MENU Cadastre-se / Entrar
116

PAUTA
Informação e música em harmonia

A escalada do LSD nos EUA em um dos clássicos de Tom Wolfe

O ônibus psicodélico utilizado pelo escritor Ken Kesey e os Merry Pranktesrs para difundir o LSD nos EUA. Foto: Reprodução / Twitter

Utilizado em pesquisas psiquiátricas e como substância de uso recreativo em comunidades alternativas, o ácido lisérgico impulsionou a contracultura ao redor do mundo

Postado em 21 de setembro de 2018 por

Morto em 14 de maio de 2018, aos 88 anos, em Nova York, por consequência de uma infecção generalizada, o jornalista e escritor norte-americano Tom Wolfe marcou a história da imprensa do século 20 como um dos pais do chamado New Journalism (Novo Jornalismo), movimento também conhecido como Jornalismo Literário.

Difundido por repórteres e cronistas geniais como Wolfe, Norman Mailer, Truman Capote e Gay Talese, o novo gênero foi estabelecido e consagrado a partir de matérias de fôlego, ensaios e livros-reportagens com narrativas que adotavam os melhores recursos estilísticos do universo ficcional sem abrir mão da premissa jornalística de retratar a verdade com imparcialidade.

Ao lançar mão da subjetividade para tecer retratos da realidade sociopolítica dos Estados Unidos em detrimento da objetividade pragmática do jornalismo factual, autores como Wolfe, Talese, Capote e Mailer exerceram papel análogo ao dos melhores historiadores de seu tempo no cumprimento de documentar as transformações comportamentais experimentadas pela sociedade norte-americanal no século 20.

Nascido em Richmond, no estado da Virginia, cansado das perspectivas medianas de sua cidade natal, depois de graduar-se em Priceton, Nova Jersey, e defender um doutorado em Estudos Americanos na Universidade de Yale, em Connecticut, Wolfe migrou para a capital federal dos Estados Unidos em 1959. Por lá, começou a fazer história no jornal The Washington Post. Em 1962, partiu de vez para Nova York, onde trilhou caminho ainda mais ascendente no The New York Herald Tribune.

Em 1963, em colaboração para a revista Esquire, Wolfe causou frisson na imprensa local ao publicar um ensaio divisor, pela estética e densidade incomuns com que retratou dois personagens símbolos da obsessão norte-americana por automóveis, Ed “Big Daddy” Roth, considerado um dos pais da cultura hot rod de carros envenenados e criador do personagem Rat Fink, e George Barris, designer de automóveis que assinou o antológico projeto do primeiro Batmóvel.

Em 1965, o ensaio – intitulado The Kandy-Kolored Tangerine-Flake Streamline Baby (algo como O Carrão de Racha Floco de Tangerina Cor de Doce) –  daria nome ao primeiro livro de Wolfe, uma compilação de suas primeiras reportagens, perfis, artigos e ensaios – na verdade, o título é uma abreviação do original, ainda mais extenso e permeado de onomatopeias: There Goes (Varoom! Varoom!) That Kandy-Kolored (Thphhhhhh!) Tangerine-Flake Streamline Baby (Rahghhh!) Around the Bend (Brummmmmmmmmmmmmmm)….

Entre outros temas, Wolfe também retratou a corrida espacial norte-americana (em Os Eleitos, adaptado para o cinema por Philip Kaufman e protagonizado pelo também escritor Sam Shepard) e a dinastia yuppie consolidada na Nova York dos anos 1980 (no romance A Fogueira das Vaidades, também vertido para a telona, com direçãodo mestre Brian De Palma e Tom Hanks no papel principal).

Sem se curvar ao critério de imparcialidade como um dogma, o jornalista jamais se privou de expressar sua acidez no retrato de alguns de seus personagens. Caso notório dessa prática é o ceticismo com que narrou a adesão de parte da elite norte-americana a pautas progressistas como o movimento Black Panther, tema de Radical Chic, ensaio de 1970 centrado em um jantar oferecido pelo compositor e maestro Leonard Bernstein para disseminar apoio à causa dos militantes radicais dos direitos civis dos negros.

Empatia diametralmente oposta à usual acidez de Wolfe foi manifestada em um de seus maiores clássicos, O Teste do Ácido do Refresco Elétrico, um catatau de quase 500 páginas em que ele retratou a tresloucada itinerância de um grupo de jovens batizado de Merry Pranksters (em tradução livre, “festivos gozadores”).

Liderada pelo escritor Ken Kesey, a trupe pretendia difundir o consumo do LSD como agente transformador da sociedade norte-americana por meio da “expansão da consciência”, experiência batizada pro Kesey de “testes do ácido”. A excursão com propósito de expansão deveria culminar em um filme, mas essa foi apenas uma das intenções iniciais que sofreram desvio de rota durante a epopeia mentecapta dos Pranksters (em 2011, no entanto, registros da viagem culminaram no documentário Magic Trip: Ken Kesey's Search For a Kool Trip, de Alex Gibney e Alison Ellwood; informação posteriormente encaminhada a este repórter pelo amigo Carlos Minuano, também jornalista – veja o trailer do filme).

Cronologia lisérgica

Em um álbum falado, homônimo e lançado em 1966, o psicanalista Timothy Leary cunhou a expressão “turn on, tune in & drop out” (algo como “se ligue, entre em sintonia e caia fora”). No ano seguinte, a sentença reverberou novamente com amplitude, em discurso proferido por Leary na abertura do Human Be-In, encontro que reuniu mais de 30 mil hippies no Golden Gate Park, em San Francisco.

O bordão provocativo foi então adotado por jovens de todo o mundo para resumir os ideais libertários da contracultura e a experiência transcendental propiciada pelo uso da substância cientificamente conhecida como Ácido Lisérgico Dietilamida, o famigerado LSD, sintetizado e "descoberto" acidentalmente em 1943 pelo cientista Albert Hoffmann, durante um trivial passeio de bicicleta.

Na transição de 1967 para 1968, veio o chamado Verão do Amor, e o uso de LSD fugiu de controle. Milhares de hippies, de costa a costa dos Estados Unidos, passaram a atuar como agentes multiplicadores da cultura lisérgica difundida por Leary. Situação que alardeou nas autoridades americanas a urgência de dar logo um fim à viagem da turma (ou não, parafraseando Caetano Veloso).

ken-kesey-1024x737-600x432 A escalada do LSD nos EUA em um dos clássicos de Tom Wolfe

O psicanalista Timothy Leary (à esq.) e o escritor Neal Cassady retratados, no interior do ônibus, pelo poeta Allen Ginsberg, em 1964. Foto: Reprodução / Twitter

 

Até 1966, com o aval científico de pesquisadores como Leary, que primeiramente fez experimentos fechados em alguns de seus pacientes, o LSD foi vendido em farmácias dos Estados Unidos com a simples exigência de prescrição médica para fins psiquiátricos. A substância era distribuída em todo o país pela indústria farmacêutica Sandoz (liberação que, aliás, inspirou A Girl Named Sandozcomposição psicodélica da banda The Animals, ouça).

Mesmo com a substância banida das prateleiras das farmácias, o LSD continuou a ser difundido em círculos clandestinos por meio de laboratórios químicos caseiros e traficantes que forneciam a droga embebida em cartelas multicoloridas, micropontos e em soluções líquidas.

a945959dc5853673c383c237a7d4a858-600x400 A escalada do LSD nos EUA em um dos clássicos de Tom Wolfe

O ônibus original de Kesey sendo preparado para uma apresentação musical e mais um teste de LSD. Foto: Reprodução / Twitter

 

Nos dias inaugurais e festivos de liberação, um experimento coletivo divisor para o movimento migratório feito pelo LSD, que saiu do ambiente científico para tornar-se combustível de transe generalizado da geração Flower Power, foi tema de O Teste do Ácido do Refresco Elétrico, publicado por Wolfe em 1968.

No livro-reportagem o iconoclástico repórter, notório por seus trajes brancos, narra a sucessão de aventuras vividas na estrada pelo Merry Prankters. Liderados pelo escritor Ken Kesey, autor do clássico Um Estranho no Ninho, os Pranksters se reuniram em 1962, para, entre outras pirações, dar início a experiências embrionárias de uso coletivo e recreativo de LSD em uma comunidade alternativa sediada em uma chácara em La Honda, na Califórnia, comprada por Kesey com os direitos autorais da adaptação do livro para o teatro na Broadway.

Dois anos mais tarde, em junho de 1964, os Pranksters empreenderam uma viagem sem precedentes – em duplo sentido literal: Kesey decidiu comprar um velho ônibus escolar fabricado em 1939, fez nele uma série de pinturas psicodélicas e adaptações, como incluir um sistema de áudio para que os músicos da trupe pudessem “transar” um som no teto do veículo, e caiu na estrada com sua trupe.

Tendo o neologismo “furthur” como destino (possível trocadilho entre as palavras além e futuro), municiado de muito LSD líquido diluído em jarras de suco de laranja, Kesey também escalou para alternar o volante do coletivo o escritor beat Neal Cassady, autor de O Primeiro Terço e inspirador do personagem Dean Moriarty, de On The Road, a obra-prima de Jack Kerouac.

tom-wolfe-600x338 A escalada do LSD nos EUA em um dos clássicos de Tom Wolfe

O escritor e jornalista norte-americano Tom Wolfe. Foto: Reprodução / Twitter

O drop out de Kesey e seus discípulos lisérgicos tinha um propósito bem definido: cruzar o máximo de cidades ao sul dos Estados Unidos e identificar voluntários dispostos a realizar os chamados “acid tests” (daí o “teste do ácido” no título do livro de Wolfe).

Ao documentar rotas da acid trip, Wolfe fez um dos relatos definitivos para se compreender a ascensão do psicodelismo e do desbunde que culminou na disseminação global da cultura hippie da segunda metade dos anos 1960. De quebra, no âmbito da música, também escancarou a influência do rock lisérgico da cena de San Francisco, de bandas como Grateful Dead, Jefferson Airplane e Quicksilver Messenger Service, para artistas europeus como os Beatles, os Rolling Stones, o The Who e o Pink Floyd.

Obrigatório para os amantes do bom jornalismo, O Teste do Ácido do Refresco Elétrico reitera o papel da contracultura como agente de transformação social durante os anos 1960, a década que, se não conseguiu mudar o mundo, inquestionavelmente impactou o porvir com o exemplo de jovens que defenderam suas paixões, suas convicções e anseios com todas as garras, com o coração pleno de valores fraternais e os sentidos abertos e aflorados para o novo. No Brasil, O Teste do Ácido do Refresco Elétrico foi publicado pela Companhia das Letras, e pode ser facilmente encontrado.

Em 2014, em celebração aos 50 anos da jornada lisérgica iniciada em 17 de junho de 1964 por seu pai, falecido em 2001, Zane Kesey, filho de Ken e Norma Faye Haxby, que era um garoto de apenas 3 anos quando ajudou a trupe dos Pranksters a colorir o velho ônibus, decidiu cruzar algumas estradas dos Estados Unidos ao longo de 75 dias com uma réplica do veículo.

A nova expedição, bem distante da porralouqice original, foi viabilizada por meio de uma vaquinha online, com colaborações a partir de US$ 200, aderida por simpatizantes do espírito transgressor de Kesey, neófitos da contracultura, hippies nostálgicos dos tempos de loucura, além de fãs de primeira hora do Grateful Dead, que "transou um som" – para usar uma expressão da época – no desbundado busão quando ainda viviam dias embrionários e atendiam pela alcunha The Warlocks.

A excursão comemorativa também rendeu um documentário, dirigido por Lindsay Kent e Colby Rex O'Neill, que ganhou o nome de Going Furthur (veja abaixo o trailer) e contou com a presença de pranksters originais, como Ken Babbs, espécie de guru da trupe, George Walker, Wavy Gravy e Lee Quarnstrom.

MAIS

Ouça uma seleção de artistas brasileiros influenciados pela estética do psicodelismo. Na compilação do repórter Gabriel Alves, apresentamos 30 canções disponíveis no acervo do Spotify, além de registros exclusivos do Showlivre. Inscreva-se em nosso canal e acesse mais de 5 mil gravações derivadas de nossas transmissões ao vivo.

 

Malía lança seu primeiro álbum, “Escuta”

O disco, que conta com a participação de Jão, está disponível em todas as plataformas de streaming

Postado em 18/04/2019 por

O Rio de Janeiro como capital pop brasileira sempre foi definido por suas mulheres. Das ‘passarelas’ de Ipanema aos biquínis asa-delta do Leme ao Pontal às garotas sangue bom, o rosto carioca sempre foi o de uma de suas garotas. A vez é a de Malía, que hoje, 18 de abril, lança seu primeiro trabalho cheio, “Escuta”.

Ouça:

Ela foi “It Girl” de O Globo, o clipe do primeiro single que lançou alcançou logo mais de meio milhão de visualizações, sua apresentação no camarote Arpoador, no Carnaval, foi ponto alto em opinião unânime e sua música de trabalho entra na nova temporada da novela “Malhação”.

Tudo isso porque Malía é escancaradamente verdadeira. Por onde passa, seu carisma grita, como em reportagens apontando o poder de hipnose de sua presença.

Ao se vestir, é uma camaleão. Mas nada do que usa é à toa. O mesmo vale para seu cabelo. E no que mais importa, a música, ela não conhece meias-verdades. Além do texto confessional, Malía faz música para valer, mesclando Elis Regina, Alcione ao hip hop e R&B internacional e o beat mesclado ao orgânico.

Assinou com a Universal Music e GTS, que é responsável pela gestão de sua carreira em parceria com a Arte Omnes. Agora lança em versão completa seu primeiro trabalho. Nas plataformas digitais de áudio, o trabalho é o registro em estúdio de 10 faixas. Na totalidade de aproveitamento da presença de palco e performance, “Escuta” é lançado também em audiovisual, em apresentação ao vivo que aconteceu no Parque das Ruínas, no bairro de Santa Teresa, no Rio, com uma faixa bônus.

Com Jão, ela divide vocal em “Dilema, primeiro single. Rodriguinho, d’Os Travessos, é o segundo convidado em “Escuta” e canta com ela “Feeling”. Há uma versão que é a cara da artista, “Faz uma Loucura por Mim”, de Alcione.

Ela vem da Zona Oeste, da comunidade Cidade de Deus, mas Malía começou no coletivo criativo Duto, do bairro de Madureira, na Zona Norte carioca. Foi revelada ao lado de QXÓ, Ramonzin e outros novos talentos como a forte voz feminina na afirmação da música urbana, no R&B e hip hop. A cantora está ligada à cultura de rua à mesma medida em que mistura samba, funk e MPB.

“AVC – Amor Vida e Caos”: Frank Ejara lança novo álbum com show gratuito em SP

(Foto: Newton Santos)

O evento acontece nesta quinta-feira (18), na Galeria Olido, e contará com várias participações especiais

Postado em por

Na noite desta quinta-feira (18), véspera de feriado, Frank Ejara sobe ao palco da Galeria Olido, em São Paulo, para lançar seu novo álbum. Intitulado ‘AVC – Amor, Vida e Caos’, o disco marca a nova fase do dançarino, DJ e produtor musical.

O show contará com Frank Ejara no vocal, Dilan como MC de apoio e com o DJ Basin. Além disso os dançarinos Elieseu Correia, Evandro HegelBia PatrocínioValentina “Kuruf” darão vida ao set list, que será composto por canções do novo projeto.

A noite ainda contará com as participações especiais de KamauPepeuCarol NazaretGuiko BaptistaBboy AndrezinhoDJ NGS e DJ Rafa Jazz (Beat Brasilis).

 

Serviço

Show: Frank Ejara – show amor vida e caos
Data e Horário – 18.04.19 (quinta-feira), às 20h.
Local – Sala Olido – Centro Cultural Olido – Av. São João, 473, Centro, São Paulo/SP
Informações – (11) 28997370

 

Mais Sobre o CD

Pela manhã, logo ao acordar em um dia  comum de agosto de 2017, Frank Ejara sente uma dormência, seguida por uma formigação, dor insuportável e falta de equilíbrio, o tempo todo consciente, mas com medo de fechar os olhos e não acordar mais… Foi levado com urgência ao hospital, mas somente 2 dias depois foi constatado que sofreu um AVC.

Foi esta experiência que inspirou o álbum “Amor, Vida e Caos”, do dançarino, DJ, produtor musical, cantor e compositor Frank  Ejara. “Após o meu acidente, muita coisa mudou em mim. Uma delas foi pensar em retomar o que realmente era meu sonho de realização. Fazer Rap e ter minhas músicas pelo mundo. Isso se perdeu com o tempo, com outras funções que exerci e que claro, me deram muita felicidade e realizações como por exemplo a dança. Mas quando me vi naquela situação, pensei que o que mais sonhei não havia realizado. Então, o momento é agora”, explica Frank Ejara.

O álbum de 13 faixas é autoral e todas as canções foram feitas de forma bem particulares, as músicas  foram gravadas no home estudio do artista e a produção, a programação, a composição e os arranjos ficaram por conta do próprio, já a masterização ficou por conta de Joe Black.

O projeto conta com várias participações especiais, o primeiro single Pausa e Play, teve a participação do DJ Basim no stratch, já a Tão Perto contou com Gabriel o Pensador e Guiko Batista, a Mente de um Bboy contou com DJ Niko, na Deixe As Dores Pra Mim, foi a vez de Joe Black, em Estou Bem, contou com Kameu e Carol Nazaret e a O Baile, teve Pepeu e Carol Naret novamente.

“O conceito do álbum aconteceu após meu AVC, sendo assim a maioria das músicas tem um conteúdo bem pessoal. Diria que é realmente um projeto autoral em todos os sentidos”.

Trata-se do primeiro álbum da carreira, mas o namoro com a música é de longa data.  Em 1999 Frank ao lado do DJ Som 3 gravou uma fita demo que denonimou “Operação Diamante”, o intuito era arrumar uma gravadora, o que acabou não acontecendo, mas o fato é que as músicas se espalharam e na época ocorreu um certo barulho. Além disso, no mesmo ano fundou a Discípulos do Ritmo, primeira Cia. Profissional de dança de rua do país, que ganhou reconhecimento internacional, e até hoje é diretor, córeagrafo  e dançarino. Também é sócio-fundador do Selo musical Meccanismo e com ele produziu vários artistas artistas, além de atuar como DJ em eventos. “Antes eu separava o dançarino,  do MC, mas agora, com tudo que passei e refleti, vi que o Frank Ejara é um só e mais que nunca um lado vai colaborar com o outro. Aliás, acredito que não sei mais diferenciar”.

As pretensões do artista para este novo projeto combinam bem com sua fase atual, são as mais sinceras possíveis. “Espero que todos absorvam as mensagens das músicas e de alguma forma possam relacionar com suas vidas e se isso não acontecer, que apenas dancem e se divirtam com os beats”, finaliza.

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

George Henrique & Rodrigo lançam EP “Bagunça Minha Vida”

Com seis faixas, novo álbum dos goianos será divulgado também em vídeo

Postado em por

Há oito anos, a dupla George Henrique & Rodrigo roubava a cena no sertanejo ao ousar com o primeiro DVD gravado em um posto de gasolina. Mais maduros e seguindo uma tendência acústica do mercado sertanejo, os irmãos surgem agora com um novo e impecável trabalho intimista. “Bagunça Minha Vida” é o novo EP da dupla que chega às plataformas de áudio pela Universal Music. As seis faixas do novo álbum serão liberadas para streaming e download a partir de 18 de abril. Cada música do novo projeto será lançada com um videoclipe, disponibilizados no canal oficial dos artistas no Youtube.

Com cenário intimista, a dupla se apresenta sentada cercada pelos músicos comandados por Ivan Miyazato, produtor musical responsável pelo novo repertório. E as imagens foram registradas pela equipe da Varanda Produções sob cuidados do Ricardo Bikay.

No novo EP, George Henrique & Rodrigo trazem um repertório que evidência o romantismo dos cantores, explorando a musicalidade para se tornar os porta-vozes dos corações apaixonados, seja aqueles que esperam viver um amor intenso ou aqueles que sofrem pelo fim. Superar um desamor na mesa do bar ou tentar se desvencilhar da pessoa para superar o fim, são temas principais do novo EP. George Henrique & Rodrigo prometem bagunçar muitos corações.

A música carro-chefe do novo EP se chama “Bagunça Minha Vida (Um Mês ou Uma Hora)” e é a balada do novo álbum. Com arranjo envolvente e grande aposta para ganhar o público ela conta sobre um início de relacionamento onde o que importa é amar intensamente, sem se importar se vai durar um mês ou uma hora. Aquela bagunça boa de se ter. Tanto que ela dá nome ao novo trabalho.

Já as outras cinco faixas do novo álbum são reflexos de amores que não deram certo. “Eu Queria Ser Você” é um amor não superado e a dor de cotovelo de ver a outra pessoa seguir a vida como se nada tivesse acontecido. “Interiorzim” fala de um fim de relacionamento complicado na cidade pequena em que cada esquina a pessoa dá de cara com o ex-affair. E se é para sofrer por amor, a mesa de bar é o lugar ideal. Mas em “A Última Cerveja”, composição do próprio George Henrique, a dupla decreta que é a última bebedeira que toma pela doída separação e avisa “se bater saudade, assume meu lugar nos bares da cidade”.

Ouça:

Na faixa “Muda”, uma mágoa não é capaz de acabar com um amor, que no momento da raiva não quer o fim, mas suplica por uma mudança para superar a decepção. “De Novo Nunca” é aquele chega para lá em alguém que é só a pessoa estar bem para voltar e bagunçar tudo novamente.

Com temas jovens e mantendo sempre a essência sertaneja em suas músicas, a dupla goiana apadrinhada por Bruno & Marrone, soma 700 mil inscritos no Youtube e cerca de 350 milhões de visualizações no canal oficial do YouTube. As vozes marcantes de George Henrique & Rodrigo formam o casamento perfeito para um repertório marcado por músicas de sofrência, vividas na mesa de bar e regada a sertanejo.

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase

“Suspeito”: Jambalaia mergulha de cabeça em sua nova fase. (Foto: Pedro Lenehr)

Single divulgado nesta quinta-feira (18) é o primeiro lançamento do álbum “Volátil”

Postado em por

Você já se sentiu suspeito de si mesmo? A banda Jambalaia descreve esse sentimento com muita intensidade em seu novo lançamento, Suspeito, que conta com clipe e single em todas as plataformas digitais. “Distante de tudo que eu queria ser, distante do mundo, distante do agora”, como a canção diz, transmite sentimentos muito comuns e provavelmente já vividos pela maioria das pessoas. “Nossa música é para aquela pessoa que foi demitida, aquela que sofreu preconceito, aquela que está perdida sem saber em qual direção seguir. De maneira geral, qualquer pessoa que esteja presa a um sentimento”, conta Pedro Cezar, vocalista e compositor do single.

Para reforçar a ideia da redenção como única solução para superar esses sentimentos negativos, o clipe de Suspeito se divide entre cenas da banda recebendo – literalmente – um “banho de água fria” e cenas de um personagem melancólico que não vê outra solução além de se entregar. O clipe, produzido por Pedro Lenehr, do Estúdio Lingus, foi gravado em Brasília, com cenas no Lago Paranoá. Confira:

O Jambalaia, que antes passeava por uma mistura de pop, rock e reggae, agora reafirma o seu lado mais rock nessa nova fase repaginada, mas sem perder o groove. Com músicas que aborda a libertação com profundidade e lirismo, a banda prepara mais 4 singles para os próximos meses, com lançamento do novo disco Volátil no segundo semestre. Volátil foi produzido por Ricardo Ponte, que trabalhou na mixagem e masterização do álbum ganhador do Grammy Latino, “Éter”, da banda Scalene. Ainda esse ano, Jambalaia se apresenta no México, no Festival Lifa, após vencer o concurso da edição realizada no Brasil.

A banda promete clipes cinematográficos para as próximas músicas, sempre com muitas narrativas e profundidade. O seu primeiro álbum foi o “Tudo O Que É Nosso Está Guardado”, lançado em 2015, época também de lançamento do primeiro clipe, “Dose de Café”. Jambalaia é formado por Pedro Cezar (vocalista), Felipe Roller (Guitarrista), Robson Anselmo (Baixista), Wagner Souza (Tecladista) e Sergio Sebba (Baterista).

Liniker e os Caramelows são confirmados no festival inglês Glastonbury

O festival é um dos mais populares da Europa e já recebeu nomes como Katy Perry, Ed Sheeran e Adele

Postado em 17/04/2019 por

Nos últimos anos, Liniker e os Caramelows investiram na carreira internacional. Entre 2016 e 2018, o grupo passou por mais de 20 países e conquistou marcos importantes, como a participação no hypado Tiny Desk Concert, da NPR Music. Após o lançamento do disco Goela Abaixo, em março deste ano, a banda anunciou mais uma turnê fora do Brasil, com datas em países da América Latina, da Europa e também uma passagem pelos Estados Unidos. Agora, mais uma confirmação consolida a trajetória de Liniker e os Caramelows. O conjunto sobe ao palco da edição 2019 do festival inglês Glastonbury, um dos mais relevantes do mundo.

 

 

“Tocar no Glastonbury é um sonho de todos que trabalham com arte e, principalmente, de quem desenvolve a sua carreira de forma independente”, diz a cantora e compositora Liniker. “Nós damos o máximo nos nossos shows e em tudo o que envolve o nosso som, então é incrível ter o reconhecimento de um festival como este”, completa.
Em breve, mais datas da Goela Abaixo World Tour serão anunciadas.

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Netflix apresenta… Homecoming: A Film by Beyoncé

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos

Postado em por

Hoje, a Netflix lançou Homecoming: A Film by Beyoncé, que apresenta um olhar intimista de sua performance histórica no Coachella em 2018, que homenageou as faculdades e universidades historicamente negras dos Estados Unidos (HBCUs). Intercalado com gravações e entrevistas detalhando a preparação e a forte determinação que há por trás de sua visão, Homecoming permite ao telespectador dar uma espiada na preparação e sacrifícios emocionais necessários para conceituar e executar uma performance dessa magnitude e que se tornou um movimento cultural. Essa produção Netflix já está disponível globalmente.

Como a primeira mulher negra a ser headline do Coachella, Homecoming homenageia os afro-americanos visionários que inspiraram Beyoncé, incluindo os ex-alunos HBCU Toni Morrison, Alice Walker, a ativista Marian Wright Edelman e o acadêmico W.E.B. Du Bois, além de pessoas importantes culturalmente como Nina Simone, Maya Angelou, Chimamanda Ngozi Adichie e Audre Lorde. Beyoncé conheceu a importância das HBCUs com o seu pai Mathew Knowles, ex-aluno da Universidade Fisk.

Filmado ao longo de oito meses, o filme acompanha a estrela global quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus gêmeos, destacando a completa preparação necessária na criação de sua performance inovadora, que incluiu quatro meses de ensaios com a banda seguidos de quatro meses de ensaios de dança com mais de 150 músicos, dançarinos e outros profissionais – todos foram escolhidos a dedo pela própria artista.

Em meio a dupla função: de diretora de sua performance ao vivo e do filme que capturou o processo de realizá-lo, Beyoncé diz: “Foi um dos trabalhos mais difíceis que eu fiz, e eu sabia que eu precisava empurrar a mim mesma e ao meu time para irmos além, sair do ótimo ao extraordinário. Nós sabíamos que algo assim nunca havia sido feito anteriormente a nível de um festival, precisava ser icônico e sem qualquer comparação. A performance foi uma homenagem a uma parte importante da cultura afro-americana. Tinha que ser verdadeira para aqueles que a conhecem, e divertida e esclarecedora para aqueles que precisavam aprender. Ao fazer o filme e recontar a história, o propósito permaneceu o mesmo ”.

Muitos no elenco; banda, cantores, dançarinos e steppers são ex-alunos da HBCU, imersos na tradição de Batalha de Fanfarras, dos Estados Unidos. Eles se juntaram ao grupo de artistas da Beyoncé, que já estiveram em turnê com ela por anos. Os espectadores não só conseguem ver os intensos ensaios de dança e o talento desses incríveis artistas, mas conhecer sua jornada pessoal de estudante da HBCU para artista e o grande impacto que geraram ao lado de Beyoncé neste show histórico.

Muitos com consciência cultural e intelectual se formaram em universidades para negros, inclusive o meu pai”, diz ela no filme. “Há algo muito importante nessa vivência, que deve ser celebrado e protegido.

Como um presente para seus fãs, o filme também inclui – nos créditos finais – sua regravação de “Before I Let Go”, do Frankie Beverly and Maze, um clássico de R&B de 1981 que é frequentemente apresentado nos jogos da HBCU. O single está disponível na trilha sonora do filme, “HOMECOMING: THE LIVE ALBUM”, já disponível pela Parkwood Entertainment e Columbia Records. smarturl.it/BH9102

Homecoming: A Film by Beyoncé, foi dirigido e produzido por Beyoncé Knowles-Carter. O seu colaborador de longa data, Ed Burke, atuou como codiretor. Steve Pamon e Erinn Williams são produtores executivos.

‘Formation’, a principal faixa do mais recente álbum de Beyoncé, conta com mais de 160 milhões de plays no YouTube. Assista:

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

‘Medellín’: Madonna divulga faixa inédita com Maluma

Faixa faz parte do próximo álbum de estúdio da cantora, ‘Madame X’, marcado para ser lançado em junho deste ano

Postado em por

A Rainha do Pop está de volta! Depois de alguns rumores e mistérios envolvendo seu novo trabalho, Madonna está oficialmente de volta e, nesta quarta-feira (17), divulgou o single ‘Medellín’. A faixa é uma parceria com o colombiano Maluma e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Ao longo de seus quase cinco minutos de duração, o single – primeira amostra do novo álbum da cantora – tem uma pegada mais experimental e traz, além de sussurros, vocais em inglês e espanhol. Ouça:

 

‘Madame X’, o próximo álbum de Madonna, está marcado para ser lançado no dia 14 de junho deste ano e, além de Maluma, ainda deve contar com participações especiais de nomes como Quavo, Swae Lee e Anitta. A aproximação de Madonna com idiomas latinos, como o português e o espanhol, ganhou peso depois que a Rainha do Pop foi morar em Portugal.

A parceria com Anitta, intitulada ‘Faz Gostoso’, começou a ser especulada no ano passado quando a cantora norte-americana publicou uma foto ao lado da brasileira durante uma gravação em estúdio. A foto viralizou. Confira:

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Always fun to run into talented and beautiful friends in the studio! 💛@anitta 💛💛💛! 🇧🇷#magic

Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em

Álbum de Pitty traz participações de BaianaSystem, Larissa Luz e Pupillo

“Matriz” será lançado dia 26 de abril nas plataformas digitais e, em seguida, em CD, vinil e cassete.

Postado em 16/04/2019 por

“Matriz” é, provavelmente, o disco mais surpreendente de Pitty. Ela o criou de forma bem livre, seguindo sua intuição e acabou fazendo um álbum que contém referências de sua história e aponta novos caminhos por onde sua música pode passar.

Composto e gravado durante a primeira parte da turnê “Matriz”, o disco partiu dessa ideia de revisitar suas origens, chegar na matriz sonora e perceber como isso se comporta nos dias de hoje, como através do rock ela dialoga com novas influências e toda sua trajetória até aqui.

O álbum foi gravado parte no Rio, no Estúdio Tambor, parte em São Paulo e parte em Salvador, onde Pitty nasceu e viveu até os 23 anos quando foi para o Rio gravar o primeiro disco. Na busca por suas origens, acabou trazendo algumas referências da Bahia que ela nem imaginava. Assim, participam do álbum os baianos: Lazzo Matumbi (“Noite Inteira” e “Sol Quadrado”), Larissa Luz (“Sol Quadrado”), Nancy Viegas (“Noite Inteira”) e BaianaSystem (“Roda”). Entre as 13 faixas há duas releituras, de “Motor” (Teago Oliveira), da banda Maglore e “Para o Grande Amor”, de Peu Souza. Todas as faixas foram produzidas por Rafael Ramos, com exceção de “Redimir”, produzida pelo pernambucano Pupillo, que também tocou percussão, bateria e programação eletrônica.

‘Noite Inteira’, a parceria com Lazzo Matumbi, já está disponível no canal oficial da cantora no YouTube. Assista:

Salgadinho e Ferrugem anunciam single em conjunto

“O Sol e Sal” é a primeira grande novidade do icônico ex-líder do Katinguele para 2019

Postado em por

Um dos maiores nomes da história do pagode está de volta. Com mais de 8 milhões de álbuns vendidos e hits como “Inaraí” e “Recado à Minha Amada (Lua Vai)“, Paulo Salgado, mais conhecido como Salgadinho, ex-líder do icônico grupo Katinguelê, um dos maiores fenômenos do pagode do anos 90, promete um 2019 muito especial.

A primeira grande novidade do ano fica por conta do lançamento do single e clipe de O Sol e Sal, música que contará com a participação especial do cantor Ferrugem, um dos maiores nomes do pagode nos últimos anos. Sobre a participação especial do cantor, Salgadinho diz que sempre teve empatia grande pela arte de Ferrugem e, que poder gravar com ele, significa a união do samba e reconhecimento de uma geração. “Sempre acompanhei a carreira dele (Ferrugem). É um artista que acompanho há anos e sempre tive muita empatia por sua arte. Gravar essa canção, que também é de sua autoria, mostra a união da indústria do Samba e o reconhecimento que minha geração plantou, assim como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Almir Sater, marcaram a nossa. Estou muito feliz”, comenta o cantor.

Sobre os próximos passos da carreira, Salgadinho ainda faz mistério. O cantor conta que deverá lançar mais 5 singles no ano e que alguns deles ainda devem conter participações especiais. “Estamos planejando o ano de 2019 com muito carinho e surpresas. Este ano será um divisor de águas na minha carreira solo. Espero lançar mais 5 singles ainda, que deve conter mais algumas participações especiais incríveis. Ainda não posso falar, mas os fãs ficarão muito surpreso e felizes com o que vem por ai”, finaliza.

Percussor do movimento pagode anos 90 e idealizador do projeto “Amigos do Pagode 90″,  Salgadinho possui 30 anos de estrada, hits como “Inaraí”, “Lua Vai”, “No Compasso do Criador” e “Engraçadinha”. Seu mais recente projeto, “Amigos do Pagode 90”, passou por 17 Estados, 60 cidades e levou cerca de 300 mil pessoas aos shows nos últimos 3 anos.

“No Fundo dos Meus Olhos”: Péricles lança música com participação de Thiaguinho

A faixa faz parte do PAGODE DO PERICÃO e reúne Péricles e Thiaguinho que, ao lado de Chrigor, foi um dos convidados do projeto

Postado em por

Já está disponível nas plataformas de streaming e nas rádios de todo o Brasil a música “No Fundo dos Meus Olhos”. A faixa faz parte do PAGODE DO PERICÃO e reúne Péricles e Thiaguinho que, ao lado de Chrigor, foi um dos convidados do projeto. A ideia é que nas próximas edições, outros artistas dividam o palco com Pericão.

“Cantar com Thiaguinho é sempre muito bom, e num projeto como o PAGODE DO PERICÃO, melhor ainda. Nos emocionamos e mostramos pra galera que a nossa história, que vem antes de tudo isso, tem muito valor e vai continuar. ‘No Fundo dos Meus Olhos’ é uma regravação do Exalta e fez parte do repertório do grupo lá atrás, quando o Chrigor era o vocalista”, fala Péricles.

Ouça:

 

Em um palco de 360º e acompanhado pelo pandeiro, baixo, surdo, violão, cavaquinho, banjo e percussão, no PAGODE DO PERICÃO Péricles faz uma releitura de clássicos dos anos 1990 (com exceção de “Amiga da Minha Mulher”, de Seu Jorge) que foram interpretados por nomes e grupos como Molejo, Art Popular, Exaltasamba, Grupo Clareou, Belo, Kiloucura, Negritude Jr., Travessos e Grupo 100%. Ao todo, o PAGODE DO PERICÃO conta com 10 faixas, entre elas a inédita ‘’De Graça e De Glória” que reuniu o trio Péricles, Thiaguinho e Chrigor.