postado em 31 de outubro de 2018 por

Um dos eventos musicais mais populares do Brasil, a próxima edição do Rock In Rio está marcada para acontecer entre os dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro. Pouco menos de um ano antes do início dos shows, a organização do evento começou, na última semana, a divulgar quais serão as atrações que animarão os sete dias de festa.

Sendo assim, o showlivre.com reuniu (por dia) quais sãos as atrações reveladas até agora. Confira:

04/10 (sexta-feira)

– Iron Maiden
– Scorpions
– Megadeth
– Sepultura 

05/10 (sábado)

– Pink
– The Black Eyed Peas
– Anitta 

06/10 (sábado)

– Muse
– Imagine Dragons
– Nickelback
– Os Paralamas do Sucesso 

Um dos dias mais comentados até o momento, o sábado (5) está cheio de novidades para o público. Embora seja bastante popular no país desde o lançamento de seu primeiro álbum, em 2000, a cantora norte-americana Pink nunca veio ao Brasil e o Rock In Rio será seu primeiro contato direto com o público brasileiro. Além disso, Anitta também é novidade no evento.

A presença da banda Imagine Dragons, formada em Las Vegas, também é uma surpresa para os fãs. O grupo, que não esconde adorar o Brasil, é figurinha conhecida entre o público do Lollapalooza, mas nunca se apresentou no Rock In Rio.

A organização do Rock In Rio revelou ainda ter grandes surpresas para o público e que irá divulgar conforme o tempo for passando. Os ingressos para o evento estarão disponíveis nas próximas semanas. Valores ainda não foram divulgados.

 

A abolição colocada em xeque nas reflexões de artistas no Estúdio Showlivre

Compilação mostra obras nas quais artistas colocam em pauta mensagens de empoderamento negro. (Foto: Aline Oliveira/ Showlivre)

Veja apresentações que exaltam a participação negra na música e contesta a abolição no Estúdio Showlivre

Postado em 19/11/2018 por

Passados 130 anos desde que Princesa Isabel assinou o decreto que aboliu a escravidão no País, é consenso entre a negritude brasileira de que em 13 de maio, data até recentemente celebrada nos livros de história como um momento divisor, não há o que se comemorar.

Não por acaso, em 20 de novembro de 2003 foi instituído o Dia da Consciência Negra, em memória da morte, em 1695, de Zumbi dos Palmares, símbolo máximo do Movimento Negro local, que liderou, ao lado de sua companheira, Dandara, o quilombo criado na Serra da Barriga, então pertencente à capitania de Pernambuco, hoje situada no estado de Alagoas.

Segundo o censo realizado pelo IBGE em 2010, 50,7% da população do País é preta ou parda. No entanto, em pleno ano de 2018, essa condição demográfica majoritária está longe de significar igualdade em princípios básicos de cidadania, como o acesso à condições minimamente dignas de vida e de ascensão e projeção social por meio do estudo e do trabalho. Algo que se reflete na baixíssima visibilidade com que a população negra do País é retratada em produções televisivas, cinematográficas e em peças publicitárias que circulam na TV e nos veículos da mídia impressa.

Dado ainda mais vergonhoso e aterrador: segundo o mais recente Atlas da Violência, divulgado em 2017 pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum de Segurança Pública, jovens negros com baixo acesso à escolaridade representam 71 de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil. O extermínio dessa população, majoritariamente composta de cidadãos entre 15 e 29 anos, é o vértice mais sombrio do racismo velado – quando não escancarado – que ainda permeia nossa sociedade.

Cultuada durante séculos como uma espécie de redentora dos negros do País, a Princesa Isabel é contestada hoje como protagonista da luta dos negros por liberdade e reconhecimento de seus direitos civis. Em vez disso, seu gesto de assinar o decreto da Lei Áurea é defendido por historiadores e lideranças do Movimento Negro como uma tentativa de cooptar a luta de abolicionistas como Joaquim Nabuco, André Rebouças e Luís Gama, José do Patrocínio e Dragão do Mar, para tentar dar sobrevida ao poder da coroa portuguesa, às vésperas de ser capitulada pelo Movimento Republicano.

Nunca é demais lembrar que em quase 400 anos de Império, o Brasil foi elevado ao posto do País que mais escravizou africanos em todo o mundo, um contingente de 5 milhões de seres humanos expatriados, privados de seu livre arbítrio e submetidos, desde o primeiro dia de “libertação”, aos expedientes mais sórdidos de violência institucional.

Para reverberar essas reflexões, Leonan Oliveira, repórter do Showlivre, esmiuçou os arquivos da casa para selecionar participações de dez artistas que defenderam pontos de vista contundentes sobre a realidade do povo negro no Brasil durante suas passagens pelos programas Estúdio Showlivre e Palco Showlivre. Confira a lista e inscreva-se em nosso canal do Youtube para acessar mais de 20 mil vídeos do nosso acervo.

Preta Rara – Falsa Abolição


Bia Ferreira – Cota Não é Esmola


Nina Oliveira – Dandara


Gog – Carta à Mãe África


Rincon Sapiência – Negin Di Kebra pt. 2


Luedji Luna – Cabô


Karol Koncá – Sandália


Emicida – I Love Quebrada


MC Linn da Quebrada – Bixa Preta


Liniker e Os Caramelows – Zero


Xênia França – Preta Yayá


Dois Africanos – Eu Sou de Lá


Doralyce – Mulheres

Movimento Black Rio é declarado ‘Patrimônio Cultural Imaterial do RJ’

Registro do fotojornalista Almir Veiga, do ‘Jornal do Brasil’, reproduzido no livro ‘1976 Movimento Black Rio’. Foto: Divulgação / José Olympio

Projeto de Lei aprovado pela Alerj reconhece o caráter de integração social das festas de soul e funk que, nos anos 1970, reuniam milhares de jovens negros

Postado em 15/11/2018 por

Na última quarta-feira (7), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei 4392/2018, de autoria do deputado estadual Waldeck Carneiro (PT-RJ), que declara o Movimento Black Rio como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.

Tendo como embrião um baile com seleção musical de artistas negros e realizado pelo jovem produtor Ozéas Moura dos Santos no dia 11 de novembro de 1969 no Clube Astória, o Movimento Black Rio fez surgir na capital fluminense um sentimento inédito de irmandade e altivez, fenômeno experimentado pela juventude negra local  ao longo de toda década de 1970.

Majoritariamente musical, a cena era difundida em bailes como Soul Grand Prix, Dynamic Soul, Soul Maior, Baile da Pesada, Cash Box, Black Power e Furacão 2000,  que reuniam até 15 mil pessoas e eram marcados pelo culto à soul music e ao funk de ícones da cultura negra norte-americana como James Brown, Aretha Franklin, Stevie Wonder e Curtis Mayfield.

Mesmo com a suspeição do regime militar em curso no País de que aquela movimentação oferecia riscos de insurreição, a influência do Black Rio resistiu ao cerco da ditadura e se espalhou em periferias de vários estados do País.

“A ditadura monitorava bailes, discotecários, produtores, artistas, em busca de uma explicação para o que acontecia naquelas manifestações da cultura negra. O Black Rio merece ser colocado no seu devido lugar na história cultural do Estado do Rio de Janeiro por sua contribuição para a formação de uma geração que não tinha opções de lazer. Mais ainda porque isso se dava numa época em que o acesso à cultura era para poucos. O baile realizado pelo jovem Ozéas Moura dos Santos foi a pedra fundamental do que se tornaria Black Rio, Black Minas, Black São Paulo, Black Bahia”,  afirmou o deputado Waldeck Carneiro, no texto em que defendeu seu Projeto de Lei, apresentado em 13 de setembro último na Alerj e agora aprovado.

Para além da música tocada nos bailes, o Movimento Black Rio também motivou o surgimento de bandas e artistas solo que, na esteira de pioneiros como a banda Dom Salvador & Abolição, Tim Maia, Tony Tornado, Cassiano, Hyldon e Gerson King Combo, defenderam a continuidade de novos subgêneros musicais, como o samba-funk e o samba-soul. Entre esses artistas, estão nomes consagrados, como a Banda Black Rio, o grupo União Black, as cantoras Sandra de Sá e Lady Zu, e os compositores Carlos Dafé e Serginho Meriti.

Em 2012, reformulada por William Magalhães, filho do ex-líder, o saxofonista e arranjador Oberdan Magalhães (1945 – 1984), a Banda Black Rio foi destaque no Estúdio Showlivre. Na ocasião, o grupo lançava o álbum Supernova Samba-Funk, editado somente na Inglaterra, pelo Far Out Recordings. Confira abaixo o show.

Em 2016, celebrando os 40 anos de consolidação do movimento, os jornalistas Octávio Sebadelhe e Luiz Felipe de Lima Peixoto publicaram, pela editora José Olympio, o livro-reportagem 1976 – Movimento Black Rio.

Na ocasião, publiquei uma reportagem sobre o lançamento na extinta revista CULTURA!Brasileiros. O conteúdo não está mais online, mas pode ser conferido abaixo, na íntegra.

Um grito de altivez no salão*

por Marcelo Pinheiro

Nestes tempos obtusos, em que a ascensão do conservadorismo no País faz surgir personagens esdrúxulos como Fernando Holiday – jovem negro, egresso do Movimento Brasil Livre (MBL), que foi eleito vereador por São Paulo com um discurso de combate ao “vitimismo” dos negros, fim das cotas raciais e revogação do Dia da Consciência Negra, celebrado no último dia 20 –, é mais que bem-vinda a chegada às livrarias de um trabalho como 1976 Movimento Black Rio, livro-reportagem dos jornalistas Zé Octávio Sebadelhe e Luiz Felipe de Lima Peixoto.

Publicado pela editora José Olympio, com apoio do projeto Natura Musical, o trabalho de fôlego, que será lançado em São Paulo nesta quinta-feira (24) também integra uma série de ações da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro em celebração aos 40 anos do Movimento Black Rio. Ao longo de 252 páginas, a dupla de jornalistas reconstitui, com o auxílio de muitos personagens que viveram o período, a história desse fenômeno jovem consolidado com a profusão de bailes majoritariamente frequentados pela negritude carioca.

A efervescência em torno de festas que reuniam até 20 mil pessoas foi tão inspiradora que fez surgir uma cena local de bandas e compositores que amalgamavam os ensinamentos do funk e da soul music norte-americana com gêneros da música popular brasileira, como o samba e o baião. Maior expoente dessa mistura, a Banda Black Rio lançou em 1977 seu primeiro LP, Maria Fumaça (ouça), um clássico das fusões retroalimentadas pela cultura dos bailes, principal alicerce do movimento que deu aos jovens negros do Rio de Janeiro um sentimento inédito de altivez.
Nesse contexto, além da Banda Black Rio, surgiram artistas municiados do mesmo ímpeto de amplificar a soul music à brasileira criada por antecessores como Tim MaiaToni TornadoHyldonCassiano e o grupo Dom Salvador & Abolição. Na nova safra, destaque para União BlackCarlos DaféGerson King ComboDon BetoBeto ScalaLady ZuMárcia MariaTony BizarroSerginho MeritiCopa 7Junior MendesAlmir RicardiSandra de Sá e a dupla Robson Jorge e Lincoln Olivetti. Com ritmo explosivo, eles fizeram a trilha sonora dos blacks, como se autointitulavam os simpatizantes do movimento.

Mal documentada, tema de muitas reportagens preconceituosas feitas na época, a trajetória desses personagens é contada com propriedade no livro. No texto de apresentação da obra, Peixoto pontua argumentos que eram recorrentes para deslegitimar a importância do movimento, como a influência estrangeira e a aparente frivolidade de uma articulação movida a festança.

“A história do Black Rio se encaixa, de certa maneira, numa situação parecida com os escassos registros históricos da cultura negra nacional, obliterados pela amnésia reinante da memória imaterial, característica comum deste País. Pouco se sabe sobre o que foi a influência do soul americano nos subúrbios do Rio de Janeiro no início dos anos 1970. Alguns afirmam não ter sido um movimento autêntico, organizado. Outros alegam que foi apenas um momento em que a juventude negra resolveu dançar uma música diferente”, diz Peixoto.

Pelo conturbado contexto histórico em que surgiu, o jornalista reitera a importância do Black Rio. “Num período ditatorial, a representatividade desse movimento não teve parâmetros. Os negros daqui se mostraram contextualizados num âmbito internacional, estavam em sintonia com o que acontecia pelo mundo. E, através dessa identidade de raça, o Movimento Black Rio se tornou um fenômeno sociológico e político incomparável. Um divisor de águas.”

A crítica de superficialidade da proliferação dos bailes no subúrbio carioca chegou a motivar um protesto do sambista Candeia, manifestado na música Sou Mais Samba (veja vídeo), lançada em 1977. Provocativo, na letra, o partideiro ironiza: “Esse som que vem de fora não me apavora / Nem rock nem rumba / Pra acabar com o tal de soul / Basta um pouco de macumba”. Na última estrofe, depois de afirmar “quem presta à roda de samba não fica imitando estrangeiro”, Candeia pondera: “Calma, calma minha gente / Pra que tanto bambambã / Pois os blacks de hoje em dia são os sambistas de amanhã”. O manifesto anti-Black Rio de Candeia, que contou com a colaboração de Clementina de Jesus e Dona Ivone Lara, é documentado no 15° dos 28 capítulos do livro.

O embate “samba versus soul” chegou a contar com a inusitada opinião do sociólogo Gilberto Freyre, que, em artigo publicado no Jornal do Brasil, alertou “a nação para o perigo da mistura de negros norte-americanos com os brasileiros negros que possuem um movimento chamado Black Rio, com a finalidade de transformar a música negra – o samba, principalmente – em música de protesto”.

Na introdução de 1976 Movimento Black Rio, Sebadelhe reafirma o equívoco de menosprezar as intenções de jovens negros que, ao contrário do que pensavam os que compartilhavam da opinião da velha-guarda do samba e do autor de Casa-Grande & Senzala, não tinham como mote único o hedonismo alienante da dança.

“O Movimento Black Rio teve características tão peculiares que não apenas mudaria as formas de produção cultural da cidade, mas também os hábitos de convivências e as relações do lugar. Essa particularidade uniu jovens negros de outros estados com o mesmo propósito: o direito de se expressar livremente, absorver, produzir cultura e se divertir. Surgia uma mocidade que questionaria veementemente estatutos e modelos arcaicos da civilização brasileira, traços de uma sociedade forjada em severos conceitos da era da escravidão.”

Além da importância textual, o livro também apresenta ao leitor uma rica pesquisa iconográfica, com filipetas, cartazes e fotografias em preto e branco que evidenciam o sentimento de feliz irmandade que havia entre os adeptos da cena difundida em festas promovidas por equipes como Baile da Pesada, Soul Grand Prix, Dynamic Soul, Soul Maior, Cash Box, Black Power e Furacão 2000.

Neste mês de celebração ao espírito aguerrido de Zumbi dos Palmares, temos aqui um livro essencial tanto para
desinformados, como o vereador Fernando Holiday, quanto para a negritude que sempre defendeu o direito de trazer à tona sua história e preservá-la.

“Ragatanga”: entenda a música mais enigmática dos anos 2000

Ragatanga é o maior sucesso do grupo Rouge, formado por Li Martins, Aline, Lu Andrade, Fantine e Karin. (Foto: Divulgação)

Faixa conta com um trecho ‘em língua estranha’. Saiba de onde vêm as palavas e o que elas significam!

Postado em 14/11/2018 por

Toda criança e adolescente dos anos 2000 cantou e dançou MUITO ao som de “Ragatanga”, o maior hit do grupo Rouge. Embora todo mundo conhecesse, tinha um pequeno detalhe: ninguém sabia direito a letra e qual era seu significado do refrão da canção.

A parte do “aserehe ra de re” gerou diversas teorias da conspiração para tentar entender o real significado da música. Enquanto para alguns o trecho seria uma invocação de algo ruim ou um idioma desconhecido, para outros a as palavras (sem sentido) só foram colocadas em ordem para ter uma boa sonoridade e fazer todo mundo dançar.

A questão é que depois de intensas pesquisas, um fã da música (que foi originalmente gravada em espanhol pelo grupo Las Ketchup) resolveu compartilhar com o mundo que “Ragatanga”, na verdade fazia TODO SENTIDO DO MUNDO: a música fala do Diego que, ao entrar em uma festa, escuta sua música favorita (em inglês) e mesmo sem saber o idioma, canta junto.

Entenda:

A música começa com “Olha lá quem vem virando a esquina / Vem Diego com toda a alegria, festejando”. Diego é nosso personagem principal que está “com a lua em seus olhos, roupa de água marinha e seu jeito de malandro”, ou seja, Diego chegou chegando ao lugar.

E o DJ que já conhece, toca o som da meia noite, pra Diego a canção mais desejada” Isso quer dizer que nosso amigo Diego já chega dançando e é notado pelo DJ, que conhece Diego e toca sua música favorita: a faixa “Rapper’s Delight”, do trio de hip hop Sugarhill Gang.

Ouça:

 

O refrão da música é na verdade:

“I said a hip hop the hippie the hippie
to the hip hip hop, a you dont stop
the rock it to the bang bang boogie say up jumped the boogie
to the rhythm of the boogie, the beat”

 

A sonoridade destas frases soa conhecida para você? Então…como Diego não fez um cursinho de inglês (e essa é sua música favorita), ele canta como ele imagina que é. Ou seja, o refrão de “Ragatanga” é na verdade a tentativa falha de Diego cantar em inglês.

Agora, compare com a faixa das meninas:

Mais ativas do que nunca, as integrantes do grupo Rouge estão de volta e, até o momento, emplacaram hits como Bailando Dona da Minha Vida. O mais recente, lançado em agosto deste ano, acumulou cerda de 10 milhões de visualizações em menos de três meses. Assista:

Rosa de Saron: vocalista deixa banda depois de 17 anos de atividade

Guilherme de Sá esteve nos vocais da Rosa de Saron desde 2001. (Foto: Divulgação)

A saída de Guilherme de Sá foi anunciada por meio de uma live no perfil oficial do grupo no Facebook

Postado em 13/11/2018 por

Guilherme de Sá, o vocalista por trás das faixas marcantes da Rosa de Saron, anunciou nesta terça-feira (13) que não faz mais parte da formação do grupo católico. O anúncio aconteceu por meio de uma live na página oficial da banda no Facebook e é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, já que Guilherme estava nos vocais da Rosa de Saron desde 2001.

O motivo da saída, segundo o próprio cantor durante a live, tem relação com um problema familiar. “Pretendo continuar trabalhando com música, de uma forma menor e mais singela. Pretendo não abandonar meu projeto solo. Preciso frisar que minha saída não é uma aposta à minha carreira solo. É apenas para não sepultar esse dom que ganhei de Deus – caso contrário, estaria me aposentando da música”, contou.

Além disso, durante o anúncio, os integrantes do grupo destacaram que a saída do vocalista não tem nenhuma motivação mais séria, como brigas e desentendimentos, por exemplo. A transmissão está salva no canal oficial da Rosa de Saron no Facebook. Assista:

A saída de Guilherme de Sá não é imediata. O vocalista confirmou que ainda cumprirá agenda de alguns shows enquanto o novo vocalista não é anunciado.

O Sol da Meia Noite, uma das faixas mais populares do grupo, conta com mais de 11 milhões de visualizações no canal oficial da Rosa de Saron no YouTube.

 

MAIS
No programa Showlivre Gospel você confere dezenas de vídeos de artistas da música cristã e gospel, como Katsbarnea, Purples, PG, Camila Campos e Mensageiros da Profecia. Acesse e inscreva-se no canal do Showlivre.com!

Headliner do Lollapalooza, Tribalistas anunciam turnê pelos Estados Unidos

Tribalistas anunciam turnê pelos Estados Unidos. (Foto: Daniel Mattar)

Shows fazem parte da turnê inédita do trio, que começou em Salvador, e também passará por países da Europa

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Depois de anunciar uma longa turnê pelo Brasil e países da Europa, como Portugal, Espanha, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Bélgica e Itália, o trio Tribalistas –  formado pelos músicos Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte –  anunciou nesta semana que fará cinco apresentações em cidades dos Estados Unidos. A série de shows faz parte da turnê inédita do grupo, que começou em Salvador.

Agendados entre os dias 5 e 16 de fevereiro de 2019, os shows acontecerão em Nova York, Boston, Miami, Los Angeles e San Francisco. Os ingressos para os shows, que contemplam as músicas do recente álbum comemorativo de 25 anos do grupo, estão a venda no site oficial da Brazilian Nites.

Lançado em agosto de 2017, o álbum já é Disco de Ouro no Brasil e ganhou versão em vinil juntamente com o de 2002. A canção Aliança está indicada ao Latin GRAMMY de Melhor Canção em Língua Portuguesa.

 

Headliner do Lollapalooza

O jornal Destak, veículo português com edição local e conhecido por divulgar informações exclusivas a respeito de shows e eventos no Brasil, revelou nesta semana que os Tribalistas serão um dos headliners da próxima edição do Lollapalooza Brasil, marcado para acontecer em São Paulo, nos dias 5, 6 e 7 de abril.

Além do trio, a edição brasileira do festival também contará com a apresentação de nomes como Post Malone, Twenty One Pilots , Interpol, Lenny Kravitz e Sam Smith. Embora a programação completa ainda não tenha sido divulgada, os ingressos para os três dias de evento estão a venda no site oficial do evento.

No Dia da República, em show no Sesc Pompeia, Di Melo divide palco com Liniker

O cantor e compositor Di Melo durante show no Estúdio Showlivre. Foto: André Barone

Apresentação marca o lançamento do álbum ‘Ao Vivo No Estúdio Showlivre’ e terá releituras de Gonzagão, Baden Powell e Jorge Ben Jor

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Fãs dos artistas Di Melo e Liniker, expoentes de duas distintas gerações da soul music à brasileira, terão, na próxima quinta-feira (15), feriado do Dia da República,  a chance de ver um encontro da dupla no palco do Sesc Pompeia.

Com preços populares, que vão de R$ 6 a R$ 20, o show será realizado às 18h30 no galpão da comedoria da unidade do Sesc sediada no bairro da zona oeste. Ou seja: a apresentação tem tudo para ser vertida em um grande baile (acesse o site do Sesc e confira detalhes).

O repertório do show de Di Melo será baseado no álbum derivado da apresentação do cantor e compositor pernambucano realizada no Estúdio Showlivre em 3 de agosto de 2018. O show no Sesc Pompeia também contará com releituras de outros grandes artistas: um dos ídolos de Di Melo, o Rei do Baião, Luiz Gonzaga; de Baden Powell, de quem o artista foi grande amigo; e de Jorge Ben Jor, espécie de padrinho de sua carreira, na ocasião em que ele migrou do Recife para São Paulo. História, aliás, entre tantas outras, registrada no minidocumentário Showlivre.DOC – Di Melo Em Primeira Pessoa, que foi registrado pela equipe audiovisual do Showlivre e conduzido pelo editor-chefe, Marcelo Pinheiro, na mesma ocasião em que o artista se apresentou em nosso estúdio.

Veja o minidocumentário na íntegra

Ouça o álbum Di Melo no Estúdio Showlivre no Spotify

 

 

Veja o show de Di Melo no Estúdio Showlivre, na íntegra

 

MAIS
Em outubro de 2017, no projeto Palco Showlivre, transmitimos uma apresentação de Liniker e os Caramellows direto do Centro Cultural Rio Verde. Veja abaixo a versão de Zero, um dos maiores sucessos da artista, e confira o show na íntegra.


 

‘TODXS’, quinto álbum da artista, reafirma o posicionamento crítico de Ana Cañas

A cantora e compositora Ana Cañas. Foto: José de Holanda

Lançado de forma independente, novo trabalho da cantora e compositora conta com participações do rapper Sombra (SNJ) e Chico Chico, filho de Cassia Eller

Postado em 12/11/2018 por

Quinto álbum de Ana Cañas, TODXS foi divulgado nas principais plataformas de streaming na última sexta-feira (9). Coproduzido por Ana e Tiago Barromeu, também guitarrista da banda da artista, o novo trabalho marca a estreia independente da cantora e compositora, que, antes, gravou pela Sony Music Brasil e pela Som Livre. Ana agora é representada por seu próprio selo, Guela Records.

Como sugere o título (lê-se “todes”), grafado com o X que representa a equidade nominal de gêneros, o álbum tem inegável conotação política e social, característica antecipada em 2017 com o single Respeita e o videoclipe de respeita, de forte temática feminista. Quem acompanha a artista nas redes sociais, sabe que Ana tem um posicionamento regular de militância por causas sociais e empoderamento da mulher, algo perceptível desde a impressionante imagem da capa, que mostra uma serpente, de presas prontas para um bote, sobreposta às pernas e uma genitália feminina.

Com arranjos sofisticados, uso elegante dos timbres do clássico piano elétrico Fender Rhodes (alguns tocados por Ana) e do orgão Hammond B-3 (pilotado por André Lima, que também conduz Rhodes e synths), o álbum conta com duas participações: de Chico Chico, o jovem cantor e compositor que é filho de Cassia Eller; e do rapper Sombra, do grupo. SNJ, que divide vocais na faixa que intitula o álbum. TODXS, a composição, também ganhou videoclipe dirigido pelo coletivo Farpa e divulgado em conjunto com o lançamento do álbum. Veja abaixo.

Majoritariamente autoral, o trabalho traz parcerias com Arnaldo Antunes, Taciana Barros e Lúcio Maia. TODXS também apresenta três releituras, Eu Amo Você, a balada escrita por Cassiano e Sílvio Rochael, famosa na voz de Tim Maia,  Tua Boca, a singela composição de Itamar Assumpção cantada por Ana e Chico Chico e Tijolo, de Carlos Posada.

Em 9 de novembro de 2012, ocasião em que Ana Cañas lançava o álbum Volta, lançado pela Som Livre, a artista foi destaque no Estúdio Showlivre. Veja abaixo uma releitura de Rock n’ Roll, do Led Zeppelin, veja abaixo (e veja também o show na íntegra).

Sertanejo: veja dez shows imperdíveis no Estúdio Showlivre

A cantora Thayná Bitencourt, um dos destaques da seleção. Foto: Aline Oliveira

Compilação reúne sucessos de, entre outros, Thayná Bitentcourt, Marcos & Belutti, Rick & Renner, Edson & Hudosn e as Galvão

Postado em 09/11/2018 por

Encarando o desafio de valorizar a história de grandes personagens e ao mesmo tempo dar visibilidade ao novo na música brasileira, ao longo dos últimos 18 anos o Showlivre.com documentou trabalhos autorais de centenas de artistas.

Volume de produção que pode ser constatado no acervo de mais de 23 mil vídeos disponíveis online no canal do Showlivre.com no YouTube, espaço que hoje conta com cerca de 700 mil usuários inscritos diariamente notificados sobre as transmissões online.

Além do compromisso diário de levar ao público da internet “música ao vivo de verdade”, como diz o bordão do Showlivre, a curadoria artística dos programas da casa sempre prezou por representar a diversidade da música brasileira: do samba ao funk, do reggae ao thrash metal, da música eletrônica ao sertanejo, este último, um dos gêneros mais populares do País e tema desta seleção preparada pela redação do Showlivre. Confira abaixo, os dez sucessos “modões” que escolhemos especialmente para você.

Thayná Bitentcourt – Sorte Que Cê Beija Bem (2018)

Marciano – Fio de Cabelo (2015)

Marcos & Belutti – Domingo de Manhã (2014)

Rick e Renner – Ela é Demais (2013)

As Galvão – Beijinho Doce (2013)

Israel & Rodolffo – Marca Evidente (2013)

Edson & Hudson – Foi Você Quem Trouxe (2012)

Zé Henrique & Gabriel – Pela Metade (2012)

João Neto & Frederico – Meu Coração Pede Carona (2011)

Marlon & Maicon – Tudo me Lembra Você (2011)

 

Com apresentação de Elza Soares, Karol Conka lança ‘Ambulante’, seu segundo álbum

A rapper Karol Conka, que acaba de lançar o álbum ‘Ambulante’. Foto: Carlos Sales

Anunciado com o single de ‘Kaça’, novo trabalho reúne dez composições, todas produzidas pelo DJ Boss in Drama

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Foi lançado nesta sexta-feira (9) em todas as plataformas digitais o novo álbum de Karol Conka. Intitulado Ambulante e editado pela Sony Music Brasil, o segundo trabalho autoral da rapper curitibana reúne dez faixas, Kaça, Bem-Sucedida, Vida Que Vale, Dominatrix, Suíte, Saudade, Desapego, Fumacê e Você Falou. Todas  as composições foram produzidas por Boss in Drama, codinome artístico do DJ e produtor Péricles Martins.

Música de trabalho de Ambulante, Kaça foi divulgada em videoclipe lançado no dia 11 de outubro. Veja abaixo

 

Em agosto de 2013, Karol Conka foi destaque no Estúdio Showlivre. Veja o show, na íntegra.

Leia abaixo o release de Ambulante, assinado por ninguém menos que Elza Soares. Ouça o álbum no Spotify

Original, sem cópia. 

Fiquei ali, parada por alguns minutos quando o disco terminou de tocar. Original, sem cópia. Era esse o eco dentro do meu peito, na minha cabeça. Eu não escutava os sons a volta, nem mesmo minha barulhenta Copacabana que eu via pela janela, nem o mar revolto. Original, sem cópia. Sem cópia. Minha esperança se encheu futuro nos segundos seguintes, depois do fim. Era um começo. 

Ambulante. Não existirá melhor nome para um álbum autêntico, coerente e de uma artista corajosa como a Karol Conka.

O ambulante é aquele que se joga ao mundo sem medo, sem pudor, levando suas andanças a todos, sem distinção, suprindo necessidades que até mesmo quem as tem desconhece. Essa obra é isso, cara. Um refresco pra quem tem sede e nem sabe que tem. É a bica do conteúdo que não faz distinção de quem vai beber. Está aí pronta pra servir ouvidos famintos em tempos de escassez de palavras. Boss in Drama é gênio e a mistura impensada é matadora. É manjericão com suco de uva, adoçado com batida marcante que cai como luva no potente discurso da Karol. 

No clipe eu vi Iansã vestida de Conka vestida de Oxum. Vi uma das irmãs Virgílio (adoro as duas), sufocando fora d’água, num balé agonizante, universal. Vi o oco abafado da voz de quem grita até pra surdo ouvir. Vi preta protagonizando, vi preto protagonista, vi meu povo preto contando um viés do cotidiano. 

Karol é com K, mas pode ser também com “O” de orgulho, com “R” de resistência, “F” de forte, de fama, de fome de mudar essa realidade dura que desenharam pra nós, no silêncio sorrateiro de quem vence, de quem contou nossa história por um prisma sujo durante décadas. A carne mais barata do mercado encareceu, minha gente. Esse disco da Karol ajuda a melhorar essa cotação, sem depender de cota pra isso. Mulher, preta, mãe, artista, brasileira, produzindo em alto nível um disco na sala de casa, no íntimo do seu mundo. Sonhei tanto com isso, lutei tanto por isso. Que orgulho. Motiva meu grito. 

Eu fui convidada para escrever o release desse trabalho. Decidi escrever sobre o quanto ele me emocionou. Vida longa à arte de Conka. 

Música brasileira em alta velocidade: 15 canções sob duas e quatro rodas 

Roberto Carlos e parte de sua coleção de dodges Dart. No começo dos anos 1970, ele montou uma locadora, a Remys, que dispunha de 12 unidades do carrão. Foto: Reprodução / Roberto Carlos Oficial

Seleção inclui clássicos de Roberto Carlos e Raul Seixas, além de registros obscuros de Nonato Buzar, Jô Soares e Hareton Salvanini

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Do calhambeque de Roberto Carlos, passando pelo Mustang cor de sangue de Marcos Valle e o Fuscão pfeto de Almir Rogério, até chegar ao Camaro amarelo de Bruno Caliman (autor do sucesso gravado pela dupla Munhoz & Mariano), a paixão do brasileiro por automóveis frequentemente povoa o imaginário da nossa riquíssima música popular.

Na antevéspera de mais uma edição do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, com o britânico Lewis Hamilton já consagrado como pentacampeão, a reportagem do Showlivre apresenta a seguir uma seleção de 15 canções, todas dos anos 1960 e 1970, que envolvem carrões, velocidade e até metáforas automobilísticas.

Hareton Salvanini – KM 110 (1971)
Lançada em um compacto duplo da gravadora Amplisom e embalado com a capa psicodélica de Wagner Nogueira, KM 110 é uma canção de letra existencialista (asfalto, farol / um carro a fugir / pensando em voltar / no caminho de ir) e a orquestração sempre primorosa do maestro paulista Hareton Salvanini. Com arranjo vocal do grupo Scala Som, o compacto foi produzido pelo Movimento Evolução de Teatro e Arte, o META.

 


Os Caçulas – A Moça do Karmann Ghia Vermelho (1969)
Enaltecendo o clássico sedan da Volkswagen, a composição de Tom Gomes teve arranjo do “Guitarreiro” Luiz Wagner, parceiro de Gomes na deliciosa Novos Planos Para o Verão d’Os Diagonais, e foi interpretada pelo quarteto vocal os Caçulas, formado por Álvaro “Alvinho” Damasceno, Vera Lúcia Carvalho, Yara Coelho e Mário Marcos.

 


Zé Roberto – Lotus 72D (1973)
Um dos compactos mais raros e caros do Brasil, Lotus 72D, como antecipa o título, é um samba-rock em homenagem ao primeiro campeonato mundial de automobilismo conquistado por Emerson Fittipaldi em 1972. Com forte influência do suingue de Jorge Ben Jor, a composição de José Roberto tem arranjo preciso do maestro Severino Filho, com destaque para as irresistíveis frases de metais.

 


Marcos Valle & Azymuth – Fittipaldi Show (1973)
Tema de abertura do documentário O Fabuloso Fittipaldi, de Roberto Farias, Fittipaldi Show, composição de Marcos Valle e Novelli, marca também o encontro de Marcos com o trio Azymuth (parceria que culminou no estupendo Previsão do Tempo),  então formado pelo saudoso José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan “Mamão” Conti. Com a poderosa cozinha de Alex e Mamão segurando o groove, Zé Roberto e Marcos tem caminho livre para viajarem no cruzamento de pianos (acústico e elétrico), sintetizadores e órgão Hammond (veja também um vídeo de Emerson pilotando um Ford Maverick em Interlagos ).

 


Nonato e Seu Conjunto – Fitipaldiando (1974)
Composição de Oberdan Oliveira, guitarrista solo do conjunto do pianista e maestro maranhense Raimundo Nonato Rodrigues Araújo, com vocais de Walter, arranjo do próprio Nonato e direção musical do maestro Leo Peracchi, Fittipaldiando, a despeito do título, fala mesmo é de alta velocidade sob duas rodas.

 


Jô Soares – O Volks do Ronaldo (1963)
Composição de Jô Soares e Marcos Cezar, o hoje raro compacto simples com as músicas O Vampiro e O Volks do Ronaldo foi lançado pela Farroupilha Discos como um “hully gully”, como antecipa o texto impresso no selo do lado B do disquinho.

 


Ronie Cord – Rua Augusta (1964)
Legítimo clássico do rock brasileiro, Rua Augusta foi composta pelo pai de Ronnie Cord, o maestro Hervé Cordovil. A letra, apinhada de exageros, como subir a rua Augusta a 120 kmh e seguir ao Anhangabaú a 130, parar na contramão e cruzar sinal vermelho, é um fiel retrato do espírito contestador que seduziu meninos e meninas para o universo da Jovem Guarda.

 


Eduardo Araújo – O Bom (1967)
Outro clássico do rock brazuca que dispensa comentários, O  Bom abre a primeira estrofe falando de um certo carro vermelho cujo dono ignora o uso do espelho para se pentear.

 


Tom Zé – Não Buzine Que eu Estou Paquerando (1968)
Um dos destaques do primeiro álbum de Tom Zé, Grande Liquidação (leia sobre, na coluna Quintessência), Não Buzine Que eu Estou Paquerando tem um impagável narrador que se apresenta como alguém que vive em um tempo diferente (“sei que seu relógio está sempre lhe acenando”, diz o refrão) pelo fato de estar circulando pela cidade e, da janela de seu carro, flerta com as garotas que flanam pelas calçadas.

 


Os Mutantes – Dune Buggy
Pintado com as cores da bandeira norte-americana, o buggy Kadron dos Mutantes foi tema de uma inspirada composição do álbum Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets, lançado em 1972. Com mais de mil cavalos de força – claro, um exagero –, Dune Buggy fica ainda mais envenenado quando, acidentalmente, é abastecido com um combustível, digamos, lisérgico.

 


Franco – A 80km/h
Morto recentemente aos 70 anos, o cantor, compositor e produtor Franco Scornavacca foi reduzido ao epíteto “pai dos KLB”, o trio dos irmãos Kiko, Leandro e Bruno, que fez sucesso na transição dos anos 1990 para os 2000. Franco, no entanto, foi um dos principais expoentes do samba-rock enquanto gênero musical nos anos 1970. Com sucessos como Rock Enredo e Rock do Rato, em 80km/h ele também versa sobre a velocidade como metáfora para uma vida urgente.

 


Nonato Buzar – 100 milhas (1970)
Maranhense de Itapicuru, então radicado no Rio de Janeiro o cantor, compositor e arranjador Nonato Buzar iniciou sua carreira no legendário Beco das Garrafas. Depois, criou o cultuado grupo A Turma da Pilantragem. No final dos anos 1960 e no começo da década seguinte, assinou composições para trilhas sonoras de novelas e filmes. 100 Milhas, faixa que também versa sobre um jeito veloz de encarar a vida, foi originalmente lançada em versão instrumental na trilha do filme O Donzelo, de Stefan Wohl, inteiramente composta por Nonato. Também em 1970, no álbum Temas de Novelas, a música ganhou letra.

 


Raul Seixas – Ouro de Tolo (1973)
Uma das letras mais contundentes do Maluco Beleza, Ouro de Tolo é também marcada por forte carga existencialista, simbolizada na insatisfação de seu personagem que, a despeito de ter tido sorte e ter comprado um Corcel 1973, entre outras conquistas materiais, não consegue encontrar graça ou contentamento na própria vida.

 


Made in Brazil – Gasolina (1978)
Rockão do Made in Brazil, lançado no álbum Pauliceia Desvairada (1978) e composto por Oswaldo Vecchione e Tony Babalu, Gasolina tem o hilário refrão “Não vou mais comprar um Rolls Royce / O dinheiro não vai dar, não vai dar pra comprar gasolina”. Da pesada!

 


Roberto Carlos – O Calhambeque (1964)
Um dos primeiros e mais famosos sucessos do Rei Roberto, O Calhambeque é, na verdade, uma versão de Road Hog, lançada por John D. Loudermilk, dois anos antes, em 1962. Demérito algum para a versão, que se tornou um clássico da Jovem Guarda.

 


Marcos Valle – Mustang Côr de Sangue (1969)
Faixa-título de um dos álbuns mais emblemáticos de Marcos Valle, Mustang Côr de Sangue escancara a alienação desenfreada do consumismo, por meio de um dos símbolos máximos da sociedade capitalista, o automóvel. “A questão social, industrial, não permite que eu seja fiel / na vitrine um Corcel cor de mel”, diz a letra de Paulo Sergio Valle, fiel escudeiro do irmão na maioria das composições deste e de outras joias da discografia de Marcos.