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Di Melo celebra 45 anos de carreira no Centro Cultural SP

Foto: André Barone

Apresentação terá participações especiais da rapper Tássia Reis e de Gabi Di Abade, filha do cantor e compositor pernambucano

Postado em 28 de setembro de 2018 por

No próximo domingo (30), a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo será convertida em uma espécie de salão de baile, com o irresistível apelo dançante do samba soul do cantor e compositor Di Melo.

Celebrando 45 anos de carreira, o artista pernambucano sobe ao palco às 18h. O repertório passará por hits de seu cultuado primeiro álbum de 1975, como Kilariô, A Vida em Seus Métodos Diz Calma, Pernalonga e Se o Mundo Acabasse em Meu Mel, mas também estará apinhado de faixas de O Imorrível, segundo álbum de Di Melo, lançado em 2016, além novidades de seu mais recente trabalho, gravado ao lado da big band francesa Cotonete e previsto para sair editado no começo de 2019.

Em 1973, radicado em São Paulo, o jovem artista recifense iniciou sua carreira artística com o codinome Boby D’Melo. Com o lançamento de seu primeiro álbum pela Odeon, Di Melo começava a experimentar algum êxito comercial quando embarcou em um comportamento de autossabotagem.

Como bem sabem os fãs de primeira hora, o artista passou mais de duas décadas em pleno ostracismo e anonimato. Desprendido e “muito louco”, o compositor mergulhou de cabeça em um longo ciclo de desbunde que somente foi interrompido quando, na virada do milênio, ele soube que seu LP de 1975 escalava o topo da lista de discos desejados por um sem-número de DJs e colecionadores espalhados em seu País e ao redor do mundo.

Em 2011, novidade que reiterou a amplitude do culto em torno de sua obra, Di Melo foi surpreendido com a aparição de uma cópia do disco no clipe de Don’t Stop The Party do popular grupo californiano de hip-hop e R&B The Black Eyed Peas (veja a cena, aos 6’06”).

Para esse novo público, no entanto, tamanha era a desinformação sobre o paradeiro de Di Melo que corria à boca pequena o factoide de que ele já havia partido dessa para melhor. Mito que só foi derrubado com o lançamento do documentário Di Melo – O Imorrível, curta-metragem rodado em 2009 pelos diretores Alan Oliveira e Rubens Pássaro. Naquele ano, além da empatia do público, o filme consquistou o Kikito de Melhor Montagem no Festival de Gramado.

Desde então, ano após ano Di Melo procura reinventar sua faceta artística. Além dos fãs, ganhou uma nova companheira, Jô Abade, sua empresária, com quem teve a menina Gabi, hoje com 12 anos. Com a injeção de vida regrada imposta por Jô e Gabi, o artista abriu seu baú de composições, criou novos temas e lançou, em 2016, o elogiado álbum Imorrível.

No mais recente capítulo de sua volta à melhor forma, Di Melo passou o último mês de julho em Paris, apresentando uma série de shows ao lado dos músicos da Cotonete, com quem acaba de lançar um maxi-single (um vinil de 12 polegadas por 45 rpm) com duas versões da faixa A.E.I.O.U..

Narrativa incomum em nosso meio musical, as memórias da ascensão, queda e volta imponente de Di Melo são narradas a seguir, em primeira pessoa.

Como é que você chegou ao caminho de querer tocar um instrumento e, depois, se aventurar pela composição?
Acho que na barriga da minha mãe eu já fazia música. É uma coisa que já nasceu comigo. Mesmo. Eu sempre gostei de entalhes, de pintura, de música, de compor. Bem moleque eu já perseguia essa ramificação.

E quem te introduziu ao instrumento? Sei que seu pai, Artur, e sua mãe, Gabriela, eram também loucos por música, não é isso?
Meu pai, Artur Napoleão, tocava violão e dona Gabriela cantava, fazendo as coisas em casa. Estava sempre cantando. Isso foi me motivando. Recife é celeiro das várias artes. Na pintura, no teatro, na música, tem um pessoal que se sobressai e, melhor, que sobrevive sem ter que vir para São Paulo ou para o Rio de Janeiro.

Você passou a infância e a adolescência no Recife?
Passei. Até os 17 anos, estive sempre no Recife. Perseguia todos artistas, para mostrar meu trabalho. Foi aí que encarnei no Wanderlei, organista do Roberto Carlos, e vim para São Paulo no final de 1968 – mas estava nudo crudo. Fiquei aqui algum tempo, ele até me levou para a Odeon, e eles gostaram de mim, só que São Paulo era muito frio. Eu estava acostumado com o Recife, habituado, moleque praieiro, inteiramente praieiro, fazendo entalhes, concorrendo no Pátio de São Pedro (tradicional comércio público de artesanato da capital pernambucana) com Manoelzinho Dartene, Maurício Pacheco e Mano Teodósio.

E Wanderlei foi quem te trouxe para São Paulo?
Sim. Wanderlei, que era organista de Roberto Carlos. Fiquei na casa dele algum tempo e decidi voltar pro Recife. Voltei, fiquei por ali, continuei armando no Pátio de São Pedro. Sobrevivia com a história do Pátio São Pedro, tocando nos bares, vendia meus quadrinhos, vendia, à noite, meus entalhes, até que, no Recife Antigo, conheci Jorge Ben. Ele deu mole, e toquei a viola na cabeça dele. Ele disse “você leva jeito”, e me deu um cartão do Roberto Colossi, que era empresário de todo mundo, de Chico Buarque de Holanda a Paulo Sérgio. Colossi fazia tudo…

E Jorge estava tocando ou foi um encontro casual?
Não. Ele tinha tocado e estava passeando. Cheguei em São Paulo e o Roberto gostou muito da minha figura – simplória, mas fazendo um som já balançado na época –, e me deu apoio. Comecei a trabalhar nas caravanas. Fui parar na caravana da Ducal (série de shows promovidos com o patrocínio da extinta marca de confecções). As gravadoras faziam muitas caravanas e as rádios também.

Mas esse era um projeto voltado para a Odeon ou era para a Philips – pergunto, porque Jorge era da Philips?
Não, não. Era Roberto Colossi me apoiando, porque Jorge Ben havia pedido. Um tempo depois ele passou muito mal, ficou doente e veio a falecer. Perdi meu padrinho e fui para a noite, comecei a trabalhar na noite, o que me deu as manhas, as maçanhas, as maranhas, as mamunhas e as tramoias.

E era aquela noite de São Paulo que tinha o Jogral, o Baiúca e toda aquela movimentação no entorno da praça Roosevelt
Sim, tinha o Jogral, Lei Seca, Chop Chocolate Show, Aleluia, Janela Para o Mundo, Balacobaco, Teleco-Teco, Igrejinha.

E aí seus shows eram você e o violão?
Eu e o violão. No Jogral, peguei uma época em que quem subisse no palco teria que superar quem desceu. E só tinha cobrão na noite. Era incrível. Eu tinha meu público cativo. Alaíde Costa chegou um dia e disse ao Moacir Menghinhi Machado, que então era o diretor da Odeon, “Moacir, tem um baiano aí”…

Baiano?
Baiano, porque em São Paulo todo mundo que falava arrastado naquela época era “baiano”. “Tem um baiano aí, muito doido, que tem total domínio do público, e o público vem para vê-lo em todos os lugares. Eu queria que você fosse vê-lo”. Então o Moacir veio, conferiu, gostou e me convidou para assinar o contrato desse disco da EMI-Odeon. O Corisco, Waldemar Marchetti, Deus o tenha, também me ajudou.

O Corisco percussionista, do Corisco e Os Sambaloucos?
Exatamente. O Corisco era arregimentador de algumas gravadoras, como RGE, RCA, Continental…

Imagino que Corisco tenha te ajudado por meio da Arlequim, a editora dele, não é? Porque ele já tinha a Arlequim nessa época…
Sim. Através da Arlequim ele foi o arregimentador desse disco, convidando Hermeto Paschoal, Heraldo do Monte, Claudio Bertrami, que depois fez o Grupo Medusa, Bolão (o saxofonista, ex-líder do grupo Os Rockettes), Capitão (trompetista), Ubirajara (o bandeonista e maestro Ubirajara Silva), pai do Taiguara.

Geraldo Vespar fez os arranjos…
Sim, Geraldo Vespar. Tem também o José Briamonte, maestro, pai do Miguelzinho, que tá aí na área

Um time maravilhoso…
Maravilhoso! Incrível! Luiz Melo, nos teclados, e o corinho da Eloá. Foi muito bacana…

Mas, voltando um pouquinho, teve uma fase em que você era chamado de Boby D’Melo e que chegou a lançar algumas composições com esse nome, não é?
Sim. Boby D’Melo. Depois virou Di Melo. O Jair (Rodrigues) e pessoas muito amigas minhas me chamavam de Bob, a Alaíde Costa também. Um dia, Alaíde chegou para mim no Jogral e disse “Bob, vou te contar, um dia saio dos meus saltos e quebro a cara do Papete”. Eu disse: “calma, não precisa não, deixe que cuido disso”. Dei, dei no Papete – Deus o tenha em um bom lugar. Ele era metido a lutador de capoeira, o cacete, e barará… Eu disse “tome no fucinho” (a briga se deu porque Papete, que era espécie de gerente do Jogral, volta e meia intervinha nas chegadas inesperadas de Alaide, alta madrugada, e tentava impedir que ela entrasse no bar com seus convidados).

Papete levou “no focinho” mesmo?
Levou. Mas ele era um cara legal. era meu amigo e não ficou de mágoa. Foi lance de momento. Tem pessoas ficam guardando mágoa, bronca, e isso é papo de otário. Acho que você tem que tocar a vida, porque você só tem uma. A única certeza que você tem é que você veio e que um dia irá. Se não for de jovem, de velho não passará.

Mas essa geração de que você está falando, pelo contrário, era muito unida, tanto na noite quanto no ambiente dos estúdios. O próprio Briamonte escrevia arranjos para a Philips, da mesma forma que escrevia para a Odeon e levava seus músicos de um lado para o outro…
Exatamente. Mas eu tinha o sangue meio que apimentado. E não costumava levar desaforo (risos). Também tinha a história da droga. Eu era muito maluco. Se eu tivesse pego essa história da Odeon com a cabeça que tenho hoje, seria talvez um dos caras mais bem-sucedidos da música popular brasileira, porque esse disco tocava em tudo que é lugar. Tudo foi feito em oito dias. Eu nunca havia entrado em um estúdio, e esse disco foi todo feito de uma forma incrível. Nas fotos, do Carlinhos Dutweller, apagamos tudo no estúdio, ele jogou uma luz infra-vermelha e deu essas fotos.

Foram exatamente oito dias para resolver tudo, inclusive os arranjos do Vespar? Vespar, aliás, também era um instrumentista genial, na guitarra, no violão…
Exatamente. Na música João, é ele quem toca. Eu vinha, passava os arranjos como eu tinha criado – como, aliás, eu faço até hoje – e ele desenvolvia o restante.

A Odeon, a Philips e a RCA Victor, na época, tinham enorme esmero na produção de seus LPs e compactos. Você comentou há pouco que foi você que rompeu com a Odeon, que estava maluco…
A transação toda, ocorre o seguinte, foi assim: eu tinha esse disco tocando em tudo que é rádio. Tudo que puseram na rua vendeu. Eu tinha também uma música com Wando naquele disco com “moça, me espere amanhã” (Di Melo cita o álbum de 1975, o terceiro de Wando), a última música é minha, uma valsinha linda, chamada Volta. Quando dinheiro era dinheiro, Wando faturou 28 milhões (de cruzeiros, moeda da época). Dinheiro pra caramba! Daí fui receber – e eu tinha música com Jair Rodrigues também, Paspalho, música minha e de Olmir Stocker, o Alemão – meus direitos e vieram com 11 cruzeiros. Pô, não é que eu quisesse fazer música somente por dinheiro. Não era essa a minha ideia, mas que coisa maravilhosa é conseguir sobreviver do seu trabalho. Nada mais honesto.

Nessa época, havia muitas críticas contra o ECAD e os artistas começaram a se reunir para defender seus direitos.
Sempre houve, há e haverá. Porque o direito autoral no Brasil é uma coisa muito complexa. É como você tentar decifrar o mistério da Santíssima Trindade – o pai não fez, o filho não fez e o neto muito menos. É mais ou menos assim. E eu tenho mais de 400 músicas, 12 das quais com Geraldo Vandré, que faz parte da história da música popular do Brasil e do mundo, tenho também música com Baden Powell, inédita.

Você e Baden se conheceram no Japão?
Não, foi depois.

Aliás, a gente não falou da sua passagem pelo Japão, que precede o disco de 1975…
A transação é a seguinte, conheci o Baden quando ele veio para cá, para se apresentar em São Paulo, e eu colei para ver. Toquei meu violão, ele gostou e me convidou para abrir o show dele. Baden me denominou “Pureza”, tamanha era a pureza de minha alma. Ele gostava muito de mim. Eu fiz agora (no disco O Imorrível, de 2016) a música Basta Bem Pensar, uma homenagem ao Baden Powell, porque ele me deu grande abertura, assim como Geraldo (veja abaixo Di Melo interpretar a composição no Estúdio Showlivre).

Essa parceria entre você e Baden é instrumental ou uma canção?
Não, eu canto.

Mas nessa fase o Baden estava com um quarteto instrumental, não é?
Sim, sim. Mas cheguei com um pedaço da música e ele deu a sequência. E essa Basta Bem Pensar foi uma homenagem que eu fiz a ele, pelas coisas que ele me dizia. Ele é “escolástica”, como o próprio Vandré. Eu dei muita sorte na vida por estar ali, junto com pessoas que são realmente faculdade de vida.

E essas 12 canções que você fez com Vandré foram gravadas?
Algumas coisas sim. Tem uma música no Imorrível, minha e dele (a composição Cantamaltina), e tem uma que está no disco com o Cotonete (banda francesa que acompanha Di Melo em seu novo, e ainda inédito, álbum). Ele (Vandré) está liberando aos poucos, porque também meio pegou bode de tudo que acontecia por aqui.

Ele também escolheu sair de cena por um longo período.
Sim. Também conheci o Vandré no Jogral. Aconteceram muitas coisas boas para mim no Jogral. O Vandré, eu estava lá, ele surgiu e eu cheguei “vida na morte, ser forte / coração, se presta, não pede clemência / coragem presta, faz guerra na Terra para poder mudar” (Di Melo recita a letra de uma composição dos irmãos pernambucanos Rodolfo e Ricardo Moraes, canção que ele defendeu em um festival no Recife). Ele se afeiçoou, e eu disse, quer que eu dê continuidade ao trabalho? Ledo engano. Saímos de bandola, feito caranguejo: Brasil, Paraguai, atravessamos fronteiras…

Nessa época ele continuava perseguido pela ditadura? Isso também foi uma válvula de escape para não ficar na barra pesada que rolava aqui?
Não. Fomos parar no Paraguai com o maestro Michael Kelly. Vandré fez algumas músicas com Enzo Merino, com o filho do Thiago Mello, o Manduka, que também faleceu. De vivo tem o Ivo, tenho eu e o Sabiá, Osmar de Lima “Sábia”, que tem música com Vandré. Wandeka também e Alaíde Costa. Então, eu me sinto um cara privilegiado por ter músicas com esse pessoal, com Waldir da Fonseca. Tenho uma música gravada com Waldonis, que é o cara que herdou a sanfona do Gonzagão, a família dele era “padrinho” do Gonzagão.

Falando no Gonzagão, e eu sei que ele é uma influência enorme pra você, chama a atenção, nesse seu disco de 1975, a sonoridade que você emplaca. Claro que, por um lado, há o entendimento de que os músicos envolvidos no registro, Vespar e Briamonte também, tinham toda uma informação de vanguarda na cabeça, mas esse disco antecede, por exemplo, coisas que vieram com o Movimento Black Rio. Como é que você conseguiu chegar a essa sonoridade. Que influências você teve, além do Gonzagão, pra chegar nesse resultado?
Ouvia muito Jackson do Pandeiro, que teve uma grande história, ouvia Paul Anka, ouvia de tudo. Beatles, Elvis Presley, Jimi Hendrix. Eu me achava muito parecido com ele (com Jimi Hendrix), quando estava cabeludão. Ele era muito bom. Tivemos todas as aberturas, quebramos todos os tabus. Nossa geração é incrível. Muita gente parou de viver para curtir. Por isso mesmo chegou a época de loucura tamanha que pedi rescisão da EMI Odeon.

Que é justamente essa fase que você falou, das viagens om Vandré…
Então, eu pedi rescisão da Odeon porque não tinha condições de fazer o trabalho que eu fazia, de ver músicas gravadas por pessoas que estavam no mercado, mandando no mercado, vendendo pra caramba e eu não ver dinheiro. Quer dizer, eu comecei a ser sacaneado na editora desde os anos 1970. Tenho 400 músicas, tenho dois livros compilados, A Minicrônica da Mulher Instrumento e Bicho Voador. Quer dizer, eu era pra estar nababo, e a coisa não virou. Eu perdi a vontade de fazer um som. Não que eu parasse de compor, de fazer showzinhos intimistas, essas coisas. Parei de aparecer, de batalhar em rádio. Continuei criando, recriando e recriando.

Veja o Showlivre.DOC “Di Melo em Primeira Pessoa” (confira também as partes 2: bit.ly/2wvvAMe e 3:bit.ly/2ogl8Vs)

E a proposta da Odeon era do tipo “vamos fazer esse disco e depois a gente vê o que faz, depois a gente estende o contrato”?
Não. E eu nem quis saber o que seria. Peguei bode e sai. Aí esse disco ficou largado durante uma longa periodicidade. Eu meio que abominei esse disco.

Você nem chegou a fazer shows para apresentar o repertório dele?
Não. Esse disco tinha também uma música, que era do Waldir da Fonseca, um chorinho que quem tocou esse choro foi o Milton Banana. O Milton deu uma canja nesse chorinho, que é lindo, mas não saiu nesse disco. Não sei que “ingresia” arrumaram que não saiu

O Milton também lançou vários LPs pela Odeon…
Sim, ele era da Odeon. Esses caras que gravavam pela EMI Odeon e que fizeram esse disco eram ratos de estúdio, como ratos de porão.

O próprio Geraldo Vespar produzia inúmeros discos na época. O Briamonte também…
Sim. O Boneca também. Muito gente boa. E esse pessoal todo se mandou. Já foi pra parte de cima. Falei com o José Briamonte faz um tempinho, falei também com o filho dele, Miguel Briamonte. Capitão, Bolão e Claudio Bertrami, todo mundo foi embora. O Alemão eu sempre encontro. É uma sumidade.

Um dos maiores guitarristas do Brasil. Aliás, ele e o Heraldo, que também está no disco.
O Heraldo também. Lá fora colocam tapete vermelho pro Alemão passar. O Alemão é meu camarada. Eu vou lá (na casa do guitarrista) comer bolinho. Ele mora na Casa Verde (bairro da zona norte de SP). Vou lá comer bolinho, tomar cafezinho, bater viola, fazer arranjos. Ele já fez arranjos para a Gabi cantar. A Gabi está dando sequência a exatamente isso. Eu havia perdido a vontade de fazer meu trabalho, de fazer as coisas, quando surgiu a Gabi. A mulher (Jô Abade) disse “to prenha”, e eu comecei a pensar realmente em voltar a fazer as coisas.

Ouça, na íntegra, o álbum Imorrível 

Mas o que você fez nesse longo período em que ficou parado, desde que tomou a decisão de não continuar na EMI?
Vai vendo… Fui trabalhar com Geraldo Vandré. E sai andando com ele, achando que ia dar sequência, meio que como um secretário dele, nas andanças, nas loucuras. E foi também um aprendizado, porque fomos fazendo música. Larguei tudo, nessa história, e voltei com essa sessão. E também trabalhei com música italiana, na Cantina Camorra.

Como intérprete de música italiana?
É. Cantava música italiana, só que eu a colocava num pique de samba. E o pessoal adorava, era uma piração, era uma loucura. Eu subia nas mesas, pegava os taralli (salgadinho italiano em formato anelar) e colocava no dedo das meninas, noivando e tal. Quando a coisa incendiava muito, eu pegava um extintor e abria em cima da mesa. Era uma loucura muito grande. A comida não era grande coisa, mas a zona, a zueira era fantástica. A Camorra era uma loucura. Virava bicho, ali na Consolação com a Oscar Freire. Era uma fila arretada, uma zuada só.

Você falou da zoeira, e há pouco comentou essa situação de tua saída da Odeon ter sido intempestiva porque você andava muito louco. Até que ponto a falta de disciplina, essa vida desregrada, foi decisiva para você desistir de tudo? A coisa era mesmo nesse grau de loucura?
Era. Eu era muito doido. Era mais louco do que todos que conheci. Cheguei ao ponto de fumar meu próprio cabelo pra ver se dava barato. Eu era louco. E sai dessa sem ajuda de médicos, sem ajuda de nada, velho. Foi na raça. Dizer também que o cara se droga pra matar, para roubar, é tudo papo furado. Nunca tive essa patifaria, nunca trafiquei, nunca matei, nunca roubei e nem me prostitui – pronto, melhor ainda. Sempre trabalhei. Preto e pobre, porém honesto. Não me acho melhor nem pior que ninguém. Só sei que quando subo no palco me garanto. Pode descer quem descer. Pega um Rolling Stones, deixa aquele aparato, aquela aparelhagem, a banda tocando, para tu ver o que eu apronto.

Nos anos 1980, você vivia do quê? E quando foi que ocorreu o acidente de moto que levou ao mito de que você havia morrido?
Minha casa, se você for lá um dia perceberá, é como se fosse uma galeria. Tem obra de arte do chão ao teto. Pintura, escultura. No banheiro, na cozinha. Fui catalogando coisas ao longo do tempo, e tenho amor a tudo que faço. Tenho carinho, respeito e determinação. Sempre gostei muito disso. Arte sempre foi pra mim ordem do dia. Nasci, vivo e vou morrer com arte. Esse é meu alimento, meu combustível. Tenho um público “maravilindríco”. Então, voltando ao assunto, fiquei com Vandré, fiquei nas praias, e fiquei também com o lance da música italiana. Negociei também muitos quadros com Belchior, vendi obras para o Ney Matogrosso, vendi um tapete para o Gil, vendi trabalhos para Caetano, Bethânia. E foi assim que sempre sobrevivi de arte, tocando uma violinha e tal. Assim fui me mantendo, até que alguns DJs começaram a descobrir esse disco (o álbum de 1975), a tocar as músicas e eleger o disco como um dos mais cotados da música brasileira de todos os tempos. O que, para mim, foi uma honra, porque isso me deu um público lindo.

Como é que chegou essa informação para você? Alguém disse “teu disco está estourado lá fora”?
A Jô estava grávida de Gabi

A inclusão de A Vida em Seus Métodos Diz Calma na coletânea da Blue Note, Blue Brazil Vol. 2, foi em 1998, ou seja, isso faz 20 anos…
Teve também um DJ muito famoso, que sampleou Pernalonga (Di Melo se refere à dupla N.A,S.A., formada por Zé Gonzales e Sam Spiegel e que sampleou sua composição na faixa The People Tree, de 2009). Aí apareceu o disco no clipe do Black Eyed Peas (o clipe de Don’t Stop The Party, veja o LP de Di Melo, aos 6’04”) e as coisas foram acontecendo. Primeira letra do lance foi também tocar no Estúdio Showlivre. Sinceramente, as coisas foram se encaixando. Teve a história da morte trágica, que não houve, mas foi um desastre de moto.

Um acidente realmente grave, não foi?
Foi. Pulei uma ponte, e fiquei meio que paralisado. Eu tinha saído do Bar Avenida e fui para um sítio. Quando dei por mim, meio que chapadérrimo, vi dois caminhões vindo na minha direção, E isso não foi alucinação, eles iam passar sobre minha moto. Foi aí que eu pulei – e ainda tenho o corpo todo quebrado. Pulei numa ponte, a moto entortou toda, minha coluna mais ainda, e fui parar no tal doutor Liasch (o fisioterapeuta Pedro Liasch Filho), que, na época, era o cara que cuidava da coluna de Pelé, Rivelino e Sarney. Juntei tudo que eu tinha de grana e uma namoradinha meio riquinha que eu tinha na época me ajudou a custear, a bancar toda a coisa.

Que ano foi exatamente isso, Di Melo?
No começo dos anos 1990. Eu morava em cima do Sujinho (tradicional restaurante na rua da Consolação, no centro de São Paulo), o último andar era meu. E, porra, eu tava praticamente de cadeira de rodas. Reencontrei um amigo meu que mexia com coluna, ciático, essas coisas, e ele disse “Di Melo, véio, o que é que é isso?”. Esse cara fez parte do Corpo (o grupo de dança). Na terceira sessão, eu sai andando, sai jogando bola. Mas como eu sai de cena, todo mundo ficava “pô, o Di Melo morreu”. Como o Di Melo morreu e ninguém falou pra ele (risos), daí foi feito o documentário Di Melo, o Imorrível, que ganhou o Kikito em Gramado. Ganhou dez prêmios, foi para o Canal Brasil. Como o filme deu tão certo, veio esse disco, O Imorrível (álbum lançado por Di Melo em 2016), uma coisa  bancada pela dona Jô.

Tive o prazer de receber de suas mãos uma cópia desse disco logo que ele saiu. Quando ouvi na íntegra, me chamou a atenção o fato de que a sua personalidade de autor estava completamente mantida em relação ao primeiro. Algo complexo, se pensarmos que 41 anos separam um disco do outro.
Houve a preocupação de fazer música boa para jovens de todas as idades e para qualquer intempérie, em mais um disco atemporal. Minha preocupação é fazer música boa, música que fique, que seja legado. Muita gente chega pra mim e diz “Di Melo, você me salvou. Já pensei até em suicídio, mas comecei a ouvir sua música e fiquei de bem com a vida”.

Impossível negar que quem vai a um show seu percebe isso logo de cara. O astral que vem da tua personalidade parece contaminar todo o ambiente.
Isso é obra do divino. Recebo coisas que só eu recebo. E estou atraindo cada vez mais pessoas que estão embasadas e estão ligadas ao som de forma real, que também comungam com isso. Pra mim, é uma honra, uma glória, assim como estar aqui com vocês é um presente de Deus.

Para concluir, uma pergunta óbvia: que balanço você faz desses 45 anos?
São 45 anos muito bem vividos, que me deram 400 músicas, dois livros compilados, uma filha maravilhosa, amigos como vocês, dona Jô, uma mulher que batalha e já se suicidou umas dez vezes por minha causa. Posso me considerar um cara feliz, não “desfeliz”, e acho que nunca vou ser infeliz porque sou alegre por natureza. Comungo com a vida e só quero coisas boas para a humanidade. Se dependesse de mim, o mundo seria diferente. Eu investiria mais em cultura, investiria mais em qualidade de vida, mudaria alguns contextos, porque tem coisas que para uns estão certas, para outros não, mas tá valendo: a vida é assim.

MAIS
Veja, na íntegra, a apresentação de Di Melo no Estúdio Showlivre. 

 

Spotify divulga quais são os maiores artistas da história da plataforma

Drake é o artista com o maior número de reproduções da história da plataforma. (Foto: Divulgação)

Levantamento foi promovido para marcar o aniversário de dez anos da plataforma, a mais popular do mundo

Postado em 17/10/2018 por

Uma das grandes revoluções da indústria musical, o Spotify –  maior plataforma de streaming musical do mundo – comemora, em 2018, dez anos de seu lançamento. Para celebrar a década de sucesso, a organização do Spotify resolveu fazer um levantamento e divulgar a lista dos artistas e músicas mais importantes, marcos e conquistas e gêneros mais influentes na história da plataforma.

“Desde outubro de 2008, fãs de todo o mundo têm desfrutado de uma década de descoberta musical, encontrando novos artistas e faixas para se apaixonar e redescobrir antigos favoritos”, disse a organização a respeito do impacto histórico que o Spotify tem na vida das pessoas e como mudou a indústria. “Somos agora o maior serviço de streaming de música do mundo, mas continuamos focados no lazer para conectar os fãs aos artistas e ajudá-los a construir suas carreiras como fazíamos no primeiro dia”, completou.

Com uma pegada nostálgica, a primeira lista divulgada passeia pelo maior hit de todos os anos, desde 2008. Com isso, a plataforma relembra sucessos como I Gotta Feeling (The Black Eyed Peas), Love The Way You Lie (Rihanna Eminem), Somebody That I Used To Know (Gotye e Kimbra) e Shape Of You (Ed Sheeran). Confira a lista completa:

2008: The Killers – Human
2009: The Black Eyed Peas – I Gotta Feeling
2010: Eminem, Rihanna – Love The Way You Lie
2011: Don Omar – Danza Kuduro
2012: Gotye, Kimbra – Somebody That I Used 
2013: Macklemore & Ryan Lewis – “Can’t Hold Us” (feat. Ray Dalton)
2014: Pharrell Williams – “Happy” – from Despicable Me 2
2015: Major Lazer – “Lean On” (feat. MØ & DJ Snake)
2016: Drake – “One Dance”
2017: Ed Sheeran – “Shape of You”

Na lista de artistas mais populares de todos os tempos, o levantamento mostra pouca representatividade feminina (Rihanna e Ariana Grande são as únicas mulheres entre os dez maiores) e o poder mundial de um dos maiores fenômenos da música mundial: o canadense Drake. O músico, que também aparece no segundo lugar das músicas mais ouvidas de todos os tempos, conta com quase 50 milhões de ouvintes mensais e supera nomes como Justin Bieber e Ed Sheeran. Confira:

  • Artistas com mais streams de todos os tempos:

01: Drake
02: Ed Sheeran
03: Eminem
04: The Weeknd
05: Rihanna
06: Kanye West
07: Coldplay
08: Justin Bieber
09: Calvin Harris
10: Ariana Grande

  • Músicas com mais streams de todos os tempos:

01: Ed Sheeran – “Shape Of You'”
02: Drake – “One Dance”
03: The Chainsmokers – “Closer”
04: Post Malone – “rockstar” (feat. 21 Savage)
05: Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
06: Major Lazer – “Lean On” (feat. MØ & DJ Snake)
07: Luis Fonsi, Daddy Yankee – “Despacito – Remix'”
08: Justin Bieber – “Love Yourself”
09: Justin Bieber – “Sorry”
10: The Chainsmokers – “Don’t Let Me Down”

Além disso, o Spotify também listou os primeiros dez artistas a bater a marca de 1 bilhão de reproduções na plataforma. Confira:

01: Rihanna (2013)
02: David Guetta (2013)
03: Eminem (2013)
04: Kanye West (2014)
05: Avicii (2014)
06: Coldplay (2014)
07: JAY Z (2014)
08: Katy Perry (2014)
09: Drake (2014)
10: Pitbull (2014)

Álbuns com mais streams no mundo:

01: Ed Sheeran – ÷
02: Justin Bieber – Purpose
03: Drake – Views
04: Ed Sheeran – x
05: Post Malone – beerbongs & bentleys
06: The Weeknd – Starboy
07: Scorpion – Drake
08: The Weeknd – Beauty Behind The Madness
09: Post Malone – Stoney
10: Kendrick Lamar – DAMN

O levantamento também focou na participação feminina e, para isso, organizou uma lista apenas das maiores mulheres da plataforma.

01: Rihanna
02: Ariana Grande
03: Sia
04: Beyoncé
05: Nicki Minaj
06: Adele
07: Taylor Swift
08: Selena Gomez
09: Katy Perry
10: Shakira

 

Shape Of You, a música mais popular da lista, tem um videoclipe lançado em janeiro de 2017. Em pouco mais de 1 ano e meio, a produção conta com mais de 3,8 bilhões de visualizações. 

Katinguelê é o destaque da playlist ‘Showlivre é SHOW’

Katinguelê foi atração do Estúdio Showlivre, em setembro deste ano. (Foto: Pietá Rivas / Showlivre)

Playlist é resultado da indicação de cantores, bandas e membros da equipe do showlivre.com e reúne, exclusivamente, faixas gravadas ao vivo

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A playlist “Showlivre é SHOW!” ganha uma nova capa toda semana e, em sua mais recente atualização, tem como principal colaborador o grupo Katinguelê, um dos principais representantes do pagode nacional e que passou pelo Estúdio Showlivre, em setembro deste ano. Desenvolvida com o objetivo de promover o consumo de música ao vivo, a playlist é resultado das indicações dos próprios integrantes do grupo e faixas de artistas que também passaram por aqui, como Mauricio Pereira, Cachorro Grande e Thaíde. Além disso, a equipe do showlivre.com aproveitou para incluir suas faixas preferidas. 

A equipe do showlivre.com foi bastante eclética em suas escolhas. Os curadores Clemente Nascimento (diretor artístico), João Vicente (marketing), Marcelo Pinheiro (editor-chefe), Gabriel Alves (social media) e Leonan Oliveira (redator) deram destaque a nomes como Flicts, Rincon Sapiência, CPM22, Sugar Kane Gloria Groove.

Ouça (e siga) a Playlist “Showlivre é SHOW”, com destaques de Katinguelê no Spotify:

A relação com a música transcende barreiras físicas. Por isso, e para dar contexto, a equipe do showlivre.com resolveu justificar suas escolhas. Veja:

Clemente Nascimento: 
“Apresentações ao vivo tem que ser excitantes e bem executadas, essas duas que escolhi, são daquelas que ficam guardadas para sempre na memória.”

João Vicente: 
“Embora a música do Flicts seja simples, ela não é simplória. A banda está inscrita na sonoridade clássica do punk rock e só absorve o melhor do gênero. Consegue escapar da repetitividade e cria peças cheias de personalidade. Ao mesmo tempo, une diversão a um teor anárquico e combativo, como os grandes medalhões do punk.”

Marcelo Pinheiro:
“Faixa de abertura de ‘Galanga Livre’, ‘Crime Bárbaro’ antecipa o poder de fogo do primeiro álbum de Rincon Sapiência. O riff de guitarra, sampleado da música ‘Jimi Renda-se, de Tom Zé, abre caminho para o flow desconcertante de um dos mais talentosos MCs do País. No Estúdio Showlivre, aquecendo o repertório do álbum para o Coala Festival de 2017, ‘Crime Bárbaro’ soa ainda mais contundente.”

Gabriel Alves: 
“Presenciar um artista tocando é uma das melhores experiências da vida. Não importa o estilo musical. A energia que é gerada pela performance, é surreal. Escolhi “Preta”, da Nina Oliveira, por ser uma ótima composição da cantora paulista. A performance dela é incrível, a voz é maravilhosa. É daquelas que arrepiam. Por falar em arrepiar, não havia como deixar de fora o momento mais sinistro que já vivi em shows. O público do CPM 22, durante apresentação na edição 2015 do Rock In Rio, cantando “Um Minuto Para o Fim do Mundo” em uníssono por 40 segundos, ficará eternizado na memoria de quem presenciou.”

Leonan Oliveira:
“Eu acho que a música ao vivo tem o poder de nos passar coisas que a versão de estúdio às vezes não consegue. Quando o artista está no palco, conseguimos enxergar a maneira como ele se relaciona com a própria música e o quanto sua arte é realmente sentida. A Luedji Luna no Estúdio Showlivre, para mim, foi um dos momentos que eu mais consegui sentir essa relação”.

Gretchen será madrinha de festival no dia mundial de luta contra a AIDS

Gretchen durante o lyric video de ‘Swish Swish’, de Katy Perry. (Foto: Divulgação)

Evento contará com apresentações de nomes como Ludmilla, Claudia Leitte, Capital Inicial, Kevinho e Maiara e Maraisa

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O primeiro dia de dezembro, desde o final dos anos 80, é marcado como o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Para celebrar os avanços das pesquisas e conscientizar a população a respeito do vírus, o Prudence Fest promoverá 15 horas de música, no Sambódromo do Anhembi, com shows de nomes importantes como Claudia Leitte, Ludmilla, Capital Inicial, Maiara e Maraisa, Kevinho e os DJs Felguk, JetLag, Pernambuco, Cláudio Junior e Leandro Buenno.

Além do encontro musical, a organização do festival assumiu um compromisso social com a arrecadação geral do evento: a cada ingresso vendido, a Prudence doará três camisinhas para ONGs que auxiliam na conscientização sexual de famílias de baixa renda em todo o Brasil.

Gretchen, a rainha dos memes e personagem principal de um dos vídeos oficiais de Katy Perry, foi coroada a madrinha oficial do evento por conta de seu envolvimento com as causas sociais. Em entrevista, a cantora revelou ter ficado lisonjeada com o convite. É uma honra participar de uma ação como esta, principalmente após a constatação feita diante da pesquisa que comprovou o aumento, em relação aos anos anteriores, do número de jovens que não usam preservativos, nem fazem exame de HIV. O uso da camisinha é sempre necessário e precisamos fazer esta informação ecoar por todo nosso país, afirmou.

O lyric video de Swish Swish, vídeo da americana Katy Perry no qual Gretchen faz parte, foi lançado no canal oficial da cantora no YouTube, em julho de 2017. Em um ano, o vídeo foi reproduzido cerca de 85 milhões de vezes. Assista:

Os ingressos para o Prudence Fest custam entre R$ 58 e R$ 160 e podem ser comprados no site oficial do evento

Gustavo Mioto é a nova atração do projeto Villa Country Showlivre

O cantor e compositor Gustavo Mioto durante show em Jaguaruna (SC). Foto: Divulgação

Apresentação intimista, com bate-papo entre o artista e seus fãs, tem transmissão ao vivo nessa quinta-feira (18), às 15h

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Convidado da segunda edição do projeto Villa Country Showlivre, o cantor e compositor paulista Gustavo Mioto, atualmente um dos artistas mais populares do sertanejo, se apresenta na casa de shows paulistana nessa quinta-feira (18), a partir das 15h, com transmissão ao vivo do Showlivre também veiculada no portal R7.com.

Em formato intimista e acústico, o projeto Villa Country Showlivre, que debutou no último dia 4 de outubro com um show exclusivo de Bruninho e Davi, é apresentado por Rodrigo Paes, diretor artístico da casa noturna, e pelo guitarrista Carlinhos Anhaia, criador da Villa Country Band, que já liderou mais de 3 mil shows no tradicional espaço dedicado à música sertaneja e country.

Além de mediar um bate-papo descontraído com os artistas convidados, Paes e Anhaia também encaminham ao artista perguntas dos fãs, enviadas por meio das redes sociais do Villa Country, do Showlivre e da Freegells, apoiadora cultural do projeto.

A transmissão do Showlivre terá início às 15h. Aos fãs que não tiverem disponibilidade de conferir a apresentação ao vivo, o conteúdo ficará imediatamente disponível após o encerramento do show, que pode ser conferido no site do Showlivre.

Talento precoce
Com 21 anos de idade, Gustavo Mioto começou a tocar violão aos 6 anos de idade, na cidade de Votuporanga, no interior paulista, onde nasceu. Influenciado pelo pai, Marcos Mioto, empresário e produtor musical, o garoto avançou nos estudos e, aos 10 anos, escreveu sua primeira composição, É Você Quem Vai Chorar. Aos 13, assumiu o papel de crooner da banda Oxigênio emplacando uma série de shows e ganhando experiência de palco. Em 2012, aos 15 anos, lançou Fora de Moda, seu primeiro álbum, marcado pelo sucesso Ela Não Gosta de Mim, que logo ultrapassou a marca de 30 milhões de acessos.

No final de 2017, o artista lançou seu mais recente DVD, com a presença de convidados especiais: os cantores Anitta e Gusttavo Lima e as duplas Jorge & Mateus e Maiara & Maraisa.

Consagrado sobretudo pelo público que consome música online, Gustavo Mioto acumula números impressionantes – e ascendentes: quase 1 bilhão de views no YouTube, onde é seguido por mais e 2,8 milhões de fãs; mais de 3,2 milhões de ouvintes no Spotify, a plataforma de streaming mais popular do Brasil.

MAIS

Veja, na íntegra, a primeira edição do projeto Villa Country Showlivre com a dupla Bruninho e Davi

 

10 planos malignos de Pabllo Vittar para acabar com o mundo

Imagem promocional do videoclipe de “Problema Seu”, lançado em agosto deste ano. (Foto: Reprodução)

Com a frase ‘Pabllo Vittar foi longe demais’, brincadeira espalha notícias falsas (e absurdas) nas redes sociais

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Nos últimos meses, a discussão sobre a importância e o impacto das chamadas “fake news” tem tomado cada vez mais espaço no holofote de discussão dos estudiosos da mídia mundial.

Morte de celebridades vivas, nacionalidade do ex-presidente dos Estados Unidos e segredos de celebridades foram algumas das notícias mais comentadas das redes sociais nos últimos meses, mas uma delas ganhou destaque estrondoso entre os brasileiros: A Pabllo Vittar é o novo rosto da nota de R$50 no Brasil!

A informação chegou a algumas pessoas que acabaram acreditando na informação e tornou a nota de Pabllo Vittar uma das coisas mais loucas que a internet brasileira desenvolveu. O acontecimento tomou conta das correntes do Whatsapp e grupos da família, deixando várias pessoas indignadas com o desrespeito que o Brasil havia atingido com essa nova “decisão do governo”.

groselha-600x536 10 planos malignos de Pabllo Vittar para acabar com o mundo

A repercussão da brincadeira foi tão grande que nasceu o meme que dominou as redes sociais: correntes com os planos da drag queen. Por isso, nós – com muito bom humor – elaboramos uma lista com 15 planos malignos de Pabllo Vittar para acabar com o Brasil. Confira:

  • Hexa? Não dessa vez! 

  • Um novo planeta inteirinho pra drag queen…

  • Celular da Pabllo Vittar vai se tornar algo muito comum em breve! 

  • Café da manhã? Só com Pabllo Vittar! 

  • E a frase da bandeira? Já soube da mudança? 

  • A drag queen está planejando uma ditadura no Maranhão… 

  • Salvem as crianças! 

  • Nem as faculdades ficaram de fora…

  • E ponto turístico…

  • Não vai conseguir escapar nem no cinema! 

  • As eleições presidenciais estão na mãe de Pabllo…

  • A greve dos caminhoneiros atrapalhou um pouco os planos diabólicos da drag queen! 

A cada minuto, dezenas de novos planos de Pabllo Vittar são compartilhados na internet. O mais importante, e que já está em prática, é o plano de dominar o YouTube Brasil! A drag queen, que acabou de divulgar seu segundo álbum de estúdio, intitulado Não Para Não, lançou o videoclipe de “Problema Seu” em agosto deste ano e, em dois meses, se aproxima da marca de 50 milhões de reproduções. Agora esse Pabllo foi longe de mais! Confira:

    

‘Nós, Voz, Eles’: Sandy lança episódio inédito com a banda Melim

Sandy durante evento de lançamento do projeto ‘Nós, Voz, Eles’. (Foto: Pietá Rivas / Showlivre)

Intitulada ‘Eu Pra Você’, a faixa é o sexto lançamento do projeto inédito idealizado pela cantora

Postado em 16/10/2018 por

Dando seguimento à divulgação do projeto em série Nós, Voz, Eles – lançado em agosto deste ano –, a cantora Sandy divulgou na última segunda-feira, 15, o episódio que mostra o processo de criação da inédita Eu Pra Você. A música, que é uma parceria com a banda Melim, ex-participante do reality Superstar, deve chegar às plataformas de streaming na próxima quarta-feira, 17.

No projeto, que mostra todo o bastidor de criação e gravação da música, composta por Sandy e Lucas Lima, a cantora conversa com os integrantes a respeito de questões que envolvem a participação no programa da Rede Globo, no qual a própria Sandy foi uma das juradas. “Eu só dei ‘sim’ pra vocês, né gente? Pelo amor de Deus”, brincou antes de começar a gravar. Embora tenham perdido o programa, a banda ganhou forte destaque depois da edição. Assista ao episódio:

 

O projeto Nós, Voz, Eles foi idealizado por Sandy e, até o momento, já contou com a participação de nomes importante e populares como Maria Gadú, Anavitória, Thiaguinho e Lucas Lima, seu marido. O showlivre.com foi até o evento de lançamento do projeto, em agosto, e registrou, com exclusividade, a entrevista na íntegra. Confira:

Meu Abrigo, a faixa mais popular do grupo, embora tenha sido lançada no ano passado, ainda é comum nas listas das mais ouvidas do país. O videoclipe conta com mais de 55 milhões de visualizações. Assista:

Saiba como foi a primeira apresentação solo de Camila Cabello em São Paulo

Evento reuniu cerca de 15 mil pessoas e contou com shows de Camila Cabello, Rouge, Zeeba, Vitor Kley e mais. (Foto: Stephan Solon / MOVE Concerts)

Em meio aos hits e declarações de amor ao público, cantora levou Anitta ao palco como uma surpresa para os brasileiros

Postado em 15/10/2018 por

A edição deste ano do Z Festival, que acontece entre os dias 11 e 16 de outubro, está dando o que falar no Brasil. Na noite do último domingo (14), o evento aconteceu em São Paulo e marcou a primeira apresentação solo de Camila Cabello na cidade. O show, no qual a cantora foi acompanhada por um coral animado de fãs do começo ao fim, contou com a apresentação de hits, muita conexão com os fãs e a participação especial de Anitta durante uma das músicas da cantora cubana.

Sendo a última das atrações do dia, a dona de hits como Havana começou seu show pontualmente às 20h45 (como estava previsto) com o single Never Be The Same, faixa que deu nome à turnê mundial da cantora, que roda o mundo desde abril deste ano.

Com muita animação (e gritos histéricos), a cantora apresentou todas as onze faixas de seu primeiro e mais recente disco, intitulado Camila. Em Something’s Gotta Give, uma de suas músicas mais emotivas e pessoais, Camila Cabello aproveitou para chamar a atenção para questões acerca de movimentos sociais e políticos como o ‘Black Lives Matter’, o desarmamento, a proteção das crianças e a xenofobia contra imigrantes nos Estados Unidos. “Eu vejo vários de vocês, todos os dias, escolhendo o amor sobre o ódio, escolhendo ser quem vocês são, amar quem amam, a falar sua verdade… e é sobre isso que essa música se tornou pra mim”, disse antes de começar a apresentação com projeções dos movimentos citados.

Do meio para o final do show, Camila Cabello resolveu reforçar o quanto ama os fãs brasileiros e como isso tem impactado sua vida. “Eu vejo vocês todos os dias na internet, todo o amor que vocês me mandam e eu me sinto a garota mais sortuda do mundo. Vocês são os melhores fãs do mundo”, disse. Como um jeito de agradecer os fãs brasileiros pelo apoio de sempre, a cantora anunciou que tinha preparado uma surpresa e convidou ninguém menos que Anitta para subir no palco e, juntas, cantar os sucessos Paradinha , da brasileira, e Real Friends. 

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Camila Cabello convidou a cantora Anitta para subir no palco e performar ‘Paradinha’ e ‘Real Friends’. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

Havana, a música mais esperada da noite, fechou o show em grande estilo e recheada de agradecimentos por parte de Camila Cabello – que se define ‘secretamente meia brasileira’ – e a promessa de voltar logo. O momento foi gravado por um fã. Assista:

O single, lançado em outubro de 2017, conta com mais de 1,3 bilhões de reproduções em seu áudio oficial no YouTube e cerca de 700 milhões de visualizações no videoclipe oficial. Confira:

Z FESTIVAL 2018: Rouge, Vitor Kley e Zeeba

Além da atração principal, Camila Cabello, a edição paulistana do Z Festival ainda contou com apresentações de nomes importantes da música brasileira como Vitor Kley, Zeeba e a girl band Rouge.

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Vitor Kley foi responsável por uma onda de energia positiva no Z Festival. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

Sendo o primeiro dos três a se apresentar, o gaúcho Vitor Kley levou bastante animação e energia positiva para o público que, às 17h, já estava em peso no Allianz Parque. O músico, que concedeu entrevista exclusiva ao showlivre.com, apresentou alguns covers e o sucesso (tão esperado) O Sol. 

A faixa foi lançada janeiro de 2018 e, atualmente, conta com mais de 100 milhões de visualizações

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Zeeba durante a edição de 2018 do Z Festival, promovido no Allianz Parque. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

O brasileiro Zeeba, que assumiu o palco logo após o anoitecer, contagiou o estádio com a boa energia de seu hit Hear Me Now e a apresentação de seu mais recente single, Young Again, assunto da entrevista exclusiva concedido pelo cantor à equipe do Showlivre. O maior sucesso do cantor, parceria com Alok, se aproxima da incrível marca de 270 milhões de reproduções no YouTube. Assista:

A banda Rouge, responsável por aquecer o público para a apresentação principal, que aconteceria logo em seguida, chegou com tudo ao palco do Z Festival levando muita dança, energia, empoderamento e nostalgia para o público. Com hits como Ragatanga, Brilha La Luna, Um Anjo Veio Me Falar e Dona da Minha Vida, as integrantes Aline, Fantine, Karin, Li Martins e Lu Andrade fizeram um show de tirar o fôlego e, mesmo que indiretamente, provocaram gritos de ‘Ele Não’ do publico.

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Rouge durante apresentação de ‘Dona da Minha Vida’, no Z Festival. (Foto: Stephan Solon/ MOVE Concerts)

Dona da Minha Vida, a faixa responsável pela abertura e encerramento do show, faz parte dos lançamentos recentes da banda e conta com mais de 8 milhões de visualizações no YouTube.

Z Festival anima São Paulo neste domingo (14)

Camila Cabello é a atração principal do Z Festival. (Foto: Divulgação)

Promovido no Allianz Parque, evento terá shows de nomes como Camila Cabello, Zeeba, Vitor Kley e o grupo Rouge

Postado em 13/10/2018 por

O feriado prolongado termina de um jeito bem animado para os paulistanos! Neste domingo (14), o Allianz Parque – um dos lugares que recebe o maior número de shows internacionais na cidade – será palco para mais uma edição do Z Festival. Neste ano, além de Camila Cabello (atração principal), o evento também contará com as apresentações de nomes populares da música brasileira como Vitor Kley, do hit O Sol, Zeeba, dono de Hear Me Now e o querido grupo Rouge, formado por Aline, Fantine, Karin, Li Martins e Lu Andrade.

Depois de milhares de pedidos na internet, a cubana Camila Cabello finalmente está de volta ao País. Esta é a primeira vez da cantora em terras brasileiras para promover seus trabalhos solos, já que esteve no Brasil diversas vezes quando ainda integrava a girl band Fifth Harmony. No Twitter, a cantora compartilhou a animação com os fãs. “Oi, gostosas. Finalmente essa metade brasileira está em casa”, disse a cantora, em português, em um vídeo gravado no aeroporto. Confira:


Havnna, o primeiro single do primeiro álbum solo de Camila (e que leva o nome da cantora), é um sucesso! No YouTube, o áudio oficial conta com mais de 1,3 bilhões de visualizações e o videoclipe, lançado em outubro de 2017, acumula quase 700 milhões de plays. Assista:

Tanto Vitor Kley quanto Zeeba conversaram com o Showlivre.com para falar sobre as expectativas para as apresentações no festival. Leia mais aqui (Vitor Kley) e aqui (Zeeba).

No dia das crianças, veja 8 projetos infantis no Estúdio Showlivre

Fera Neném foi destaque do Estúdio Showlivre em outubro de 2017. (Foto: Showlivre)

Lista com oito participações marcantes de crianças e projetos infantis apresentados no Estúdio Showlivre

Postado em 12/10/2018 por

Comemorado anualmente no dia 12 de outubro, o Dia das Crianças – além de um dos feriados mais queridos pelo povo brasileiro – é uma data cheia de brincadeiras, referências lúdicas e muita diversão para os pequenos. Pensando nisso, e para promover o consumo de música pelas crianças, listamos oito atrações marcantes que passaram pelo Estúdio Showlivre e que pertencem ao lúdico mundo infantil. Confira:

Fera Neném (2017)

Fera Neném é uma banda que se define como “baby rock, quase punk, meio reggae, mais precisamente panqueca” voltada para o público infantil de qualquer idade. Com músicas que instigam o ouvinte a trabalhar sua imaginação e criatividade, o quarteto formado por Gustavo Cabelo (baixo e voz), Lia Biserra (voz), Pedro Gogom (bateria e voz) e Peri Pane (guitarra e voz) lançou o seu primeiro álbum em 2017.

 

Patati Patata (2013)

Além da magia levada às crianças, a dupla de palhaços foi recordista em vendas de DVDs e, atualmente, é um sucesso no canal oficial do Showlivre no YouTube. Ao todo, os palhaços acumulam mais de 3 milhões de seguidores e 4 bilhões de visualizações em seus videoclipes.

Palavra Cantada (2012)

A Palavra Cantada existe desde 1994, quando os músicos Sandra Peres e Paulo Tatit propuseram criar novas canções para as crianças brasileiras. Em todos os trabalhos que realizaram desde então, tornaram-se linhas marcantes a preocupação com a qualidade das letras, arranjos e gravações e o respeito à inteligência e à sensibilidade da criança. A Palavra Cantada vem sendo aclamada pelo público e pela crítica do país como um trabalho diferenciado dentro da nossa cultura musical.

Samba de Cosme (2016)

O Samba de Cosme nasceu em 2014, após o sucesso das participações dos garotos Leonardo (12 anos) e Guilherme (13 anos) nos shows do cantor Marcelo. Com alegria e uma batucada diferenciada, o Samba de Cosme, nome inspirado na música “Falange de Erê”, de Arlindo Cruz, vem se destacando na região de Campinas, no interior de São Paulo. Em 2016, após uma apresentação cheia de carisma e energia, o Samba de Cosme venceu a etapa samba do #ShowlivreDay+.

Vitor e Vitória (2010)

A música sempre esteve na vida das crianças, é coisa de berço: filhos de Edson, da dupla Edson e Hudson, Vitor & Vitória desenvolveram sua própria identidade artística. Durante apresentação no Estúdio Showlivre, os músicos, que ainda não uma dupla, eram crianças.

MC Soffia (2015)

MC Soffia começou a sua carreira aos 6 anos de idade, logo após participar do projeto “O Futuro do Hip Hop”. No Estúdio Showlivre, quando ainda tinha 11 anos de idade, a rapper mirim apresentou faixas inéditas e que contestam paradigmas sociais. Para ela, nascida e criada na periferia de São Paulo, o rap significa “música de força e resistência”.

Di Melo e Gabi Abade (2018)

Durante sua mais recente participação no Estúdio Showlivre, Di Melo, o imorrível, trouxe sua filha, Gabi Abade, para apresentar, juntos, a faixa “Brasis Elis”.

‘Kaça’: Karol Conka reafirma independência e força feminina em novo single

‘Kaça’ é o primeiro single de Ambulante, o próximo álbum de Karol Conka. (Foto: Reprodução/YouTube)

Faixa é o primeiro lançamento de ‘Ambulante’, segundo disco da cantora e que deve ser divulgado em breve

Postado em 11/10/2018 por

Abrindo os trabalhos de divulgação de seu novo álbum, intitulado Ambulante, a rapper Karol Conka – um dos nomes femininos mais importantes do gênero – divulgou, na madrugada desta quinta-feira (11), a poderosa faixa Kaça, com produção assinada por Boss In Drama. Com composição forte e vocal marcante, a artista afirma que seu reino não tem rei e que, acima de tudo, é dona do próprio nariz. Confira:

O anúncio da faixa, assim como quase todos os outros trabalhos de Karol Conka, foi anunciado com bastante propriedade e criatividade. Um manifesto, no qual a cantora reafirma sua independência e não pertencimento aos padrões, foi publicado no canal oficial da cantora no YouTube. “Eu sei o que eu passei, no meu reino não tem rei. Eu tenho a missão de criar a minha própria lei”, disse. “Quando cantamos sobre feminismo, racismo, força e poder, muita gente tenta nos diminuir”, completa. Assista:

Karol Conka é uma das super-parceiras do showlivre.com. Em agosto de 2013, a artista foi uma das atrações do Estúdio Showlivre e a apresentação na íntegra, que conta com sucessos como Gandaia Você Não Vai, está disponível em nosso canal no YouTube. Veja: