opinião em PAUTA

Engrenagem Pop

Novidades relevantes, conteúdo bem-humorado e resenhas de tudo que move o universo pop, o gênero mais popular da música mundial.


Lia Clark mostra por que é a drag queen Rainha do Funk em ‘É da Pista’

‘É da Pista’ é o primeiro álbum de estúdio de Lia Clark. (Foto: Divulgação/ Lia Clark)

O primeiro álbum de estúdio da cantora chega depois do EP Clark Boom para dizer que Lia Clark veio pra ficar

Postado em 22 de novembro de 2018 por

Esta quinta-feira (22) está marcada como um grande passo na carreira de Lia Clark por um motivo bastante especial: o lançamento de É da Pista, o primeiro álbum completo de sua carreira. O disco chega às plataformas de streaming depois do popular EP Clark Boom, responsável por consagrar a drag queen como um dos principais nomes do atual cenário da música LGBT no Brasil, e de lançamentos populares como Tipo de Garota, Q.M.T Bumbum no Ar, parceria com a cantora Wanessa Camargo.

Com ‘É da Pista’, faixa que dá nome ao disco, a cantora abre a sequência de dez faixas. A faixa é animada e já escancara que o álbum todo será descontraído, com ‘erros’ na música sendo mantidos na versão final, e o maior exemplo da essência de Lia Clark. “Pelo que tudo indica, essa minha é da pista”, canta. A faixa é seguida por ‘Bumbum no Ar’, single já conhecido do público e que ganhou um super-videoclipe com mensagens politizadas camufladas entre as cenas.

O vídeo tem roteiro e direção de Felipe Sassi. Assista:

 

A terceira e quarta faixa de É da Pista, sem dúvidas, são duas músicas perfeita para as pistas de dança. Intituladas ‘Taca a Raba’ e ‘Tu Aguenta’, as músicas trazem elementos já característicos da drag queen: batidas fortes, letras bem-humorada e frases famosas entre seus fãs e fazem referência a alguns de seus lançamentos anteriores como “shortinho pique zika”, de Tome Curtindo, e “já conhece bem meu trava trava”, de Trava Trava.

‘Thurururu’, a quinta faixa do disco, é uma das mais fortes do álbum. Com cara de hit, a música mistura a batida forte do funk com letra divertida, vocais que favorecem o timbre de Lia e até a uma participação especial da famosa voz do Google.

DsZarsyXgAEmlBQ Lia Clark mostra por que é a drag queen Rainha do Funk em 'É da Pista'

Tracklist oficial de ‘É da Pista’. (Foto: Divulgação/ Lia Clark)

A primeira faixa da segunda parte do disco é algo que os fãs de Lia Clark esperavam por muito tempo: uma colaboração com Gloria Groove, uma das drag queen mais populares do país. A música, um pouco menos influenciada pelo funk presente nas outras faixas do álbum, consegue se adaptar nos estilos de ambas as cantoras e se destacar entre as outras produções do álbum.

Depois de Embrazô Nude, Lia Clark fecha o álbum com dois singles já conhecidos pelos fãs: ‘Tipo de Garota’ ‘Q.M.T’. É da Pista não poderia terminar de um jeito mais característico e ‘a cara’ da drag queen do que esse.

Tipo de Garota, single lançado em janeiro deste ano (e que eu achei que não faria parte do disco), despede o público do disco no maior alto astral. Além disso, a música é responsável por um dos melhores videoclipes de Lia Clark. O vídeo tem direção assinada por Rodrigo de Carvalho. Assista:

 

É da Pista está disponível em todas as plataformas de streaming. Ouça no Spotify:


Amante de música pop desde o primeiro fone de ouvido e discípulo fiel de Katy Perry. Um jovem paulistano bastante bem-humorado que não perde a chance de surtar na grade dos shows pela cidade.

Em tempos sombrios, Ed Sheeran contagia o público com amor em São Paulo.

Em tempos sombrios, Ed Sheeran contagia o público com amor em São Paulo

O cantor apresentou dois shows da ‘Divide Tour’ na capital paulista e presenteou os fãs com um repertório emocionante

Postado em 15/02/2019 por

A nova atualização da sua coluna preferida no Showlivre.com está toda trabalhada na divisão esta semana. Na noite da última quinta-feira (14), o redator que vos escreve esteve no Allianz Parque e acompanhou a última apresentação da ‘Divide Tour’ – turnê de Ed Sheeran – em São Paulo. Com um público bastante animado, o dono de ‘Shape Of You’, apresentou faixas que passeiam entre seus três álbuns de estúdio.

Antes de começar a falar efetivamente sobre a performance do ruivo mais famoso do planeta, precisamos dar destaque para a atração de abertura do show: o cantor Passenger. Dono de apenas um grande hit (como ele mesmo disse enquanto fazia uma ‘apresentação formal’ de quem ele era), o artista contou que sabe que por aqui, pelo nome, as pessoas acham que ele seja uma banda. No maior bom humor, Passenger surpreendeu o público com uma voz poderosa e carisma para pedir a participação do público mesmo nas músicas ainda não conhecidas. “mesmo se não souber a letra, canta qualquer coisa que você quiser”, brincou o músico enquanto incentivava um coral.

Se o cantor já havia chamado a atenção do público brasileiro com ‘Let Her Go’, seu grande hit, desta vez – certamente – conquistou alguns fãs e admiradores (inclusive euzinho aqui). No YouTube, a faixa mais popular do músico ultrapassou a marca de 2 bilhões de views. (tá bom pra você @?) Assista:

 

Então, chegou a vez da atração principal e EXATAMENTE quando o relógio apontava 21h (horário de Brasília), Ed Sheeran subiu ao palco (a pontualidade britânica é real e eu amei). Com isso, o Allianz Parque inteiro tremeu porque as fãs do cantor – muito animadas – não paravam de gritar e cantar junto do cantor cada uma das sílabas da música.

Falando em música, o repertório do show – no geral – foi um tanto quanto inusitado para mim. O motivo? O cantor deixou todos os grandes hits como ‘Perfect’, ‘Thinking Out Loud’ e ‘Shape Of You’ para o final da apresentação. Caso alguém no público não conhecesse músicas mais ‘meio de álbum’, certamente iria sentir-se um pouco entendiado entre o começo e o meio do show. Felizmente, segundo minhas próprias observações, a maioria do público conhecia todas as músicas e vibrava a cada movimento do cantor.

Um ponto que eu acabei reparando e talvez não tenha me deixado tão satisfeito com a parte visual do show, que conta com palco SUPER bonito com telões e projeções que com certeza encantaram o público, foi a maneira com que o cantor resolveu se vestir para a apresentação: calça jeans e camiseta, no maior estilo ‘normalzão’. Isso é uma coisa ruim? NÃO! já que tira toda a atenção para coisas estéticas e direciona a concentração do público para a música, destacando o talento indiscutível de Ed. O problema é que isso também me fez pensar que os grandes nomes femininos da música mundial não contam com a mesma sorte e não podem se dar ao luxo de ‘não ligar’ para a parte estética do show – imagina um show da Beyoncé com calça jeans e camiseta? Certamente a dona de ‘Formation’ seria bombardeada com comentários ruins.

Talento? Ed Sheeran prova que tem sobrando! O cantor, acompanhado apenas de um violão, conduziu todo o show sozinho. Isso sim que é presença de palco. Entre apresentações de faixas de seus discos, o cantor também aproveitou o Dia dos Namorados (em alguns países) para performar a faixa ‘Love Yourself’, escrita por ele e que ficou famosa na voz de Justin Bieber. O público? Como não poderia ser diferente, foi a loucura.

O maior destaque de toda a apresentação? Ed Sheeran promoveu o amor do começo ao fim do show! Em tempos sombrios, no qual uma série de tragédias e casos de preconceito dominam os noticiários e os pensamentos daqueles que acompanhavam o show, promover o amor é uma das ações mais nobres que existem. E Ed Sheeran fez com maestria.

Bem no finalzinho da apresentação, o cantor agradeceu o público, avisou que vai demorar muito pra voltar pra São Paulo (que isso, Ed?) e se despediu do público segurando as bandeiras do Brasil e da causa LGBTQ+. Um momento de bastante animação do público, que já dizia estar com saudade.

No geral, a apresentação foi bem positiva! ‘Shape Of You’, um dos destaques do show, é uma das músicas mais populares da história. No YouTube, por exemplo, a música conta com mais de 4 bilhões de visualizações.

Mia é o primeiro EP da drag queen Mia Badgyal. (Foto: Divulgação)

Mia Badgyal promete dominar pistas de dança com o EP ‘MIA’

Com lançamento marcado para o dia 24 de janeiro, o EP conta com seis faixas e coloca a cantora num novo patamar

Postado em 23/01/2019 por

A drag music nunca esteve tão forte! Depois de Pabllo Vittar, Aretuza Lovi, Lia Clark e Gloria Groove, chegou a vez de Mia Badgyal dominar as pistas de dança. O primeiro EP da cantora, dona do hit ‘Na Batida’, chega às plataformas de streaming nesta semana e promete conquistar o gosto dos amantes da música drag no Brasil. Com seis faixas, o trabalho ganhou o nome ‘MIA’ e mostra lados ainda não explorados da cantora.

Como não poderia ficar de fora dos assuntos da Engrenagem Pop, o redator que vos escreve teve acesso ao EP antes do lançamento e pode adiantar uma coisa: está bem bom!

O EP começa com um intro no maior estilo robótico e que já adiante que o trabalho será bem dançante. Fazendo referência ao hit ‘Na Batida’, a abertura estabelece o clima e o ritmo do trabalho completo e anima o ouvinte para o que está por vir. “Quem é essa menina? Badgyal!”, canta.

A primeira faixa completa do MIA é também a minha preferida! ‘Aumenta o Som’ tem cara de hit e é perfeita para as pistas de dança. Badgyal não mente quando canta que ‘quando essa música tocar, ninguém pode parar”! A faixa é dançante, alto astral e já imprime pro ouvinte a essência da drag queen. FATO INTERESSANTE: assim como bastante explorado por Gloria Groove, Mia Badgyal não deixa de fora sua assinatura ao longo da faixa.

Mia segue com uma faixa que todo mundo certamente canta junto: ‘Não Desliga o Telefone’. A faixa, uma regravação da popular Banda Djavú, dá um toque especial no EP e encaixa perfeitamente na sequência. A música é tão característica para Mia Badgyal que, inclusive, ganhou um remix bastante no maior estilo eletrônico para fechar o trabalho.

O EP então, depois da vibe única de ‘Não Desliga o Telefone’, segue para um de seus pontos altos: a faixa ‘Ratatá’. Feita em parceria com Lisita, a música é diferente de todas as outras do MIA e contagia o ouvinte mesmo antes das vozes começar! A faixa é chiclete e quando menos esperar, você estará por aí dançando o ratatá de Mia.

Em ‘LCD’, Mia divide a música com Vini Castellari. A faixa, que se destacou por conta da produção marcante, tem um refrão bastante cativante e certamente ficará na cabeça dos fãs da drag. ‘Tô te curtindo, mas não conta pra ninguém”, canta.

Ainda sem investir num álbum, Mia Badgyal mostra com seu primeiro EP que é um dos nomes do futuro (e presente) da música drag. Ao longo das faixas, a cantora leva seu público a muita dança e letras bem estruturadas! É certamente algo que marcará sua carreira e provará para todos que a cantora é muito mais que a dona do hit ‘Na Batida’.

O single teve seu videoclipe lançado em fevereiro de 2018 e, atualmente, conta com mais de 100 mil plays. Assista:

 

Nas redes sociais, Mia disse estar bastante animada com o lançamento e compartilhou a capa oficial do EP.

Gloria Groove ‘bota o terror’ na prisão durante o videoclipe de ‘Coisa Boa’. (Foto: Divulgação/Assessoria)

Como Gloria Groove, Lia Clark, Wanessa e Iza estão revolucionando o mercado de clipes no Brasil

Com direção de Felipe Sassi, cantoras lançam clipes que se completam e contam uma única história envolvendo todas

Postado em 14/01/2019 por

Com a popularização do fenômeno Pabllo Vittar, o Brasil passou a conhecer um pouco mais o trabalho das conhecidas drag queens e a entender o que elas têm para oferecer. O hit ‘Todo Dia’, parceria de Vittar com Rico Dalasam, fez tanto sucesso no carnaval de 2017 e, de uma forma ou de outra, abriu caminhos para que nomes como Lia Clark, Gloria Groove e Aretuza Lovi atingissem o mainstream.

Na última quinta-feira (10), com o lançamento do videoclipe de ‘Coisa Boa’, Gloria Groove elevou a produção de drags para um nível inédito no País e despertou o Sherlock Holmes adormecido nos fãs de suas músicas por um motivo bastante inovador: clipes se misturando para contar uma grande história! Não entendeu? Calma! Eu explico tudo direitinho.

 

Em ‘Coisa Boa’, Gloria Groove aparece dentro de uma cadeia, presa por motivos ainda desconhecidos, na qual promove uma rebelião entre as detentas para fugir. Coincidentemente, Lia Clark e Wanessa estão na mesma cadeira. Sim! Mas, a pergunta é: como elas foram parar lá?

A resposta pode ser conferida (e assistida) no videoclipe de ‘Bumbum no Ar’. (Você quer um crossover desses, @?) No single de ‘É da Pista’, novo álbum de Lia Clark, as meninas se juntam para matar Jota Palhares, um político que tenta contra a vida de pessoas LGBTQ+ e que está no comando. O crime, pelo qual elas foram pagas para executar, não dá certo e as cantoras acabam presas. Ou seja: o clipe de ‘Coisa Boa’ é a continuação da narrativa de ‘Bumbum no Ar’. INCRÍVEL!

 

Sendo assim, a história fica assim: Lia Clark e Wanessa são presas (clipe de ‘Bumbum no Ar’) e vão para a mesma cadeia em que Gloria Groove está promovendo uma rebelião para fugir (clipe de ‘Coisa Boa’).

E você acha que parou por aí? Tá mais que enganado. As artistas conseguiram ir além e, quem pegou a referência, entendeu que a rebelião realmente deu certo e todas escaparam da cadeira! Como? Na primeira cena de Lia Clark e Wanessa, a dona de ‘Mulher Gato’ aparece tramando seu próximo plano na parede. Entre as anotações, a cantora ressaltou ‘Cobra’, ‘Frigorífico’ e ‘Show’, elementos presentes e marcantes no videoclipe de ‘Loko’, um de seus singles, lançado no ano passado.

Neste videoclipe, Wanessa domina um frigorífico no qual matam e cozinha homens, que ficam hipnotizados enquanto a cantora sensualiza com uma cobra no palco. Ou seja: a rebelião deu certo e Wanessa, já fora da cadeia, conseguiu colocar seu plano em prática.

 

Sendo assim, a história até agora está assim: Lia Clark e Wanessa são presas por tentar matar o presidente (‘Bumbum no ar’), vão para a mesma cadeia na qual Gloria Groove promove uma rebelião (‘Coisa Boa’) e conseguem fugir. Wanessa se separa de Lia Clark e coloca em prática seu plano arquitetado dentro da cadeia, antes da rebelião (‘Loko’).

Já é uma história e tanto, não? Muitos diretores poderiam acabar por aí, mas Felipe Sassi não é como qualquer outro. Voltando para a cena de Lia Clark, em ‘Coisa Boa’, a drag queen aparece concentrada lendo a revista ‘POC’, que trás na capa o título ‘Terremoto’. Curiosamente, este é o nome da parceria entre ela e Gloria Groove. Com isso, acredita-se que a faixa seja o próximo single e, assim, o próximo capítulo de toda essa história.

Quem prestou atenção nos detalhes, reparou que no fundo de um dos cenários tem um retrato da Iza colado na parede. A imagem colocou em evidência, a parceria da dona de ‘Pesadão’ com Gloria Groove. O single ‘Rebola’ é a aposta dos fãs para fechar esse grande trama! Legal, não? Ficou curioso pra saber o futuro das detentas? EU TAMBÉM!

Além das próprias artistas, a história interligada das músicas só foi possível por conta do trabalho do produtor Ruxell, que cuidou de todas as músicas, e a direção de Felipe Sassi. O diretor está literalmente revolucionando o mercado de videoclipes no Brasil! (AMÉM POP BRASILEIRO). Para celebrar a contribuição de Sassi, listei os meus cinco videoclipes favoritos assinados por ele. Dá uma olhada:

– Movimento (Aretuza Lovi e Iza) 

 

– Joga Bunda (Pabllo Vittar, Aretuza Lovi e Gloria Groove) 

 

– Dona de Mim (Iza) 

 

– Arrasta (Gloria Groove e Leo Santana) 

 

– Ginga (Iza e Rincon Sapiência) 

O primeiro álbum solo de Camila Cabello carrega hits como ‘Havana’ e ‘Never Be The Same’. (Foto: Divulgação/ Sony Music)

Por que ‘Camila’, de Camila Cabello, é o melhor álbum pop de 2018?

O primeiro disco solo de Camila Cabello consolidou a carreira da cantora com hits como ‘Havana’ e ‘Never Be The Same’

Postado em 19/12/2018 por

Com o fim de dezembro chegando, é comum fazermos uma análise sobre as coisas que marcaram, positiva e negativamente, os doze meses do ano. Por estar submerso num mundo cheio de acordes e consumir MUITA música durante quase todas as atividades do dia-a-dia, o redator que vos escreve embarcou numa difícil (porém agradável) jornada: escolher qual foi o melhor álbum pop lançado em 2018.

No primeiro momento, a principal sensação foi que 2018 não teve muitos lançamentos de música pop e que, sendo assim, não seria possível escolher uma obra que tenha se destacado de todas as outras. Conforme a coisa toda foi amadurecendo e as faixas mais ouvidas de minha conta pessoal no Spotify foram sendo revisitadas, cheguei em três potenciais títulos para o lançamento pop do ano: Sweetener (Ariana Grande), Shawn Mendes (Shawn Mendes) e Camila (Camila Cabello).

Comparando os singles, composição, sonoridade, impacto e contexto no qual o disco foi lançado, cheguei à conclusão que, sim, o melhor álbum pop de 2018 pertence a Camila Cabello. Com apenas 21 anos, a ex-integrante da banda Fifth Harmony iniciou sua carreira solo alcançando posições inéditas na indústria e estabelecendo, logo de primeira, um mega-hit que superou, em números, qualquer lançamento produzido por ela (e as restantes das integrantes) durante o tempo de banda.

Tá, mas a pergunta que vem depois é: por que Camila é o melhor álbum pop de 2018? A resposta, talvez muito abstrata, é bem pessoal! O disco, com fotografia já chamativa na capa, apresenta uma sonoridade que – embora feita por um dos novos rostos – assemelha-se bastante e trás características exploradas por nomes já experientes do cenário pop internacional como Madonna, Katy Perry e Britney Spears. (amém)

O lançamento de Camila já começou com a divulgação do super-hit ‘Havana’, que elevou a expectativa do público para a produção. A música, uma das mais populares do ano, não deixou as rádios do mundo todo e chegou até a ocupar a primeira posição da Billboard Hot 100, a mais importante parada musical do mundo.

No YouTube, a música bateu recordes incríveis. O áudio oficial, ainda sem clipe, publicado em agosto de 2017, bateu, em 2018, a marca de mais de 1,4 bilhões de reproduções. O videoclipe, divulgado dois meses depois do áudio, conta com mais de 700 milhões de visualizações e mostra um lado de atriz nem tão explorado por Camila Cabello. Assista:

 

No dia 12 de janeiro de 2018, ainda no clima de ano novo, Camila Cabello divulgou o restante do álbum e, com isso, conseguiu atingir a primeira posição dos artistas mais populares do Spotify mundial. Com o lançamento, a jovem cubana mostrou ser versátil e super-talentosa para transformar qualquer ‘drama’ da juventude em música de qualidade. “Never Be The Same”, também single, é uma das provas disso. A faixa explora o timbre da cantora de uma maneira agradável e que conquistou os fãs de uma maneira inexplicável, dando nome até a turnê da cantora, a Never Be The Same Tour (assunto tratado um pouco adiante neste mesmo texto).

O videoclipe oficial de ‘Never Be The Same’ mostra um lado mais humano de Camila Cabello e conta com mais de 170 milhões de visualizações. Assista:

 

Como já diria um filósofo muito conceitual (mentira, ninguém nunca disse isso): “nem só de single viverá um álbum”. Camila é agradável e pop durante todas as dez faixas, passando por momentos mais emotivos como ‘All These Years’ e ‘Consequences’, até chegar em momentos mais animados por faixas como ‘She Loves Control’ e ‘Inside Out’. A verdade é que o primeiro álbum de Camila Cabello é completo e merece ser contemplado por todos os amantes da boa música pop.

O disco está disponível no Spotify. Ouça:

 

Never Be The Same Tour: SP

Camila-Cabello-e-Anitta-Stephan-Solon-MOVE-Concerts Por que 'Camila', de Camila Cabello, é o melhor álbum pop de 2018?

A edição deste ano do Z Festival, que aconteceu entre os dias 11 e 16 de outubro, e deu o que falar no Brasil. No domingo (14), o evento aconteceu em São Paulo e marcou a primeira apresentação solo de Camila Cabello na cidade. O show, no qual a cantora foi acompanhada por um coral animado de fãs do começo ao fim, contou com a apresentação de hits, muita conexão com os fãs e a participação especial de Anitta durante uma das músicas da cantora cubana. Leia resenha completa do show AQUI.

Aurora apresentou um pocket show animado para um número seleto de fãs. (Foto: Lara Nunes/Showlivre)

Aurora esbanja interpretação e simpatia em show fechado para fãs em São Paulo

Cantora apresentou um show exclusivo para promover seu mais recente lançamento, ‘Infections Of A Differnt Kind’

Postado em 06/12/2018 por

Mais uma vez, os fãs brasileiros recebem o título de melhores do mundo! Na última quarta-feira (5), a cantora Aurora, em parceria com a Universal Music Brasil, promoveu um evento exclusivo para fãs, em São Paulo, no qual a norueguesa apresentou faixas de seu segundo álbum de estúdio, intitulado ‘Infections Of A Differnt Kind’, lançado em setembro deste ano.

Para um público bastante reduzido, mas animado como um estádio lotado, a cantora apresentou uma mistura de boa música, vocais capazes de arrancar arrepios e incríveis interpretações e expressões faciais. Visivelmente apaixonada pelo público, a cantora não poupou elogios ao fãs e demonstrou ser bastante grata por todos aqueles que, de alguma forma, promovem sua música ao redor do mundo. “Vocês são muito perfeitos”, disse em português.

No repertório, Aurora deu preferência às músicas do novo disco, como ‘Queendom’ e ‘Forgotten Love’, mas não deixou de lado faixas já conhecidas do público, parte de seu primeiro disco ‘All My Demons Greeting Me As A Friend’, como ‘Murder Song’ e a animada ‘Running With The Wolves’, que ganhou uma (incrível) versão acústica.

Extremamente conectada com os fãs, a representante do indie pop não deixou de interagir com cada um dos fãs presente na Casa 92. VÁRIAS declarações de amor, troca de olhares e até pedido de casamento (de brincadeirinha) rolou durante a apresentação. “Aurora, casa comigo?”, gritou um fã que, instantaneamente, recebeu uma resposta positiva à proposta.

Além disso, a cantora apoiou uma manifestação do movimento “Ele Não” entre os fãs.

A cantora finalizou a apresentação, com músicas a mais do que o combinado, pedindo para que os fãs acreditem no amor e que o espalhem em todas as situações. Sempre incentivando a produção artística, Aurora deixou o palco carregada de presentes especiais, como desenhos, rosas, cartas e até uma bandeira LGBTQ, feitos pelos fãs. “Isso não é o fim. Aguardem e vocês vão entender”, se despediu, prometendo voltar muito em breve.

Aurora_presentes_creditosshowlivre Aurora esbanja interpretação e simpatia em show fechado para fãs em São Paulo

Aurora recebe os presentes feitos pelos fãs no final do pocket show, em São Paulo. (Foto: Lara Nunes/Showlivre)

 

O relacionamento de Aurora com os fãs brasileiros

Poucos são as personalidades da música tão conectadas com os fãs quanto a Aurora. Enquanto a cantora apresentava suas faixas, não pude deixar de reparar nos olhos úmidos daqueles que cantavam junto cada uma das notas com animação.

Gente de todos os cantos do Brasil saíram de suas cidades as pressas, já que o evento em si foi anunciado apenas uma semana antes, para acompanhar Aurora. Lara Nunes, professora de música de 23 anos de idade, é uma delas. A jovem conta que a relação da norueguesa com os fãs brasileiros é muito forte e que, por conta de sua personalidade amorosa, é uma das artistas que mais conquistou seu coração.

Mikaeu Messias, de 21 anos, explicou que o jeito e estética diferente de Aurora é um dos principais motivos para que ele seja um fã tão fiel da cantora. “Ela é uma artista que não está preocupada em fazer fama e ganhar dinheiro. Ela está preocupada com o sentimento humano e os rumos do planeta. Ela é perfeita”, conta. “Ela é humana”, completou.

Alex e Jaqueline, fãs de longa data, contaram que Aurora faz parte de suas vidas e passar a enxergar coisas por um outro ponto de vista. “Ela faz a gente pensar fora da caixa”, contam. A jovem, que também é artista (e entregou um desenho para Aurora) ainda enfatizou que a cantora é a fonte de inspiração para muitos aspectos de sua vida. “Ela me faz ser quem eu realmente sou. Ela me inspira”, completou.

‘Queendom’, uma das faixas mais bem-recebidas do evento pelo público, faz é um dos mais recentes singles de Aurora e, além de uma mensagem extremamente importante de empoderamento feminino, conta com mais de 5,3 milhões de visualizações. Confira:

 

Aurora é uma cantora completa! Com apenas 22 anos de idade, a norueguesa é um balde cheio de talento, carisma e muita interpretação e, certamente, tem muito para conquistar e dar ainda mais popularidade ao indie pop mundial.