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O lirismo humanista e combativo de João do Vale, o Poeta do Povo

O cantor, compositor, violonista e poeta João do Vale. Foto: Reprodução / Facebook

Na reestreia da coluna Quintessência, agora no Showlivre, a história de um dos mais fascinantes personagens da música brasileira

Postado em 11 de outubro de 2018 por

Entre 2012 e 2014, no extinto site da revista Brasileiros, veículo mensal onde atuei como repórter e editor de cultura durante 9 anos, tive a felicidade de publicar, ao longo de 50 semanas, uma coluna chamada Quintessência. Divulgado semanalmente, o espaço não só ganhou esse nome por ser veiculado sempre às quintas-feiras, mas por ter sido a forma que encontrei de ao mesmo tempo homenagear o protagonista do primeiro de 50 álbuns – todos lançados no Brasil entre 1960 e 1980 – a terem, na coluna, sua história reconstituída. Falo do saxofonista, flautista e arranjador carioca João Theodoro Meirelles, o popular J.T. Meirelles, autor de Quintessência, um dos maiores standards do chamado samba-jazz ou bossa-jazz, e líder do combo Copa 5, do qual o álbum O Som, uma das obras-primas do gênero, lançado em 1964, pela Philips, foi tema da primeira coluna.

Depois de um longo hiato de quatro anos, agora como editor-chefe do Showlivre.com, tenho o prazer de retomar o projeto de Quintessência e embarcar na árdua, porém não menos gratificante, missão de contar a história de outros 50 álbuns lançados no mesmo período. A escolha desse recorte temporal, que vai de 1960 a 1980, contempla um período dos mais ricos para a música popular produzida no Brasil do século 20, marcado pela ascensão de sub-gêneros impulsionados pela informação moderna da bossa-nova, como a canção de protesto, a jovem guarda, a tropicália, o samba-soul e a nascente MPB defendida, sobretudo, por grandes figurões e jovens artistas egressos do nordeste do País.

Aos leitores que não tiveram contato com a extinta coluna, infelizmente, nem todos os textos estão online no atual site da editora que publicava a Brasileiros, mas alguns deles estão hyperlinkados no rodapé desta reportagem. Outro adendo importante: desde a primeira publicação, Quintessência foi – e será – norteada por um critério irrevogável: a disponibilidade de áudio em plataformas de streaming como YouTube, Spotify, Deezer, Aplle Music e Napster, para que todos os leitores possam ouvir os álbuns em questão.

Feitas as devidas apresentações, como antecipei no título cravado acima a estreia desta nova fase de Quintessência, a propósito dos 85 anos do gênio maranhense, que seriam completados nesta quinta-feira (11), será dedicada a João do Vale e seu monumental álbum de estreia, O Poeta do Povo, lançado, em 1965, pela Philips.

Aclamado, o disco foi consequência direta do estrondoso sucesso que consagrou o espetáculo Opinião. Idealizado na boemia do Zicartola (o antológico bar do não menos genial Cartola, que, aliás, hoje completaria 110 anos, e Dona Zica) por um rol de notáveis que incluía Zé Keti, Nara Leão, os dramaturgos Paulo Pontes, Armando Costa e Vianinha (autores do roteiro) e o diretor Augusto Boal, Opinião debutou em 11 de dezembro de 1964, encabeçado por João, Zé Kéti e Nara Leão, no teatro de arena do Shopping Copacabana (uma curiosidade irônica, a despeito da veia subversiva de Opinião, ambos espaços pertenciam ao senador Arnon Afonso de Farias Mello, golpista desavergonhado na guinada militar de 1964 e pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello).

Lançado em 1965, a despeito de seu valor irretocável, O Poeta do Povo carrega o paradoxo de ter sido o único álbum solo de João do Vale. Na contracapa do LP, apesar de ele estampar o logo da Philips, selo nem sempre desrespeitoso com os artistas, músicos e arranjadores de seu elenco, a escassez usual do período, no tocante a informações sobre o registro, é pra lá de patente. Em meio às fotos PB e a tipografia inconfundível do mestre Ziraldo, todo o resto se resume a uma breve apresentação, escrita de próprio punho pelo artista, além da lista com as 12 faixas compiladas em cada um dos lados do disco.

A frustração com o despojamento da “embalagem”, no entanto, é logo superada com a audição dos verdadeiros tesouros nela escondidos. Canções representativas do lirismo combativo e da genialidade intuitiva de João do Vale. Estão em O Poeta do Povo, composições da dimensão de A Voz do Povo, Peba na Pimenta, Minha História, Pisa na Fulô, Fogo no Paraná, Pra Mim, Não (“dizem que acabou a escravidão / pra mim não!”) e Carcará – esta última, como sabemos, foi transformada em hino contra o terror da ditadura pelo jovem público do show Opinião, sobretudo depois que, debilitada, Nara Leão deu lugar a uma baiana debutante em palcos cariocas, a personalíssima Maria Bethânia, que imprimiu à Carcará sua mais enfática versão.

 

joão-do-vale-poeta-do-povo_miolo O lirismo humanista e combativo de João do Vale, o Poeta do Povo

Capa e contracapa da mais recente reedição de O Poeta do Povo, da gravadora russa DOL (2017). Foto: Divulgação / DOL

 

No texto de apresentação de O Poeta do Povo, reafirmando a sabedoria empírica escancarada em seus versos e atitudes, João explica: “Meu nome é João Batista Vale. Pobre, no Maranhão, ou é Batista ou Ribamar. Nasci na cidade de Pedreiras, rua da Golada. Modéstia à parte, a rua da Golada, hoje, chama-se rua João do Vale. Quer dizer: eu, assim com esta cara, já sou rua”, brinca. No parágrafo final, João adverte: “Tenho outras músicas que são menos conhecidas, umas que nem foram gravadas. Minha terra tem muita coisa engraçada, mas o que tem mais é muita dificuldade pra viver”, pondera.

Quem teve a curiosidade de saber um pouco sobre a sina tortuosa de “João Pé de Xote”, alcunha dada ao menino por conta de seu gosto incontido pela dança – apesar de gago, paixão análoga ele nutria pelo canto – sabe que o artista enfrentou trajetória das mais desafiadoras até a conquista do reconhecimento de sua grandiosidade.

Filho de uma das dez famílias de camponeses que serviam à Fazenda Saudade e constituíam o humilde vilarejo de Lago da Onça, seis quilômetros distante de Pedreiras, município a 270km da capital São Luís, onde João foi registrado por seus pais, Cirilo e Leogivalda, que eram netos de escravos – em viagem ao País africano, João depois descobriria ter ascendência angolana.  Com a partida dos senhorios do sofrido entorno de Lago da Onça, os familiares alforriados herdaram, além das terras, o sobrenome dos irmãos Raymundo Ferreira Vale e Ricardo Ferreira Vale, que eram os donos da Fazenda Saudade.

Alvo de privações, mas sem jamais abrir mão do jeito expansivo e alegre, no biênio 1938/1939, João chegou a ser doado para uma família, porque os pais não tinham sequer como prover aos filhos a alimentação diária. Para garantir um troco a mais para a família, o menino saia às ruas para atuar como vendedor ambulante. “Eu vendia pirulito / arroz doce e mungunzá / Enquanto eu ia vender doce / Meus colega ia estudar / Quando era de noitinha a meninada ia brincar”, canta João em Minha História, um dos registros mais tocantes de O Poeta do Povo.

As aventuras de João Pé de Xote
Nascido em 11 de outubro de 1933, João Batista Vale veio ao mundo como o quinto de oito filhos do casal de camponeses Cirilo e Leogivalda, que trabalhavam duro no cultivo e na colheita de algodão. Dos oito irmãos, apenas ele e outros dois não foram enterrados precocemente pelos pais. Para agravar os desafios de sua formação, some-se o fato de que o menino, como milhões de crianças nordestinas, foi privado de ir à escola. Semialfabetizado, João estudou somente os três primeiros anos do Primário (o atual Ensino Fundamental). Realidade que, como defendem alguns estudiosos de sua obra, fez despertar no futuro poeta o sentimento agudo de revolta contra as injustiças sociais que açoitavam seu povo.

No documentário João do Vale – Muita Gente Desconhece, de Werinton Kermes, João Piston, amigo de João do Vale nos dias de Pedreiras, observa: “Eu nunca vi esse cara estudar. E quando ele aparece (de volta a Lago da Onça) é compositor. Um fenômeno! Eu estudei mais do que ele, mas continuo ‘João Ninguém’”, brinca o amigo. Sobre os motivos de sua não permanência na escola, tornou-se mítica uma declaração de João, documentada em um fascículo dedicado a ele na série Nova História da Música Popular Brasileira (editora Abril). Segundo o poeta, sua vaga no terceiro ano do primário do Grupo Escolar Oscar Galvão foi preterida para que o privilégio de um menino branco fosse assegurado.

“Teve uma época em que foi designado um coletor (de impostos) novo lá pra Pedreiras. Coisa de política. E ele levou um filho em idade escolar. Na escola, tinha uns trezentos alunos, mas escolheram logo eu para dar lugar ao filho do homem. E eu senti, é claro. Resolvi nunca mais ir estudar. Não tinha porquê. Então, de manhã, eu pegava meu saco de merenda e enchia de pedra, ia pra cima do muro do colégio e, na hora do recreio, mandava pedra em todo mundo, por estar com inveja, por não concordar com aquela injustiça. Tinha dia que botavam inspetor lá, mas eu dava a volta e na hora do recreio mandava pedra. Daí todo mundo comentava: ‘Esse menino não vai dar pra nada na vida’. Hoje, eles botaram rua com meu nome, me homenageiam, só pra desmanchar o que fizeram… Mas nem Deus querendo eu esqueço!”

Márcio Paschoal, autor da biografia Pisa na Fulô, Mas Não Maltrata o Carcará: vida e obra do compositor João do Vale, o poeta do povo (Editora Lumiar, 2000), sem conseguir cruzar depoimentos que cravassem a veracidade da história, não descarta que possa haver certo viés de fantasia neste relato. No entanto, como deixou registrado no documentário de Werinton Kermes, o biógrafo jamais colocou em xeque a consciência humanitária proporcional à extrema pobreza enfrentada por seu personagem. “Uma pessoa completamente desprovida de qualquer aparato mínimo – de educação, de saúde –, através de sua arte, levar essa mensagem, levar a mensagem do próprio cidadão que conviveu com ele… Ele renegava esse caráter político, mas tinha uma consciência social e uma ânsia por justiça fantástica”, defende Paschoal. Compreensão análoga à opinião também manifestada no documentário de Kermes por outro célebre maranhense, o poeta Ferreira Gullar. “(João) tinha a consciência rara das pessoas do interior, essa consciência política da desigualdade, da necessidade de mudar o País e buscar justiça social.”

A proclamada neutralidade ideológica do poeta intuitivo também foi destacada por outra grande amiga de João do Vale, a cantora Miúcha: “Ninguém conseguia o enquadrar como ‘é comunista!’. João só não era reacionário. João era livre. E até por ser livre todas as plateias eram de João.”

Produtora cultural de João do Vale no começo dos anos 1980, Lenita Beltrame lembra, em outra sequência do filme, um episódio exemplar do comportamento combativo do artista. “Em outubro de 1983, João ficou sabendo – a gente estava no Rio – da morte de uma líder campesina chamada Margarida, que havia sido morta por órgãos repressores, não sei se do governo, se latifundiários, e João programou para aquele dia um show em desagravo e em memória de Margarida. E aí, o que aconteceu, João juntou aquele monte de gente e começou a falar. Demorou meia hora, chegou a polícia, cavalaria com cassetete, e foi todo mundo em cana.”

Emprestando outras cenas do filme, reproduzo a seguir outros dois relatos íntimos da dimensão humana do artista. “A primeira coisa que João do Vale fazia ao chegar em Pedreiras era esquecer o sapato, esquecer o chinelo, colocar o pé no chão e ter a hora de sair do carro para procurar seus amigos”, recorda Cícero, radialista local que mantém viva a memória musical do filho maior de Pedreiras. No relato afetivo de um amigo de infância, Raimundo Nonato, o retorno do filho pródigo assim é descrito: “Quando João do Vale chegava em Pedreiras, todo coração ficava aberto. Todo mundo o recebia de braços abertos.”

Não por acaso, em sua terra natal, certa vez João afirmou. “Um desejo meu é ser enterrado em Pedreiras. Eu posso morrer na China, mas meu corpo tem que vir pra cá.” Desejo, infelizmente, concretizado de forma precoce, em 8 de dezembro de 1996, em cerimônia pública realizada dois dias depois de o artista falecer, aos 63 anos.

A fragilidade física de João foi agravada quando, em outubro de 1987, durante almoço em um restaurante de Nova Iguaçu (RJ), ele foi vitimado por um primeiro derrame, que paralisou o lado direito de seu corpo. Para completar, na precariedade do hospital público em que foi atendido, João caiu de uma maca e chocou gravemente a cabeça no chão, o que só fez piorar as consequências do AVC. Não bastasse, o artista também era notório pelo abuso crônico de álcool.

 

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Nara Leão e João do Vale durante o espetáculo “Opinião”, em 1965. Foto: Reprodução do livro ‘Chega de Saudade’, de Ruy Castro (Cia. das Letras)

Segundo Sergio Cabral, biógrafo de Nara Leão, a constatação do fim lento e pragmático destinado ao velho amigo dos dias áureos de Opinião também contribuiu para agravar a saúde frágil da outrora musa da bossa nova.

“O compositor João do Vale sofreu, em outubro, um derrame cerebral que o deixou paraplégico. Nara visitou-o várias vezes no hospital da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação. Dias depois, morreu outro grande amigo e companheiro de luta contra o câncer, o diretor teatral Flávio Rangel. Esses acontecimentos atingiram em cheio o estado de espírito de Nara, que procurava enfrentar a depressão com trabalho, fazendo shows e atuando na televisão”, comenta Cabral em Nara Leão: uma biografia.

Ascensão e queda
Radicado com a família na capital São Luís, em 1947, João passou a integrar o grupo Linda Noite. Encantado com as manifestações do coletivo popular de bumba meu boi, sente-se livre para experimentar ainda mais os versos que já ensaiava em Pedreiras. “A música folclórica do Maranhão é mais na base do ritmo, sem cordas e sem sopros, carregada de percussão. Sou muito influenciado pela música da minha terra. Meus versos e minhas músicas são baseadas no tambor de crioula e no bumba meu boi”, elucidou João em texto compilado na biografia assinada por Paschoal.

No entanto, com o sonho de tornar-se artista, aos 15 anos, ele foge de casa, em 3 de julho de 1949, e embarca em um pau de arara fantasiando partir para o sudeste do Brasil – não sem antes passar por Teresina, Fortaleza e outros dois destinos. Quase um ano depois, a fantasia de João do Vale  é concretizada. Depois de um périplo de subsistência itinerante que obrigou o adolescente a encarar toda sorte de subempregos – fez bicos no circo, na construção civil, no garimpo e no transporte de cargas, como ajudante de pedreiro, ele se estabelece em Salvador. Da capital baiana, grava a seguinte memória, também documentada em sua biografia e sintomática de seu inabalável inconformismo e senso de redenção pela arte: “Na Bahia, cruzei com levas de retirantes nordestinos e vi, na primeira página de um jornal, uma fotografia do Assis Chateaubriand dando um colar de 40 águas marinhas para a rainha Elizabeth. Eu me rebelei com isso, como qualquer outro teria se rebelado. E eu poderia ter sido um marginal. Minha sorte foi que a revolta virou música e poesia.”

Ainda em 1950, distante da Bahia e depois de fracassar em um garimpo em Teófilo Otoni (MG), ele, enfim, se estabelece em Copacabana, onde atua como pedreiro em uma construção. Esperançoso, o aspirante a cantor e compositor peregrina noites a fio de seu escasso tempo livre, num porta a porta incessante nas sedes de duas das maiores rádios da então capital do País, a Nacional e a Tupi. Nem aí para o desdém usual, João estava convencido de que tinha total condição de apresentar suas primeiras composições, parte significativa delas fortemente influenciada pelo baião de Luiz Gonzaga. Pragmático e altivo – João chegou a ofertar músicas para Tom Jobim! – somente três anos mais tarde, por recomendação do cantor e compositor Luiz Vieira que o conheceu na Tupi, Zé Gonzaga, irmão de Mestre Lua, decide gravar uma de suas composições, o baião Madalena.

Ao estreitar os laços musicais com Vieira, o “Príncipe do Baião”, João descobre no artista um valioso amigo, com a rara dimensão de “irmão da vida”, que o acolheu em sua casa e, além de emplacar as gravações de Zé Gonzaga, marcou sua trajetória como parceiro de seu primeiro grande sucesso, Estrela Miúda, gravada pela não menos estrela Marlene. O êxito comercial do registro teve contorno fantástico para a guinada tão esperada por João. Acostumado às privações do diminuto salário de cinco mil reis mensalmente conferidos como pedreiro, ele foi logo contemplado com uma quantia 40 vezes maior: 200 mil reis, percebidos somente com o direito autoral da composição defendida por Marlene.

A visibilidade e o fascínio despertados pelo maranhense no meio artístico do efervescente Rio de Janeiro também o levou ao cinema. Atuando como figurante do longa Mãos Sangrentas (1954), de Carlos Hugo Christensen, ele conhece o futuro cineasta Roberto Farias, então assistente de direção do longa, de quem se torna grande amigo. Por recomendação de Farias, que o apresenta ao diretor Watson Macedo e ao produtor Riva Farias (irmão de Roberto), João emplaca o sucesso Forro no Tianguá (parceria com Antônio Aguiar) na trilha sonora da comédia musical Rio Fantasia (1957).

Projeção que abre olhos e ouvidos de outros grandes intérpretes para o manancial de tesouros provavelmente guardados por João. Com esse apelo irresistível, o artista maranhense é disputado por estrelas como Dolores Duran (que dele gravou Na Asa do Vento, também parceria com Luiz Vieira), Jackson do Pandeiro (que eternizou o clássico O Canto da Ema, escrito a seis mãos com Aires Viana e Alventino Cavalcanti e depois gravado por Gilberto Gil em Expresso 2222) e Marinês, intérprete de, entre outras várias canções, um par de joias do matuto maranhense: Pisa na Fulô (Ernesto Pires e Silveira Junior) e Peba na Pimenta (com José Batista e Adelino Rivera) .

No artigo João do Vale e a Formação de Um Artista Popular no Brasil, Nos Anos de 1950, a socióloga Mariana Mont’Alverne Barreto Lima pondera que, mesmo atingindo tamanha aceitação naquele final de anos 1950, a exuberância autoral de João do Vale não teve, no entanto, o devido protagonismo. “A relação com os consumidores se dava à distância; o grande público ouvinte de suas canções não o conhecia. Os intérpretes ganhavam a autoria de suas músicas; este aspecto é marca forte em sua carreira. Composições suas são reconhecidas, pelos ouvintes, como obras daqueles que as interpretam e com elas se consagram. Aqui, igualmente, reside uma das razões que podem ajudar a explicar o lado trágico da vida de João do Vale; refiro-me às precárias condições financeiras enfrentadas por ele nos últimos anos de vida e ressalto sua morte, de certo modo, prematura”.

Efêmero, o ápice desse reconhecimento se dá justamente com o lançamento de O Poeta do Povo, álbum que, mesmo irretocável no compromisso de dar voz a um compositor, cantor e violonista de personalidade e lirismo ímpar, não assegura a continuidade temporal de reconhecimento da incomparável exuberância intuitiva de João do Vale.

 

fagner_chico_ze_joao O lirismo humanista e combativo de João do Vale, o Poeta do Povo

Fagner, Chico Buarque, Zé Ramalho e João do Vale durante as gravações do álbum de 1981. Foto: Divulgação / CBS

 

Hiato lamentável, somente superado com uma segunda incursão fonográfica, 16 anos depois, no LP epônimo de 1981, produzido por Chico Buarque, Fernando Faro e Fagner. Obra colaborativa iluminada pela presença do gênio de Lago da Onça a dividir vozes e sendo exaltado por convidados da estatura de Tom Jobim, Jackson do Pandeiro, Amelinha, Zé Ramalho e Gonzaguinha – além de Chico e Fagner.

Em entrevista à Mariana Mont’Alverne, Fagner defende a tese de que, por mais andanças que ele empreendesse (e ele chegou a Paris, Nova York), o sertão jamais sairia de dentro do menino “João Pé de Xote”: “Ele era um cara humilde, muito simples, muito povão, muito nosso, assim, um cara do interior. Não sei como ele aguentava a cidade grande. Ele até tinha um roteiro de pessoas que se encantavam com ele, mas João não tinha cara de cidade grande.”

A constatação dessa essência também é reiterada em dois depoimentos registrados no documentário Muita Gente Desconhece. O primeiro deles, manifestado pelo mestre Chico Anysio: “João do Vale era um poeta nordestino igual a muitos outros que havia por lá. Um poeta autêntico. Puro, puro. Tudo que ele fez foi puro”. O segundo, carregado de reverência e síntese, expresso pelo percussionista Papete: “João do Vale é o Brasil. É o caboclo. É o campo. É a chapada. São as vertentes da cultura que esse País tem, que esse povo tem”.

Com a benção do eterno João Pé de Xote, menino que hoje completaria 85 primaveras, encerro o texto em sua reverência advertindo que temos, caro leitor, novo encontro marcado para a próxima quinta-feira (17).

Boas audições e até a próxima Quintessência!

Ouça abaixo, na íntegra, o álbum João do Vale, O Poeta do Povo 

 

UMA CURIOSIDADE
Você sabia que Coroné Antonio Bento, sucesso de Tim Maia também regravado por Cassia Eller, é, na verdade, uma composição originalmente escrita por João do Vale e Luiz Wanderley? Sobre ela, João observou, em depoimento ao MIS-RJ: “Quando fiz essa música, ela não passava de um reles baião. Mas depois que o Tim Maia a gravou, daí as menininhas da PUC registraram ela e descobriram que era um rock rural. Aí eu fiquei sendo compositor de rock rural”. Ouça abaixo o registro de Matuto Transviado.

 

MAIS
Leia textos da primeira fase de Quintessência que ainda estão online, no site da revista ARTE!Brasileiros

O Grito de Resistência de Gal Costa e Waly Salomão

A Volta do Tim Maia Irracional 

O Brilhantismo Descontente de Jards Macalé 

O Impulso Modernista de Lyrio Panicali 

O Desbunde Tropicalista de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues 

O Violão Soberano de Rosinha de Valença

Prelúdio Para a Consagração Mundial de Eumir Deodato

 

 

 

Spotify divulga quais são os maiores artistas da história da plataforma

Drake é o artista com o maior número de reproduções da história da plataforma. (Foto: Divulgação)

Levantamento foi promovido para marcar o aniversário de dez anos da plataforma, a mais popular do mundo

Postado em 17/10/2018 por

Uma das grandes revoluções da indústria musical, o Spotify –  maior plataforma de streaming musical do mundo – comemora, em 2018, dez anos de seu lançamento. Para celebrar a década de sucesso, a organização do Spotify resolveu fazer um levantamento e divulgar a lista dos artistas e músicas mais importantes, marcos e conquistas e gêneros mais influentes na história da plataforma.

“Desde outubro de 2008, fãs de todo o mundo têm desfrutado de uma década de descoberta musical, encontrando novos artistas e faixas para se apaixonar e redescobrir antigos favoritos”, disse a organização a respeito do impacto histórico que o Spotify tem na vida das pessoas e como mudou a indústria. “Somos agora o maior serviço de streaming de música do mundo, mas continuamos focados no lazer para conectar os fãs aos artistas e ajudá-los a construir suas carreiras como fazíamos no primeiro dia”, completou.

Com uma pegada nostálgica, a primeira lista divulgada passeia pelo maior hit de todos os anos, desde 2008. Com isso, a plataforma relembra sucessos como I Gotta Feeling (The Black Eyed Peas), Love The Way You Lie (Rihanna Eminem), Somebody That I Used To Know (Gotye e Kimbra) e Shape Of You (Ed Sheeran). Confira a lista completa:

2008: The Killers – Human
2009: The Black Eyed Peas – I Gotta Feeling
2010: Eminem, Rihanna – Love The Way You Lie
2011: Don Omar – Danza Kuduro
2012: Gotye, Kimbra – Somebody That I Used 
2013: Macklemore & Ryan Lewis – “Can’t Hold Us” (feat. Ray Dalton)
2014: Pharrell Williams – “Happy” – from Despicable Me 2
2015: Major Lazer – “Lean On” (feat. MØ & DJ Snake)
2016: Drake – “One Dance”
2017: Ed Sheeran – “Shape of You”

Na lista de artistas mais populares de todos os tempos, o levantamento mostra pouca representatividade feminina (Rihanna e Ariana Grande são as únicas mulheres entre os dez maiores) e o poder mundial de um dos maiores fenômenos da música mundial: o canadense Drake. O músico, que também aparece no segundo lugar das músicas mais ouvidas de todos os tempos, conta com quase 50 milhões de ouvintes mensais e supera nomes como Justin Bieber e Ed Sheeran. Confira:

  • Artistas com mais streams de todos os tempos:

01: Drake
02: Ed Sheeran
03: Eminem
04: The Weeknd
05: Rihanna
06: Kanye West
07: Coldplay
08: Justin Bieber
09: Calvin Harris
10: Ariana Grande

  • Músicas com mais streams de todos os tempos:

01: Ed Sheeran – “Shape Of You'”
02: Drake – “One Dance”
03: The Chainsmokers – “Closer”
04: Post Malone – “rockstar” (feat. 21 Savage)
05: Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
06: Major Lazer – “Lean On” (feat. MØ & DJ Snake)
07: Luis Fonsi, Daddy Yankee – “Despacito – Remix'”
08: Justin Bieber – “Love Yourself”
09: Justin Bieber – “Sorry”
10: The Chainsmokers – “Don’t Let Me Down”

Além disso, o Spotify também listou os primeiros dez artistas a bater a marca de 1 bilhão de reproduções na plataforma. Confira:

01: Rihanna (2013)
02: David Guetta (2013)
03: Eminem (2013)
04: Kanye West (2014)
05: Avicii (2014)
06: Coldplay (2014)
07: JAY Z (2014)
08: Katy Perry (2014)
09: Drake (2014)
10: Pitbull (2014)

Álbuns com mais streams no mundo:

01: Ed Sheeran – ÷
02: Justin Bieber – Purpose
03: Drake – Views
04: Ed Sheeran – x
05: Post Malone – beerbongs & bentleys
06: The Weeknd – Starboy
07: Scorpion – Drake
08: The Weeknd – Beauty Behind The Madness
09: Post Malone – Stoney
10: Kendrick Lamar – DAMN

O levantamento também focou na participação feminina e, para isso, organizou uma lista apenas das maiores mulheres da plataforma.

01: Rihanna
02: Ariana Grande
03: Sia
04: Beyoncé
05: Nicki Minaj
06: Adele
07: Taylor Swift
08: Selena Gomez
09: Katy Perry
10: Shakira

 

Shape Of You, a música mais popular da lista, tem um videoclipe lançado em janeiro de 2017. Em pouco mais de 1 ano e meio, a produção conta com mais de 3,8 bilhões de visualizações. 

Katinguelê é o destaque da playlist ‘Showlivre é SHOW’

Katinguelê foi atração do Estúdio Showlivre, em setembro deste ano. (Foto: Pietá Rivas / Showlivre)

Playlist é resultado da indicação de cantores, bandas e membros da equipe do showlivre.com e reúne, exclusivamente, faixas gravadas ao vivo

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A playlist “Showlivre é SHOW!” ganha uma nova capa toda semana e, em sua mais recente atualização, tem como principal colaborador o grupo Katinguelê, um dos principais representantes do pagode nacional e que passou pelo Estúdio Showlivre, em setembro deste ano. Desenvolvida com o objetivo de promover o consumo de música ao vivo, a playlist é resultado das indicações dos próprios integrantes do grupo e faixas de artistas que também passaram por aqui, como Mauricio Pereira, Cachorro Grande e Thaíde. Além disso, a equipe do showlivre.com aproveitou para incluir suas faixas preferidas. 

A equipe do showlivre.com foi bastante eclética em suas escolhas. Os curadores Clemente Nascimento (diretor artístico), João Vicente (marketing), Marcelo Pinheiro (editor-chefe), Gabriel Alves (social media) e Leonan Oliveira (redator) deram destaque a nomes como Flicts, Rincon Sapiência, CPM22, Sugar Kane Gloria Groove.

Ouça (e siga) a Playlist “Showlivre é SHOW”, com destaques de Katinguelê no Spotify:

A relação com a música transcende barreiras físicas. Por isso, e para dar contexto, a equipe do showlivre.com resolveu justificar suas escolhas. Veja:

Clemente Nascimento: 
“Apresentações ao vivo tem que ser excitantes e bem executadas, essas duas que escolhi, são daquelas que ficam guardadas para sempre na memória.”

João Vicente: 
“Embora a música do Flicts seja simples, ela não é simplória. A banda está inscrita na sonoridade clássica do punk rock e só absorve o melhor do gênero. Consegue escapar da repetitividade e cria peças cheias de personalidade. Ao mesmo tempo, une diversão a um teor anárquico e combativo, como os grandes medalhões do punk.”

Marcelo Pinheiro:
“Faixa de abertura de ‘Galanga Livre’, ‘Crime Bárbaro’ antecipa o poder de fogo do primeiro álbum de Rincon Sapiência. O riff de guitarra, sampleado da música ‘Jimi Renda-se, de Tom Zé, abre caminho para o flow desconcertante de um dos mais talentosos MCs do País. No Estúdio Showlivre, aquecendo o repertório do álbum para o Coala Festival de 2017, ‘Crime Bárbaro’ soa ainda mais contundente.”

Gabriel Alves: 
“Presenciar um artista tocando é uma das melhores experiências da vida. Não importa o estilo musical. A energia que é gerada pela performance, é surreal. Escolhi “Preta”, da Nina Oliveira, por ser uma ótima composição da cantora paulista. A performance dela é incrível, a voz é maravilhosa. É daquelas que arrepiam. Por falar em arrepiar, não havia como deixar de fora o momento mais sinistro que já vivi em shows. O público do CPM 22, durante apresentação na edição 2015 do Rock In Rio, cantando “Um Minuto Para o Fim do Mundo” em uníssono por 40 segundos, ficará eternizado na memoria de quem presenciou.”

Leonan Oliveira:
“Eu acho que a música ao vivo tem o poder de nos passar coisas que a versão de estúdio às vezes não consegue. Quando o artista está no palco, conseguimos enxergar a maneira como ele se relaciona com a própria música e o quanto sua arte é realmente sentida. A Luedji Luna no Estúdio Showlivre, para mim, foi um dos momentos que eu mais consegui sentir essa relação”.

Gretchen será madrinha de festival no dia mundial de luta contra a AIDS

Gretchen durante o lyric video de ‘Swish Swish’, de Katy Perry. (Foto: Divulgação)

Evento contará com apresentações de nomes como Ludmilla, Claudia Leitte, Capital Inicial, Kevinho e Maiara e Maraisa

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O primeiro dia de dezembro, desde o final dos anos 80, é marcado como o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Para celebrar os avanços das pesquisas e conscientizar a população a respeito do vírus, o Prudence Fest promoverá 15 horas de música, no Sambódromo do Anhembi, com shows de nomes importantes como Claudia Leitte, Ludmilla, Capital Inicial, Maiara e Maraisa, Kevinho e os DJs Felguk, JetLag, Pernambuco, Cláudio Junior e Leandro Buenno.

Além do encontro musical, a organização do festival assumiu um compromisso social com a arrecadação geral do evento: a cada ingresso vendido, a Prudence doará três camisinhas para ONGs que auxiliam na conscientização sexual de famílias de baixa renda em todo o Brasil.

Gretchen, a rainha dos memes e personagem principal de um dos vídeos oficiais de Katy Perry, foi coroada a madrinha oficial do evento por conta de seu envolvimento com as causas sociais. Em entrevista, a cantora revelou ter ficado lisonjeada com o convite. É uma honra participar de uma ação como esta, principalmente após a constatação feita diante da pesquisa que comprovou o aumento, em relação aos anos anteriores, do número de jovens que não usam preservativos, nem fazem exame de HIV. O uso da camisinha é sempre necessário e precisamos fazer esta informação ecoar por todo nosso país, afirmou.

O lyric video de Swish Swish, vídeo da americana Katy Perry no qual Gretchen faz parte, foi lançado no canal oficial da cantora no YouTube, em julho de 2017. Em um ano, o vídeo foi reproduzido cerca de 85 milhões de vezes. Assista:

Os ingressos para o Prudence Fest custam entre R$ 58 e R$ 160 e podem ser comprados no site oficial do evento

Gustavo Mioto é a nova atração do projeto Villa Country Showlivre

O cantor e compositor Gustavo Mioto durante show em Jaguaruna (SC). Foto: Divulgação

Apresentação intimista, com bate-papo entre o artista e seus fãs, tem transmissão ao vivo nessa quinta-feira (18), às 15h

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Convidado da segunda edição do projeto Villa Country Showlivre, o cantor e compositor paulista Gustavo Mioto, atualmente um dos artistas mais populares do sertanejo, se apresenta na casa de shows paulistana nessa quinta-feira (18), a partir das 15h, com transmissão ao vivo do Showlivre também veiculada no portal R7.com.

Em formato intimista e acústico, o projeto Villa Country Showlivre, que debutou no último dia 4 de outubro com um show exclusivo de Bruninho e Davi, é apresentado por Rodrigo Paes, diretor artístico da casa noturna, e pelo guitarrista Carlinhos Anhaia, criador da Villa Country Band, que já liderou mais de 3 mil shows no tradicional espaço dedicado à música sertaneja e country.

Além de mediar um bate-papo descontraído com os artistas convidados, Paes e Anhaia também encaminham ao artista perguntas dos fãs, enviadas por meio das redes sociais do Villa Country, do Showlivre e da Freegells, apoiadora cultural do projeto.

A transmissão do Showlivre terá início às 15h. Aos fãs que não tiverem disponibilidade de conferir a apresentação ao vivo, o conteúdo ficará imediatamente disponível após o encerramento do show, que pode ser conferido no site do Showlivre.

Talento precoce
Com 21 anos de idade, Gustavo Mioto começou a tocar violão aos 6 anos de idade, na cidade de Votuporanga, no interior paulista, onde nasceu. Influenciado pelo pai, Marcos Mioto, empresário e produtor musical, o garoto avançou nos estudos e, aos 10 anos, escreveu sua primeira composição, É Você Quem Vai Chorar. Aos 13, assumiu o papel de crooner da banda Oxigênio emplacando uma série de shows e ganhando experiência de palco. Em 2012, aos 15 anos, lançou Fora de Moda, seu primeiro álbum, marcado pelo sucesso Ela Não Gosta de Mim, que logo ultrapassou a marca de 30 milhões de acessos.

No final de 2017, o artista lançou seu mais recente DVD, com a presença de convidados especiais: os cantores Anitta e Gusttavo Lima e as duplas Jorge & Mateus e Maiara & Maraisa.

Consagrado sobretudo pelo público que consome música online, Gustavo Mioto acumula números impressionantes – e ascendentes: quase 1 bilhão de views no YouTube, onde é seguido por mais e 2,8 milhões de fãs; mais de 3,2 milhões de ouvintes no Spotify, a plataforma de streaming mais popular do Brasil.

MAIS

Veja, na íntegra, a primeira edição do projeto Villa Country Showlivre com a dupla Bruninho e Davi

 

10 planos malignos de Pabllo Vittar para acabar com o mundo

Imagem promocional do videoclipe de “Problema Seu”, lançado em agosto deste ano. (Foto: Reprodução)

Com a frase ‘Pabllo Vittar foi longe demais’, brincadeira espalha notícias falsas (e absurdas) nas redes sociais

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Nos últimos meses, a discussão sobre a importância e o impacto das chamadas “fake news” tem tomado cada vez mais espaço no holofote de discussão dos estudiosos da mídia mundial.

Morte de celebridades vivas, nacionalidade do ex-presidente dos Estados Unidos e segredos de celebridades foram algumas das notícias mais comentadas das redes sociais nos últimos meses, mas uma delas ganhou destaque estrondoso entre os brasileiros: A Pabllo Vittar é o novo rosto da nota de R$50 no Brasil!

A informação chegou a algumas pessoas que acabaram acreditando na informação e tornou a nota de Pabllo Vittar uma das coisas mais loucas que a internet brasileira desenvolveu. O acontecimento tomou conta das correntes do Whatsapp e grupos da família, deixando várias pessoas indignadas com o desrespeito que o Brasil havia atingido com essa nova “decisão do governo”.

groselha-600x536 10 planos malignos de Pabllo Vittar para acabar com o mundo

A repercussão da brincadeira foi tão grande que nasceu o meme que dominou as redes sociais: correntes com os planos da drag queen. Por isso, nós – com muito bom humor – elaboramos uma lista com 15 planos malignos de Pabllo Vittar para acabar com o Brasil. Confira:

  • Hexa? Não dessa vez! 

  • Um novo planeta inteirinho pra drag queen…

  • Celular da Pabllo Vittar vai se tornar algo muito comum em breve! 

  • Café da manhã? Só com Pabllo Vittar! 

  • E a frase da bandeira? Já soube da mudança? 

  • A drag queen está planejando uma ditadura no Maranhão… 

  • Salvem as crianças! 

  • Nem as faculdades ficaram de fora…

  • E ponto turístico…

  • Não vai conseguir escapar nem no cinema! 

  • As eleições presidenciais estão na mãe de Pabllo…

  • A greve dos caminhoneiros atrapalhou um pouco os planos diabólicos da drag queen! 

A cada minuto, dezenas de novos planos de Pabllo Vittar são compartilhados na internet. O mais importante, e que já está em prática, é o plano de dominar o YouTube Brasil! A drag queen, que acabou de divulgar seu segundo álbum de estúdio, intitulado Não Para Não, lançou o videoclipe de “Problema Seu” em agosto deste ano e, em dois meses, se aproxima da marca de 50 milhões de reproduções. Agora esse Pabllo foi longe de mais! Confira:

    

‘Nós, Voz, Eles’: Sandy lança episódio inédito com a banda Melim

Sandy durante evento de lançamento do projeto ‘Nós, Voz, Eles’. (Foto: Pietá Rivas / Showlivre)

Intitulada ‘Eu Pra Você’, a faixa é o sexto lançamento do projeto inédito idealizado pela cantora

Postado em 16/10/2018 por

Dando seguimento à divulgação do projeto em série Nós, Voz, Eles – lançado em agosto deste ano –, a cantora Sandy divulgou na última segunda-feira, 15, o episódio que mostra o processo de criação da inédita Eu Pra Você. A música, que é uma parceria com a banda Melim, ex-participante do reality Superstar, deve chegar às plataformas de streaming na próxima quarta-feira, 17.

No projeto, que mostra todo o bastidor de criação e gravação da música, composta por Sandy e Lucas Lima, a cantora conversa com os integrantes a respeito de questões que envolvem a participação no programa da Rede Globo, no qual a própria Sandy foi uma das juradas. “Eu só dei ‘sim’ pra vocês, né gente? Pelo amor de Deus”, brincou antes de começar a gravar. Embora tenham perdido o programa, a banda ganhou forte destaque depois da edição. Assista ao episódio:

 

O projeto Nós, Voz, Eles foi idealizado por Sandy e, até o momento, já contou com a participação de nomes importante e populares como Maria Gadú, Anavitória, Thiaguinho e Lucas Lima, seu marido. O showlivre.com foi até o evento de lançamento do projeto, em agosto, e registrou, com exclusividade, a entrevista na íntegra. Confira:

Meu Abrigo, a faixa mais popular do grupo, embora tenha sido lançada no ano passado, ainda é comum nas listas das mais ouvidas do país. O videoclipe conta com mais de 55 milhões de visualizações. Assista:

Saiba como foi a primeira apresentação solo de Camila Cabello em São Paulo

Evento reuniu cerca de 15 mil pessoas e contou com shows de Camila Cabello, Rouge, Zeeba, Vitor Kley e mais. (Foto: Stephan Solon / MOVE Concerts)

Em meio aos hits e declarações de amor ao público, cantora levou Anitta ao palco como uma surpresa para os brasileiros

Postado em 15/10/2018 por

A edição deste ano do Z Festival, que acontece entre os dias 11 e 16 de outubro, está dando o que falar no Brasil. Na noite do último domingo (14), o evento aconteceu em São Paulo e marcou a primeira apresentação solo de Camila Cabello na cidade. O show, no qual a cantora foi acompanhada por um coral animado de fãs do começo ao fim, contou com a apresentação de hits, muita conexão com os fãs e a participação especial de Anitta durante uma das músicas da cantora cubana.

Sendo a última das atrações do dia, a dona de hits como Havana começou seu show pontualmente às 20h45 (como estava previsto) com o single Never Be The Same, faixa que deu nome à turnê mundial da cantora, que roda o mundo desde abril deste ano.

Com muita animação (e gritos histéricos), a cantora apresentou todas as onze faixas de seu primeiro e mais recente disco, intitulado Camila. Em Something’s Gotta Give, uma de suas músicas mais emotivas e pessoais, Camila Cabello aproveitou para chamar a atenção para questões acerca de movimentos sociais e políticos como o ‘Black Lives Matter’, o desarmamento, a proteção das crianças e a xenofobia contra imigrantes nos Estados Unidos. “Eu vejo vários de vocês, todos os dias, escolhendo o amor sobre o ódio, escolhendo ser quem vocês são, amar quem amam, a falar sua verdade… e é sobre isso que essa música se tornou pra mim”, disse antes de começar a apresentação com projeções dos movimentos citados.

Do meio para o final do show, Camila Cabello resolveu reforçar o quanto ama os fãs brasileiros e como isso tem impactado sua vida. “Eu vejo vocês todos os dias na internet, todo o amor que vocês me mandam e eu me sinto a garota mais sortuda do mundo. Vocês são os melhores fãs do mundo”, disse. Como um jeito de agradecer os fãs brasileiros pelo apoio de sempre, a cantora anunciou que tinha preparado uma surpresa e convidou ninguém menos que Anitta para subir no palco e, juntas, cantar os sucessos Paradinha , da brasileira, e Real Friends. 

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Camila Cabello convidou a cantora Anitta para subir no palco e performar ‘Paradinha’ e ‘Real Friends’. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

Havana, a música mais esperada da noite, fechou o show em grande estilo e recheada de agradecimentos por parte de Camila Cabello – que se define ‘secretamente meia brasileira’ – e a promessa de voltar logo. O momento foi gravado por um fã. Assista:

O single, lançado em outubro de 2017, conta com mais de 1,3 bilhões de reproduções em seu áudio oficial no YouTube e cerca de 700 milhões de visualizações no videoclipe oficial. Confira:

Z FESTIVAL 2018: Rouge, Vitor Kley e Zeeba

Além da atração principal, Camila Cabello, a edição paulistana do Z Festival ainda contou com apresentações de nomes importantes da música brasileira como Vitor Kley, Zeeba e a girl band Rouge.

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Vitor Kley foi responsável por uma onda de energia positiva no Z Festival. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

Sendo o primeiro dos três a se apresentar, o gaúcho Vitor Kley levou bastante animação e energia positiva para o público que, às 17h, já estava em peso no Allianz Parque. O músico, que concedeu entrevista exclusiva ao showlivre.com, apresentou alguns covers e o sucesso (tão esperado) O Sol. 

A faixa foi lançada janeiro de 2018 e, atualmente, conta com mais de 100 milhões de visualizações

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Zeeba durante a edição de 2018 do Z Festival, promovido no Allianz Parque. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

O brasileiro Zeeba, que assumiu o palco logo após o anoitecer, contagiou o estádio com a boa energia de seu hit Hear Me Now e a apresentação de seu mais recente single, Young Again, assunto da entrevista exclusiva concedido pelo cantor à equipe do Showlivre. O maior sucesso do cantor, parceria com Alok, se aproxima da incrível marca de 270 milhões de reproduções no YouTube. Assista:

A banda Rouge, responsável por aquecer o público para a apresentação principal, que aconteceria logo em seguida, chegou com tudo ao palco do Z Festival levando muita dança, energia, empoderamento e nostalgia para o público. Com hits como Ragatanga, Brilha La Luna, Um Anjo Veio Me Falar e Dona da Minha Vida, as integrantes Aline, Fantine, Karin, Li Martins e Lu Andrade fizeram um show de tirar o fôlego e, mesmo que indiretamente, provocaram gritos de ‘Ele Não’ do publico.

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Rouge durante apresentação de ‘Dona da Minha Vida’, no Z Festival. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

Dona da Minha Vida, a faixa responsável pela abertura e encerramento do show, faz parte dos lançamentos recentes da banda e conta com mais de 8 milhões de visualizações no YouTube.

Z Festival anima São Paulo neste domingo (14)

Camila Cabello é a atração principal do Z Festival. (Foto: Divulgação)

Promovido no Allianz Parque, evento terá shows de nomes como Camila Cabello, Zeeba, Vitor Kley e o grupo Rouge

Postado em 13/10/2018 por

O feriado prolongado termina de um jeito bem animado para os paulistanos! Neste domingo (14), o Allianz Parque – um dos lugares que recebe o maior número de shows internacionais na cidade – será palco para mais uma edição do Z Festival. Neste ano, além de Camila Cabello (atração principal), o evento também contará com as apresentações de nomes populares da música brasileira como Vitor Kley, do hit O Sol, Zeeba, dono de Hear Me Now e o querido grupo Rouge, formado por Aline, Fantine, Karin, Li Martins e Lu Andrade.

Depois de milhares de pedidos na internet, a cubana Camila Cabello finalmente está de volta ao País. Esta é a primeira vez da cantora em terras brasileiras para promover seus trabalhos solos, já que esteve no Brasil diversas vezes quando ainda integrava a girl band Fifth Harmony. No Twitter, a cantora compartilhou a animação com os fãs. “Oi, gostosas. Finalmente essa metade brasileira está em casa”, disse a cantora, em português, em um vídeo gravado no aeroporto. Confira:


Havnna, o primeiro single do primeiro álbum solo de Camila (e que leva o nome da cantora), é um sucesso! No YouTube, o áudio oficial conta com mais de 1,3 bilhões de visualizações e o videoclipe, lançado em outubro de 2017, acumula quase 700 milhões de plays. Assista:

Tanto Vitor Kley quanto Zeeba conversaram com o Showlivre.com para falar sobre as expectativas para as apresentações no festival. Leia mais aqui (Vitor Kley) e aqui (Zeeba).

No dia das crianças, veja 8 projetos infantis no Estúdio Showlivre

Fera Neném foi destaque do Estúdio Showlivre em outubro de 2017. (Foto: Showlivre)

Lista com oito participações marcantes de crianças e projetos infantis apresentados no Estúdio Showlivre

Postado em 12/10/2018 por

Comemorado anualmente no dia 12 de outubro, o Dia das Crianças – além de um dos feriados mais queridos pelo povo brasileiro – é uma data cheia de brincadeiras, referências lúdicas e muita diversão para os pequenos. Pensando nisso, e para promover o consumo de música pelas crianças, listamos oito atrações marcantes que passaram pelo Estúdio Showlivre e que pertencem ao lúdico mundo infantil. Confira:

Fera Neném (2017)

Fera Neném é uma banda que se define como “baby rock, quase punk, meio reggae, mais precisamente panqueca” voltada para o público infantil de qualquer idade. Com músicas que instigam o ouvinte a trabalhar sua imaginação e criatividade, o quarteto formado por Gustavo Cabelo (baixo e voz), Lia Biserra (voz), Pedro Gogom (bateria e voz) e Peri Pane (guitarra e voz) lançou o seu primeiro álbum em 2017.

 

Patati Patata (2013)

Além da magia levada às crianças, a dupla de palhaços foi recordista em vendas de DVDs e, atualmente, é um sucesso no canal oficial do Showlivre no YouTube. Ao todo, os palhaços acumulam mais de 3 milhões de seguidores e 4 bilhões de visualizações em seus videoclipes.

Palavra Cantada (2012)

A Palavra Cantada existe desde 1994, quando os músicos Sandra Peres e Paulo Tatit propuseram criar novas canções para as crianças brasileiras. Em todos os trabalhos que realizaram desde então, tornaram-se linhas marcantes a preocupação com a qualidade das letras, arranjos e gravações e o respeito à inteligência e à sensibilidade da criança. A Palavra Cantada vem sendo aclamada pelo público e pela crítica do país como um trabalho diferenciado dentro da nossa cultura musical.

Samba de Cosme (2016)

O Samba de Cosme nasceu em 2014, após o sucesso das participações dos garotos Leonardo (12 anos) e Guilherme (13 anos) nos shows do cantor Marcelo. Com alegria e uma batucada diferenciada, o Samba de Cosme, nome inspirado na música “Falange de Erê”, de Arlindo Cruz, vem se destacando na região de Campinas, no interior de São Paulo. Em 2016, após uma apresentação cheia de carisma e energia, o Samba de Cosme venceu a etapa samba do #ShowlivreDay+.

Vitor e Vitória (2010)

A música sempre esteve na vida das crianças, é coisa de berço: filhos de Edson, da dupla Edson e Hudson, Vitor & Vitória desenvolveram sua própria identidade artística. Durante apresentação no Estúdio Showlivre, os músicos, que ainda não uma dupla, eram crianças.

MC Soffia (2015)

MC Soffia começou a sua carreira aos 6 anos de idade, logo após participar do projeto “O Futuro do Hip Hop”. No Estúdio Showlivre, quando ainda tinha 11 anos de idade, a rapper mirim apresentou faixas inéditas e que contestam paradigmas sociais. Para ela, nascida e criada na periferia de São Paulo, o rap significa “música de força e resistência”.

Di Melo e Gabi Abade (2018)

Durante sua mais recente participação no Estúdio Showlivre, Di Melo, o imorrível, trouxe sua filha, Gabi Abade, para apresentar, juntos, a faixa “Brasis Elis”.

‘Kaça’: Karol Conka reafirma independência e força feminina em novo single

‘Kaça’ é o primeiro single de Ambulante, o próximo álbum de Karol Conka. (Foto: Reprodução/YouTube)

Faixa é o primeiro lançamento de ‘Ambulante’, segundo disco da cantora e que deve ser divulgado em breve

Postado em 11/10/2018 por

Abrindo os trabalhos de divulgação de seu novo álbum, intitulado Ambulante, a rapper Karol Conka – um dos nomes femininos mais importantes do gênero – divulgou, na madrugada desta quinta-feira (11), a poderosa faixa Kaça, com produção assinada por Boss In Drama. Com composição forte e vocal marcante, a artista afirma que seu reino não tem rei e que, acima de tudo, é dona do próprio nariz. Confira:

O anúncio da faixa, assim como quase todos os outros trabalhos de Karol Conka, foi anunciado com bastante propriedade e criatividade. Um manifesto, no qual a cantora reafirma sua independência e não pertencimento aos padrões, foi publicado no canal oficial da cantora no YouTube. “Eu sei o que eu passei, no meu reino não tem rei. Eu tenho a missão de criar a minha própria lei”, disse. “Quando cantamos sobre feminismo, racismo, força e poder, muita gente tenta nos diminuir”, completa. Assista:

Karol Conka é uma das super-parceiras do showlivre.com. Em agosto de 2013, a artista foi uma das atrações do Estúdio Showlivre e a apresentação na íntegra, que conta com sucessos como Gandaia Você Não Vai, está disponível em nosso canal no YouTube. Veja: