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PAUTA
Informação e música em harmonia

Di Melo celebra 45 anos de carreira no Centro Cultural SP

Foto: André Barone

Apresentação terá participações especiais da rapper Tássia Reis e de Gabi Di Abade, filha do cantor e compositor pernambucano

Postado em 28 de setembro de 2018 por

No próximo domingo (30), a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo será convertida em uma espécie de salão de baile, com o irresistível apelo dançante do samba soul do cantor e compositor Di Melo.

Celebrando 45 anos de carreira, o artista pernambucano sobe ao palco às 18h. O repertório passará por hits de seu cultuado primeiro álbum de 1975, como Kilariô, A Vida em Seus Métodos Diz Calma, Pernalonga e Se o Mundo Acabasse em Meu Mel, mas também estará apinhado de faixas de O Imorrível, segundo álbum de Di Melo, lançado em 2016, além novidades de seu mais recente trabalho, gravado ao lado da big band francesa Cotonete e previsto para sair editado no começo de 2019.

Em 1973, radicado em São Paulo, o jovem artista recifense iniciou sua carreira artística com o codinome Boby D’Melo. Com o lançamento de seu primeiro álbum pela Odeon, Di Melo começava a experimentar algum êxito comercial quando embarcou em um comportamento de autossabotagem.

Como bem sabem os fãs de primeira hora, o artista passou mais de duas décadas em pleno ostracismo e anonimato. Desprendido e “muito louco”, o compositor mergulhou de cabeça em um longo ciclo de desbunde que somente foi interrompido quando, na virada do milênio, ele soube que seu LP de 1975 escalava o topo da lista de discos desejados por um sem-número de DJs e colecionadores espalhados em seu País e ao redor do mundo.

Em 2011, novidade que reiterou a amplitude do culto em torno de sua obra, Di Melo foi surpreendido com a aparição de uma cópia do disco no clipe de Don’t Stop The Party do popular grupo californiano de hip-hop e R&B The Black Eyed Peas (veja a cena, aos 6’06”).

Para esse novo público, no entanto, tamanha era a desinformação sobre o paradeiro de Di Melo que corria à boca pequena o factoide de que ele já havia partido dessa para melhor. Mito que só foi derrubado com o lançamento do documentário Di Melo – O Imorrível, curta-metragem rodado em 2009 pelos diretores Alan Oliveira e Rubens Pássaro. Naquele ano, além da empatia do público, o filme consquistou o Kikito de Melhor Montagem no Festival de Gramado.

Desde então, ano após ano Di Melo procura reinventar sua faceta artística. Além dos fãs, ganhou uma nova companheira, Jô Abade, sua empresária, com quem teve a menina Gabi, hoje com 12 anos. Com a injeção de vida regrada imposta por Jô e Gabi, o artista abriu seu baú de composições, criou novos temas e lançou, em 2016, o elogiado álbum Imorrível.

No mais recente capítulo de sua volta à melhor forma, Di Melo passou o último mês de julho em Paris, apresentando uma série de shows ao lado dos músicos da Cotonete, com quem acaba de lançar um maxi-single (um vinil de 12 polegadas por 45 rpm) com duas versões da faixa A.E.I.O.U..

Narrativa incomum em nosso meio musical, as memórias da ascensão, queda e volta imponente de Di Melo são narradas a seguir, em primeira pessoa.

Como é que você chegou ao caminho de querer tocar um instrumento e, depois, se aventurar pela composição?
Acho que na barriga da minha mãe eu já fazia música. É uma coisa que já nasceu comigo. Mesmo. Eu sempre gostei de entalhes, de pintura, de música, de compor. Bem moleque eu já perseguia essa ramificação.

E quem te introduziu ao instrumento? Sei que seu pai, Artur, e sua mãe, Gabriela, eram também loucos por música, não é isso?
Meu pai, Artur Napoleão, tocava violão e dona Gabriela cantava, fazendo as coisas em casa. Estava sempre cantando. Isso foi me motivando. Recife é celeiro das várias artes. Na pintura, no teatro, na música, tem um pessoal que se sobressai e, melhor, que sobrevive sem ter que vir para São Paulo ou para o Rio de Janeiro.

Você passou a infância e a adolescência no Recife?
Passei. Até os 17 anos, estive sempre no Recife. Perseguia todos artistas, para mostrar meu trabalho. Foi aí que encarnei no Wanderlei, organista do Roberto Carlos, e vim para São Paulo no final de 1968 – mas estava nudo crudo. Fiquei aqui algum tempo, ele até me levou para a Odeon, e eles gostaram de mim, só que São Paulo era muito frio. Eu estava acostumado com o Recife, habituado, moleque praieiro, inteiramente praieiro, fazendo entalhes, concorrendo no Pátio de São Pedro (tradicional comércio público de artesanato da capital pernambucana) com Manoelzinho Dartene, Maurício Pacheco e Mano Teodósio.

E Wanderlei foi quem te trouxe para São Paulo?
Sim. Wanderlei, que era organista de Roberto Carlos. Fiquei na casa dele algum tempo e decidi voltar pro Recife. Voltei, fiquei por ali, continuei armando no Pátio de São Pedro. Sobrevivia com a história do Pátio São Pedro, tocando nos bares, vendia meus quadrinhos, vendia, à noite, meus entalhes, até que, no Recife Antigo, conheci Jorge Ben. Ele deu mole, e toquei a viola na cabeça dele. Ele disse “você leva jeito”, e me deu um cartão do Roberto Colossi, que era empresário de todo mundo, de Chico Buarque de Holanda a Paulo Sérgio. Colossi fazia tudo…

E Jorge estava tocando ou foi um encontro casual?
Não. Ele tinha tocado e estava passeando. Cheguei em São Paulo e o Roberto gostou muito da minha figura – simplória, mas fazendo um som já balançado na época –, e me deu apoio. Comecei a trabalhar nas caravanas. Fui parar na caravana da Ducal (série de shows promovidos com o patrocínio da extinta marca de confecções). As gravadoras faziam muitas caravanas e as rádios também.

Mas esse era um projeto voltado para a Odeon ou era para a Philips – pergunto, porque Jorge era da Philips?
Não, não. Era Roberto Colossi me apoiando, porque Jorge Ben havia pedido. Um tempo depois ele passou muito mal, ficou doente e veio a falecer. Perdi meu padrinho e fui para a noite, comecei a trabalhar na noite, o que me deu as manhas, as maçanhas, as maranhas, as mamunhas e as tramoias.

E era aquela noite de São Paulo que tinha o Jogral, o Baiúca e toda aquela movimentação no entorno da praça Roosevelt
Sim, tinha o Jogral, Lei Seca, Chop Chocolate Show, Aleluia, Janela Para o Mundo, Balacobaco, Teleco-Teco, Igrejinha.

E aí seus shows eram você e o violão?
Eu e o violão. No Jogral, peguei uma época em que quem subisse no palco teria que superar quem desceu. E só tinha cobrão na noite. Era incrível. Eu tinha meu público cativo. Alaíde Costa chegou um dia e disse ao Moacir Menghinhi Machado, que então era o diretor da Odeon, “Moacir, tem um baiano aí”…

Baiano?
Baiano, porque em São Paulo todo mundo que falava arrastado naquela época era “baiano”. “Tem um baiano aí, muito doido, que tem total domínio do público, e o público vem para vê-lo em todos os lugares. Eu queria que você fosse vê-lo”. Então o Moacir veio, conferiu, gostou e me convidou para assinar o contrato desse disco da EMI-Odeon. O Corisco, Waldemar Marchetti, Deus o tenha, também me ajudou.

O Corisco percussionista, do Corisco e Os Sambaloucos?
Exatamente. O Corisco era arregimentador de algumas gravadoras, como RGE, RCA, Continental…

Imagino que Corisco tenha te ajudado por meio da Arlequim, a editora dele, não é? Porque ele já tinha a Arlequim nessa época…
Sim. Através da Arlequim ele foi o arregimentador desse disco, convidando Hermeto Paschoal, Heraldo do Monte, Claudio Bertrami, que depois fez o Grupo Medusa, Bolão (o saxofonista, ex-líder do grupo Os Rockettes), Capitão (trompetista), Ubirajara (o bandeonista e maestro Ubirajara Silva), pai do Taiguara.

Geraldo Vespar fez os arranjos…
Sim, Geraldo Vespar. Tem também o José Briamonte, maestro, pai do Miguelzinho, que tá aí na área

Um time maravilhoso…
Maravilhoso! Incrível! Luiz Melo, nos teclados, e o corinho da Eloá. Foi muito bacana…

Mas, voltando um pouquinho, teve uma fase em que você era chamado de Boby D’Melo e que chegou a lançar algumas composições com esse nome, não é?
Sim. Boby D’Melo. Depois virou Di Melo. O Jair (Rodrigues) e pessoas muito amigas minhas me chamavam de Bob, a Alaíde Costa também. Um dia, Alaíde chegou para mim no Jogral e disse “Bob, vou te contar, um dia saio dos meus saltos e quebro a cara do Papete”. Eu disse: “calma, não precisa não, deixe que cuido disso”. Dei, dei no Papete – Deus o tenha em um bom lugar. Ele era metido a lutador de capoeira, o cacete, e barará… Eu disse “tome no fucinho” (a briga se deu porque Papete, que era espécie de gerente do Jogral, volta e meia intervinha nas chegadas inesperadas de Alaide, alta madrugada, e tentava impedir que ela entrasse no bar com seus convidados).

Papete levou “no focinho” mesmo?
Levou. Mas ele era um cara legal. era meu amigo e não ficou de mágoa. Foi lance de momento. Tem pessoas ficam guardando mágoa, bronca, e isso é papo de otário. Acho que você tem que tocar a vida, porque você só tem uma. A única certeza que você tem é que você veio e que um dia irá. Se não for de jovem, de velho não passará.

Mas essa geração de que você está falando, pelo contrário, era muito unida, tanto na noite quanto no ambiente dos estúdios. O próprio Briamonte escrevia arranjos para a Philips, da mesma forma que escrevia para a Odeon e levava seus músicos de um lado para o outro…
Exatamente. Mas eu tinha o sangue meio que apimentado. E não costumava levar desaforo (risos). Também tinha a história da droga. Eu era muito maluco. Se eu tivesse pego essa história da Odeon com a cabeça que tenho hoje, seria talvez um dos caras mais bem-sucedidos da música popular brasileira, porque esse disco tocava em tudo que é lugar. Tudo foi feito em oito dias. Eu nunca havia entrado em um estúdio, e esse disco foi todo feito de uma forma incrível. Nas fotos, do Carlinhos Dutweller, apagamos tudo no estúdio, ele jogou uma luz infra-vermelha e deu essas fotos.

Foram exatamente oito dias para resolver tudo, inclusive os arranjos do Vespar? Vespar, aliás, também era um instrumentista genial, na guitarra, no violão…
Exatamente. Na música João, é ele quem toca. Eu vinha, passava os arranjos como eu tinha criado – como, aliás, eu faço até hoje – e ele desenvolvia o restante.

A Odeon, a Philips e a RCA Victor, na época, tinham enorme esmero na produção de seus LPs e compactos. Você comentou há pouco que foi você que rompeu com a Odeon, que estava maluco…
A transação toda, ocorre o seguinte, foi assim: eu tinha esse disco tocando em tudo que é rádio. Tudo que puseram na rua vendeu. Eu tinha também uma música com Wando naquele disco com “moça, me espere amanhã” (Di Melo cita o álbum de 1975, o terceiro de Wando), a última música é minha, uma valsinha linda, chamada Volta. Quando dinheiro era dinheiro, Wando faturou 28 milhões (de cruzeiros, moeda da época). Dinheiro pra caramba! Daí fui receber – e eu tinha música com Jair Rodrigues também, Paspalho, música minha e de Olmir Stocker, o Alemão – meus direitos e vieram com 11 cruzeiros. Pô, não é que eu quisesse fazer música somente por dinheiro. Não era essa a minha ideia, mas que coisa maravilhosa é conseguir sobreviver do seu trabalho. Nada mais honesto.

Nessa época, havia muitas críticas contra o ECAD e os artistas começaram a se reunir para defender seus direitos.
Sempre houve, há e haverá. Porque o direito autoral no Brasil é uma coisa muito complexa. É como você tentar decifrar o mistério da Santíssima Trindade – o pai não fez, o filho não fez e o neto muito menos. É mais ou menos assim. E eu tenho mais de 400 músicas, 12 das quais com Geraldo Vandré, que faz parte da história da música popular do Brasil e do mundo, tenho também música com Baden Powell, inédita.

Você e Baden se conheceram no Japão?
Não, foi depois.

Aliás, a gente não falou da sua passagem pelo Japão, que precede o disco de 1975…
A transação é a seguinte, conheci o Baden quando ele veio para cá, para se apresentar em São Paulo, e eu colei para ver. Toquei meu violão, ele gostou e me convidou para abrir o show dele. Baden me denominou “Pureza”, tamanha era a pureza de minha alma. Ele gostava muito de mim. Eu fiz agora (no disco O Imorrível, de 2016) a música Basta Bem Pensar, uma homenagem ao Baden Powell, porque ele me deu grande abertura, assim como Geraldo (veja abaixo Di Melo interpretar a composição no Estúdio Showlivre).

Essa parceria entre você e Baden é instrumental ou uma canção?
Não, eu canto.

Mas nessa fase o Baden estava com um quarteto instrumental, não é?
Sim, sim. Mas cheguei com um pedaço da música e ele deu a sequência. E essa Basta Bem Pensar foi uma homenagem que eu fiz a ele, pelas coisas que ele me dizia. Ele é “escolástica”, como o próprio Vandré. Eu dei muita sorte na vida por estar ali, junto com pessoas que são realmente faculdade de vida.

E essas 12 canções que você fez com Vandré foram gravadas?
Algumas coisas sim. Tem uma música no Imorrível, minha e dele (a composição Cantamaltina), e tem uma que está no disco com o Cotonete (banda francesa que acompanha Di Melo em seu novo, e ainda inédito, álbum). Ele (Vandré) está liberando aos poucos, porque também meio pegou bode de tudo que acontecia por aqui.

Ele também escolheu sair de cena por um longo período.
Sim. Também conheci o Vandré no Jogral. Aconteceram muitas coisas boas para mim no Jogral. O Vandré, eu estava lá, ele surgiu e eu cheguei “vida na morte, ser forte / coração, se presta, não pede clemência / coragem presta, faz guerra na Terra para poder mudar” (Di Melo recita a letra de uma composição dos irmãos pernambucanos Rodolfo e Ricardo Moraes, canção que ele defendeu em um festival no Recife). Ele se afeiçoou, e eu disse, quer que eu dê continuidade ao trabalho? Ledo engano. Saímos de bandola, feito caranguejo: Brasil, Paraguai, atravessamos fronteiras…

Nessa época ele continuava perseguido pela ditadura? Isso também foi uma válvula de escape para não ficar na barra pesada que rolava aqui?
Não. Fomos parar no Paraguai com o maestro Michael Kelly. Vandré fez algumas músicas com Enzo Merino, com o filho do Thiago Mello, o Manduka, que também faleceu. De vivo tem o Ivo, tenho eu e o Sabiá, Osmar de Lima “Sábia”, que tem música com Vandré. Wandeka também e Alaíde Costa. Então, eu me sinto um cara privilegiado por ter músicas com esse pessoal, com Waldir da Fonseca. Tenho uma música gravada com Waldonis, que é o cara que herdou a sanfona do Gonzagão, a família dele era “padrinho” do Gonzagão.

Falando no Gonzagão, e eu sei que ele é uma influência enorme pra você, chama a atenção, nesse seu disco de 1975, a sonoridade que você emplaca. Claro que, por um lado, há o entendimento de que os músicos envolvidos no registro, Vespar e Briamonte também, tinham toda uma informação de vanguarda na cabeça, mas esse disco antecede, por exemplo, coisas que vieram com o Movimento Black Rio. Como é que você conseguiu chegar a essa sonoridade. Que influências você teve, além do Gonzagão, pra chegar nesse resultado?
Ouvia muito Jackson do Pandeiro, que teve uma grande história, ouvia Paul Anka, ouvia de tudo. Beatles, Elvis Presley, Jimi Hendrix. Eu me achava muito parecido com ele (com Jimi Hendrix), quando estava cabeludão. Ele era muito bom. Tivemos todas as aberturas, quebramos todos os tabus. Nossa geração é incrível. Muita gente parou de viver para curtir. Por isso mesmo chegou a época de loucura tamanha que pedi rescisão da EMI Odeon.

Que é justamente essa fase que você falou, das viagens om Vandré…
Então, eu pedi rescisão da Odeon porque não tinha condições de fazer o trabalho que eu fazia, de ver músicas gravadas por pessoas que estavam no mercado, mandando no mercado, vendendo pra caramba e eu não ver dinheiro. Quer dizer, eu comecei a ser sacaneado na editora desde os anos 1970. Tenho 400 músicas, tenho dois livros compilados, A Minicrônica da Mulher Instrumento e Bicho Voador. Quer dizer, eu era pra estar nababo, e a coisa não virou. Eu perdi a vontade de fazer um som. Não que eu parasse de compor, de fazer showzinhos intimistas, essas coisas. Parei de aparecer, de batalhar em rádio. Continuei criando, recriando e recriando.

Veja o Showlivre.DOC “Di Melo em Primeira Pessoa” (confira também as partes 2: bit.ly/2wvvAMe e 3:bit.ly/2ogl8Vs)

E a proposta da Odeon era do tipo “vamos fazer esse disco e depois a gente vê o que faz, depois a gente estende o contrato”?
Não. E eu nem quis saber o que seria. Peguei bode e sai. Aí esse disco ficou largado durante uma longa periodicidade. Eu meio que abominei esse disco.

Você nem chegou a fazer shows para apresentar o repertório dele?
Não. Esse disco tinha também uma música, que era do Waldir da Fonseca, um chorinho que quem tocou esse choro foi o Milton Banana. O Milton deu uma canja nesse chorinho, que é lindo, mas não saiu nesse disco. Não sei que “ingresia” arrumaram que não saiu

O Milton também lançou vários LPs pela Odeon…
Sim, ele era da Odeon. Esses caras que gravavam pela EMI Odeon e que fizeram esse disco eram ratos de estúdio, como ratos de porão.

O próprio Geraldo Vespar produzia inúmeros discos na época. O Briamonte também…
Sim. O Boneca também. Muito gente boa. E esse pessoal todo se mandou. Já foi pra parte de cima. Falei com o José Briamonte faz um tempinho, falei também com o filho dele, Miguel Briamonte. Capitão, Bolão e Claudio Bertrami, todo mundo foi embora. O Alemão eu sempre encontro. É uma sumidade.

Um dos maiores guitarristas do Brasil. Aliás, ele e o Heraldo, que também está no disco.
O Heraldo também. Lá fora colocam tapete vermelho pro Alemão passar. O Alemão é meu camarada. Eu vou lá (na casa do guitarrista) comer bolinho. Ele mora na Casa Verde (bairro da zona norte de SP). Vou lá comer bolinho, tomar cafezinho, bater viola, fazer arranjos. Ele já fez arranjos para a Gabi cantar. A Gabi está dando sequência a exatamente isso. Eu havia perdido a vontade de fazer meu trabalho, de fazer as coisas, quando surgiu a Gabi. A mulher (Jô Abade) disse “to prenha”, e eu comecei a pensar realmente em voltar a fazer as coisas.

Ouça, na íntegra, o álbum Imorrível 

Mas o que você fez nesse longo período em que ficou parado, desde que tomou a decisão de não continuar na EMI?
Vai vendo… Fui trabalhar com Geraldo Vandré. E sai andando com ele, achando que ia dar sequência, meio que como um secretário dele, nas andanças, nas loucuras. E foi também um aprendizado, porque fomos fazendo música. Larguei tudo, nessa história, e voltei com essa sessão. E também trabalhei com música italiana, na Cantina Camorra.

Como intérprete de música italiana?
É. Cantava música italiana, só que eu a colocava num pique de samba. E o pessoal adorava, era uma piração, era uma loucura. Eu subia nas mesas, pegava os taralli (salgadinho italiano em formato anelar) e colocava no dedo das meninas, noivando e tal. Quando a coisa incendiava muito, eu pegava um extintor e abria em cima da mesa. Era uma loucura muito grande. A comida não era grande coisa, mas a zona, a zueira era fantástica. A Camorra era uma loucura. Virava bicho, ali na Consolação com a Oscar Freire. Era uma fila arretada, uma zuada só.

Você falou da zoeira, e há pouco comentou essa situação de tua saída da Odeon ter sido intempestiva porque você andava muito louco. Até que ponto a falta de disciplina, essa vida desregrada, foi decisiva para você desistir de tudo? A coisa era mesmo nesse grau de loucura?
Era. Eu era muito doido. Era mais louco do que todos que conheci. Cheguei ao ponto de fumar meu próprio cabelo pra ver se dava barato. Eu era louco. E sai dessa sem ajuda de médicos, sem ajuda de nada, velho. Foi na raça. Dizer também que o cara se droga pra matar, para roubar, é tudo papo furado. Nunca tive essa patifaria, nunca trafiquei, nunca matei, nunca roubei e nem me prostitui – pronto, melhor ainda. Sempre trabalhei. Preto e pobre, porém honesto. Não me acho melhor nem pior que ninguém. Só sei que quando subo no palco me garanto. Pode descer quem descer. Pega um Rolling Stones, deixa aquele aparato, aquela aparelhagem, a banda tocando, para tu ver o que eu apronto.

Nos anos 1980, você vivia do quê? E quando foi que ocorreu o acidente de moto que levou ao mito de que você havia morrido?
Minha casa, se você for lá um dia perceberá, é como se fosse uma galeria. Tem obra de arte do chão ao teto. Pintura, escultura. No banheiro, na cozinha. Fui catalogando coisas ao longo do tempo, e tenho amor a tudo que faço. Tenho carinho, respeito e determinação. Sempre gostei muito disso. Arte sempre foi pra mim ordem do dia. Nasci, vivo e vou morrer com arte. Esse é meu alimento, meu combustível. Tenho um público “maravilindríco”. Então, voltando ao assunto, fiquei com Vandré, fiquei nas praias, e fiquei também com o lance da música italiana. Negociei também muitos quadros com Belchior, vendi obras para o Ney Matogrosso, vendi um tapete para o Gil, vendi trabalhos para Caetano, Bethânia. E foi assim que sempre sobrevivi de arte, tocando uma violinha e tal. Assim fui me mantendo, até que alguns DJs começaram a descobrir esse disco (o álbum de 1975), a tocar as músicas e eleger o disco como um dos mais cotados da música brasileira de todos os tempos. O que, para mim, foi uma honra, porque isso me deu um público lindo.

Como é que chegou essa informação para você? Alguém disse “teu disco está estourado lá fora”?
A Jô estava grávida de Gabi

A inclusão de A Vida em Seus Métodos Diz Calma na coletânea da Blue Note, Blue Brazil Vol. 2, foi em 1998, ou seja, isso faz 20 anos…
Teve também um DJ muito famoso, que sampleou Pernalonga (Di Melo se refere à dupla N.A,S.A., formada por Zé Gonzales e Sam Spiegel e que sampleou sua composição na faixa The People Tree, de 2009). Aí apareceu o disco no clipe do Black Eyed Peas (o clipe de Don’t Stop The Party, veja o LP de Di Melo, aos 6’04”) e as coisas foram acontecendo. Primeira letra do lance foi também tocar no Estúdio Showlivre. Sinceramente, as coisas foram se encaixando. Teve a história da morte trágica, que não houve, mas foi um desastre de moto.

Um acidente realmente grave, não foi?
Foi. Pulei uma ponte, e fiquei meio que paralisado. Eu tinha saído do Bar Avenida e fui para um sítio. Quando dei por mim, meio que chapadérrimo, vi dois caminhões vindo na minha direção, E isso não foi alucinação, eles iam passar sobre minha moto. Foi aí que eu pulei – e ainda tenho o corpo todo quebrado. Pulei numa ponte, a moto entortou toda, minha coluna mais ainda, e fui parar no tal doutor Liasch (o fisioterapeuta Pedro Liasch Filho), que, na época, era o cara que cuidava da coluna de Pelé, Rivelino e Sarney. Juntei tudo que eu tinha de grana e uma namoradinha meio riquinha que eu tinha na época me ajudou a custear, a bancar toda a coisa.

Que ano foi exatamente isso, Di Melo?
No começo dos anos 1990. Eu morava em cima do Sujinho (tradicional restaurante na rua da Consolação, no centro de São Paulo), o último andar era meu. E, porra, eu tava praticamente de cadeira de rodas. Reencontrei um amigo meu que mexia com coluna, ciático, essas coisas, e ele disse “Di Melo, véio, o que é que é isso?”. Esse cara fez parte do Corpo (o grupo de dança). Na terceira sessão, eu sai andando, sai jogando bola. Mas como eu sai de cena, todo mundo ficava “pô, o Di Melo morreu”. Como o Di Melo morreu e ninguém falou pra ele (risos), daí foi feito o documentário Di Melo, o Imorrível, que ganhou o Kikito em Gramado. Ganhou dez prêmios, foi para o Canal Brasil. Como o filme deu tão certo, veio esse disco, O Imorrível (álbum lançado por Di Melo em 2016), uma coisa  bancada pela dona Jô.

Tive o prazer de receber de suas mãos uma cópia desse disco logo que ele saiu. Quando ouvi na íntegra, me chamou a atenção o fato de que a sua personalidade de autor estava completamente mantida em relação ao primeiro. Algo complexo, se pensarmos que 41 anos separam um disco do outro.
Houve a preocupação de fazer música boa para jovens de todas as idades e para qualquer intempérie, em mais um disco atemporal. Minha preocupação é fazer música boa, música que fique, que seja legado. Muita gente chega pra mim e diz “Di Melo, você me salvou. Já pensei até em suicídio, mas comecei a ouvir sua música e fiquei de bem com a vida”.

Impossível negar que quem vai a um show seu percebe isso logo de cara. O astral que vem da tua personalidade parece contaminar todo o ambiente.
Isso é obra do divino. Recebo coisas que só eu recebo. E estou atraindo cada vez mais pessoas que estão embasadas e estão ligadas ao som de forma real, que também comungam com isso. Pra mim, é uma honra, uma glória, assim como estar aqui com vocês é um presente de Deus.

Para concluir, uma pergunta óbvia: que balanço você faz desses 45 anos?
São 45 anos muito bem vividos, que me deram 400 músicas, dois livros compilados, uma filha maravilhosa, amigos como vocês, dona Jô, uma mulher que batalha e já se suicidou umas dez vezes por minha causa. Posso me considerar um cara feliz, não “desfeliz”, e acho que nunca vou ser infeliz porque sou alegre por natureza. Comungo com a vida e só quero coisas boas para a humanidade. Se dependesse de mim, o mundo seria diferente. Eu investiria mais em cultura, investiria mais em qualidade de vida, mudaria alguns contextos, porque tem coisas que para uns estão certas, para outros não, mas tá valendo: a vida é assim.

MAIS
Veja, na íntegra, a apresentação de Di Melo no Estúdio Showlivre. 

 

‘Verdade ou Consequência’: Carol & Vitoria juntam forças com Bivolt em novo single

‘Verdade ou Consequência’: Carol & Vitoria juntam forças com Bivolt para novo single. (Foto: Divulgação)

Faixa marca nova fase na carreira da dupla e reforça a discussão sobre empoderamento feminino e amor próprio

Postado em 22/02/2019 por

O fim de semana começou bastante animado para a dupla Carol & Vitoria! A dupla, que ficou famosa na internet, juntou forças com a rapper Bivolt e, nesta sexta-feira (22), divulgou seu novo single, ‘Verdade ou Consequência’. A faixa chega para reforçar o empoderamento feminino e o amor próprio.

O videoclipe da parceria já está disponível no canal oficial das meninas no YouTube. Assista:

 

A faixa foi composta por Carol, que desabafa sobre um momento que passou e diz que o single será um divisor de águas na carreira da dupla. “Foi a música mais fácil de compor da minha vida. Eu sempre sou muito intensa quando me apaixono e não vou mais suportar que brinquem com meus sentimentos. Este single é “, conta. A personalidade e o som da paulista Bivolt se unem à melodia e se encaixam perfeitamente com a nova proposta da dupla.

Sobre a escolha, a cantora contou que a história de vida da rapper contribuiu muito para a parceria. “A Bivolt também passou por um relacionamento abusivo e achamos muito legal ter uma voz feminina do rap junto com a gente pra contar essa história”, disse.

Disponível em todas as plataformas digitais, a música é forte e mostra que Carol & Vitoria vieram com força para mostrar quem são. “Pra mim esse single representa nossa nova fase, C&V estão prontas pra mostrar o lado ousado que todo mundo queria ver. Estamos muito ansiosas com o que o público vai achar”, concluiu a cantora.

Atualmente, as irmãs acumulam mais de 4.5 milhões de inscritos no canal da dupla no YouTube e mais de 300 milhões de visualizações. Além de “Jura Juradinho”, que já soma mais de 10 milhões de visualizações, elas já lançaram mais duas canções autorais – “Mais Que Um Verão” e “Numa Dessas Voltas”, que somam mais de 2,1 milhões de visualizações.

‘Geladinho’: Aretuza Lovi lança novo single para o carnaval. Confira!

‘Geladinho’: Aretuza Lovi lança novo single para o carnaval. (Foto: Divulgação)

Classificada pelos fãs como uma faixa ‘empolgante’, o single está disponível em todas as plataformas de streaming

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Depois de alguns singles bem-sucedidos do ‘Mercadinho’, recente álbum de Aretuza Lovi, a drag queen volta aos holofotes com sua aposta para o carnaval.  Com influências do axé, funk e eletrônico, ‘Geladinho’ segue com a principal característica da drag quem suas músicas: muita festa e alto astral.

Ouça:

 

A faixa é uma composição de Aretuza em parceria com Ruxell, Pablo Bispo, Sérgio Santos, nomes conhecidos do mercado musical, que também assinam a produção. Os três colecionam trabalhos com Iza, Pabllo Vittar, Gloria Groove, entre outros.

Geladinho, também chamado em outras regiões do Brasil de dindin, sacolé, chup chup, flau, entre outros nomes, é popular no carnaval, por isso a música chega para antecipar as festividades.

Sobre a música, Aretuza conta: “’Geladinho’ vem com essa proposta Funk 150, com mistura de axé, que sou apaixonada. Quis fazer essa junção, que é uma característica minha, de fundir e fazer uma mistura muito louca, muito swingada, com bastante percussão”.

Mas se engana quem acha que a música foi feita ao acaso. “Geladinho faz parte da minha história, pude trazer o que vivi na minha adolescência. Fazia geladinho para vender nas oficinas. Quis trazer o geladinho, que é muito popular em todos os estados do Brasil e unificar”, conta Aretuza. “E tem essa pegada de calor, swing, suor, refrescância, clima tropical… espero que caia na boca do povo nesse carnaval”, finaliza.

Aretuza Lovi é uma super-parceria do Showlivre.com. Em junho de 2017, a drag queen apresentou seus sucessos no Estúdio Showlivre. Assista:

Ao lado de Whindersson, Luisa Sonza divulga versão forró do hit ‘Boa Menina’

Ao lado de Whindersson, Luisa Sonza divulga versão forró do hit ‘Boa Menina’. (Foto: Reprodução/ YouTube)

Com uma pegada totalmente descontraída, o clipe oficial da versão alternativa foi gravado – inteiramente – na casa do casal

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A cantora e compositora Luísa Sonza acaba de lançar o clipe em versão forró de seu single “Boa Menina”, em seu canal oficial no YouTube. Tendo como locação a própria casa de Luísa, o clipe traz um clima de total descontração, animação e energia lá no alto. Para a gravação, Luísa contou com a participação de seu marido, Whindersson Nunes, sua prima Nadine Gerloff, seu amigo Gabriel Rocha e suas três cachorrinhas, Amora, Regina e Gisele. Assista:

A versão original de “Boa Menina” foi lançada em outubro do ano passado e conta com mais de 47.5 milhões de views no YouTube. O hit também é sucesso nas plataformas digitais. São mais de 13.3 milhões de streamings no Spotify. Confira o clipe oficial: 

 

 

Além do lançamento, Luísa está cheia de projetos para esse ano e se prepara para o lançamento de seu novo álbum, que virá cheio de novidades. A cantora, que vive um momento de ascensão na carreira, com apenas 20 anos de idade, vem emplacando diversos hits com o público. Os quatro clipes que ela lançou em 2018 (“Rebolar”, “Devagarinho”, “Boa Menina” e “Nunca Foi Sorte”) somam juntos mais de 145 milhões de visualizações na internet.

 

Depois do sucesso de vendas, Shawn Mendes anuncia show extra em São Paulo

São Paulo é a cidade que mais consome Shawn Mendes no mundo. (Foto: Divulgação)

Com mais de 530 mil ouvintes mensais, a cidade é o lugar onde o cantor possui mais fãs no mundo todo

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Depois do sucesso de vendas dos ingressos da apresentação de Shawn Mendes em São Paulo, a Move Concerts – produtora oficial do evento – resolveu atender os pedidos dos fãs e anunciou que a cidade vai, sim, ganhar um show extra. A nova apresentação acontecerá no dia 29 de novembro, um dia antes do show principal, também no Allianz Parque.

O anúncio aconteceu nas redes sociais da Move Concerts. Na publicação, a produtora contou que sempre está de olho nos pedidos dos fãs no Twitter e que os ingressos para o show extra devem começar no dia 10 de março.

O sucesso de vendas não é uma surpresa pra ninguém, já que – no Spotify – São Paulo é a cidade que mais consome Shawn Mendes no mundo. Em números, apenas no Spotify, o cantor canadense ostenta mais de 520 mil ouvintes mensais na capital paulista.

O levantamento é constantemente atualizado na própria página do cantor, no Spotify – maior plataforma de streaming do mundo. Por lá, São Paulo aparece na frente de lugares como Cidade do México (México), Quezon (Filipinas), Jacarta (Indonésia) e Londres (Inglaterra).

Shawn Mendes é uma fábrica de hits! O cantor é um dos novos queridinhos da música pop e coleciona sucessos ao longo de sua carreira, que conta com três álbuns de estúdio. ‘Treat You Better’, seu single mais famoso, conta com mais de 1,6 bilhões de reproduções no YouTube. Assista:

 

Além dos dois shows em São Paulo, a turnê de seu terceiro álbum, intitulado ‘Shawn Mendes’, também contará com uma apresentação na Jeunesse Arena (03/12), no Rio de Janeiro. Os ingressos para ambas apresentações estão à venda no site oficial da Livepass.

Depois de hiato, Simone e Simaria anunciam volta aos palcos para o próximo mês

Depois de hiato, Simone e Simaria anunciam volta aos palcos para o próximo mês.

A dupla havia cancelado toda a agenda de shows para que Simaria cuidasse de sua saúde física e mental

Postado em 21/02/2019 por

Depois de alguns meses longe dos palcos, Simone e Simaria estão de volta! A dupla, dona de sucessos como ‘Loka’ e ‘Meu Violão e o Nosso Cachorro’, anunciou que o retorno já está marcado e acontecerá antes do que todos pensavam: dia 3 de março, em Recife (PE).

O retorno acontece da melhor maneira, considerando a temporada de folia e alto astral que chega com o carnaval: as irmãs se apresentam no popular Camarote Cavalheira da Ladeira. No dia seguinte, a festa continua no Camarote Olinda, também na capital Pernambucana.

Para alegria dos fãs, Simone e Simaria preparam um repertório animadíssimo e não pode faltar, claro, o novo hit “Qualidade de vida”, música em parceria com Ludmilla que vem agitando as plataformas digitais e conquistando cada vez o publico. No canal oficial da dupla no Youtube, a canção ultrapassa os 30 milhões de visualizações e, no Spotify, figura entre as dez músicas mais executadas no Brasil. A canção é a primeira faixa do DVD “Aperte o play”, que tem previsão de lançamento para final de março. Assista:

‘Errata Perfeita’: Jota.pê anuncia EP e antecipa primeiro single. Confira!

‘Errata Perfeita’: Jota.pê anuncia EP e antecipa primeiro single. (Foto: Divulgação/ Bruno Silva)

Iniciando uma série de estreias programadas para 2019, cantor apresenta “Errata Perfeita”. Com letra de Camila Brasil, faixa foi produzida por Lucas Mayer

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Conhecido como um dos nomes mais quentes da música brasileira, com vertentes que vão de Jorge Ben a Caetano Veloso, passando pelo manguebeat de Chico Science, Jota.pê anuncia EP para o segundo semestre do ano e antecipa single “Errata Perfeita”.

Com letra de Camila Brasil e produção musical de Lucas Mayer, faixa tem atmosfera dançante e é embalada por sons de percussão, timbres de guitarra e toques de eletrônicos. De um lado, as influências surgem no intenso rock and roll. Do outro, serenidade e leveza na voz e violão. “Eu estou, realmente, muito feliz por essa nova fase. Estar ao lado de tanta gente que admiro, artistas que compreenderam perfeitamente minha identidade musical e minhas influências, abriram possibilidades que nem eu mesmo tinha imaginado. Tudo foi traduzido em uma sonoridade que me representa com verdade”, explica.

Disponível em todas as plataformas digitais, “Errata Perfeita” foi mixada e masterizada por Rodrigo Deltoro. Ouça:

 

Entre os músicos convidados, Marcelo Mariano (baixo), Kabé Pinheiro (bateria/percussão), Anna Tréa (guitarra e voz) e Silvinho Erne (teclado).

 

Banda Melim disponibiliza no Youtube parte do show gravado em São Paulo

Banda Melim disponibiliza no Youtube parte do show gravado em São Paulo. (Foto: Divulgação/ Sergio Blazer)

Ao todo, estão disponibilizados oito vídeos para os fãs da banda assistirem: “Peça Felicidade”, “Ouvi Dizer”, “Hipnotizou”, “Confusão”, “Sabe Lá”, “Mergulho no Mar”, “Era Pra Ser Outra Canção Feliz” e “Dois Corações”

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A banda Melim acaba de lançar em seu canal oficial do YouTube uma parte do show gravado em outubro do ano passado, no Cine Joia, em São Paulo, que contou com a produção e direção de Santiago Ferraz, da US3, e o cenário do premiado Zé Carratu. Assista aqui.

Ao todo, estão disponibilizados oito vídeos para os fãs da banda assistirem: “Peça Felicidade”, “Ouvi Dizer”, “Hipnotizou”, “Confusão”, “Sabe Lá”, “Mergulho no Mar”, “Era Pra Ser Outra Canção Feliz” e “Dois Corações”. A outra metade da gravação tem previsão de lançamento para o dia 14 de março.

Eu tô muito feliz com esse lançamento! Sempre curti escutar álbuns ao vivo, porque misturam a emoção da música com o público. E adorei o resultado do nosso”, conta Rodrigo. “A escolha do Cine Joia e toda parte artística visual e musical passa muita energia e alegria. Espero que o público curta muito, foi feito com muito carinho”, completa.

Aqui em casa tá todo mundo emocionado, não só pela qualidade do material (as músicas ficaram realmente ainda mais bonitas), mas pela resposta do público e por sabermos da importância desse primeiro audiovisual na nossa carreiraA gente tá feliz demais, eu nem sei dizer o quanto”, revela Diogo.

Já Gabi diz que é lindo ver mais um sonho nascer: “Gravamos o disco com todo amor do mundo. Então, colocar as canções no show e escutar o público cantando, os olhos sorrindo, tanto carinho da galera… É demais! Esse ao vivo é um registro muito especial das nossas composições, agora com a soma das vozes e a nossa imagem junto. Estamos muito felizes com o resultado. As músicas ficam mais emocionantes com o afeto do público”.

As gravações estão disponíveis no canal oficial da banda no YouTube. Assista ‘Peça Felicidade’:

 

Para conferir as outras faixas do projeto, clique AQUI.

‘Meu Abrigo’, um dos maiores sucessos do trio, foi lançado no YouTube em dezembro e 2017 e, atualmente, conta com mais de 170 milhões de visualizações. Confira:

 

 

Gato de Taylor Swift é o terceiro animal mais rico do mundo

Com campanhas publicitárias e ações online, o pet já acumulou – para a dona – cerca de US$ 97 milhões

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Depois do cachê milionário recusado por Drake para se apresentar no Rock In Rio, a curiosidade sobre os ganhos e movimentação de capital por artistas musicais cresceu e, nesta semana, outro fato ‘chocante’ tomou lugar na discussão dos internautas: Olivia Benson, a gatinha da cantora Taylor Swift, acabou de entrar para o Top 3 da lista dos animais mais ricos do mundo.

No total, o pet teria acumulado mais de US$ 97 milhões (mais de 365 milhões de reais) com ações nas redes sociais e campanhas para marcas famosas, como a Coca-Cola e Keds Sneakers.

olivia-benson-is-a-star-2 Gato de Taylor Swift é o terceiro animal mais rico do mundo

Além do Pet de Taylor Swift, a lista também é composta por animais de todo o mundo e que, de alguma maneira, renderam milhões de dólares. O primeiro colocado, por exemplo, é um cachorro (sortudo) que ganhou como herança – da condessa alemã Carlotta Leibenstein – cerca de US$ 375 milhões (quase 1,5 bilhões de reais).

O motivo pelo qual o site resolveu atualizar é lista foi a morte do estilista Karl Lagerfeld, que morreu nesta semana e deixou parte de sua fortuna para sua gatinha Choupette – que inclusive tem um dos perfis mais populares do Instagram. O animal ainda não aparece na nova atualização.

Confira o Top 10:

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Além de sua gata, Taylor Swift também é uma das figuras mais rentáveis do mundo. No ano passado, por exemplo, a cantora arrecadou cerca de US$ 80 milhões e ficou em segundo lugar da lista das mulheres mais bem pagas da música, perdendo apenas para também norte-americana Katy Perry.

No YouTube, Taylor é uma das maiores. O videoclipe de ‘Shake It Off’, lançado em agosto de 2014, é o segundo vídeo feminino mais visto do YouTube. Atualmente, a produção conta com mais de 2,7 bilhões de visualizações. Confira:

Pabllo Vittar e Iza lideram pesquisa de desejo do público para o Rock In Rio

Pabllo Vittar e Iza lideram pesquisa de vontade do público para o Rock In Rio.

Gloria Groove, Ivete Sangalo e Claudia Leitte também aparecem entre os cinco nomes mais desejados

Postado em 20/02/2019 por

Depois de testar a vontade do público para nomes internacionais, o Portal Popline está promovendo uma pesquisa para descobrir quais são os nomes nacionais mais desejados pelo público para compor o line-up oficial do Rock In Rio 2019. A drag queen Pabllo Vittar, com mais de 3700 votos, lidera o ranking e é seguida pela ‘pesadona’ Iza, que acumula mais de 2 mil votos.

Além das donas de ‘Problema Seu’ e ‘Ginga’, nomes como Gloria Groove, Ivete Sangalo e Claudia Leitte também aparecem no Top 5. Embora com um número reduzido de votos, o público também demonstra a vontade de ver nomes populares como Jão, Anavitória, Lexa, Ludmilla, Karol Conká, Alok e até a dupla Sandy & Junior em um dos palcos do festival.

A presença de Pabllo Vittar, o nome mais votado da lista, chegou até a entrar para os assuntos mais comentados do Brasil no Twitter. A drag – que conversou com EXCLUSIVIDADE com a equipe do Showlivre – lançou, no começo deste mês, o videoclipe de ‘Seu Crime’ e já acumula mais de 6 milhões de visualizações. Assista:

 

O Rock In Rio 2019 está marcado para acontecer entre os dias 27 de setembro e 6 de outubro. Até o momento, o line-up oficial do evento conta com nomes como Seal, Iron Maiden, Sepultura, Anitta, P!nk, Muse, The Black Eyed Peas e Red Hot Chili Peppers.

Ariana Grande se iguala aos Beatles em feito histórico na Billboard Hot 100

Ariana Grande se iguala aos Beatles em feito histórico na Billboard Hot 100. (Foto: Reprodução)

A cantora é a primeira artista, depois dos Beatles (em 1964) a ocupar – simultaneamente – as três primeiras posições do ranking mais importante do mundo

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Ariana Grande é um dos nomes mais populares da música mundial. Com mais de 55 milhões de ouvintes mensais no Spotify e uma série de recordes quebrados, a cantora acaba de conquistar algo para lá de importante: igualar-se, na Billboard Hot 100, aos Beatles. Na nova atualização, Ariana Grande ocupa – simultaneamente – as três primeiras posições do ranking.

O quadro da cantora na Billboard Hot 100 está assim: ‘7 Rings’ manteve-se na primeira posição da lista e ‘barrou’ a faixa ‘Break Up With Your Boyfriend, I’m Bored’, que estreou direto na segunda posição. ‘Thank U, Next’, faixa que deu nome ao álbum e já liderou a lista, saltou da 7ª posição direto para o 3° lugar. Nas redes sociais, a cantora contou que não acreditou que isso fosse verdade e comemorou a conquista. “Achei que tivessem editado isso”, escreveu.

Pra você ter uma ideia da dificuldade da conquista, demorou 55 anos para acontecer de novo. Esse fenômeno, se podemos classificar assim, havia acontecido somente uma vez na história da música mundial, quando – em 1964 – os Beatles conseguiram colocar ‘Can’t Buy Me Love’, ‘Twist and Shout’ e ‘Do You Want To Know a Secret?’ nas três primeiras posições da lista das mais populares.

Nesta semana, na internet, os fãs de Ariana Grande promoveram uma campanha à favor do boicote a ‘7 Rings’ para que ‘Break Up With Your Boyfriend, I’m Bored’ conseguisse a primeira posição e a cantora chegasse mais perto de quebrar o recorde de Katy Perry – até hoje a única mulher a ter cinco faixas do mesmo álbum na primeira posição da lista.

Lançada no mês passado, ‘7 Rings’ acumula quase 190 milhões de plays no YouTube. Confira: