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22013

PAUTA
Informação e música em harmonia

Movimento Black Rio é declarado ‘Patrimônio Cultural Imaterial do RJ’

Registro do fotojornalista Almir Veiga, do ‘Jornal do Brasil’, reproduzido no livro ‘1976 Movimento Black Rio’. Foto: Divulgação / José Olympio

Projeto de Lei aprovado pela Alerj reconhece o caráter de integração social das festas de soul e funk que, nos anos 1970, reuniam milhares de jovens negros

Postado em 15 de novembro de 2018 por

Na última quarta-feira (7), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei 4392/2018, de autoria do deputado estadual Waldeck Carneiro (PT-RJ), que declara o Movimento Black Rio como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.

Tendo como embrião um baile com seleção musical de artistas negros e realizado pelo jovem produtor Ozéas Moura dos Santos no dia 11 de novembro de 1969 no Clube Astória, o Movimento Black Rio fez surgir na capital fluminense um sentimento inédito de irmandade e altivez, fenômeno experimentado pela juventude negra local  ao longo de toda década de 1970.

Majoritariamente musical, a cena era difundida em bailes como Soul Grand Prix, Dynamic Soul, Soul Maior, Baile da Pesada, Cash Box, Black Power e Furacão 2000,  que reuniam até 15 mil pessoas e eram marcados pelo culto à soul music e ao funk de ícones da cultura negra norte-americana como James Brown, Aretha Franklin, Stevie Wonder e Curtis Mayfield.

Mesmo com a suspeição do regime militar em curso no País de que aquela movimentação oferecia riscos de insurreição, a influência do Black Rio resistiu ao cerco da ditadura e se espalhou em periferias de vários estados do País.

“A ditadura monitorava bailes, discotecários, produtores, artistas, em busca de uma explicação para o que acontecia naquelas manifestações da cultura negra. O Black Rio merece ser colocado no seu devido lugar na história cultural do Estado do Rio de Janeiro por sua contribuição para a formação de uma geração que não tinha opções de lazer. Mais ainda porque isso se dava numa época em que o acesso à cultura era para poucos. O baile realizado pelo jovem Ozéas Moura dos Santos foi a pedra fundamental do que se tornaria Black Rio, Black Minas, Black São Paulo, Black Bahia”,  afirmou o deputado Waldeck Carneiro, no texto em que defendeu seu Projeto de Lei, apresentado em 13 de setembro último na Alerj e agora aprovado.

Para além da música tocada nos bailes, o Movimento Black Rio também motivou o surgimento de bandas e artistas solo que, na esteira de pioneiros como a banda Dom Salvador & Abolição, Tim Maia, Tony Tornado, Cassiano, Hyldon e Gerson King Combo, defenderam a continuidade de novos subgêneros musicais, como o samba-funk e o samba-soul. Entre esses artistas, estão nomes consagrados, como a Banda Black Rio, o grupo União Black, as cantoras Sandra de Sá e Lady Zu, e os compositores Carlos Dafé e Serginho Meriti.

Em 2012, reformulada por William Magalhães, filho do ex-líder, o saxofonista e arranjador Oberdan Magalhães (1945 – 1984), a Banda Black Rio foi destaque no Estúdio Showlivre. Na ocasião, o grupo lançava o álbum Supernova Samba-Funk, editado somente na Inglaterra, pelo Far Out Recordings. Confira abaixo o show.

Em 2016, celebrando os 40 anos de consolidação do movimento, os jornalistas Octávio Sebadelhe e Luiz Felipe de Lima Peixoto publicaram, pela editora José Olympio, o livro-reportagem 1976 – Movimento Black Rio.

Na ocasião, publiquei uma reportagem sobre o lançamento na extinta revista CULTURA!Brasileiros. O conteúdo não está mais online, mas pode ser conferido abaixo, na íntegra.

Um grito de altivez no salão*

por Marcelo Pinheiro

Nestes tempos obtusos, em que a ascensão do conservadorismo no País faz surgir personagens esdrúxulos como Fernando Holiday – jovem negro, egresso do Movimento Brasil Livre (MBL), que foi eleito vereador por São Paulo com um discurso de combate ao “vitimismo” dos negros, fim das cotas raciais e revogação do Dia da Consciência Negra, celebrado no último dia 20 –, é mais que bem-vinda a chegada às livrarias de um trabalho como 1976 Movimento Black Rio, livro-reportagem dos jornalistas Zé Octávio Sebadelhe e Luiz Felipe de Lima Peixoto.

Publicado pela editora José Olympio, com apoio do projeto Natura Musical, o trabalho de fôlego, que será lançado em São Paulo nesta quinta-feira (24) também integra uma série de ações da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro em celebração aos 40 anos do Movimento Black Rio. Ao longo de 252 páginas, a dupla de jornalistas reconstitui, com o auxílio de muitos personagens que viveram o período, a história desse fenômeno jovem consolidado com a profusão de bailes majoritariamente frequentados pela negritude carioca.

A efervescência em torno de festas que reuniam até 20 mil pessoas foi tão inspiradora que fez surgir uma cena local de bandas e compositores que amalgamavam os ensinamentos do funk e da soul music norte-americana com gêneros da música popular brasileira, como o samba e o baião. Maior expoente dessa mistura, a Banda Black Rio lançou em 1977 seu primeiro LP, Maria Fumaça (ouça), um clássico das fusões retroalimentadas pela cultura dos bailes, principal alicerce do movimento que deu aos jovens negros do Rio de Janeiro um sentimento inédito de altivez.
Nesse contexto, além da Banda Black Rio, surgiram artistas municiados do mesmo ímpeto de amplificar a soul music à brasileira criada por antecessores como Tim MaiaToni TornadoHyldonCassiano e o grupo Dom Salvador & Abolição. Na nova safra, destaque para União BlackCarlos DaféGerson King ComboDon BetoBeto ScalaLady ZuMárcia MariaTony BizarroSerginho MeritiCopa 7Junior MendesAlmir RicardiSandra de Sá e a dupla Robson Jorge e Lincoln Olivetti. Com ritmo explosivo, eles fizeram a trilha sonora dos blacks, como se autointitulavam os simpatizantes do movimento.

Mal documentada, tema de muitas reportagens preconceituosas feitas na época, a trajetória desses personagens é contada com propriedade no livro. No texto de apresentação da obra, Peixoto pontua argumentos que eram recorrentes para deslegitimar a importância do movimento, como a influência estrangeira e a aparente frivolidade de uma articulação movida a festança.

“A história do Black Rio se encaixa, de certa maneira, numa situação parecida com os escassos registros históricos da cultura negra nacional, obliterados pela amnésia reinante da memória imaterial, característica comum deste País. Pouco se sabe sobre o que foi a influência do soul americano nos subúrbios do Rio de Janeiro no início dos anos 1970. Alguns afirmam não ter sido um movimento autêntico, organizado. Outros alegam que foi apenas um momento em que a juventude negra resolveu dançar uma música diferente”, diz Peixoto.

Pelo conturbado contexto histórico em que surgiu, o jornalista reitera a importância do Black Rio. “Num período ditatorial, a representatividade desse movimento não teve parâmetros. Os negros daqui se mostraram contextualizados num âmbito internacional, estavam em sintonia com o que acontecia pelo mundo. E, através dessa identidade de raça, o Movimento Black Rio se tornou um fenômeno sociológico e político incomparável. Um divisor de águas.”

A crítica de superficialidade da proliferação dos bailes no subúrbio carioca chegou a motivar um protesto do sambista Candeia, manifestado na música Sou Mais Samba (veja vídeo), lançada em 1977. Provocativo, na letra, o partideiro ironiza: “Esse som que vem de fora não me apavora / Nem rock nem rumba / Pra acabar com o tal de soul / Basta um pouco de macumba”. Na última estrofe, depois de afirmar “quem presta à roda de samba não fica imitando estrangeiro”, Candeia pondera: “Calma, calma minha gente / Pra que tanto bambambã / Pois os blacks de hoje em dia são os sambistas de amanhã”. O manifesto anti-Black Rio de Candeia, que contou com a colaboração de Clementina de Jesus e Dona Ivone Lara, é documentado no 15° dos 28 capítulos do livro.

O embate “samba versus soul” chegou a contar com a inusitada opinião do sociólogo Gilberto Freyre, que, em artigo publicado no Jornal do Brasil, alertou “a nação para o perigo da mistura de negros norte-americanos com os brasileiros negros que possuem um movimento chamado Black Rio, com a finalidade de transformar a música negra – o samba, principalmente – em música de protesto”.

Na introdução de 1976 Movimento Black Rio, Sebadelhe reafirma o equívoco de menosprezar as intenções de jovens negros que, ao contrário do que pensavam os que compartilhavam da opinião da velha-guarda do samba e do autor de Casa-Grande & Senzala, não tinham como mote único o hedonismo alienante da dança.

“O Movimento Black Rio teve características tão peculiares que não apenas mudaria as formas de produção cultural da cidade, mas também os hábitos de convivências e as relações do lugar. Essa particularidade uniu jovens negros de outros estados com o mesmo propósito: o direito de se expressar livremente, absorver, produzir cultura e se divertir. Surgia uma mocidade que questionaria veementemente estatutos e modelos arcaicos da civilização brasileira, traços de uma sociedade forjada em severos conceitos da era da escravidão.”

Além da importância textual, o livro também apresenta ao leitor uma rica pesquisa iconográfica, com filipetas, cartazes e fotografias em preto e branco que evidenciam o sentimento de feliz irmandade que havia entre os adeptos da cena difundida em festas promovidas por equipes como Baile da Pesada, Soul Grand Prix, Dynamic Soul, Soul Maior, Cash Box, Black Power e Furacão 2000.

Neste mês de celebração ao espírito aguerrido de Zumbi dos Palmares, temos aqui um livro essencial tanto para
desinformados, como o vereador Fernando Holiday, quanto para a negritude que sempre defendeu o direito de trazer à tona sua história e preservá-la.

Malía lança seu primeiro álbum, “Escuta”

O disco, que conta com a participação de Jão, está disponível em todas as plataformas de streaming

Postado em 18/04/2019 por

O Rio de Janeiro como capital pop brasileira sempre foi definido por suas mulheres. Das ‘passarelas’ de Ipanema aos biquínis asa-delta do Leme ao Pontal às garotas sangue bom, o rosto carioca sempre foi o de uma de suas garotas. A vez é a de Malía, que hoje, 18 de abril, lança seu primeiro trabalho cheio, “Escuta”.

Ouça:

Ela foi “It Girl” de O Globo, o clipe do primeiro single que lançou alcançou logo mais de meio milhão de visualizações, sua apresentação no camarote Arpoador, no Carnaval, foi ponto alto em opinião unânime e sua música de trabalho entra na nova temporada da novela “Malhação”.

Tudo isso porque Malía é escancaradamente verdadeira. Por onde passa, seu carisma grita, como em reportagens apontando o poder de hipnose de sua presença.

Ao se vestir, é uma camaleão. Mas nada do que usa é à toa. O mesmo vale para seu cabelo. E no que mais importa, a música, ela não conhece meias-verdades. Além do texto confessional, Malía faz música para valer, mesclando Elis Regina, Alcione ao hip hop e R&B internacional e o beat mesclado ao orgânico.

Assinou com a Universal Music e GTS, que é responsável pela gestão de sua carreira em parceria com a Arte Omnes. Agora lança em versão completa seu primeiro trabalho. Nas plataformas digitais de áudio, o trabalho é o registro em estúdio de 10 faixas. Na totalidade de aproveitamento da presença de palco e performance, “Escuta” é lançado também em audiovisual, em apresentação ao vivo que aconteceu no Parque das Ruínas, no bairro de Santa Teresa, no Rio, com uma faixa bônus.

Com Jão, ela divide vocal em “Dilema, primeiro single. Rodriguinho, d’Os Travessos, é o segundo convidado em “Escuta” e canta com ela “Feeling”. Há uma versão que é a cara da artista, “Faz uma Loucura por Mim”, de Alcione.

Ela vem da Zona Oeste, da comunidade Cidade de Deus, mas Malía começou no coletivo criativo Duto, do bairro de Madureira, na Zona Norte carioca. Foi revelada ao lado de QXÓ, Ramonzin e outros novos talentos como a forte voz feminina na afirmação da música urbana, no R&B e hip hop. A cantora está ligada à cultura de rua à mesma medida em que mistura samba, funk e MPB.

“AVC – Amor Vida e Caos”: Frank Ejara lança novo álbum com show gratuito em SP

(Foto: Newton Santos)

O evento acontece nesta quinta-feira (18), na Galeria Olido, e contará com várias participações especiais

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Na noite desta quinta-feira (18), véspera de feriado, Frank Ejara sobe ao palco da Galeria Olido, em São Paulo, para lançar seu novo álbum. Intitulado ‘AVC – Amor, Vida e Caos’, o disco marca a nova fase do dançarino, DJ e produtor musical.

O show contará com Frank Ejara no vocal, Dilan como MC de apoio e com o DJ Basin. Além disso os dançarinos Elieseu Correia, Evandro HegelBia PatrocínioValentina “Kuruf” darão vida ao set list, que será composto por canções do novo projeto.

A noite ainda contará com as participações especiais de KamauPepeuCarol NazaretGuiko BaptistaBboy AndrezinhoDJ NGS e DJ Rafa Jazz (Beat Brasilis).

 

Serviço

Show: Frank Ejara – show amor vida e caos
Data e Horário – 18.04.19 (quinta-feira), às 20h.
Local – Sala Olido – Centro Cultural Olido – Av. São João, 473, Centro, São Paulo/SP
Informações – (11) 28997370

 

Mais Sobre o CD

Pela manhã, logo ao acordar em um dia  comum de agosto de 2017, Frank Ejara sente uma dormência, seguida por uma formigação, dor insuportável e falta de equilíbrio, o tempo todo consciente, mas com medo de fechar os olhos e não acordar mais… Foi levado com urgência ao hospital, mas somente 2 dias depois foi constatado que sofreu um AVC.

Foi esta experiência que inspirou o álbum “Amor, Vida e Caos”, do dançarino, DJ, produtor musical, cantor e compositor Frank  Ejara. “Após o meu acidente, muita coisa mudou em mim. Uma delas foi pensar em retomar o que realmente era meu sonho de realização. Fazer Rap e ter minhas músicas pelo mundo. Isso se perdeu com o tempo, com outras funções que exerci e que claro, me deram muita felicidade e realizações como por exemplo a dança. Mas quando me vi naquela situação, pensei que o que mais sonhei não havia realizado. Então, o momento é agora”, explica Frank Ejara.

O álbum de 13 faixas é autoral e todas as canções foram feitas de forma bem particulares, as músicas  foram gravadas no home estudio do artista e a produção, a programação, a composição e os arranjos ficaram por conta do próprio, já a masterização ficou por conta de Joe Black.

O projeto conta com várias participações especiais, o primeiro single Pausa e Play, teve a participação do DJ Basim no stratch, já a Tão Perto contou com Gabriel o Pensador e Guiko Batista, a Mente de um Bboy contou com DJ Niko, na Deixe As Dores Pra Mim, foi a vez de Joe Black, em Estou Bem, contou com Kameu e Carol Nazaret e a O Baile, teve Pepeu e Carol Naret novamente.

“O conceito do álbum aconteceu após meu AVC, sendo assim a maioria das músicas tem um conteúdo bem pessoal. Diria que é realmente um projeto autoral em todos os sentidos”.

Trata-se do primeiro álbum da carreira, mas o namoro com a música é de longa data.  Em 1999 Frank ao lado do DJ Som 3 gravou uma fita demo que denonimou “Operação Diamante”, o intuito era arrumar uma gravadora, o que acabou não acontecendo, mas o fato é que as músicas se espalharam e na época ocorreu um certo barulho. Além disso, no mesmo ano fundou a Discípulos do Ritmo, primeira Cia. Profissional de dança de rua do país, que ganhou reconhecimento internacional, e até hoje é diretor, córeagrafo  e dançarino. Também é sócio-fundador do Selo musical Meccanismo e com ele produziu vários artistas artistas, além de atuar como DJ em eventos. “Antes eu separava o dançarino,  do MC, mas agora, com tudo que passei e refleti, vi que o Frank Ejara é um só e mais que nunca um lado vai colaborar com o outro. Aliás, acredito que não sei mais diferenciar”.

As pretensões do artista para este novo projeto combinam bem com sua fase atual, são as mais sinceras possíveis. “Espero que todos absorvam as mensagens das músicas e de alguma forma possam relacionar com suas vidas e se isso não acontecer, que apenas dancem e se divirtam com os beats”, finaliza.

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

Com seis faixas, novo álbum dos goianos será divulgado também em vídeo

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Há oito anos, a dupla George Henrique & Rodrigo roubava a cena no sertanejo ao ousar com o primeiro DVD gravado em um posto de gasolina. Mais maduros e seguindo uma tendência acústica do mercado sertanejo, os irmãos surgem agora com um novo e impecável trabalho intimista. “Bagunça Minha Vida” é o novo EP da dupla que chega às plataformas de áudio pela Universal Music. As seis faixas do novo álbum serão liberadas para streaming e download a partir de 18 de abril. Cada música do novo projeto será lançada com um videoclipe, disponibilizados no canal oficial dos artistas no Youtube.

Com cenário intimista, a dupla se apresenta sentada cercada pelos músicos comandados por Ivan Miyazato, produtor musical responsável pelo novo repertório. E as imagens foram registradas pela equipe da Varanda Produções sob cuidados do Ricardo Bikay.

No novo EP, George Henrique & Rodrigo trazem um repertório que evidência o romantismo dos cantores, explorando a musicalidade para se tornar os porta-vozes dos corações apaixonados, seja aqueles que esperam viver um amor intenso ou aqueles que sofrem pelo fim. Superar um desamor na mesa do bar ou tentar se desvencilhar da pessoa para superar o fim, são temas principais do novo EP. George Henrique & Rodrigo prometem bagunçar muitos corações.

A música carro-chefe do novo EP se chama “Bagunça Minha Vida (Um Mês ou Uma Hora)” e é a balada do novo álbum. Com arranjo envolvente e grande aposta para ganhar o público ela conta sobre um início de relacionamento onde o que importa é amar intensamente, sem se importar se vai durar um mês ou uma hora. Aquela bagunça boa de se ter. Tanto que ela dá nome ao novo trabalho.

Já as outras cinco faixas do novo álbum são reflexos de amores que não deram certo. “Eu Queria Ser Você” é um amor não superado e a dor de cotovelo de ver a outra pessoa seguir a vida como se nada tivesse acontecido. “Interiorzim” fala de um fim de relacionamento complicado na cidade pequena em que cada esquina a pessoa dá de cara com o ex-affair. E se é para sofrer por amor, a mesa de bar é o lugar ideal. Mas em “A Última Cerveja”, composição do próprio George Henrique, a dupla decreta que é a última bebedeira que toma pela doída separação e avisa “se bater saudade, assume meu lugar nos bares da cidade”.

Ouça:

Na faixa “Muda”, uma mágoa não é capaz de acabar com um amor, que no momento da raiva não quer o fim, mas suplica por uma mudança para superar a decepção. “De Novo Nunca” é aquele chega para lá em alguém que é só a pessoa estar bem para voltar e bagunçar tudo novamente.

Com temas jovens e mantendo sempre a essência sertaneja em suas músicas, a dupla goiana apadrinhada por Bruno & Marrone, soma 700 mil inscritos no Youtube e cerca de 350 milhões de visualizações no canal oficial do YouTube. As vozes marcantes de George Henrique & Rodrigo formam o casamento perfeito para um repertório marcado por músicas de sofrência, vividas na mesa de bar e regada a sertanejo.

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase. (Foto: Pedro Lenehr)

Single divulgado nesta quinta-feira (18) é o primeiro lançamento do álbum “Volátil”

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Você já se sentiu suspeito de si mesmo? A banda Jambalaia descreve esse sentimento com muita intensidade em seu novo lançamento, Suspeito, que conta com clipe e single em todas as plataformas digitais. “Distante de tudo que eu queria ser, distante do mundo, distante do agora”, como a canção diz, transmite sentimentos muito comuns e provavelmente já vividos pela maioria das pessoas. “Nossa música é para aquela pessoa que foi demitida, aquela que sofreu preconceito, aquela que está perdida sem saber em qual direção seguir. De maneira geral, qualquer pessoa que esteja presa a um sentimento”, conta Pedro Cezar, vocalista e compositor do single.

Para reforçar a ideia da redenção como única solução para superar esses sentimentos negativos, o clipe de Suspeito se divide entre cenas da banda recebendo – literalmente – um “banho de água fria” e cenas de um personagem melancólico que não vê outra solução além de se entregar. O clipe, produzido por Pedro Lenehr, do Estúdio Lingus, foi gravado em Brasília, com cenas no Lago Paranoá. Confira:

O Jambalaia, que antes passeava por uma mistura de pop, rock e reggae, agora reafirma o seu lado mais rock nessa nova fase repaginada, mas sem perder o groove. Com músicas que aborda a libertação com profundidade e lirismo, a banda prepara mais 4 singles para os próximos meses, com lançamento do novo disco Volátil no segundo semestre. Volátil foi produzido por Ricardo Ponte, que trabalhou na mixagem e masterização do álbum ganhador do Grammy Latino, “Éter”, da banda Scalene. Ainda esse ano, Jambalaia se apresenta no México, no Festival Lifa, após vencer o concurso da edição realizada no Brasil.

A banda promete clipes cinematográficos para as próximas músicas, sempre com muitas narrativas e profundidade. O seu primeiro álbum foi o “Tudo O Que É Nosso Está Guardado”, lançado em 2015, época também de lançamento do primeiro clipe, “Dose de Café”. Jambalaia é formado por Pedro Cezar (vocalista), Felipe Roller (Guitarrista), Robson Anselmo (Baixista), Wagner Souza (Tecladista) e Sergio Sebba (Baterista).

Liniker e os Caramelows são confirmados no festival inglês Glastonbury

O festival é um dos mais populares da Europa e já recebeu nomes como Katy Perry, Ed Sheeran e Adele

Postado em 17/04/2019 por

Nos últimos anos, Liniker e os Caramelows investiram na carreira internacional. Entre 2016 e 2018, o grupo passou por mais de 20 países e conquistou marcos importantes, como a participação no hypado Tiny Desk Concert, da NPR Music. Após o lançamento do disco Goela Abaixo, em março deste ano, a banda anunciou mais uma turnê fora do Brasil, com datas em países da América Latina, da Europa e também uma passagem pelos Estados Unidos. Agora, mais uma confirmação consolida a trajetória de Liniker e os Caramelows. O conjunto sobe ao palco da edição 2019 do festival inglês Glastonbury, um dos mais relevantes do mundo.

 

 

“Tocar no Glastonbury é um sonho de todos que trabalham com arte e, principalmente, de quem desenvolve a sua carreira de forma independente”, diz a cantora e compositora Liniker. “Nós damos o máximo nos nossos shows e em tudo o que envolve o nosso som, então é incrível ter o reconhecimento de um festival como este”, completa.
Em breve, mais datas da Goela Abaixo World Tour serão anunciadas.

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos

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Hoje, a Netflix lançou Homecoming: A Film by Beyoncé, que apresenta um olhar intimista de sua performance histórica no Coachella em 2018, que homenageou as faculdades e universidades historicamente negras dos Estados Unidos (HBCUs). Intercalado com gravações e entrevistas detalhando a preparação e a forte determinação que há por trás de sua visão, Homecoming permite ao telespectador dar uma espiada na preparação e sacrifícios emocionais necessários para conceituar e executar uma performance dessa magnitude e que se tornou um movimento cultural. Essa produção Netflix já está disponível globalmente.

Como a primeira mulher negra a ser headline do Coachella, Homecoming homenageia os afro-americanos visionários que inspiraram Beyoncé, incluindo os ex-alunos HBCU Toni Morrison, Alice Walker, a ativista Marian Wright Edelman e o acadêmico W.E.B. Du Bois, além de pessoas importantes culturalmente como Nina Simone, Maya Angelou, Chimamanda Ngozi Adichie e Audre Lorde. Beyoncé conheceu a importância das HBCUs com o seu pai Mathew Knowles, ex-aluno da Universidade Fisk.

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos, destacando a completa preparação necessária na criação de sua performance inovadora, que incluiu quatro meses de ensaios com a banda seguidos de quatro meses de ensaios de dança com mais de 150 músicos, dançarinos e outros profissionais – todos foram escolhidos a dedo pela própria artista.

Em meio a dupla função: de diretora de sua performance ao vivo e do filme que capturou o processo de realizá-lo, Beyoncé diz: “Foi um dos trabalhos mais difíceis que eu fiz, e eu sabia que eu precisava empurrar a mim mesma e ao meu time para irmos além, sair do ótimo ao extraordinário. Nós sabíamos que algo assim nunca havia sido feito anteriormente a nível de um festival, precisava ser icônico e sem qualquer comparação. A performance foi uma homenagem a uma parte importante da cultura afro-americana. Tinha que ser verdadeira para aqueles que a conhecem, e divertida e esclarecedora para aqueles que precisavam aprender. Ao fazer o filme e recontar a história, o propósito permaneceu o mesmo ”.

Muitos no elenco; banda, cantores, dançarinos e steppers são ex-alunos da HBCU, imersos na tradição de Batalha de Fanfarras, dos Estados Unidos. Eles se juntaram ao grupo de artistas da Beyoncé, que já estiveram em turnê com ela por anos. Os espectadores não só conseguem ver os intensos ensaios de dança e o talento desses incríveis artistas, mas conhecer sua jornada pessoal de estudante da HBCU para artista e o grande impacto que geraram ao lado de Beyoncé neste show histórico.

Muitos com consciência cultural e intelectual se formaram em universidades para negros, inclusive o meu pai”, diz ela no filme. “Há algo muito importante nessa vivência, que deve ser celebrado e protegido.

Como um presente para seus fãs, o filme também inclui – nos créditos finais – sua regravação de “Before I Let Go”, do Frankie Beverly and Maze, um clássico de R&B de 1981 que é frequentemente apresentado nos jogos da HBCU. O single está disponível na trilha sonora do filme, “HOMECOMING: THE LIVE ALBUM”, já disponível pela Parkwood Entertainment e Columbia Records. smarturl.it/BH9102

Homecoming: A Film by Beyoncé, foi dirigido e produzido por Beyoncé Knowles-Carter. O seu colaborador de longa data, Ed Burke, atuou como codiretor. Steve Pamon e Erinn Williams são produtores executivos.

‘Formation’, a principal faixa do mais recente álbum de Beyoncé, conta com mais de 160 milhões de plays no YouTube. Assista:

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

Faixa faz parte do próximo álbum de estúdio da cantora, ‘Madame X’, marcado para ser lançado em junho deste ano

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A Rainha do Pop está de volta! Depois de alguns rumores e mistérios envolvendo seu novo trabalho, Madonna está oficialmente de volta e, nesta quarta-feira (17), divulgou o single ‘Medellín’. A faixa é uma parceria com o colombiano Maluma e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Ao longo de seus quase cinco minutos de duração, o single – primeira amostra do novo álbum da cantora – tem uma pegada mais experimental e traz, além de sussurros, vocais em inglês e espanhol. Ouça:

 

‘Madame X’, o próximo álbum de Madonna, está marcado para ser lançado no dia 14 de junho deste ano e, além de Maluma, ainda deve contar com participações especiais de nomes como Quavo, Swae Lee e Anitta. A aproximação de Madonna com idiomas latinos, como o português e o espanhol, ganhou peso depois que a Rainha do Pop foi morar em Portugal.

A parceria com Anitta, intitulada ‘Faz Gostoso’, começou a ser especulada no ano passado quando a cantora norte-americana publicou uma foto ao lado da brasileira durante uma gravação em estúdio. A foto viralizou. Confira:

 

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Always fun to run into talented and beautiful friends in the studio! 💛@anitta 💛💛💛! 🇧🇷#magic

Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em

Álbum de Pitty traz participações de BaianaSystem, Larissa Luz e Pupillo

“Matriz” será lançado dia 26 de abril nas plataformas digitais e, em seguida, em CD, vinil e cassete.

Postado em 16/04/2019 por

“Matriz” é, provavelmente, o disco mais surpreendente de Pitty. Ela o criou de forma bem livre, seguindo sua intuição e acabou fazendo um álbum que contém referências de sua história e aponta novos caminhos por onde sua música pode passar.

Composto e gravado durante a primeira parte da turnê “Matriz”, o disco partiu dessa ideia de revisitar suas origens, chegar na matriz sonora e perceber como isso se comporta nos dias de hoje, como através do rock ela dialoga com novas influências e toda sua trajetória até aqui.

O álbum foi gravado parte no Rio, no Estúdio Tambor, parte em São Paulo e parte em Salvador, onde Pitty nasceu e viveu até os 23 anos quando foi para o Rio gravar o primeiro disco. Na busca por suas origens, acabou trazendo algumas referências da Bahia que ela nem imaginava. Assim, participam do álbum os baianos: Lazzo Matumbi (“Noite Inteira” e “Sol Quadrado”), Larissa Luz (“Sol Quadrado”), Nancy Viegas (“Noite Inteira”) e BaianaSystem (“Roda”). Entre as 13 faixas há duas releituras, de “Motor” (Teago Oliveira), da banda Maglore e “Para o Grande Amor”, de Peu Souza. Todas as faixas foram produzidas por Rafael Ramos, com exceção de “Redimir”, produzida pelo pernambucano Pupillo, que também tocou percussão, bateria e programação eletrônica.

‘Noite Inteira’, a parceria com Lazzo Matumbi, já está disponível no canal oficial da cantora no YouTube. Assista:

Salgadinho e Ferrugem anunciam single em conjunto

“O Sol e Sal” é a primeira grande novidade do icônico ex-líder do Katinguele para 2019

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Um dos maiores nomes da história do pagode está de volta. Com mais de 8 milhões de álbuns vendidos e hits como “Inaraí” e “Recado à Minha Amada (Lua Vai)“, Paulo Salgado, mais conhecido como Salgadinho, ex-líder do icônico grupo Katinguelê, um dos maiores fenômenos do pagode do anos 90, promete um 2019 muito especial.

A primeira grande novidade do ano fica por conta do lançamento do single e clipe de O Sol e Sal, música que contará com a participação especial do cantor Ferrugem, um dos maiores nomes do pagode nos últimos anos. Sobre a participação especial do cantor, Salgadinho diz que sempre teve empatia grande pela arte de Ferrugem e, que poder gravar com ele, significa a união do samba e reconhecimento de uma geração. “Sempre acompanhei a carreira dele (Ferrugem). É um artista que acompanho há anos e sempre tive muita empatia por sua arte. Gravar essa canção, que também é de sua autoria, mostra a união da indústria do Samba e o reconhecimento que minha geração plantou, assim como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Almir Sater, marcaram a nossa. Estou muito feliz”, comenta o cantor.

Sobre os próximos passos da carreira, Salgadinho ainda faz mistério. O cantor conta que deverá lançar mais 5 singles no ano e que alguns deles ainda devem conter participações especiais. “Estamos planejando o ano de 2019 com muito carinho e surpresas. Este ano será um divisor de águas na minha carreira solo. Espero lançar mais 5 singles ainda, que deve conter mais algumas participações especiais incríveis. Ainda não posso falar, mas os fãs ficarão muito surpreso e felizes com o que vem por ai”, finaliza.

Percussor do movimento pagode anos 90 e idealizador do projeto “Amigos do Pagode 90″,  Salgadinho possui 30 anos de estrada, hits como “Inaraí”, “Lua Vai”, “No Compasso do Criador” e “Engraçadinha”. Seu mais recente projeto, “Amigos do Pagode 90”, passou por 17 Estados, 60 cidades e levou cerca de 300 mil pessoas aos shows nos últimos 3 anos.

“No Fundo dos Meus Olhos”: Péricles lança música com participação de Thiaguinho

A faixa faz parte do PAGODE DO PERICÃO e reúne Péricles e Thiaguinho que, ao lado de Chrigor, foi um dos convidados do projeto

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Já está disponível nas plataformas de streaming e nas rádios de todo o Brasil a música “No Fundo dos Meus Olhos”. A faixa faz parte do PAGODE DO PERICÃO e reúne Péricles e Thiaguinho que, ao lado de Chrigor, foi um dos convidados do projeto. A ideia é que nas próximas edições, outros artistas dividam o palco com Pericão.

“Cantar com Thiaguinho é sempre muito bom, e num projeto como o PAGODE DO PERICÃO, melhor ainda. Nos emocionamos e mostramos pra galera que a nossa história, que vem antes de tudo isso, tem muito valor e vai continuar. ‘No Fundo dos Meus Olhos’ é uma regravação do Exalta e fez parte do repertório do grupo lá atrás, quando o Chrigor era o vocalista”, fala Péricles.

Ouça:

 

Em um palco de 360º e acompanhado pelo pandeiro, baixo, surdo, violão, cavaquinho, banjo e percussão, no PAGODE DO PERICÃO Péricles faz uma releitura de clássicos dos anos 1990 (com exceção de “Amiga da Minha Mulher”, de Seu Jorge) que foram interpretados por nomes e grupos como Molejo, Art Popular, Exaltasamba, Grupo Clareou, Belo, Kiloucura, Negritude Jr., Travessos e Grupo 100%. Ao todo, o PAGODE DO PERICÃO conta com 10 faixas, entre elas a inédita ‘’De Graça e De Glória” que reuniu o trio Péricles, Thiaguinho e Chrigor.