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Marília Mendonça é a única brasileira entre os 40 artistas mais populares do YouTube

Marília Mendonça é a única artista brasileira na lista dos 40 maiores nomes do YouTube mundial. (Foto: Reprodução/YouTube)

Com apenas 23 anos de idade, a cantora deixou para trás nomes como Nicki Minaj, Drake e Britney Spears

Postado em 14/01/2019 por

A sofrência de Marília Mendonça, que faz com que até os solteiros se sintam cruelmente traídos, nunca esteve tão popular! Num levantamento geral do YouTube, com mais de 6,3 bilhões de visualizações, a cantora aparece na 36ª posição dos artistas mais vistos da história da plataforma e se consagra como a única brasileira no Top 40.

Para conseguir atingir a incrível marca, a cantora coleciona hits. No total, 24 de seus vídeos contam com mais de 100 milhões de visualizações, sendo ‘Casa da Mãe Joana’ – parceria com Henrique e Juliano – o mais recente deles.

 

Como se já não bastasse, a ‘Rainha da Sofrência’ ainda conta com hits nacionalmente reconhecidos. ‘Infiel’, seu maior single, sozinho, acumula quase meio bilhão de visitas. São mais de 10 vídeos com mais de 200 milhões de visualizações.

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Novos single e videoclipe de Jards Macalé antecipam álbum que encerra hiato de 20 anos

O cantor e compositor Jards Macalé. Foto: José de Holanda / Divulgação

Lançada nesta sexta-feira (11), ‘Trevas’ é adaptação livre de um poema de Ezra Pound. Disco de inéditas traz parcerias e direção artística de Romulo Fróes

Postado em 11/01/2019 por

Depois do susto pregado nos fãs em fevereiro de 2018, quando foi internado com um grave quadro de infecção pulmonar, recuperado, o cantor e compositor carioca Jards Macalé atravessou o último ano com dedicação máxima à produção de seu novo álbum de inéditas, trabalho que será lançado neste primeiro trimestre de 2019, pelo selo Natura Musical, e que encerra um hiato de 20 anos desde seu último disco autoral,  o álbum O Q Faço é Música, de 1998.

Alento para os admiradores mais ansiosos, Macalé, que completará 76 anos em 3 de março, antecipou nesta sexta-feira (11) o primeiro single do novo trabalho. Intitulada Trevas, a canção é uma adaptação livre do poema Canto I, de Ezra Pound, a partir da tradução dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e de Décio Pignatari, a trinca de ases da poesia concreta.

Trevas é sobre o Brasil do futuro. Chegamos ao poço mais fundo, chegamos ao limite, chegamos ao Brasil de 2019″comenta Macalé na apresentação à imprensa do novo single, que também ganhou um videoclipe. Apinhado de referências ao artista visual Helio Oiticica, grande amigo de Macalé, ao poeta modernista Oswald de Andrade, ao cineasta marginal Andrea Tonacci e ao canônico escritor irlândes James Joyce, o clipe foi co-dirigido a quatro mãos, pelo poeta e designer Gabriel Kerhart e o cineasta Gregorio Gananian, também diretor de Inaudito, sensível documentário sobre a vida e obra do guitar-hero tropicalista Lanny Gordin. Gananian, aliás,  já havia trabalhado com Macalé na co-direção, ao lado de Chico França, do espetáculo Sinfonia D Jards (leia reportagem no final deste texto). Apresentada em 2012 no Teatro Oficina, em São Paulo, a retrospectiva da carreira de Macao, como o músico também é conhecido, contou com a presença de Lanny, parceiro decisivo para a sonoridade de Jards Macalé, o emblemático álbum de estreia do compositor carioca, lançado em 1972.

De letra soturna, como sugere o título, Trevas contou com direção musical do próprio Macalé, direção artística de Romulo Fróes e produção musical de Kiko Dinucci e Thomas Harres, respectivamente responsáveis pelos mesmos papeis na feitura do aguardado novo álbum. O trabalho também reúne parcerias e colaborações de grandes talentos de nossa música popular contemporânea, como Ava Rocha, Tim Bernardes, Clima, Rodrigo Campos e Thomas Harres.

No novo álbum, os fãs também terão a alegria de ver retomada a histórica dobradinha Macalé / Capinam, que assinam novas parcerias. Ao lado do poeta baiano, vale lembrar, Macao escreveu quatro das mais emblemáticas canções de seu álbum de estreia: Farinha do Desprezo78 rotaçõesMeu amor, Me Agarra e Geme e Treme e Chora e Mata e a emocionante Movimento dos Barcos. No final dos anos 1960, José Carlos Capinam também foi sócio de Macalé  na fundação da produtora cultural Tropicarte.

Em setembro de 2016, com o lançamento do box Jards Macalé Anos 1970, entrevistei o artista, pela segunda vez, para a extinta revista Brasileiros. Entre os quatro CDs reunidos na caixa, 14 faixas inéditas foram então reveladas pelo produtor Marcelo Froes, do selo Discobertas, responsável pelo lançamento. Entre as relíquias, assim como Trevas, três canções eram adaptações de poemas de alguns dos autores prediletos de Macalé. São elas: Luz (Ezra Pound), Transformar o Mundo (Bertolt Brecht) e Pasar La Vida (Gregório de Matos). Na ocasião, o artista explicou como se dava o processo de transmutação de poemas em canções. “Durante a leitura, esses textos chamavam minha atenção não só pela beleza da escrita, mas também pela melodia natural que havia nesses poemas. Foi isso que me levou ao desejo de musicá-los.”

Trevas
A sonoridade crua e densa da nova composição, impregnada de texturas de guitarra fuzz de Gui Held (não por acaso, discípulo e parceiro de Lanny em alguns projetos) funde elementos de rock com trechos de dissonante influência bossanovista, escola primeira de Macao. Além da presença concisa de Kiko Dinucci (violão), Thomas Harres (bateria) e Pedro Dantas (contrabaixo), chama atenção um inusitado artifício usado pelo autor de Trevas. Para dar ênfase à frase “chegamos ao limite da água mais funda, debaixo d’água”, o artista sugeriu a captação de sua voz com a utilização de uma bacia cheia d’agua para que ele cantasse os versos com a cabeça submersa no recipiente plástico. O resultado é instigante. Ligando esse gesto ao contundente depoimento utilizado por Macalé para explicar o sentido de Trevas, não é exagero atribuir ao improviso vocal uma conotação cifrada do temor de ver redivivos expedientes de tortura que aterrorizaram a ele e seus pares nos anos 1970.

“A mim, pessoalmente, se tivesse me contado sua ideia, certamente teria tentado dissuadi-lo de realizá-la, por talvez achar redundante e ingênua a tentativa de emular o trecho da letra”, comentou Romulo Fróes na mesma apresentação à imprensa. “Mas o fato é que esse procedimento não apenas injetou um veneno que Macalé tanto queria para essa parte, como criou novas metáforas nada ingênuas. Foi mais um dos muitos ensinamentos que Macalé nos presenteou de modo nada didático, durante todo o processo do disco. Coisas de um artista verdadeiro”, conclui Fróes.

Ainda sem título anunciado, o novo álbum de Macalé foi um dos projetos selecionados na edição 2017 do edital Natura Musical, que tem apoio da Lei Rouanet. Segundo Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional, a realização do projeto é motivo de orgulho para o núcleo de incentivo à música da Natura. “O patrocínio do programa a este novo trabalho do Jards reverencia todo o legado que o artista ajudou a construir para a música brasileira e aposta no que a ousadia dele é capaz de impulsionar. Jards tem o dom de instigar, provocar e inquietar. E essa injeção de vida é mais do que necessária para este momento e para o futuro da música.”

Quem conhece a dimensão única da arte de Jards Macalé sabe que é impossível discordar de Fernanda. Que venha então o álbum, para saciar a ansiedade dos fãs!

Assista ao videoclipe de Trevas 

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Leia a reportagem Diários de Macalé, um relato deste repórter sobre os bastidores dos quatro dias de filmagens, no Rio de Janeiro, destinadas ao espetáculo Sinfonia D Jards 

Se você curte MPB, não pode deixar de conferir nossa retrospectiva com os melhores shows do gênero no Showlivre em 2018

 

 

 

 

   

 

Remix de DJ Marky dá nova roupagem a ‘Praise You’, mega-hit lançado por Fatboy Slim em 1998

DJ Marky subverte o uso das pick-ups em apresentação no Showlivre ELM. Foto: Aline Oliveira

Releitura foi feita a convite do artista britânico e apresenta o toque inconfundível do drum n’ bass do DJ e produtor brasileiro

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Quem viveu adolescência ou juventude na última década do século 20 certamente recorda: em 1998, um dos hits mais onipresentes em rádios, TVs e pistas de dança foi, sem dúvida, Praise You, faixa que, ao lado de Rockafeller Skank, outro sucesso estrondoso, fez do álbum You’ve Come a Long Way, Babe, do DJ Fatboy Slim, um dos campeões de venda daquele ano.

Vinte anos depois, Praise You ganha nova roupagem com um remix feito por outro legendário craque dos toca-discos, o brasileiro, de trânsito mundial, DJ Marky. Com BPM desacelerado e o inconfundível tratamento drum n’ bass de Marky, o single foi lançado pela Stink Records, selo mundialmente distribuído pela BMG, em 28 de dezembro de 2018. Amigo do DJ britânico desde o começo dos anos 2000, quando eram comuns os encontros da dupla em festivais ao redor do mundo, Marky foi especialmente convidado por Fatboy Slim para produzir o remix. Confira abaixo o resultado.

Presente no mercado fonográfico desde os anos 1980, quando então integrava a banda Housemartins, do grudento hit Build, Fatboy Slim primeiro enveredou pela música eletrônica ao criar o quarteto Beats International, ainda sob o nome de batismo, Norman Cook. Em 1996, com o lançamento de Better Living Through Chemistry, o DJ e produtor assume a alcunha de Fatboy Slim e torna-se um dos mais populares expoentes do Big Beat, subgênero da música eletrônica (também difundido por artistas como Chrystal Method, Prodigy e Chemical Brothers) que promove uma infalível mistura de elementos dançantes: bases de funk setentista, baixos sintetizados de disco-boogie, batidas de hip-hop, beats pesados de drum machines e efeitos lisérgicos de sintetizadores frequentemente usados por artistas de acid house.

Em 2018, DJ Marky fez um set matador no Electronic Live Music Showlivre. Assista ao vídeo na íntegra.

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Se você curte música eletrônica, não pode deixar de conferir nossa retrospectiva com os dez melhores DJ sets apresentados no Showlivre ELM.

 

 

Katy Perry é a artista feminina mais popular da história do YouTube

Katy Perry, dona de Witness, é a cantora feminina mais popular da história do YouTube. (Foto: Divulgação/Universal Music)

No ranking geral, a cantora fica atrás apenas de Justin Bieber e desbanca nomes como Taylor Swift, Adele e Beyoncé

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Embora seu mais recente álbum de estúdio – Witness (2017) –  não tenha emplacado nenhum grande hit, Katy Perry segue como um dos nomes mais influentes da música pop. No YouTube mundial, de acordo com a combinação do número de visualizações de todos os vídeos, a cantora e compositora se garante como a artista feminina mais popular da história da plataforma. Para isso, Perry ostenta mais de 17,2 bilhões de visualizações.

Os números ainda ficam mais incríveis: no canal oficial da cantora, 21 vídeos contam com mais de 100 milhões de visualizações. O mais recente desta lista, ‘Hey Hey Hey’, foi lançado em dezembro de 2017. Assista:

 

Outro ponto importante e que colaborou bastante para o sucesso da cantora na internet são dois dos singles do PRISM. ‘Roar’ e ‘Dark Horse’ ocupam a segunda e terceira posição dos vídeos mais vistos de todos os tempos! Juntos, os dois clipes somam mais de 5,1 bilhões de reproduções.

 

No total, quatro vídeos do canal – ‘Roar’, ‘Dark Horse’, ‘Firework’ e ‘Last Friday Night’ –  contam com mais de 1 bilhão de visualizações cada.

 

Além de Perry e Justin Bieber, nomes como Ed Sheeran, Taylor Swift, Shakira e Rihanna ocupam o Top 10. Confira:

TopYouTube Katy Perry é a artista feminina mais popular da história do YouTube

Beatlemania: há 55 anos, John, Paul, George e Ringo lançavam o primeiro álbum nos EUA

John, Ringo, Paul e George em registro de 1963. Foto: Divulgação / Parlophone Records

LP apresentava a banda como o ‘o grupo vocal n° 1 da Inglaterra’ e, mesmo tirado de circulação nove meses depois, vendeu 1,3 milhão cópias

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Na manhã de 7 de fevereiro de 1964, cerca de cinco mil fãs e 200 jornalistas tomaram de assalto os corredores e o saguão do aeroporto internacional JFK, em Nova York, para recepcionar um Boeing 707 da companhia aérea Pan Am que, partindo do aeroporto de Heathrow, em Londres, trazia os quatro integrantes dos Beatles para a primeira turnê da banda nos Estados Unidos.

Era o começo da beatlemania. Fenômeno mundial que, no entanto, teve como episódio anterior e embrionário um lançamento fonográfico realizado em 10 de janeiro de 1964, há exatos 55 anos, quando passou a ser comercializado nos Estados Unidos Introducing… The Beatles, uma versão reduzida de Please Please Me (o álbum de estreia da banda, lançado na Inglaterra em 1963), editada pelo selo Vee-Jay Records. Com 12 faixas, duas a menos que a versão original (ficaram de fora P.S. I Love You e Baby It’s You), o LP entrou para a história como o primeiro álbum do quarteto britânico a ser editado no mercado fonográfico norte-americano.

Na capa do LP, além da foto de produção, digamos, precária (veja abaixo), chama a atenção o equivocado subtítulo “o grupo vocal n° 1 da Inglaterra”. A despeito das complexas harmonias vocais defendidas pelos quatro rapazes de Liverpool, a sonoridade revolucionária apresentada por John, Paul, George e Ringo talvez merecesse destaque ainda maior, mas, com o benefício que temos hoje do distanciamento histórico que coloca as coisas em seu devido lugar, é razoável considerar perdoável o reducionismo cometido 55 anos atrás pela Vee-Jay.

usa_introducing-the-beatles Beatlemania: há 55 anos, John, Paul, George e Ringo lançavam o primeiro álbum nos EUA

Capa da versão estéreo do álbum Introducing… The Beatles, lançado há exatos 55 anos. Foto: Divulgação / Vee-Jay Records

 

Vacilo maior, afinal, cometeu a Capitol Records, subsidiária da EMI nos EUA, esta última, a gigante multinacional que detinha a distribuição mundial da Parlophone, o selo inaugural dos Beatles. Desde o lançamento de Please, Please Me no Reino Unido, a Capitol desdenhava do potencial mercadológico de apresentar a banda ao público jovem norte-americano, permitindo que o licenciamento da obra fosse primeiro assumido pela Vee-Jay Records, selo baseado em Chicago, criado pelo casal Vivian Carter e James C. Bracken (daí o “VJ” da marca) e especializado em jazz, rhythm & blues e rock n’ roll. Com a resposta imediata dos fãs, que correram às lojas para garantir suas cópias de Introducing… The Beatles, dez dias depois, a Capitol se redimiu do deslize histórico ao lançar a toque de caixa o álbum Meet The Beatles!.

Nos três meses seguintes, impulsionados pela turnê norte-americana dos “fab four”, os dois títulos mantiveram respectivamente o segundo e o primeiro posto das paradas de discos mais vendidos nos EUA. Sorte menor, no entanto, teve a Vee-Jay Records. Depois de um imbróglio jurídico com a gigante EMI, em 15 de outubro de 1964, a gravadora de Detroit perdeu o direito de distribuir o LP. Em nove meses de comercialização, o saldo foi, no entanto, positivo: o pequeno selo fez circular mais de 1,3 milhão cópias do LP. Menos pior para o casal Viivan e James que, além de entrar para a história da música do século 20, pôde também financiar outros projetos de sua gravadora.

Assista ao vídeo que documenta a chegada dos Beatles em Nova York na manhã de 7 de fevereiro de 1964.


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Assim como ‘Jenifer’, do Tinder, veja 15 músicas nacionais que carregam um nome feminino

Jenifer, o single de Gabriel Diniz, já é uma das músicas mais comentadas do ano. (Foto: Divulgação)

Lista reúne sucessos de consagrados nomes da música, como Milton Nascimento, Katinguelê, Los Hermanos e mais

Postado em 10/01/2019 por

Gabriel Diniz está cheio de motivos para festejar em 2019: ‘Jenifer’, single lançado em setembro do ano passado, caiu nas graças das pessoas (especialmente nas redes sociais) e tornou-se o hit do verão! A música, que conta a história de uma mulher, a Jenifer, que o cantor encontrou no Tinder, é um dos assuntos mais comentados na internet e rende milhares de publicações e memes diariamente.

 

Sendo assim, e para celebrar o sucesso de ‘Jenifer’, listamos 15 sucessos brasileiros e que também carregam o nome de uma mulher marcante no título. Na compilação, nomes como Milton Nascimento, Katinguelê, LS Jack e mais. Confira:

 

– Jéssica (Bebeto)

 

– Renata (Latino)

 

– Eva (Banda Eva)

 

– Maria da Vila Matilde – Porque se a da Penha é Brava, Imagina a da Vila Matilde (Elza Soares)

 

– Sissi (Alexandre Pires)

 

– Maria Maria (Milton Nascimento)

 

– Anna Julia (Los Hermanos)

 

– Carolina (Seu Jorge)

 

– Carla (LS Jack)

 

– Milla (Netinho)

 

– Inaraí (Katinguelê)

 

– Dani (Biquini Cavadão)

 

– Madalena (Elis Regina)

 

– Geni e o Zepelim (Chico Buarque)

 

– Camila (Nenhum de Nós)

Yasmin Santos, revelação do ‘feminejo’, lança EP exclusivo com quatro sucessos

A cantora e compositora Yasmin Santos. Foto: Divulgação / Sony Music

Encabeçado pelo hit ‘Saudade Nível Hard’, trabalho traz releituras de ‘Príncipe Encantado’, ‘A Gente dá Risada’ e ‘Se Quiser Melhorar’

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Como antecipamos em matéria divulgada em novembro último, 2018 foi mesmo o ano do sertanejo. Em novo ciclo de grande êxito comercial, o gênero mais popular do Brasil seguiu também a tendência de protagonismo feminino que, nos últimos anos, colocou no topo das paradas de sucessos artistas como Marília Mendonça, Maiara e Maraisa, Simone e Simaria e Thayná Bitencourt.

A nova aposta do ‘feminejo’, como o movimento de empoderamento feminino no universo sertanejo da música tem sido chamado por suas próprias representantes, ao que tudo indica, atende pelo nome artísticoYasmin Santos.

Tão jovem quanto Thayná, a cantora e compositora de 20 anos vem, no entanto, de uma cidade milhares de quilômetros distante do epicentro goiano que tantos talentos do sertanejo tem revelado. Yasmin Santos é do  Guarujá, cidade do litoral sul paulista. Em 2018, além do sucesso Pronta Pra Trair, a jovem artista emplacou hit ainda mais estrondoso, Saudade Nível Hard, atualmente com quase 28 milhões de views no YouTube.

Para os fãs da artista, uma boa nova vem à tona logo nos primeiros dias de 2019: em parceria com o Deezer Next, programa da plataforma de streaming que dá suporte a novos talentos da música espalhados ao redor do mundo, Yasmin Santos acaba de lançar um EP com releituras exclusivas de quatro sucessos: a já citada Saudade Nível Hard, Príncipe Encantado, A Gente dá Risada e Se Quiser Melhorar.

Com apenas três anos de carreira profissional, Yasmin Santos já assinou contrato com a Sony Music Brasil, foi convidada para abrir shows de duplas consagradas, como Henrique e Juliano e Simone e Simaria, além de participar de um show do Raça Negra e ter emplacado uma releitura de Saudade Nível Hard por ninguém menos que Wesley Safadão. Ao que tudo indica, 2019 promete ser um ano e tanto para a jovem artista. Ouça o EP exclusivo de Yasmin Santos para o Deezer Next aqui.

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Se você curte sertanejo, não pode deixar de conferir nossa retrospectiva com os melhores shows do gênero no Estúdio Showlivre e no programa Villa Country Showlivre em 2018. A lista inclui, entre outros, Matogrosso & Mathias, além de novos talentos, como Thayná Bittencourt, Bruninho & Davi e Gustavo Mioto. Confira!

Veja Yasmin Santos apresentar o sucesso Saudade Nível Hard no Deezer

Lady Gaga x R. Kelly: entenda a briga que destrói a existência de ‘Do What You Want’

Lady Gaga e R. Kelly durante apresentação de ‘Do What U Want’ durante o American Music Awards 2013.

Cantora se colocou contra R. Kelly depois das diversas denúncias de assédio sexual contra o músico

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As coisas não andam nada bem para a carreira musical de R. Kelly. Nesta quinta-feira (10), a cantora norte-americana Lady Gaga – um dos nomes mais populares e influentes da música mundial – usou suas redes sociais para se desculpar com os fãs por ter trabalhado junto com o músico na faixa ‘Do What You Want’ e que, para tentar consertar as coisas, iria excluir o single do iTunes mundial e de todas as plataformas de streaming. A pergunta que não quer calar é: por que Lady Gaga, que nunca teve um desentendimento público com R.Kelly, ‘do nada’ voltou-se contra o antigo parceiro de trabalho?

Já nos primeiros dias deste ano, a Lifetime publicou um documentário no qual duas mulheres denunciam R. Kelly por assédio sexual. Na produção são expostas acusações de mais de duas décadas contra o músico, o que já causou indignação, mas o que ninguém esperava aconteceu: encorajadas por Lisa Van Allen e Asante McGee (as duas personagens do documentário), outras mulheres procuraram as autoridades americanas e também registraram uma queixa do mesmo tipo contra o artista.

Sempre engajada na defesa de vítimas de qualquer tipo de assédio, Lady Gaga não gostou nenhum pouco do que leu e soube a respeito do caso. Os depoimentos das vítimas já foram o suficiente para despertar o lado mais humano da cantora, que disse acreditar em todos os casos e declarou-se com vergonha de ter divido os vocais de uma de suas músicas com o cantor.

Nas redes sociais, Gaga publicou um texto contando que a música marca um momento difícil de sua carreira e que, agora, depois de todas as atualizações do caso, sente muita vergonha de ter gravado e, por isso, pede desculpas ao fãs.  Além disso, a cantora afirmou que irá retirar o single em parceria com R. Kelly do iTunes mundial e todas as plataformas de streaming do mundo. “Você não sabe como é, até acontecer com você. Mas eu sei como eu me sinto agora”, escreveu.

 

Leia a carta na íntegra: 

“Eu estou do lado destas mulheres 1.000%, acredito nelas, sei que estão sofrendo e sinto que suas vozes precisam ser ouvidas e levadas à sério. O que eu estou ouvindo sobre as acusações contra R Kelly é absolutamente horrível e indefensável.

Como uma vítima de abuso sexual, eu fiz a música e o clipe em uma época sombria da minha vida. Minha intenção era criar algo desafiador e provocativo, porque eu estava brava e não havia processado o trauma que tinha acontecido na minha própria vida. A faixa se chama “Do What U Want (With My Body)” [Faça o Que Quiser (Com Meu Corpo), em tradução livre], acho que é bem claro o quão distorcido meu pensamento era na época.

Se eu pudesse voltar atrás e conversar com minha versão mais nova, diria para ela fazer terapia desde o começo, para entender a confusão pós-trauma em que eu me encontrava. Ou se a sessão de terapia não estivesse disponível para mim ou alguém na minha situação, procurar por ajuda, e falar o mais abertamente possível sobre o que estava acontecendo.

Eu não posso voltar atrás, mas posso seguir em frente e continuar apoiando mulheres, homens e pessoas de qualquer identidade sexual e raça. Eu compartilho isso não para criar desculpas para mim, mas para explicar. Eu vou excluir essa música do iTunes e de todas as plataformas, e não trabalharei mais com ele [R. Kelly]. Me desculpem, tanto pela minha falta de senso quando eu era jovem, como por não ter falado isso mais cedo. Amo vocês”.


Depois da declaração de Lady Gaga, o assunto chegou no topo dos mais comentados do Twitter. Os fãs, que sempre esperaram o videoclipe de ‘Do What U Want’, ficaram bastante chateados de saber que a música não irá mais existir nas mídias oficiais da cantora.

Em 2013, os músicos subiram ao palco do American Music Awards e apresentaram o single. Confira a apresentação: