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PAUTA
Informação e música em harmonia

Di Melo celebra 45 anos de carreira no Centro Cultural SP

Foto: André Barone

Apresentação terá participações especiais da rapper Tássia Reis e de Gabi Di Abade, filha do cantor e compositor pernambucano

Postado em 28 de setembro de 2018 por

No próximo domingo (30), a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo será convertida em uma espécie de salão de baile, com o irresistível apelo dançante do samba soul do cantor e compositor Di Melo.

Celebrando 45 anos de carreira, o artista pernambucano sobe ao palco às 18h. O repertório passará por hits de seu cultuado primeiro álbum de 1975, como Kilariô, A Vida em Seus Métodos Diz Calma, Pernalonga e Se o Mundo Acabasse em Meu Mel, mas também estará apinhado de faixas de O Imorrível, segundo álbum de Di Melo, lançado em 2016, além novidades de seu mais recente trabalho, gravado ao lado da big band francesa Cotonete e previsto para sair editado no começo de 2019.

Em 1973, radicado em São Paulo, o jovem artista recifense iniciou sua carreira artística com o codinome Boby D’Melo. Com o lançamento de seu primeiro álbum pela Odeon, Di Melo começava a experimentar algum êxito comercial quando embarcou em um comportamento de autossabotagem.

Como bem sabem os fãs de primeira hora, o artista passou mais de duas décadas em pleno ostracismo e anonimato. Desprendido e “muito louco”, o compositor mergulhou de cabeça em um longo ciclo de desbunde que somente foi interrompido quando, na virada do milênio, ele soube que seu LP de 1975 escalava o topo da lista de discos desejados por um sem-número de DJs e colecionadores espalhados em seu País e ao redor do mundo.

Em 2011, novidade que reiterou a amplitude do culto em torno de sua obra, Di Melo foi surpreendido com a aparição de uma cópia do disco no clipe de Don’t Stop The Party do popular grupo californiano de hip-hop e R&B The Black Eyed Peas (veja a cena, aos 6’06”).

Para esse novo público, no entanto, tamanha era a desinformação sobre o paradeiro de Di Melo que corria à boca pequena o factoide de que ele já havia partido dessa para melhor. Mito que só foi derrubado com o lançamento do documentário Di Melo – O Imorrível, curta-metragem rodado em 2009 pelos diretores Alan Oliveira e Rubens Pássaro. Naquele ano, além da empatia do público, o filme consquistou o Kikito de Melhor Montagem no Festival de Gramado.

Desde então, ano após ano Di Melo procura reinventar sua faceta artística. Além dos fãs, ganhou uma nova companheira, Jô Abade, sua empresária, com quem teve a menina Gabi, hoje com 12 anos. Com a injeção de vida regrada imposta por Jô e Gabi, o artista abriu seu baú de composições, criou novos temas e lançou, em 2016, o elogiado álbum Imorrível.

No mais recente capítulo de sua volta à melhor forma, Di Melo passou o último mês de julho em Paris, apresentando uma série de shows ao lado dos músicos da Cotonete, com quem acaba de lançar um maxi-single (um vinil de 12 polegadas por 45 rpm) com duas versões da faixa A.E.I.O.U..

Narrativa incomum em nosso meio musical, as memórias da ascensão, queda e volta imponente de Di Melo são narradas a seguir, em primeira pessoa.

Como é que você chegou ao caminho de querer tocar um instrumento e, depois, se aventurar pela composição?
Acho que na barriga da minha mãe eu já fazia música. É uma coisa que já nasceu comigo. Mesmo. Eu sempre gostei de entalhes, de pintura, de música, de compor. Bem moleque eu já perseguia essa ramificação.

E quem te introduziu ao instrumento? Sei que seu pai, Artur, e sua mãe, Gabriela, eram também loucos por música, não é isso?
Meu pai, Artur Napoleão, tocava violão e dona Gabriela cantava, fazendo as coisas em casa. Estava sempre cantando. Isso foi me motivando. Recife é celeiro das várias artes. Na pintura, no teatro, na música, tem um pessoal que se sobressai e, melhor, que sobrevive sem ter que vir para São Paulo ou para o Rio de Janeiro.

Você passou a infância e a adolescência no Recife?
Passei. Até os 17 anos, estive sempre no Recife. Perseguia todos artistas, para mostrar meu trabalho. Foi aí que encarnei no Wanderlei, organista do Roberto Carlos, e vim para São Paulo no final de 1968 – mas estava nudo crudo. Fiquei aqui algum tempo, ele até me levou para a Odeon, e eles gostaram de mim, só que São Paulo era muito frio. Eu estava acostumado com o Recife, habituado, moleque praieiro, inteiramente praieiro, fazendo entalhes, concorrendo no Pátio de São Pedro (tradicional comércio público de artesanato da capital pernambucana) com Manoelzinho Dartene, Maurício Pacheco e Mano Teodósio.

E Wanderlei foi quem te trouxe para São Paulo?
Sim. Wanderlei, que era organista de Roberto Carlos. Fiquei na casa dele algum tempo e decidi voltar pro Recife. Voltei, fiquei por ali, continuei armando no Pátio de São Pedro. Sobrevivia com a história do Pátio São Pedro, tocando nos bares, vendia meus quadrinhos, vendia, à noite, meus entalhes, até que, no Recife Antigo, conheci Jorge Ben. Ele deu mole, e toquei a viola na cabeça dele. Ele disse “você leva jeito”, e me deu um cartão do Roberto Colossi, que era empresário de todo mundo, de Chico Buarque de Holanda a Paulo Sérgio. Colossi fazia tudo…

E Jorge estava tocando ou foi um encontro casual?
Não. Ele tinha tocado e estava passeando. Cheguei em São Paulo e o Roberto gostou muito da minha figura – simplória, mas fazendo um som já balançado na época –, e me deu apoio. Comecei a trabalhar nas caravanas. Fui parar na caravana da Ducal (série de shows promovidos com o patrocínio da extinta marca de confecções). As gravadoras faziam muitas caravanas e as rádios também.

Mas esse era um projeto voltado para a Odeon ou era para a Philips – pergunto, porque Jorge era da Philips?
Não, não. Era Roberto Colossi me apoiando, porque Jorge Ben havia pedido. Um tempo depois ele passou muito mal, ficou doente e veio a falecer. Perdi meu padrinho e fui para a noite, comecei a trabalhar na noite, o que me deu as manhas, as maçanhas, as maranhas, as mamunhas e as tramoias.

E era aquela noite de São Paulo que tinha o Jogral, o Baiúca e toda aquela movimentação no entorno da praça Roosevelt
Sim, tinha o Jogral, Lei Seca, Chop Chocolate Show, Aleluia, Janela Para o Mundo, Balacobaco, Teleco-Teco, Igrejinha.

E aí seus shows eram você e o violão?
Eu e o violão. No Jogral, peguei uma época em que quem subisse no palco teria que superar quem desceu. E só tinha cobrão na noite. Era incrível. Eu tinha meu público cativo. Alaíde Costa chegou um dia e disse ao Moacir Menghinhi Machado, que então era o diretor da Odeon, “Moacir, tem um baiano aí”…

Baiano?
Baiano, porque em São Paulo todo mundo que falava arrastado naquela época era “baiano”. “Tem um baiano aí, muito doido, que tem total domínio do público, e o público vem para vê-lo em todos os lugares. Eu queria que você fosse vê-lo”. Então o Moacir veio, conferiu, gostou e me convidou para assinar o contrato desse disco da EMI-Odeon. O Corisco, Waldemar Marchetti, Deus o tenha, também me ajudou.

O Corisco percussionista, do Corisco e Os Sambaloucos?
Exatamente. O Corisco era arregimentador de algumas gravadoras, como RGE, RCA, Continental…

Imagino que Corisco tenha te ajudado por meio da Arlequim, a editora dele, não é? Porque ele já tinha a Arlequim nessa época…
Sim. Através da Arlequim ele foi o arregimentador desse disco, convidando Hermeto Paschoal, Heraldo do Monte, Claudio Bertrami, que depois fez o Grupo Medusa, Bolão (o saxofonista, ex-líder do grupo Os Rockettes), Capitão (trompetista), Ubirajara (o bandeonista e maestro Ubirajara Silva), pai do Taiguara.

Geraldo Vespar fez os arranjos…
Sim, Geraldo Vespar. Tem também o José Briamonte, maestro, pai do Miguelzinho, que tá aí na área

Um time maravilhoso…
Maravilhoso! Incrível! Luiz Melo, nos teclados, e o corinho da Eloá. Foi muito bacana…

Mas, voltando um pouquinho, teve uma fase em que você era chamado de Boby D’Melo e que chegou a lançar algumas composições com esse nome, não é?
Sim. Boby D’Melo. Depois virou Di Melo. O Jair (Rodrigues) e pessoas muito amigas minhas me chamavam de Bob, a Alaíde Costa também. Um dia, Alaíde chegou para mim no Jogral e disse “Bob, vou te contar, um dia saio dos meus saltos e quebro a cara do Papete”. Eu disse: “calma, não precisa não, deixe que cuido disso”. Dei, dei no Papete – Deus o tenha em um bom lugar. Ele era metido a lutador de capoeira, o cacete, e barará… Eu disse “tome no fucinho” (a briga se deu porque Papete, que era espécie de gerente do Jogral, volta e meia intervinha nas chegadas inesperadas de Alaide, alta madrugada, e tentava impedir que ela entrasse no bar com seus convidados).

Papete levou “no focinho” mesmo?
Levou. Mas ele era um cara legal. era meu amigo e não ficou de mágoa. Foi lance de momento. Tem pessoas ficam guardando mágoa, bronca, e isso é papo de otário. Acho que você tem que tocar a vida, porque você só tem uma. A única certeza que você tem é que você veio e que um dia irá. Se não for de jovem, de velho não passará.

Mas essa geração de que você está falando, pelo contrário, era muito unida, tanto na noite quanto no ambiente dos estúdios. O próprio Briamonte escrevia arranjos para a Philips, da mesma forma que escrevia para a Odeon e levava seus músicos de um lado para o outro…
Exatamente. Mas eu tinha o sangue meio que apimentado. E não costumava levar desaforo (risos). Também tinha a história da droga. Eu era muito maluco. Se eu tivesse pego essa história da Odeon com a cabeça que tenho hoje, seria talvez um dos caras mais bem-sucedidos da música popular brasileira, porque esse disco tocava em tudo que é lugar. Tudo foi feito em oito dias. Eu nunca havia entrado em um estúdio, e esse disco foi todo feito de uma forma incrível. Nas fotos, do Carlinhos Dutweller, apagamos tudo no estúdio, ele jogou uma luz infra-vermelha e deu essas fotos.

Foram exatamente oito dias para resolver tudo, inclusive os arranjos do Vespar? Vespar, aliás, também era um instrumentista genial, na guitarra, no violão…
Exatamente. Na música João, é ele quem toca. Eu vinha, passava os arranjos como eu tinha criado – como, aliás, eu faço até hoje – e ele desenvolvia o restante.

A Odeon, a Philips e a RCA Victor, na época, tinham enorme esmero na produção de seus LPs e compactos. Você comentou há pouco que foi você que rompeu com a Odeon, que estava maluco…
A transação toda, ocorre o seguinte, foi assim: eu tinha esse disco tocando em tudo que é rádio. Tudo que puseram na rua vendeu. Eu tinha também uma música com Wando naquele disco com “moça, me espere amanhã” (Di Melo cita o álbum de 1975, o terceiro de Wando), a última música é minha, uma valsinha linda, chamada Volta. Quando dinheiro era dinheiro, Wando faturou 28 milhões (de cruzeiros, moeda da época). Dinheiro pra caramba! Daí fui receber – e eu tinha música com Jair Rodrigues também, Paspalho, música minha e de Olmir Stocker, o Alemão – meus direitos e vieram com 11 cruzeiros. Pô, não é que eu quisesse fazer música somente por dinheiro. Não era essa a minha ideia, mas que coisa maravilhosa é conseguir sobreviver do seu trabalho. Nada mais honesto.

Nessa época, havia muitas críticas contra o ECAD e os artistas começaram a se reunir para defender seus direitos.
Sempre houve, há e haverá. Porque o direito autoral no Brasil é uma coisa muito complexa. É como você tentar decifrar o mistério da Santíssima Trindade – o pai não fez, o filho não fez e o neto muito menos. É mais ou menos assim. E eu tenho mais de 400 músicas, 12 das quais com Geraldo Vandré, que faz parte da história da música popular do Brasil e do mundo, tenho também música com Baden Powell, inédita.

Você e Baden se conheceram no Japão?
Não, foi depois.

Aliás, a gente não falou da sua passagem pelo Japão, que precede o disco de 1975…
A transação é a seguinte, conheci o Baden quando ele veio para cá, para se apresentar em São Paulo, e eu colei para ver. Toquei meu violão, ele gostou e me convidou para abrir o show dele. Baden me denominou “Pureza”, tamanha era a pureza de minha alma. Ele gostava muito de mim. Eu fiz agora (no disco O Imorrível, de 2016) a música Basta Bem Pensar, uma homenagem ao Baden Powell, porque ele me deu grande abertura, assim como Geraldo (veja abaixo Di Melo interpretar a composição no Estúdio Showlivre).

Essa parceria entre você e Baden é instrumental ou uma canção?
Não, eu canto.

Mas nessa fase o Baden estava com um quarteto instrumental, não é?
Sim, sim. Mas cheguei com um pedaço da música e ele deu a sequência. E essa Basta Bem Pensar foi uma homenagem que eu fiz a ele, pelas coisas que ele me dizia. Ele é “escolástica”, como o próprio Vandré. Eu dei muita sorte na vida por estar ali, junto com pessoas que são realmente faculdade de vida.

E essas 12 canções que você fez com Vandré foram gravadas?
Algumas coisas sim. Tem uma música no Imorrível, minha e dele (a composição Cantamaltina), e tem uma que está no disco com o Cotonete (banda francesa que acompanha Di Melo em seu novo, e ainda inédito, álbum). Ele (Vandré) está liberando aos poucos, porque também meio pegou bode de tudo que acontecia por aqui.

Ele também escolheu sair de cena por um longo período.
Sim. Também conheci o Vandré no Jogral. Aconteceram muitas coisas boas para mim no Jogral. O Vandré, eu estava lá, ele surgiu e eu cheguei “vida na morte, ser forte / coração, se presta, não pede clemência / coragem presta, faz guerra na Terra para poder mudar” (Di Melo recita a letra de uma composição dos irmãos pernambucanos Rodolfo e Ricardo Moraes, canção que ele defendeu em um festival no Recife). Ele se afeiçoou, e eu disse, quer que eu dê continuidade ao trabalho? Ledo engano. Saímos de bandola, feito caranguejo: Brasil, Paraguai, atravessamos fronteiras…

Nessa época ele continuava perseguido pela ditadura? Isso também foi uma válvula de escape para não ficar na barra pesada que rolava aqui?
Não. Fomos parar no Paraguai com o maestro Michael Kelly. Vandré fez algumas músicas com Enzo Merino, com o filho do Thiago Mello, o Manduka, que também faleceu. De vivo tem o Ivo, tenho eu e o Sabiá, Osmar de Lima “Sábia”, que tem música com Vandré. Wandeka também e Alaíde Costa. Então, eu me sinto um cara privilegiado por ter músicas com esse pessoal, com Waldir da Fonseca. Tenho uma música gravada com Waldonis, que é o cara que herdou a sanfona do Gonzagão, a família dele era “padrinho” do Gonzagão.

Falando no Gonzagão, e eu sei que ele é uma influência enorme pra você, chama a atenção, nesse seu disco de 1975, a sonoridade que você emplaca. Claro que, por um lado, há o entendimento de que os músicos envolvidos no registro, Vespar e Briamonte também, tinham toda uma informação de vanguarda na cabeça, mas esse disco antecede, por exemplo, coisas que vieram com o Movimento Black Rio. Como é que você conseguiu chegar a essa sonoridade. Que influências você teve, além do Gonzagão, pra chegar nesse resultado?
Ouvia muito Jackson do Pandeiro, que teve uma grande história, ouvia Paul Anka, ouvia de tudo. Beatles, Elvis Presley, Jimi Hendrix. Eu me achava muito parecido com ele (com Jimi Hendrix), quando estava cabeludão. Ele era muito bom. Tivemos todas as aberturas, quebramos todos os tabus. Nossa geração é incrível. Muita gente parou de viver para curtir. Por isso mesmo chegou a época de loucura tamanha que pedi rescisão da EMI Odeon.

Que é justamente essa fase que você falou, das viagens om Vandré…
Então, eu pedi rescisão da Odeon porque não tinha condições de fazer o trabalho que eu fazia, de ver músicas gravadas por pessoas que estavam no mercado, mandando no mercado, vendendo pra caramba e eu não ver dinheiro. Quer dizer, eu comecei a ser sacaneado na editora desde os anos 1970. Tenho 400 músicas, tenho dois livros compilados, A Minicrônica da Mulher Instrumento e Bicho Voador. Quer dizer, eu era pra estar nababo, e a coisa não virou. Eu perdi a vontade de fazer um som. Não que eu parasse de compor, de fazer showzinhos intimistas, essas coisas. Parei de aparecer, de batalhar em rádio. Continuei criando, recriando e recriando.

Veja o Showlivre.DOC “Di Melo em Primeira Pessoa” (confira também as partes 2: bit.ly/2wvvAMe e 3:bit.ly/2ogl8Vs)

E a proposta da Odeon era do tipo “vamos fazer esse disco e depois a gente vê o que faz, depois a gente estende o contrato”?
Não. E eu nem quis saber o que seria. Peguei bode e sai. Aí esse disco ficou largado durante uma longa periodicidade. Eu meio que abominei esse disco.

Você nem chegou a fazer shows para apresentar o repertório dele?
Não. Esse disco tinha também uma música, que era do Waldir da Fonseca, um chorinho que quem tocou esse choro foi o Milton Banana. O Milton deu uma canja nesse chorinho, que é lindo, mas não saiu nesse disco. Não sei que “ingresia” arrumaram que não saiu

O Milton também lançou vários LPs pela Odeon…
Sim, ele era da Odeon. Esses caras que gravavam pela EMI Odeon e que fizeram esse disco eram ratos de estúdio, como ratos de porão.

O próprio Geraldo Vespar produzia inúmeros discos na época. O Briamonte também…
Sim. O Boneca também. Muito gente boa. E esse pessoal todo se mandou. Já foi pra parte de cima. Falei com o José Briamonte faz um tempinho, falei também com o filho dele, Miguel Briamonte. Capitão, Bolão e Claudio Bertrami, todo mundo foi embora. O Alemão eu sempre encontro. É uma sumidade.

Um dos maiores guitarristas do Brasil. Aliás, ele e o Heraldo, que também está no disco.
O Heraldo também. Lá fora colocam tapete vermelho pro Alemão passar. O Alemão é meu camarada. Eu vou lá (na casa do guitarrista) comer bolinho. Ele mora na Casa Verde (bairro da zona norte de SP). Vou lá comer bolinho, tomar cafezinho, bater viola, fazer arranjos. Ele já fez arranjos para a Gabi cantar. A Gabi está dando sequência a exatamente isso. Eu havia perdido a vontade de fazer meu trabalho, de fazer as coisas, quando surgiu a Gabi. A mulher (Jô Abade) disse “to prenha”, e eu comecei a pensar realmente em voltar a fazer as coisas.

Ouça, na íntegra, o álbum Imorrível 

Mas o que você fez nesse longo período em que ficou parado, desde que tomou a decisão de não continuar na EMI?
Vai vendo… Fui trabalhar com Geraldo Vandré. E sai andando com ele, achando que ia dar sequência, meio que como um secretário dele, nas andanças, nas loucuras. E foi também um aprendizado, porque fomos fazendo música. Larguei tudo, nessa história, e voltei com essa sessão. E também trabalhei com música italiana, na Cantina Camorra.

Como intérprete de música italiana?
É. Cantava música italiana, só que eu a colocava num pique de samba. E o pessoal adorava, era uma piração, era uma loucura. Eu subia nas mesas, pegava os taralli (salgadinho italiano em formato anelar) e colocava no dedo das meninas, noivando e tal. Quando a coisa incendiava muito, eu pegava um extintor e abria em cima da mesa. Era uma loucura muito grande. A comida não era grande coisa, mas a zona, a zueira era fantástica. A Camorra era uma loucura. Virava bicho, ali na Consolação com a Oscar Freire. Era uma fila arretada, uma zuada só.

Você falou da zoeira, e há pouco comentou essa situação de tua saída da Odeon ter sido intempestiva porque você andava muito louco. Até que ponto a falta de disciplina, essa vida desregrada, foi decisiva para você desistir de tudo? A coisa era mesmo nesse grau de loucura?
Era. Eu era muito doido. Era mais louco do que todos que conheci. Cheguei ao ponto de fumar meu próprio cabelo pra ver se dava barato. Eu era louco. E sai dessa sem ajuda de médicos, sem ajuda de nada, velho. Foi na raça. Dizer também que o cara se droga pra matar, para roubar, é tudo papo furado. Nunca tive essa patifaria, nunca trafiquei, nunca matei, nunca roubei e nem me prostitui – pronto, melhor ainda. Sempre trabalhei. Preto e pobre, porém honesto. Não me acho melhor nem pior que ninguém. Só sei que quando subo no palco me garanto. Pode descer quem descer. Pega um Rolling Stones, deixa aquele aparato, aquela aparelhagem, a banda tocando, para tu ver o que eu apronto.

Nos anos 1980, você vivia do quê? E quando foi que ocorreu o acidente de moto que levou ao mito de que você havia morrido?
Minha casa, se você for lá um dia perceberá, é como se fosse uma galeria. Tem obra de arte do chão ao teto. Pintura, escultura. No banheiro, na cozinha. Fui catalogando coisas ao longo do tempo, e tenho amor a tudo que faço. Tenho carinho, respeito e determinação. Sempre gostei muito disso. Arte sempre foi pra mim ordem do dia. Nasci, vivo e vou morrer com arte. Esse é meu alimento, meu combustível. Tenho um público “maravilindríco”. Então, voltando ao assunto, fiquei com Vandré, fiquei nas praias, e fiquei também com o lance da música italiana. Negociei também muitos quadros com Belchior, vendi obras para o Ney Matogrosso, vendi um tapete para o Gil, vendi trabalhos para Caetano, Bethânia. E foi assim que sempre sobrevivi de arte, tocando uma violinha e tal. Assim fui me mantendo, até que alguns DJs começaram a descobrir esse disco (o álbum de 1975), a tocar as músicas e eleger o disco como um dos mais cotados da música brasileira de todos os tempos. O que, para mim, foi uma honra, porque isso me deu um público lindo.

Como é que chegou essa informação para você? Alguém disse “teu disco está estourado lá fora”?
A Jô estava grávida de Gabi

A inclusão de A Vida em Seus Métodos Diz Calma na coletânea da Blue Note, Blue Brazil Vol. 2, foi em 1998, ou seja, isso faz 20 anos…
Teve também um DJ muito famoso, que sampleou Pernalonga (Di Melo se refere à dupla N.A,S.A., formada por Zé Gonzales e Sam Spiegel e que sampleou sua composição na faixa The People Tree, de 2009). Aí apareceu o disco no clipe do Black Eyed Peas (o clipe de Don’t Stop The Party, veja o LP de Di Melo, aos 6’04”) e as coisas foram acontecendo. Primeira letra do lance foi também tocar no Estúdio Showlivre. Sinceramente, as coisas foram se encaixando. Teve a história da morte trágica, que não houve, mas foi um desastre de moto.

Um acidente realmente grave, não foi?
Foi. Pulei uma ponte, e fiquei meio que paralisado. Eu tinha saído do Bar Avenida e fui para um sítio. Quando dei por mim, meio que chapadérrimo, vi dois caminhões vindo na minha direção, E isso não foi alucinação, eles iam passar sobre minha moto. Foi aí que eu pulei – e ainda tenho o corpo todo quebrado. Pulei numa ponte, a moto entortou toda, minha coluna mais ainda, e fui parar no tal doutor Liasch (o fisioterapeuta Pedro Liasch Filho), que, na época, era o cara que cuidava da coluna de Pelé, Rivelino e Sarney. Juntei tudo que eu tinha de grana e uma namoradinha meio riquinha que eu tinha na época me ajudou a custear, a bancar toda a coisa.

Que ano foi exatamente isso, Di Melo?
No começo dos anos 1990. Eu morava em cima do Sujinho (tradicional restaurante na rua da Consolação, no centro de São Paulo), o último andar era meu. E, porra, eu tava praticamente de cadeira de rodas. Reencontrei um amigo meu que mexia com coluna, ciático, essas coisas, e ele disse “Di Melo, véio, o que é que é isso?”. Esse cara fez parte do Corpo (o grupo de dança). Na terceira sessão, eu sai andando, sai jogando bola. Mas como eu sai de cena, todo mundo ficava “pô, o Di Melo morreu”. Como o Di Melo morreu e ninguém falou pra ele (risos), daí foi feito o documentário Di Melo, o Imorrível, que ganhou o Kikito em Gramado. Ganhou dez prêmios, foi para o Canal Brasil. Como o filme deu tão certo, veio esse disco, O Imorrível (álbum lançado por Di Melo em 2016), uma coisa  bancada pela dona Jô.

Tive o prazer de receber de suas mãos uma cópia desse disco logo que ele saiu. Quando ouvi na íntegra, me chamou a atenção o fato de que a sua personalidade de autor estava completamente mantida em relação ao primeiro. Algo complexo, se pensarmos que 41 anos separam um disco do outro.
Houve a preocupação de fazer música boa para jovens de todas as idades e para qualquer intempérie, em mais um disco atemporal. Minha preocupação é fazer música boa, música que fique, que seja legado. Muita gente chega pra mim e diz “Di Melo, você me salvou. Já pensei até em suicídio, mas comecei a ouvir sua música e fiquei de bem com a vida”.

Impossível negar que quem vai a um show seu percebe isso logo de cara. O astral que vem da tua personalidade parece contaminar todo o ambiente.
Isso é obra do divino. Recebo coisas que só eu recebo. E estou atraindo cada vez mais pessoas que estão embasadas e estão ligadas ao som de forma real, que também comungam com isso. Pra mim, é uma honra, uma glória, assim como estar aqui com vocês é um presente de Deus.

Para concluir, uma pergunta óbvia: que balanço você faz desses 45 anos?
São 45 anos muito bem vividos, que me deram 400 músicas, dois livros compilados, uma filha maravilhosa, amigos como vocês, dona Jô, uma mulher que batalha e já se suicidou umas dez vezes por minha causa. Posso me considerar um cara feliz, não “desfeliz”, e acho que nunca vou ser infeliz porque sou alegre por natureza. Comungo com a vida e só quero coisas boas para a humanidade. Se dependesse de mim, o mundo seria diferente. Eu investiria mais em cultura, investiria mais em qualidade de vida, mudaria alguns contextos, porque tem coisas que para uns estão certas, para outros não, mas tá valendo: a vida é assim.

MAIS
Veja, na íntegra, a apresentação de Di Melo no Estúdio Showlivre. 

 

Malía lança seu primeiro álbum, “Escuta”

O disco, que conta com a participação de Jão, está disponível em todas as plataformas de streaming

Postado em 18/04/2019 por

O Rio de Janeiro como capital pop brasileira sempre foi definido por suas mulheres. Das ‘passarelas’ de Ipanema aos biquínis asa-delta do Leme ao Pontal às garotas sangue bom, o rosto carioca sempre foi o de uma de suas garotas. A vez é a de Malía, que hoje, 18 de abril, lança seu primeiro trabalho cheio, “Escuta”.

Ouça:

Ela foi “It Girl” de O Globo, o clipe do primeiro single que lançou alcançou logo mais de meio milhão de visualizações, sua apresentação no camarote Arpoador, no Carnaval, foi ponto alto em opinião unânime e sua música de trabalho entra na nova temporada da novela “Malhação”.

Tudo isso porque Malía é escancaradamente verdadeira. Por onde passa, seu carisma grita, como em reportagens apontando o poder de hipnose de sua presença.

Ao se vestir, é uma camaleão. Mas nada do que usa é à toa. O mesmo vale para seu cabelo. E no que mais importa, a música, ela não conhece meias-verdades. Além do texto confessional, Malía faz música para valer, mesclando Elis Regina, Alcione ao hip hop e R&B internacional e o beat mesclado ao orgânico.

Assinou com a Universal Music e GTS, que é responsável pela gestão de sua carreira em parceria com a Arte Omnes. Agora lança em versão completa seu primeiro trabalho. Nas plataformas digitais de áudio, o trabalho é o registro em estúdio de 10 faixas. Na totalidade de aproveitamento da presença de palco e performance, “Escuta” é lançado também em audiovisual, em apresentação ao vivo que aconteceu no Parque das Ruínas, no bairro de Santa Teresa, no Rio, com uma faixa bônus.

Com Jão, ela divide vocal em “Dilema, primeiro single. Rodriguinho, d’Os Travessos, é o segundo convidado em “Escuta” e canta com ela “Feeling”. Há uma versão que é a cara da artista, “Faz uma Loucura por Mim”, de Alcione.

Ela vem da Zona Oeste, da comunidade Cidade de Deus, mas Malía começou no coletivo criativo Duto, do bairro de Madureira, na Zona Norte carioca. Foi revelada ao lado de QXÓ, Ramonzin e outros novos talentos como a forte voz feminina na afirmação da música urbana, no R&B e hip hop. A cantora está ligada à cultura de rua à mesma medida em que mistura samba, funk e MPB.

“AVC – Amor Vida e Caos”: Frank Ejara lança novo álbum com show gratuito em SP

(Foto: Newton Santos)

O evento acontece nesta quinta-feira (18), na Galeria Olido, e contará com várias participações especiais

Postado em por

Na noite desta quinta-feira (18), véspera de feriado, Frank Ejara sobe ao palco da Galeria Olido, em São Paulo, para lançar seu novo álbum. Intitulado ‘AVC – Amor, Vida e Caos’, o disco marca a nova fase do dançarino, DJ e produtor musical.

O show contará com Frank Ejara no vocal, Dilan como MC de apoio e com o DJ Basin. Além disso os dançarinos Elieseu Correia, Evandro HegelBia PatrocínioValentina “Kuruf” darão vida ao set list, que será composto por canções do novo projeto.

A noite ainda contará com as participações especiais de KamauPepeuCarol NazaretGuiko BaptistaBboy AndrezinhoDJ NGS e DJ Rafa Jazz (Beat Brasilis).

 

Serviço

Show: Frank Ejara – show amor vida e caos
Data e Horário – 18.04.19 (quinta-feira), às 20h.
Local – Sala Olido – Centro Cultural Olido – Av. São João, 473, Centro, São Paulo/SP
Informações – (11) 28997370

 

Mais Sobre o CD

Pela manhã, logo ao acordar em um dia  comum de agosto de 2017, Frank Ejara sente uma dormência, seguida por uma formigação, dor insuportável e falta de equilíbrio, o tempo todo consciente, mas com medo de fechar os olhos e não acordar mais… Foi levado com urgência ao hospital, mas somente 2 dias depois foi constatado que sofreu um AVC.

Foi esta experiência que inspirou o álbum “Amor, Vida e Caos”, do dançarino, DJ, produtor musical, cantor e compositor Frank  Ejara. “Após o meu acidente, muita coisa mudou em mim. Uma delas foi pensar em retomar o que realmente era meu sonho de realização. Fazer Rap e ter minhas músicas pelo mundo. Isso se perdeu com o tempo, com outras funções que exerci e que claro, me deram muita felicidade e realizações como por exemplo a dança. Mas quando me vi naquela situação, pensei que o que mais sonhei não havia realizado. Então, o momento é agora”, explica Frank Ejara.

O álbum de 13 faixas é autoral e todas as canções foram feitas de forma bem particulares, as músicas  foram gravadas no home estudio do artista e a produção, a programação, a composição e os arranjos ficaram por conta do próprio, já a masterização ficou por conta de Joe Black.

O projeto conta com várias participações especiais, o primeiro single Pausa e Play, teve a participação do DJ Basim no stratch, já a Tão Perto contou com Gabriel o Pensador e Guiko Batista, a Mente de um Bboy contou com DJ Niko, na Deixe As Dores Pra Mim, foi a vez de Joe Black, em Estou Bem, contou com Kameu e Carol Nazaret e a O Baile, teve Pepeu e Carol Naret novamente.

“O conceito do álbum aconteceu após meu AVC, sendo assim a maioria das músicas tem um conteúdo bem pessoal. Diria que é realmente um projeto autoral em todos os sentidos”.

Trata-se do primeiro álbum da carreira, mas o namoro com a música é de longa data.  Em 1999 Frank ao lado do DJ Som 3 gravou uma fita demo que denonimou “Operação Diamante”, o intuito era arrumar uma gravadora, o que acabou não acontecendo, mas o fato é que as músicas se espalharam e na época ocorreu um certo barulho. Além disso, no mesmo ano fundou a Discípulos do Ritmo, primeira Cia. Profissional de dança de rua do país, que ganhou reconhecimento internacional, e até hoje é diretor, córeagrafo  e dançarino. Também é sócio-fundador do Selo musical Meccanismo e com ele produziu vários artistas artistas, além de atuar como DJ em eventos. “Antes eu separava o dançarino,  do MC, mas agora, com tudo que passei e refleti, vi que o Frank Ejara é um só e mais que nunca um lado vai colaborar com o outro. Aliás, acredito que não sei mais diferenciar”.

As pretensões do artista para este novo projeto combinam bem com sua fase atual, são as mais sinceras possíveis. “Espero que todos absorvam as mensagens das músicas e de alguma forma possam relacionar com suas vidas e se isso não acontecer, que apenas dancem e se divirtam com os beats”, finaliza.

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

Com seis faixas, novo álbum dos goianos será divulgado também em vídeo

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Há oito anos, a dupla George Henrique & Rodrigo roubava a cena no sertanejo ao ousar com o primeiro DVD gravado em um posto de gasolina. Mais maduros e seguindo uma tendência acústica do mercado sertanejo, os irmãos surgem agora com um novo e impecável trabalho intimista. “Bagunça Minha Vida” é o novo EP da dupla que chega às plataformas de áudio pela Universal Music. As seis faixas do novo álbum serão liberadas para streaming e download a partir de 18 de abril. Cada música do novo projeto será lançada com um videoclipe, disponibilizados no canal oficial dos artistas no Youtube.

Com cenário intimista, a dupla se apresenta sentada cercada pelos músicos comandados por Ivan Miyazato, produtor musical responsável pelo novo repertório. E as imagens foram registradas pela equipe da Varanda Produções sob cuidados do Ricardo Bikay.

No novo EP, George Henrique & Rodrigo trazem um repertório que evidência o romantismo dos cantores, explorando a musicalidade para se tornar os porta-vozes dos corações apaixonados, seja aqueles que esperam viver um amor intenso ou aqueles que sofrem pelo fim. Superar um desamor na mesa do bar ou tentar se desvencilhar da pessoa para superar o fim, são temas principais do novo EP. George Henrique & Rodrigo prometem bagunçar muitos corações.

A música carro-chefe do novo EP se chama “Bagunça Minha Vida (Um Mês ou Uma Hora)” e é a balada do novo álbum. Com arranjo envolvente e grande aposta para ganhar o público ela conta sobre um início de relacionamento onde o que importa é amar intensamente, sem se importar se vai durar um mês ou uma hora. Aquela bagunça boa de se ter. Tanto que ela dá nome ao novo trabalho.

Já as outras cinco faixas do novo álbum são reflexos de amores que não deram certo. “Eu Queria Ser Você” é um amor não superado e a dor de cotovelo de ver a outra pessoa seguir a vida como se nada tivesse acontecido. “Interiorzim” fala de um fim de relacionamento complicado na cidade pequena em que cada esquina a pessoa dá de cara com o ex-affair. E se é para sofrer por amor, a mesa de bar é o lugar ideal. Mas em “A Última Cerveja”, composição do próprio George Henrique, a dupla decreta que é a última bebedeira que toma pela doída separação e avisa “se bater saudade, assume meu lugar nos bares da cidade”.

Ouça:

Na faixa “Muda”, uma mágoa não é capaz de acabar com um amor, que no momento da raiva não quer o fim, mas suplica por uma mudança para superar a decepção. “De Novo Nunca” é aquele chega para lá em alguém que é só a pessoa estar bem para voltar e bagunçar tudo novamente.

Com temas jovens e mantendo sempre a essência sertaneja em suas músicas, a dupla goiana apadrinhada por Bruno & Marrone, soma 700 mil inscritos no Youtube e cerca de 350 milhões de visualizações no canal oficial do YouTube. As vozes marcantes de George Henrique & Rodrigo formam o casamento perfeito para um repertório marcado por músicas de sofrência, vividas na mesa de bar e regada a sertanejo.

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase. (Foto: Pedro Lenehr)

Single divulgado nesta quinta-feira (18) é o primeiro lançamento do álbum “Volátil”

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Você já se sentiu suspeito de si mesmo? A banda Jambalaia descreve esse sentimento com muita intensidade em seu novo lançamento, Suspeito, que conta com clipe e single em todas as plataformas digitais. “Distante de tudo que eu queria ser, distante do mundo, distante do agora”, como a canção diz, transmite sentimentos muito comuns e provavelmente já vividos pela maioria das pessoas. “Nossa música é para aquela pessoa que foi demitida, aquela que sofreu preconceito, aquela que está perdida sem saber em qual direção seguir. De maneira geral, qualquer pessoa que esteja presa a um sentimento”, conta Pedro Cezar, vocalista e compositor do single.

Para reforçar a ideia da redenção como única solução para superar esses sentimentos negativos, o clipe de Suspeito se divide entre cenas da banda recebendo – literalmente – um “banho de água fria” e cenas de um personagem melancólico que não vê outra solução além de se entregar. O clipe, produzido por Pedro Lenehr, do Estúdio Lingus, foi gravado em Brasília, com cenas no Lago Paranoá. Confira:

O Jambalaia, que antes passeava por uma mistura de pop, rock e reggae, agora reafirma o seu lado mais rock nessa nova fase repaginada, mas sem perder o groove. Com músicas que aborda a libertação com profundidade e lirismo, a banda prepara mais 4 singles para os próximos meses, com lançamento do novo disco Volátil no segundo semestre. Volátil foi produzido por Ricardo Ponte, que trabalhou na mixagem e masterização do álbum ganhador do Grammy Latino, “Éter”, da banda Scalene. Ainda esse ano, Jambalaia se apresenta no México, no Festival Lifa, após vencer o concurso da edição realizada no Brasil.

A banda promete clipes cinematográficos para as próximas músicas, sempre com muitas narrativas e profundidade. O seu primeiro álbum foi o “Tudo O Que É Nosso Está Guardado”, lançado em 2015, época também de lançamento do primeiro clipe, “Dose de Café”. Jambalaia é formado por Pedro Cezar (vocalista), Felipe Roller (Guitarrista), Robson Anselmo (Baixista), Wagner Souza (Tecladista) e Sergio Sebba (Baterista).

Liniker e os Caramelows são confirmados no festival inglês Glastonbury

O festival é um dos mais populares da Europa e já recebeu nomes como Katy Perry, Ed Sheeran e Adele

Postado em 17/04/2019 por

Nos últimos anos, Liniker e os Caramelows investiram na carreira internacional. Entre 2016 e 2018, o grupo passou por mais de 20 países e conquistou marcos importantes, como a participação no hypado Tiny Desk Concert, da NPR Music. Após o lançamento do disco Goela Abaixo, em março deste ano, a banda anunciou mais uma turnê fora do Brasil, com datas em países da América Latina, da Europa e também uma passagem pelos Estados Unidos. Agora, mais uma confirmação consolida a trajetória de Liniker e os Caramelows. O conjunto sobe ao palco da edição 2019 do festival inglês Glastonbury, um dos mais relevantes do mundo.

 

 

“Tocar no Glastonbury é um sonho de todos que trabalham com arte e, principalmente, de quem desenvolve a sua carreira de forma independente”, diz a cantora e compositora Liniker. “Nós damos o máximo nos nossos shows e em tudo o que envolve o nosso som, então é incrível ter o reconhecimento de um festival como este”, completa.
Em breve, mais datas da Goela Abaixo World Tour serão anunciadas.

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos

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Hoje, a Netflix lançou Homecoming: A Film by Beyoncé, que apresenta um olhar intimista de sua performance histórica no Coachella em 2018, que homenageou as faculdades e universidades historicamente negras dos Estados Unidos (HBCUs). Intercalado com gravações e entrevistas detalhando a preparação e a forte determinação que há por trás de sua visão, Homecoming permite ao telespectador dar uma espiada na preparação e sacrifícios emocionais necessários para conceituar e executar uma performance dessa magnitude e que se tornou um movimento cultural. Essa produção Netflix já está disponível globalmente.

Como a primeira mulher negra a ser headline do Coachella, Homecoming homenageia os afro-americanos visionários que inspiraram Beyoncé, incluindo os ex-alunos HBCU Toni Morrison, Alice Walker, a ativista Marian Wright Edelman e o acadêmico W.E.B. Du Bois, além de pessoas importantes culturalmente como Nina Simone, Maya Angelou, Chimamanda Ngozi Adichie e Audre Lorde. Beyoncé conheceu a importância das HBCUs com o seu pai Mathew Knowles, ex-aluno da Universidade Fisk.

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos, destacando a completa preparação necessária na criação de sua performance inovadora, que incluiu quatro meses de ensaios com a banda seguidos de quatro meses de ensaios de dança com mais de 150 músicos, dançarinos e outros profissionais – todos foram escolhidos a dedo pela própria artista.

Em meio a dupla função: de diretora de sua performance ao vivo e do filme que capturou o processo de realizá-lo, Beyoncé diz: “Foi um dos trabalhos mais difíceis que eu fiz, e eu sabia que eu precisava empurrar a mim mesma e ao meu time para irmos além, sair do ótimo ao extraordinário. Nós sabíamos que algo assim nunca havia sido feito anteriormente a nível de um festival, precisava ser icônico e sem qualquer comparação. A performance foi uma homenagem a uma parte importante da cultura afro-americana. Tinha que ser verdadeira para aqueles que a conhecem, e divertida e esclarecedora para aqueles que precisavam aprender. Ao fazer o filme e recontar a história, o propósito permaneceu o mesmo ”.

Muitos no elenco; banda, cantores, dançarinos e steppers são ex-alunos da HBCU, imersos na tradição de Batalha de Fanfarras, dos Estados Unidos. Eles se juntaram ao grupo de artistas da Beyoncé, que já estiveram em turnê com ela por anos. Os espectadores não só conseguem ver os intensos ensaios de dança e o talento desses incríveis artistas, mas conhecer sua jornada pessoal de estudante da HBCU para artista e o grande impacto que geraram ao lado de Beyoncé neste show histórico.

Muitos com consciência cultural e intelectual se formaram em universidades para negros, inclusive o meu pai”, diz ela no filme. “Há algo muito importante nessa vivência, que deve ser celebrado e protegido.

Como um presente para seus fãs, o filme também inclui – nos créditos finais – sua regravação de “Before I Let Go”, do Frankie Beverly and Maze, um clássico de R&B de 1981 que é frequentemente apresentado nos jogos da HBCU. O single está disponível na trilha sonora do filme, “HOMECOMING: THE LIVE ALBUM”, já disponível pela Parkwood Entertainment e Columbia Records. smarturl.it/BH9102

Homecoming: A Film by Beyoncé, foi dirigido e produzido por Beyoncé Knowles-Carter. O seu colaborador de longa data, Ed Burke, atuou como codiretor. Steve Pamon e Erinn Williams são produtores executivos.

‘Formation’, a principal faixa do mais recente álbum de Beyoncé, conta com mais de 160 milhões de plays no YouTube. Assista:

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

Faixa faz parte do próximo álbum de estúdio da cantora, ‘Madame X’, marcado para ser lançado em junho deste ano

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A Rainha do Pop está de volta! Depois de alguns rumores e mistérios envolvendo seu novo trabalho, Madonna está oficialmente de volta e, nesta quarta-feira (17), divulgou o single ‘Medellín’. A faixa é uma parceria com o colombiano Maluma e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Ao longo de seus quase cinco minutos de duração, o single – primeira amostra do novo álbum da cantora – tem uma pegada mais experimental e traz, além de sussurros, vocais em inglês e espanhol. Ouça:

 

‘Madame X’, o próximo álbum de Madonna, está marcado para ser lançado no dia 14 de junho deste ano e, além de Maluma, ainda deve contar com participações especiais de nomes como Quavo, Swae Lee e Anitta. A aproximação de Madonna com idiomas latinos, como o português e o espanhol, ganhou peso depois que a Rainha do Pop foi morar em Portugal.

A parceria com Anitta, intitulada ‘Faz Gostoso’, começou a ser especulada no ano passado quando a cantora norte-americana publicou uma foto ao lado da brasileira durante uma gravação em estúdio. A foto viralizou. Confira:

 

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Always fun to run into talented and beautiful friends in the studio! 💛@anitta 💛💛💛! 🇧🇷#magic

Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em

Álbum de Pitty traz participações de BaianaSystem, Larissa Luz e Pupillo

“Matriz” será lançado dia 26 de abril nas plataformas digitais e, em seguida, em CD, vinil e cassete.

Postado em 16/04/2019 por

“Matriz” é, provavelmente, o disco mais surpreendente de Pitty. Ela o criou de forma bem livre, seguindo sua intuição e acabou fazendo um álbum que contém referências de sua história e aponta novos caminhos por onde sua música pode passar.

Composto e gravado durante a primeira parte da turnê “Matriz”, o disco partiu dessa ideia de revisitar suas origens, chegar na matriz sonora e perceber como isso se comporta nos dias de hoje, como através do rock ela dialoga com novas influências e toda sua trajetória até aqui.

O álbum foi gravado parte no Rio, no Estúdio Tambor, parte em São Paulo e parte em Salvador, onde Pitty nasceu e viveu até os 23 anos quando foi para o Rio gravar o primeiro disco. Na busca por suas origens, acabou trazendo algumas referências da Bahia que ela nem imaginava. Assim, participam do álbum os baianos: Lazzo Matumbi (“Noite Inteira” e “Sol Quadrado”), Larissa Luz (“Sol Quadrado”), Nancy Viegas (“Noite Inteira”) e BaianaSystem (“Roda”). Entre as 13 faixas há duas releituras, de “Motor” (Teago Oliveira), da banda Maglore e “Para o Grande Amor”, de Peu Souza. Todas as faixas foram produzidas por Rafael Ramos, com exceção de “Redimir”, produzida pelo pernambucano Pupillo, que também tocou percussão, bateria e programação eletrônica.

‘Noite Inteira’, a parceria com Lazzo Matumbi, já está disponível no canal oficial da cantora no YouTube. Assista:

Salgadinho e Ferrugem anunciam single em conjunto

“O Sol e Sal” é a primeira grande novidade do icônico ex-líder do Katinguele para 2019

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Um dos maiores nomes da história do pagode está de volta. Com mais de 8 milhões de álbuns vendidos e hits como “Inaraí” e “Recado à Minha Amada (Lua Vai)“, Paulo Salgado, mais conhecido como Salgadinho, ex-líder do icônico grupo Katinguelê, um dos maiores fenômenos do pagode do anos 90, promete um 2019 muito especial.

A primeira grande novidade do ano fica por conta do lançamento do single e clipe de O Sol e Sal, música que contará com a participação especial do cantor Ferrugem, um dos maiores nomes do pagode nos últimos anos. Sobre a participação especial do cantor, Salgadinho diz que sempre teve empatia grande pela arte de Ferrugem e, que poder gravar com ele, significa a união do samba e reconhecimento de uma geração. “Sempre acompanhei a carreira dele (Ferrugem). É um artista que acompanho há anos e sempre tive muita empatia por sua arte. Gravar essa canção, que também é de sua autoria, mostra a união da indústria do Samba e o reconhecimento que minha geração plantou, assim como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Almir Sater, marcaram a nossa. Estou muito feliz”, comenta o cantor.

Sobre os próximos passos da carreira, Salgadinho ainda faz mistério. O cantor conta que deverá lançar mais 5 singles no ano e que alguns deles ainda devem conter participações especiais. “Estamos planejando o ano de 2019 com muito carinho e surpresas. Este ano será um divisor de águas na minha carreira solo. Espero lançar mais 5 singles ainda, que deve conter mais algumas participações especiais incríveis. Ainda não posso falar, mas os fãs ficarão muito surpreso e felizes com o que vem por ai”, finaliza.

Percussor do movimento pagode anos 90 e idealizador do projeto “Amigos do Pagode 90″,  Salgadinho possui 30 anos de estrada, hits como “Inaraí”, “Lua Vai”, “No Compasso do Criador” e “Engraçadinha”. Seu mais recente projeto, “Amigos do Pagode 90”, passou por 17 Estados, 60 cidades e levou cerca de 300 mil pessoas aos shows nos últimos 3 anos.

“No Fundo dos Meus Olhos”: Péricles lança música com participação de Thiaguinho

A faixa faz parte do PAGODE DO PERICÃO e reúne Péricles e Thiaguinho que, ao lado de Chrigor, foi um dos convidados do projeto

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Já está disponível nas plataformas de streaming e nas rádios de todo o Brasil a música “No Fundo dos Meus Olhos”. A faixa faz parte do PAGODE DO PERICÃO e reúne Péricles e Thiaguinho que, ao lado de Chrigor, foi um dos convidados do projeto. A ideia é que nas próximas edições, outros artistas dividam o palco com Pericão.

“Cantar com Thiaguinho é sempre muito bom, e num projeto como o PAGODE DO PERICÃO, melhor ainda. Nos emocionamos e mostramos pra galera que a nossa história, que vem antes de tudo isso, tem muito valor e vai continuar. ‘No Fundo dos Meus Olhos’ é uma regravação do Exalta e fez parte do repertório do grupo lá atrás, quando o Chrigor era o vocalista”, fala Péricles.

Ouça:

 

Em um palco de 360º e acompanhado pelo pandeiro, baixo, surdo, violão, cavaquinho, banjo e percussão, no PAGODE DO PERICÃO Péricles faz uma releitura de clássicos dos anos 1990 (com exceção de “Amiga da Minha Mulher”, de Seu Jorge) que foram interpretados por nomes e grupos como Molejo, Art Popular, Exaltasamba, Grupo Clareou, Belo, Kiloucura, Negritude Jr., Travessos e Grupo 100%. Ao todo, o PAGODE DO PERICÃO conta com 10 faixas, entre elas a inédita ‘’De Graça e De Glória” que reuniu o trio Péricles, Thiaguinho e Chrigor.