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Engrenagem Pop

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Pabllo Vittar mostra regionalismo e evolução vocal em ‘Não Para Não’

Pabllo Vittar é uma Deusa tecnológica no ensaio oficial de “Não Para Não”. (Foto: Divulgação / Pedrita Junckes )

Com produção assinada por Rodrigo Gorky, o disco conta com participações de Urias, Dilsinho e Ludmilla

Postado em 5 de outubro de 2018 por

Após se consagrar um dos nomes mais influentes da música brasileira com seu álbum de estreia, intitulado Vai Passar Mal (2017), a drag queen Pabllo Vittar deu um importante passo em sua carreira na noite desta quinta-feira (4): o lançamento de Não Para Não, seu segundo disco de estúdio e que chega dando continuidade aos trabalhos iniciados em agosto deste ano com o primeiro single, Problema Seu. 

Depois de quebrar recordes, atingir números e feitos incríveis como o título de primeira drag queen a ser indicada ao Grammy, estampar capas de revistas nacionais e internacionais e, de forma direta e indireta, combater a homofobia no País, a cantora chega com um disco composto por dez faixas inéditas e que mostra que chegou para ficar e, assim como o nome do disco já adianta, não vai parar não. Com muito regionalismo, ritmos e composições contagiantes, o disco mistura emoções e diferentes versões de Pabllo Vittar numa verdadeira viagem musical.

imagem_release_1390129 Pabllo Vittar mostra regionalismo e evolução vocal em 'Não Para Não'

Pabllo Vittar durante o clipe de “Problema Seu” (Foto: Divulgação / Fernanda Tiné )

Para abrir o disco, Pabllo Vittar convida o fã a embarcar em sua viagem por entre as músicas. “Senhoras e senhores, é um prazer recebê-los aqui. Apertem os cintos e tenham todos uma boa viagem”, diz a cantora antes de soltar a voz em Buzina, uma faixa forte, com influências da música brega (característica já conhecida da drag) e que, já nas primeiras notas, mostra a evolução vocal da cantora em relação ao primeiro disco.

Com uma pegada um pouco mais diferente da que o público está acostumado, o disco segue com Seu Crime, faixa que mostra toda a brasilidade de Pabllo Vittar bem forte em seu refrão e já engata em Problema Seu, o primeiro single desta nova fase da cantora. A faixa foi lançada em agosto e é um sucesso! No YouTube, o single conta com quase 40 milhões de visualizações.

A evolução artística, no sentido de se arriscar mais em estilos e formatos ainda não muito explorados pela drag, fica ainda mais evidente na quarta faixa do álbum, o atual single Disk Me. Com direção e roteiro da dupla Os Primos, a faixa ganhou um videoclipe, gravado em uma mansão de São Paulo, nesta sexta-feira (5) e mostra um lado mais romântico de Pabllo. Assista:

 

Em Não Vou Deitar, o disco explora suas influências do forró, com forte presença de sanfona e instrumentos característicos do gênero. Buscando alcançar seu público internacional (?), a cantora explora um ritmo ainda não explorado em No Hablo Español, uma das faixas mais comentadas pelos fãs nas redes sociais e que lembra um pouco as faixas produzidas por Cardi B, especialmente o hit I Like It.

Parcerias

Assim como no Vai Passar Mal (2017), que conta com a participação de Mateus CarrilhoDiplo Lia Clark, a drag queen não deixou de lado fortes parceria para Não Para Não (2018). 

Trago Seu Amor de Volta, uma das românticas do disco, é uma forte parceria com Dilsinho. Com batidas não tão fortes e voz mais suave, a música tem influências do pagode, gênero do qual o convidado é um dos grandes destaques. “Trago seu amor de volta, não quero nada em troca, o que o destino uniu ninguém vai separar”, cantam.

Os seguidores de Pabllo Vittar devem saber que a drag queen brasileira tem uma super-amiga que está sempre ao seu lado: Urias. Em “Ouro”, a amizade das cantoras transcende as barreiras físicas da relação e se eterniza em música. A música é bem alto-astral e mostra o agradável contraste entre as duas vozes ao longo das estrofes. “Brilhando mais que estrela”, cantam.

A terceira (e última) parceria presente no disco é bem forte e trás um dos nomes mais populares do atual cenário brasileiro: Ludmilla, dona dos hits “Cheguei”, “Din Din Din” e “A Danada Sou Eu”. Com fortes influências do funk, a música fala sobre “limpar” suas vida de pessoas tóxicas e que fazem mal, prometendo dominar as pistas de dança do Brasil por um bom tempo. “Se prepara pra faxina, eu vou passar o rodo e te limpar da minha vida”, cantam.

Destaque para a voz

Não Para Não é um dos lançamentos mais aguardados do ano e, agora, conferindo o resultado, vemos que a espera dos fãs valeu a pena. Assim como em seu primeiro lançamento, Pabllo Vittar explora a brasilidade e regionalismo nas faixas, mas uma coisa torna o atual disco ainda mais especial: o destaque para a voz da cantora, uma vez que no Vai Passar Mal as batidas eram mais fortes e, em algumas faixas, ganhava mais destaque a letra em si.

A nova Pabllo Vittar consegue fazer o ouvinte pular, dançar, suar, sofrer, ficar apaixonado e ainda arranhar um espanhol numa agradável montanha russa de ritmos. Seguindo a receita (da qual a cantora é mestre cuca), é impossível não ter um bom disco! Não Para Não, com os números da drag queen, promete ser um sucesso nacional e dominar as rádios do país assim como seus lançamentos anteriores.

Feito para atingir públicos diferentes, Não Para Não é um disco acelerado, urgente, pulsante e frenético, porque a música não pode parar não.


Amante de música pop desde o primeiro fone de ouvido e discípulo fiel de Katy Perry. Um jovem paulistano bastante bem-humorado que não perde a chance de surtar na grade dos shows pela cidade.

Gloria Groove ‘bota o terror’ na prisão durante o videoclipe de ‘Coisa Boa’. (Foto: Divulgação/Assessoria)

Como Gloria Groove, Lia Clark, Wanessa e Iza estão revolucionando o mercado de clipes no Brasil

Com direção de Felipe Sassi, cantoras lançam clipes que se completam e contam uma única história envolvendo todas

Postado em 14/01/2019 por

Com a popularização do fenômeno Pabllo Vittar, o Brasil passou a conhecer um pouco mais o trabalho das conhecidas drag queens e a entender o que elas têm para oferecer. O hit ‘Todo Dia’, parceria de Vittar com Rico Dalasam, fez tanto sucesso no carnaval de 2017 e, de uma forma ou de outra, abriu caminhos para que nomes como Lia Clark, Gloria Groove e Aretuza Lovi atingissem o mainstream.

Na última quinta-feira (10), com o lançamento do videoclipe de ‘Coisa Boa’, Gloria Groove elevou a produção de drags para um nível inédito no País e despertou o Sherlock Holmes adormecido nos fãs de suas músicas por um motivo bastante inovador: clipes se misturando para contar uma grande história! Não entendeu? Calma! Eu explico tudo direitinho.

 

Em ‘Coisa Boa’, Gloria Groove aparece dentro de uma cadeia, presa por motivos ainda desconhecidos, na qual promove uma rebelião entre as detentas para fugir. Coincidentemente, Lia Clark e Wanessa estão na mesma cadeira. Sim! Mas, a pergunta é: como elas foram parar lá?

A resposta pode ser conferida (e assistida) no videoclipe de ‘Bumbum no Ar’. (Você quer um crossover desses, @?) No single de ‘É da Pista’, novo álbum de Lia Clark, as meninas se juntam para matar Jota Palhares, um político que tenta contra a vida de pessoas LGBTQ+ e que está no comando. O crime, pelo qual elas foram pagas para executar, não dá certo e as cantoras acabam presas. Ou seja: o clipe de ‘Coisa Boa’ é a continuação da narrativa de ‘Bumbum no Ar’. INCRÍVEL!

 

Sendo assim, a história fica assim: Lia Clark e Wanessa são presas (clipe de ‘Bumbum no Ar’) e vão para a mesma cadeia em que Gloria Groove está promovendo uma rebelião para fugir (clipe de ‘Coisa Boa’).

E você acha que parou por aí? Tá mais que enganado. As artistas conseguiram ir além e, quem pegou a referência, entendeu que a rebelião realmente deu certo e todas escaparam da cadeira! Como? Na primeira cena de Lia Clark e Wanessa, a dona de ‘Mulher Gato’ aparece tramando seu próximo plano na parede. Entre as anotações, a cantora ressaltou ‘Cobra’, ‘Frigorífico’ e ‘Show’, elementos presentes e marcantes no videoclipe de ‘Loko’, um de seus singles, lançado no ano passado.

Neste videoclipe, Wanessa domina um frigorífico no qual matam e cozinha homens, que ficam hipnotizados enquanto a cantora sensualiza com uma cobra no palco. Ou seja: a rebelião deu certo e Wanessa, já fora da cadeia, conseguiu colocar seu plano em prática.

 

Sendo assim, a história até agora está assim: Lia Clark e Wanessa são presas por tentar matar o presidente (‘Bumbum no ar’), vão para a mesma cadeia na qual Gloria Groove promove uma rebelião (‘Coisa Boa’) e conseguem fugir. Wanessa se separa de Lia Clark e coloca em prática seu plano arquitetado dentro da cadeia, antes da rebelião (‘Loko’).

Já é uma história e tanto, não? Muitos diretores poderiam acabar por aí, mas Felipe Sassi não é como qualquer outro. Voltando para a cena de Lia Clark, em ‘Coisa Boa’, a drag queen aparece concentrada lendo a revista ‘POC’, que trás na capa o título ‘Terremoto’. Curiosamente, este é o nome da parceria entre ela e Gloria Groove. Com isso, acredita-se que a faixa seja o próximo single e, assim, o próximo capítulo de toda essa história.

Quem prestou atenção nos detalhes, reparou que no fundo de um dos cenários tem um retrato da Iza colado na parede. A imagem colocou em evidência, a parceria da dona de ‘Pesadão’ com Gloria Groove. O single ‘Rebola’ é a aposta dos fãs para fechar esse grande trama! Legal, não? Ficou curioso pra saber o futuro das detentas? EU TAMBÉM!

Além das próprias artistas, a história interligada das músicas só foi possível por conta do trabalho do produtor Ruxell, que cuidou de todas as músicas, e a direção de Felipe Sassi. O diretor está literalmente revolucionando o mercado de videoclipes no Brasil! (AMÉM POP BRASILEIRO). Para celebrar a contribuição de Sassi, listei os meus cinco videoclipes favoritos assinados por ele. Dá uma olhada:

– Movimento (Aretuza Lovi e Iza) 

 

– Joga Bunda (Pabllo Vittar, Aretuza Lovi e Gloria Groove) 

 

– Dona de Mim (Iza) 

 

– Arrasta (Gloria Groove e Leo Santana) 

 

– Ginga (Iza e Rincon Sapiência) 

O primeiro álbum solo de Camila Cabello carrega hits como ‘Havana’ e ‘Never Be The Same’. (Foto: Divulgação/ Sony Music)

Por que ‘Camila’, de Camila Cabello, é o melhor álbum pop de 2018?

O primeiro disco solo de Camila Cabello consolidou a carreira da cantora com hits como ‘Havana’ e ‘Never Be The Same’

Postado em 19/12/2018 por

Com o fim de dezembro chegando, é comum fazermos uma análise sobre as coisas que marcaram, positiva e negativamente, os doze meses do ano. Por estar submerso num mundo cheio de acordes e consumir MUITA música durante quase todas as atividades do dia-a-dia, o redator que vos escreve embarcou numa difícil (porém agradável) jornada: escolher qual foi o melhor álbum pop lançado em 2018.

No primeiro momento, a principal sensação foi que 2018 não teve muitos lançamentos de música pop e que, sendo assim, não seria possível escolher uma obra que tenha se destacado de todas as outras. Conforme a coisa toda foi amadurecendo e as faixas mais ouvidas de minha conta pessoal no Spotify foram sendo revisitadas, cheguei em três potenciais títulos para o lançamento pop do ano: Sweetener (Ariana Grande), Shawn Mendes (Shawn Mendes) e Camila (Camila Cabello).

Comparando os singles, composição, sonoridade, impacto e contexto no qual o disco foi lançado, cheguei à conclusão que, sim, o melhor álbum pop de 2018 pertence a Camila Cabello. Com apenas 21 anos, a ex-integrante da banda Fifth Harmony iniciou sua carreira solo alcançando posições inéditas na indústria e estabelecendo, logo de primeira, um mega-hit que superou, em números, qualquer lançamento produzido por ela (e as restantes das integrantes) durante o tempo de banda.

Tá, mas a pergunta que vem depois é: por que Camila é o melhor álbum pop de 2018? A resposta, talvez muito abstrata, é bem pessoal! O disco, com fotografia já chamativa na capa, apresenta uma sonoridade que – embora feita por um dos novos rostos – assemelha-se bastante e trás características exploradas por nomes já experientes do cenário pop internacional como Madonna, Katy Perry e Britney Spears. (amém)

O lançamento de Camila já começou com a divulgação do super-hit ‘Havana’, que elevou a expectativa do público para a produção. A música, uma das mais populares do ano, não deixou as rádios do mundo todo e chegou até a ocupar a primeira posição da Billboard Hot 100, a mais importante parada musical do mundo.

No YouTube, a música bateu recordes incríveis. O áudio oficial, ainda sem clipe, publicado em agosto de 2017, bateu, em 2018, a marca de mais de 1,4 bilhões de reproduções. O videoclipe, divulgado dois meses depois do áudio, conta com mais de 700 milhões de visualizações e mostra um lado de atriz nem tão explorado por Camila Cabello. Assista:

 

No dia 12 de janeiro de 2018, ainda no clima de ano novo, Camila Cabello divulgou o restante do álbum e, com isso, conseguiu atingir a primeira posição dos artistas mais populares do Spotify mundial. Com o lançamento, a jovem cubana mostrou ser versátil e super-talentosa para transformar qualquer ‘drama’ da juventude em música de qualidade. “Never Be The Same”, também single, é uma das provas disso. A faixa explora o timbre da cantora de uma maneira agradável e que conquistou os fãs de uma maneira inexplicável, dando nome até a turnê da cantora, a Never Be The Same Tour (assunto tratado um pouco adiante neste mesmo texto).

O videoclipe oficial de ‘Never Be The Same’ mostra um lado mais humano de Camila Cabello e conta com mais de 170 milhões de visualizações. Assista:

 

Como já diria um filósofo muito conceitual (mentira, ninguém nunca disse isso): “nem só de single viverá um álbum”. Camila é agradável e pop durante todas as dez faixas, passando por momentos mais emotivos como ‘All These Years’ e ‘Consequences’, até chegar em momentos mais animados por faixas como ‘She Loves Control’ e ‘Inside Out’. A verdade é que o primeiro álbum de Camila Cabello é completo e merece ser contemplado por todos os amantes da boa música pop.

O disco está disponível no Spotify. Ouça:

 

Never Be The Same Tour: SP

Camila-Cabello-e-Anitta-Stephan-Solon-MOVE-Concerts Por que 'Camila', de Camila Cabello, é o melhor álbum pop de 2018?

A edição deste ano do Z Festival, que aconteceu entre os dias 11 e 16 de outubro, e deu o que falar no Brasil. No domingo (14), o evento aconteceu em São Paulo e marcou a primeira apresentação solo de Camila Cabello na cidade. O show, no qual a cantora foi acompanhada por um coral animado de fãs do começo ao fim, contou com a apresentação de hits, muita conexão com os fãs e a participação especial de Anitta durante uma das músicas da cantora cubana. Leia resenha completa do show AQUI.

Aurora apresentou um pocket show animado para um número seleto de fãs. (Foto: Lara Nunes/Showlivre)

Aurora esbanja interpretação e simpatia em show fechado para fãs em São Paulo

Cantora apresentou um show exclusivo para promover seu mais recente lançamento, ‘Infections Of A Differnt Kind’

Postado em 06/12/2018 por

Mais uma vez, os fãs brasileiros recebem o título de melhores do mundo! Na última quarta-feira (5), a cantora Aurora, em parceria com a Universal Music Brasil, promoveu um evento exclusivo para fãs, em São Paulo, no qual a norueguesa apresentou faixas de seu segundo álbum de estúdio, intitulado ‘Infections Of A Differnt Kind’, lançado em setembro deste ano.

Para um público bastante reduzido, mas animado como um estádio lotado, a cantora apresentou uma mistura de boa música, vocais capazes de arrancar arrepios e incríveis interpretações e expressões faciais. Visivelmente apaixonada pelo público, a cantora não poupou elogios ao fãs e demonstrou ser bastante grata por todos aqueles que, de alguma forma, promovem sua música ao redor do mundo. “Vocês são muito perfeitos”, disse em português.

No repertório, Aurora deu preferência às músicas do novo disco, como ‘Queendom’ e ‘Forgotten Love’, mas não deixou de lado faixas já conhecidas do público, parte de seu primeiro disco ‘All My Demons Greeting Me As A Friend’, como ‘Murder Song’ e a animada ‘Running With The Wolves’, que ganhou uma (incrível) versão acústica.

Extremamente conectada com os fãs, a representante do indie pop não deixou de interagir com cada um dos fãs presente na Casa 92. VÁRIAS declarações de amor, troca de olhares e até pedido de casamento (de brincadeirinha) rolou durante a apresentação. “Aurora, casa comigo?”, gritou um fã que, instantaneamente, recebeu uma resposta positiva à proposta.

Além disso, a cantora apoiou uma manifestação do movimento “Ele Não” entre os fãs.

A cantora finalizou a apresentação, com músicas a mais do que o combinado, pedindo para que os fãs acreditem no amor e que o espalhem em todas as situações. Sempre incentivando a produção artística, Aurora deixou o palco carregada de presentes especiais, como desenhos, rosas, cartas e até uma bandeira LGBTQ, feitos pelos fãs. “Isso não é o fim. Aguardem e vocês vão entender”, se despediu, prometendo voltar muito em breve.

Aurora_presentes_creditosshowlivre Aurora esbanja interpretação e simpatia em show fechado para fãs em São Paulo

Aurora recebe os presentes feitos pelos fãs no final do pocket show, em São Paulo. (Foto: Lara Nunes/Showlivre)

 

O relacionamento de Aurora com os fãs brasileiros

Poucos são as personalidades da música tão conectadas com os fãs quanto a Aurora. Enquanto a cantora apresentava suas faixas, não pude deixar de reparar nos olhos úmidos daqueles que cantavam junto cada uma das notas com animação.

Gente de todos os cantos do Brasil saíram de suas cidades as pressas, já que o evento em si foi anunciado apenas uma semana antes, para acompanhar Aurora. Lara Nunes, professora de música de 23 anos de idade, é uma delas. A jovem conta que a relação da norueguesa com os fãs brasileiros é muito forte e que, por conta de sua personalidade amorosa, é uma das artistas que mais conquistou seu coração.

Mikaeu Messias, de 21 anos, explicou que o jeito e estética diferente de Aurora é um dos principais motivos para que ele seja um fã tão fiel da cantora. “Ela é uma artista que não está preocupada em fazer fama e ganhar dinheiro. Ela está preocupada com o sentimento humano e os rumos do planeta. Ela é perfeita”, conta. “Ela é humana”, completou.

Alex e Jaqueline, fãs de longa data, contaram que Aurora faz parte de suas vidas e passar a enxergar coisas por um outro ponto de vista. “Ela faz a gente pensar fora da caixa”, contam. A jovem, que também é artista (e entregou um desenho para Aurora) ainda enfatizou que a cantora é a fonte de inspiração para muitos aspectos de sua vida. “Ela me faz ser quem eu realmente sou. Ela me inspira”, completou.

‘Queendom’, uma das faixas mais bem-recebidas do evento pelo público, faz é um dos mais recentes singles de Aurora e, além de uma mensagem extremamente importante de empoderamento feminino, conta com mais de 5,3 milhões de visualizações. Confira:

 

Aurora é uma cantora completa! Com apenas 22 anos de idade, a norueguesa é um balde cheio de talento, carisma e muita interpretação e, certamente, tem muito para conquistar e dar ainda mais popularidade ao indie pop mundial.

Azealia Banks não poupa críticas ao público brasileiro. (Foto: Divulgação)

Brasileiros não têm mais paciência para a necessidade de atenção de Azealia Banks

Entenda motivos pelos quais a cantora norte-americana estampa manchetes negativas depois de sua passagem pelo Brasil

Postado em 28/11/2018 por

É da natureza de Azealia Banks fazer algumas afirmações polêmicas na internet e que geram muita repercussão. Mas parece que agora a artista passou do limite! Depois de concluir uma passagem um tanto quanto conturbada pelo país com alguns shows (mal apresentados) de sua mais recente turnê, a cantora revelou em suas redes sociais que o motivo do cancelamento em cima da hora de sua apresentação em Fortaleza foi sim porque ela estava escalada para se apresentar antes de Pabllo Vittar.

O cancelamento foi bastante mal recebido pelos fãs brasileiros, que já estavam dentro da casa de shows, e –  naturalmente – rendeu diversas críticas à dona de ‘Used To Being Alone’. Até aí, nada novo sobre o sol. Acontece que um dos fãs da cantora resolveu tocar no assunto e descobriu um lado adormecido de Banks e que não agrada nem um pouco os brasileiros: uma personalidade rude, que não liga para nada, e não perde a oportunidade de tentar ofender alguém.

A cantora resolveu soltar o verbo e disse que, SIM, sua apresentação foi cancelada porque estava no contrato que ela era a atração principal da noite e, na prática, esse cargo estava sendo dado à drag queen brasileira. No lugar de manter sua razão (o seria o mais correto a se fazer), Azealia resolveu continuar criticando e complementou que nunca mais iria colocar seus pés em solo brasileiro.

Questionada sobre qual era a diferença da apresentação, a cantora disse que não era uma opção ela abrir o show de uma drag queen. Tentando se explicar, Azealia afirmou ser mais famosa que Pabllo Vittar e que nunca iria se apresentar antes de uma pessoa menos famosa do que ela. “O produtor me disse que era o meu show. Quando eu apareci, era o show dela. Eu não tenho nada contra ela, mas eu não vou abrir para uma pessoa da qual sinto que sou mais poderosa”, escreveu.

Fun fact: Azealia Banks ostenta 621 mil seguidores no Instagram, contra 7,7 milhões de Pabllo Vittar

Com esse argumento de que a drag queen brasileira tem mais de 7 milhões de seguidores a mais que a americana, Azealia Banks não aguentou e praticamente disse que a indústria brasileira é insignificante pro mundo e, como Vittar é brasileiro, é menos influente que ela. “7 milhões de fãs no Brasil literalmente não significam nada na grande indústria [fonográfica]. É considerado um mercado ‘B-C’. Não um mercado ‘A’. EU NÃO FAÇO AS REGRAS. Azealia Banks é uma figura icônica na cultura feminina, gay e fashion INTERNACIONAL, e vocês vão respeitá-la ou não a terão. Eu não perco nada em nunca mais voltar ao Brasil”, publicou.

Poderia ter parado por aí? Poderia. Mas não parou. A cantora criticou os brasileiros com seu ‘inglês ruim e mania implorar por ingressos de graça’.

Não é a primeira vez!

Infelizmente, a terceira guerra mundial estrelada por Azealia Banks e os brasileiros não é algo inédito para se comentar. Em janeiro de 2017, a cantora comprou uma briga em suas redes sociais por estar irritada com as mensagens dos brasileiros. “Quando esses anormais do terceiro mundo vão parar de fazer spam com esse inglês errado falando sobre algo que não sabem? É hilário ser chamada de ‘black whore’ por brasileiros brancos. Eles deveriam se preocupar com a economia primeiro”, escreveu em seu Facebook.

Se revelando um poço de raiva, preconceito e desrespeito com o Brasil e brasileiros, com a resposta daqueles que se sentiram ofendidos, a cantora ainda completou que os brasileiros deveriam sumir da internet. “Não sabia que tinha internet na favela”, escreveu.

Ironicamente, em algumas publicações, fãs brasileiros tentavam encontrar uma desculpa para justificar as ofensas da cantora, mas o questionamento é: até quando devemos defender um artista que gostamos? É válido achar ‘Ok’ ofensas xenofóbicas de Azealia Banks só porque gostamos de sua música? Como podemos definir esse comportamento? Síndrome de Vira Lata?

Acontece que, nas redes sociais, a cantora está sendo altamente criticada e, aparentemente, os brasileiros não têm mais paciência para o estrelismo e tentativas de chamar a atenção de Azealia Banks.

‘É da Pista’ é o primeiro álbum de estúdio de Lia Clark. (Foto: Divulgação/ Lia Clark)

Lia Clark mostra por que é a drag queen Rainha do Funk em ‘É da Pista’

O primeiro álbum de estúdio da cantora chega depois do EP Clark Boom para dizer que Lia Clark veio pra ficar

Postado em 22/11/2018 por

Esta quinta-feira (22) está marcada como um grande passo na carreira de Lia Clark por um motivo bastante especial: o lançamento de É da Pista, o primeiro álbum completo de sua carreira. O disco chega às plataformas de streaming depois do popular EP Clark Boom, responsável por consagrar a drag queen como um dos principais nomes do atual cenário da música LGBT no Brasil, e de lançamentos populares como Tipo de Garota, Q.M.T Bumbum no Ar, parceria com a cantora Wanessa Camargo.

Com ‘É da Pista’, faixa que dá nome ao disco, a cantora abre a sequência de dez faixas. A faixa é animada e já escancara que o álbum todo será descontraído, com ‘erros’ na música sendo mantidos na versão final, e o maior exemplo da essência de Lia Clark. “Pelo que tudo indica, essa minha é da pista”, canta. A faixa é seguida por ‘Bumbum no Ar’, single já conhecido do público e que ganhou um super-videoclipe com mensagens politizadas camufladas entre as cenas.

O vídeo tem roteiro e direção de Felipe Sassi. Assista:

 

A terceira e quarta faixa de É da Pista, sem dúvidas, são duas músicas perfeita para as pistas de dança. Intituladas ‘Taca a Raba’ e ‘Tu Aguenta’, as músicas trazem elementos já característicos da drag queen: batidas fortes, letras bem-humorada e frases famosas entre seus fãs e fazem referência a alguns de seus lançamentos anteriores como “shortinho pique zika”, de Tome Curtindo, e “já conhece bem meu trava trava”, de Trava Trava.

‘Thurururu’, a quinta faixa do disco, é uma das mais fortes do álbum. Com cara de hit, a música mistura a batida forte do funk com letra divertida, vocais que favorecem o timbre de Lia e até a uma participação especial da famosa voz do Google.

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Tracklist oficial de ‘É da Pista’. (Foto: Divulgação/ Lia Clark)

A primeira faixa da segunda parte do disco é algo que os fãs de Lia Clark esperavam por muito tempo: uma colaboração com Gloria Groove, uma das drag queen mais populares do país. A música, um pouco menos influenciada pelo funk presente nas outras faixas do álbum, consegue se adaptar nos estilos de ambas as cantoras e se destacar entre as outras produções do álbum.

Depois de Embrazô Nude, Lia Clark fecha o álbum com dois singles já conhecidos pelos fãs: ‘Tipo de Garota’ ‘Q.M.T’. É da Pista não poderia terminar de um jeito mais característico e ‘a cara’ da drag queen do que esse.

Tipo de Garota, single lançado em janeiro deste ano (e que eu achei que não faria parte do disco), despede o público do disco no maior alto astral. Além disso, a música é responsável por um dos melhores videoclipes de Lia Clark. O vídeo tem direção assinada por Rodrigo de Carvalho. Assista:

 

É da Pista está disponível em todas as plataformas de streaming. Ouça no Spotify: